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Perder para o Coritiba pode ter sido um prejuízo irrecuperável

08 de agosto de 2013 31

No Gre-Nal, o Grêmio jogou com três zagueiros. Nesta quinta-feira, Renato Portaluppi mudou para três volantes. Maxi Rodríguez, que era consenso, ficou no banco de reservas até o sétimo minuto da etapa final. Quando entrou no jogo, o time já estava todo atrapalhado.

Por que Renato optou por jogar com três volantes? Medo? Atração irresistível por uma retranca amiga? Ou por demasiado respeito pelos medalhões do time? O empate poderia ter saído nos minutos finais do jogo, mas aí sobrou pressa e faltou sorte.

Perder em casa para o Coritiba foi um prejuízo, quem sabe, irrecuperável. Agora, o Grêmio terá de buscar compensação em jogos longe da Arena. Complicou.

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Faltou futebol no Gre-Nal 397

04 de agosto de 2013 38

Faz parte da rotina dos Gre-Nais que o clássico seja farto em competitividade e fraco em técnica. Mas as duas equipes não precisavam exagerar. O jogo teve pouco futebol e sobraram patadas. Poucas vezes uma partida registra a quantidade de faltas cometidas no primeiro clássico disputado na Arena do Grêmio.

A bola quase não rolou. A arbitragem colaborou interpretando como faltosas jogadas normais, aceitou jogadas desleais como lícitas e expulsou quando não deveria expulsar. Não houve vitoriosos no primeiro Gre-Nal do novo estádio, e a história registrará que a ocasião foi marcada por um festival de faltas e carência constrangedora de bom futebol.

A arbitragem
Fabrício Corrêa já está afirmado como bom árbitro, mas desta vez atrapalhou-se mais do que poderia, demonstrando nervosismo além da conta. Errou quando não aplicou o segundo cartão amarelo para Adriano, deu cartão vermelho para Jorge Henrique em falta duvidosa e exagerou no rigor excluindo Fabrício. E Willians, não deveria ser expulso no pênalti que cometeu? O árbitro foi mal, infelizmente.

Ousado
Renato Portaluppi surpreendeu escalando três zagueiros. Mas deu-se bem. Liberados para atacar, os dois laterais foram peças importantes do Grêmio. Pará e Alex Telles forçaram o jogo pelos flancos, e o Inter não conseguiu contê-los. Taticamente, Renato andou melhor.

Contido
Esperava-se que o Inter jogasse um pouco melhor, mas foi prejudicado pela postura contida. Os laterais não apoiaram, e Josimar, normalmente um volante que ataca e até finaliza, ontem foi apenas marcador. Visivelmente, faltou ímpeto ofensivo do Inter. Ah, Forlán teve uma das suas mais apáticas apresentações. Não jogou, simplesmente.
Delinquentes
A campanha pela paz no Gre-Nal não sensibilizou integrantes da Geral do Grêmio e Nação Independente. Os dois grupos de torcedores vandalizaram e tiraram de circulação um vagão da Trensurb. Não dá mais para transigir com estes delinquentes. É preciso identificá-los e responsabilizá-los pela destruição que provocam. E se para livrar o futebol da sua nefasta presença for preciso eliminar as torcidas organizadas, então que seja feito. Com a palavra clubes, Brigada Militar e Ministério Público. O copo da tolerância já transbordou.

No estádio
comportamento dos quase 40 mil gremistas e os 1,5 mil colorados que ocuparam a Arena. Não houve incidentes dentro do estádio, quem foi ao jogo foi para torcer.

Não lotou
Cerca de 40 mil torcedores no estádio deve ser considerado um bom público. Mas, como não choveu, esperava-se que a Arena lotasse. Duas devem ser as razões: sócios que não foram ao jogo, e suas cadeiras ficaram vazias e preços dos ingressos, muito elevados.

Pedindo passagem
Elano jogou pouco, mais uma vez. E Máxi Rodríguez, quando entrou no jogo, reafirmou a sua qualidade. É possível que nenhum outro jogador do Grêmio tenha a sua precisão nos passes. Está pedindo espaço entre os titulares.

Boa opção
Scocco fez a sua estreia, teve uma boa finalização, mas mostrou que Dunga terá de escolher entre Forlán e Scocco. Sem muita demora.

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Vermelhos derrubam o Grêmio em Criciúma

20 de julho de 2013 39

O árbitro pode ter exagerado nas expulsões de Biteco e Vargas – os lances permitem questionamentos – e se foram equivocadas as decisões do árbitro, elas acabaram decidindo em favor do Criciúma. Embora, Renato Portaluppi tenha considerado que os seus dois jogadores erraram.

A derrota do Grêmio dificilmente aconteceria se não tivesse ficado com 10 jogadores aos 23 minutos da etapa inicial e com nove jogadores a partir dos nove minutos do segundo tempo. No primeiro gol do Criciúma, Cris foi batido por Welington Paulista, pelo alto.

Nenhuma novidade. No segundo gol do Criciúma, o zagueiro Mateus Ferraz chutou sem marcação dentro da área gremista. Restou como consolo o lindo gol feito por Zé Roberto, mais uma vez o melhor do time de Renato. O Grêmio já tinha perdido para o jogo os dois volantes titulares e acabou ficando sem Werley, lesionado.

Barcos jogou pouco quando o Grêmio estava com 11 jogadores, continuou mal com 10 e piorou quando o Grêmio ficou só com nove jogadores. Os erros cometidos pelo Grêmio começaram com a escolha do hotel, muito distante da cidade.

Na ida para o estádio, um acidente atrasou a viagem e o Grêmio não conseguiu, sequer, aquecer o time convenientemente. De positivo para o Grêmio restou o caráter combativo da equipe que não deixou de lutar até o último minuto de jogo.

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Inter dá salto de qualidade com Alex e Scocco

20 de julho de 2013 18

A torcida colorada já pode relaxar, Alex Rafael e Scocco já estão contratados e só falta que desembarquem no Beira-Rio assinem contrato – bases salariais já estão acertadas – e Dunga resolva como vai utilizá-los. Sobre Alex é dispensável apresentação.

Sua passagem pelo Inter foi pontilhada por grandes atuações e títulos grandiosos. Alex tanto pode ser parceiro de D´Alassandro como substituí-lo. Joga na função mais avançada do meio-campo mas também atua como segundo atacante. Se estiver jogando 70% do que jogou com a camisa do Inter será um acréscimo fantástico.

Scocco será o substituto de Leandro Damião, cuja venda é uma questão de dias. Na opinião do blogueiro, Scocco é superior a Damião na parte técnica. Trata-se de um centroavante artilheiro, boa técnica e velocidade. Se não acontecer nenhuma surpresa, o Inter ficará com um ataque invejável.

Com as contratações de Alex e Scocco o Inter dá um salto de qualidade e encaminha um destino promissor no restante da temporada.

Giovanni Luigi só conseguiu os seus dois reforços de qualidade quando o gongo estava prestes a ser acionado. O presidente colorado parece gostar de viver perigosamente ou, no mínimo, curtir intensas emoções

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Bravura colorada derruba o Fluminense

13 de julho de 2013 58

Estava marcada para Macaé a prova mais complicada que o Inter enfrentaria nesta temporada, até agora. O Fluminense era a parada duríssima que Dunga e os seus guerreiros teriam que encarar, mais uma vez longe de casa.

O desempenho colorado foi de arrepiar pela bravura e entrega de todos. Rafael Moura deixou de ser centroavante para brigar pela bola enquanto esteve em campo, muitas vezes perto da sua própria área.

Muriel pareceu goleiro argentino pela catimba que até lhe rendeu um cartão amarelo. Forlán casou e não parou mais de fazer gols. Neste jogo, marcou dois, um deles olímpico. D´Alessandro, outra vez, foi o grande maestro do time. Está jogando demais.

Fora de campo, Dunga e Paulo Paixão, a dupla mágica que faz o Inter jogar e correr. Dunga está tirando leite de pedra. Novamente, não teve Willians e precisou improvisar.

No meio-campo estavam Josimar, Jorge Henrique – acreditem, jogando como volante – Fabrício e D´Alessandro. Mesmo assim, a garra e a determinação de todos conseguiram conter o forte Fluminense.

Foi uma vitória heroica e histórica. E se alguém quiser acrescentar pode chamar, também, de inacreditável.

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Neymar é, apenas, um grande jogador

01 de julho de 2013 41

Admito, sem crise, quem considera Neymar um craque.
Acho que ainda é, apenas, um grande jogador.

Não importa.

Prefiro conviver com a adoração por Neymar do que a reverência colonizada pelo futebol de cuco – tic tac tic tac –.
Neymar é brasileiro, a Espanha não é.

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Com Renato, Grêmio se agarra em pensamento mágico

01 de julho de 2013 22

Renato Portaluppi é um grande sujeito, é o mínimo que se pode dizer deste que foi um dos maiores jogadores da história do Grêmio. No título mundial conquistado pelo clube ele foi o eterno herói, marcando dois golos contra o Hamburgo, no Japão.

A reverência dos gremistas por Renato tem, pois, plenas justificativas. Neste momento, após demitir Vanderlei Luxemburgo, o Grêmio busca um substituto que deverá ser Renato Portaluppi. Fábio Koff busca o grande sujeito que Renato é e o motivador especial de vestiário.

A campanha de Renato como treinador no segundo semestre de 2010 deu ao Grêmio vaga para a Libertadores da América do ano seguinte. O treinador terminou a temporada nos braços da torcida. No ano seguinte, tudo mudou. A estrela de Renato pareceu que tinha apagado e ele acabou demitindo-se, após pressão da direção comandada por Paulo Odone.

Mas, não foi por falta de sorte que as vitórias sumiram. Mais correto seria lembrar que a saída de Jonas foi a principal responsável pelo sumiço dos gols e das vitórias. Ao mesmo tempo, Renato surpreendia ao usar escalações e fazer substituições, durante os jogos, totalmente impróprias.

Por algum tempo, elas deram certo mas tornaram-se ineficientes logo em seguida. Constatou-se na ocasião que Renato Portaluppi ainda estava longe de se transformar em um bom treinador.

De lá para cá, nada aconteceu na carreira do novo treinador que mostrasse evolução. Renato está parado há dois anos. E o Grêmio quer buscá-lo para salvar a temporada. Seria lindo ver o grande ídolo realizando o sonho do seu povo.

Porém, antes que aconteça, é imperioso proclamar: o Grêmio está se agarrando a um pensamento mágico. E pensamentos mágicos quase nunca dão certo. Mas, um fato oferece motivos para que vigore a esperança: Fábio Koff já foi treinador, conhece futebol como poucos dirigentes. Como Renato foi seu jogador e é grande amigo, é possível que ouça Koff. Humildade para tanto não falta ao Renato.

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Felipão liquida futebol sonolento da Espanha

30 de junho de 2013 24

Acabou, o Brasil matou e sepultou o futebol sonolento da Espanha.

O Maracanã foi o Waterloo de Iniesta e seus companheiros. Chegou a hora de os brasileiros voltarem a acreditar e se alegrar com a sua seleção. E, definitivamente, terminar com a tietagem que festejava o estilo chato e sem objetividade dos espanhóis.

O Brasil, no novo Maracanã, deu uma aula, ensinou como se faz para liquidar com o futebol nheco-nheco da Espanha. Marcou, tirou espaços e sem liberdade para exercitar o seu jogo sem talento – sem dribles inesperados e/ou grandes jogadas de levantar as arquibancadas – a Espanha sofreu a merecida goleada.

O Brasil amadureceu. Adotou o futebol coletivo. Deu no que deu. A torcida até cantou o Hino Nacional com a bola rolando.

O Brasil mostrou que possui grandes jogadores, Neymar entre eles, mas são de Luiz Felipe Scolari os mais luzidios méritos pela ressurreição do futebol brasileiro. O Felipão conseguiu o milagre de convencer os seus jogadores de que marcar é tão importante quanto jogar.

Quem dizia que craque não precisa marcar deve enfiar a viola no saco. Craque marca, sim.

E joga quando é possível jogar.

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Novo treinador do Grêmio não tem perfil

30 de junho de 2013 18

Quando um clube busca um treinador, a primeira pergunta que surge é: qual será o perfil do profissional buscado?

Este questionamento, na verdade, não tem sentido algum. O único perfil exigido é que o treinador desejado esteja disponível no mercado, queira trabalhar para o clube que o busca e pretenda salário realista. Que seja um treinador experiente, é uma obviedade. Que seja um vencedor, outra obviedade.

O que a pergunta requer, entretanto, é resposta para outras questões: estilo de trabalho, liderança de vestiário, etc. O Grêmio dispensou Vanderlei Luxemburgo, treinador que preenche o perfil ideal, ou quase. Para substituí-lo, o melhor nome disponível seria Muricy Ramalho, mas dizem que ele está cansado, muito rico e, portanto, sem grande ânimo. Restariam nomes mais modestos: Leão, Dorival Júnior, Cristóvão Borges e outros do mesmo naipe. De todos eles, Leão é o mais experiente mas quem consegue lidar com o seu temperamento?

Conclusão: o Grêmio vai contratar o treinador que for possível. E antes que desembarque em Porto Alegre, será precedido de muitos elogios. É a história padrão. A mesma de sempre.

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Brasil derrota Uruguai com gols e emoção

26 de junho de 2013 15

O Uruguai não tremeu, como sempre. Jogou com três atacantes, esbanjou sua histórica garra charrua e só não obteve melhor resultado porque o goleiro Julio Cesar, aposta exclusiva de Felipão, defendeu um pênalti quando o jogo ainda estava empatado. Todos estes méritos uruguaios valorizaram extremamente a vitória brasileira. A torcida mineira entrou em campo e suou a camiseta junto com o time brasileiro. Faltou ao Brasil a individualidade que desequilibra mas sobrou esforço coletivo. Não foi uma atuação brilhante mas o jogo entrou para a galeria dos confrontos inesquecíveis já disputados entre brasileiros e uruguaios. O Brasil está na final, com muita emoção.

Paulinho foi o jogador mais decisivo da partida. É um volante como há muito tempo não se via na Seleção Brasileira. Ele foi o destaque positivo do time brasileiro ao lado de Julio Cesar, escolhido pela Fifa o craque do jogo. Menos brilhantes foram os dois zagueiros, Hulk, Oscar e os baderneiros que enfearam a tarde no lado de fora do Mineirão.

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Um tsunami ronda o Brasil

26 de junho de 2013 26

Os primeiros sinais do cataclismo poderão ser sentidos hoje à tarde. Belo Horizonte apresenta-se como um campo de batalha que, provavelmente, não será contido pela segurança da cidade. A Fifa estará atenta aos acontecimentos programados e, mesmo que a entidade mundial negue, é impossível que não passe pela cabeça dos seus dirigentes a possibilidade de tirar a Copa do Mundo do Brasil, ano que vem.

O jogo desta tarde e as decisões de sábado e domingo poderão deflagrar a discussão da Fifa com o governo brasileiro: haverá garantia de segurança para o grande evento de 2014? Se a ação de vândalos e depredadores (pequena minoria?) não for contida nestes três dias, quem garantirá que os fatos não se repetirão ano que vem? Com muito mais intensidade?

Este blogueiro sempre se posicionou contra a realização da Copa no Brasil. Porém, agora que a estruturação do evento já consumiu mais de R$ 25 bilhões, restou-nos a obrigação de retirar da competição o maior lucro possível. É possível, até provável, que as atuais manifestações de rua já estejam afugentando turistas que viriam ao Brasil em 2014.

Muito pior, entretanto, seria a transferência desta Copa do Mundo para outro país. O Brasil levaria um século para recuperar-se dos prejuízos. E, não duvidem que a insegurança não motive decisões radicais.

Foi um erro monumental que Lula cometeu levando o Brasil a entrar nesta “roubada”. Mas, ainda mais errado seria perder a Copa do Mundo e distribuir entre os brasileiros a conta pela bobagem induzida pela megalomania de um ex-presidente cuja voz está calada. Não duvidem, um tsunami ronda o Brasil.

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Roubo festivo

25 de junho de 2013 7

Os espanhóis ainda lamentam o hipotético roubo que teria aliviado alguns jogadores em um mil euros. O fato teria ocorrido no hotel onde a seleção espanhola estava concentrada.

Passados alguns dias do ocorrido, sabe-se agora que a boleirada espanhola se esbaldou na piscina do hotel na companhia de generosas mulheres e entre doses cavalares de caipirinhas. Depois, ainda desfrutando as deliciosas companhias, terminaram a festa nos apartamentos.

No dia seguinte, denunciaram o hipotético roubo. Bem que o rei Juan Carlos poderia repetir para os seus jogadores o conselho que deu ao falecido presidente da Venezuela: porque non se callan?

Quanto à festança dos jogadores com o mulherio, Juan Carlos não poderia reclamar. Segundo o biógrafo Andrew Morton, o rei da Espanha já teria ficado com 1500 mulheres. Após sua morte será conhecido como “Juan, o insaciável”.

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Falta memória às manifestações

20 de junho de 2013 120

Não identifico uma única reivindicação das manifestações de rua que mereçam contestação. Todas as postulações populares são justas e oportunas. Questiono, apenas, a imprevidência das lideranças dos movimentos que deixaram para protestar contra as Copas no Brasil quando já era tarde demais, embora muitos jornalistas brasileiros tivessem alertado, desde quando o Brasil se candidatava à sede destes eventos esportivos, sobre a roubalheira que estava por vir e a inconveniência de investir bilhões na organização dos torneios quando brasileiros continuavam morrendo por falta de leitos e atendimento nos hospitais, entre outras chagas que enfeiam a realidade brasileira.

Porém, seria possível relevar o cochilo da sociedade brasileira se, pelo menos, não fossem ignorados os nomes daqueles que causaram o desperdício das verbas públicas, produziram colossal corrupção, levaram o país a um estado de insegurança generalizada e abastardaram a educação com salários de fome para os professores que ainda lutam pela educação das crianças brasileiras em escolas precárias, sem estrutura adequada e condições de insuportável miserabilidade.

Por que não apontam o dedo para Lula que encaminhou a gastança nas obras das Copas para satisfazer o seu desmedido ego? Por que falam em corrupção e não citam o mensalão e seus protagonistas, um abominável mau exemplo que chocou o mundo? Assim como estas mazelas, também outras como a saúde enferma da população, a educação pisoteada e a insegurança das ruas permanecem sem causadores nos gritos do povo cansado e inconformado.

As manifestações estão cheias de verdades, mas a falta de memória quando se trata de apontar culpados macula as boas intenções dos movimentos. É prova de cidadania levar o povo ao protesto público, mas esconder a origem dos fatos tem cheiro de manipulação. Quem são os pais da criança?

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Protestos: deixar que as minorias depredem?

17 de junho de 2013 33

As mídias sociais ainda mudarão o mundo, se para melhor ou pior, não sei. Estou certo, contudo, que estas ferramentas de comunicação transformaram-se em armas poderosíssimas constituindo-se em voz para a esmagadora maioria das populações que não tem espaços para se manifestar.

Assim, o Twiter foi importante para a primeira eleição de Barack Obama e o Facebook movimenta milhões de árabes contra ditaduras de intermináveis temporadas.

O Brasil está descobrindo que as mídias sociais podem render muito mais do que espalhar mensagens tolas e inexpressivas do tipo “acabei de comer um hambúrguer de atum: irresistível”. Está sendo graças ao Facebook que multidões estão sendo levadas às ruas para protestar contra tudo.

Não é ruim, pelo contrário, é democrático que a sociedade reclame e reivindique melhores condições de vida.

Inaceitável, entretanto, é que aos justos protestos por melhorias sociais caminhem juntos vândalos, depredadores e provocadores. “Eles são minoria”, argumentam os líderes das manifestações.

Pura verdade, mas devem as forças policiais permitir que estas minorias quebrem e ateiem fogo em tudo o que encontram pela frente? Ignoro maneira eficaz de “peneirar” os movimentos sociais, separando o joio do trigo.

Tenho convicção, entretanto, que as minorias baderneiras comprometem a maioria idealista e, pior, dividem com ela as balas de borracha e os efeitos das bombas morais. É como se diz há séculos: são os justos pagando pelos pecadores.

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Falta um ano para o grande fiasco

12 de junho de 2013 55

Não me dá prazer algum prever que a Copa no Brasil será um fiasco continental. Tomemos Porto Alegre como exemplo. De 11 obras elencadas pela ZH de hoje, oito só estarão concluídas em maio do ano que vem, poucos dias antes do torneio. A pista do Aeroporto Salgado Filho não estará pronta para a Copa e existem fortes razões para se duvidar a ampliação do terminal de passageiros esteja concluída até o Mundial.

Sem contar que continuamos, um ano antes da Copa, tendo voos atrasados e cancelados por efeito da neblina e ausência de aparato tecnológico que permita pousos e decolagens por aparelho. Entre todas as obras, apenas duas tem previsão de conclusão ainda este ano: o aeromóvel, que estará concluído no segundo semestre deste ano e o Estádio Beira-Rio, totalmente revitalizado, ampliado e modernizado.

E a cidade, como está se preparando para receber os turistas? Apenas um pequeno percentual de taxistas está disposto a aprender a língua inglesa. Compreensível, grande parte dos taxistas são pessoas de mais idade e todos precisam trabalhar muito para sobreviver. Como arrumar tempo para estudar? E a sinalização que toda a grande cidade precisa, será feita até o ano que vem? E estes problemas todos não são exclusividade de Porto Alegre. Pelo contrário, em outras capitais-sede, as dificuldades são ainda maiores.

Acho que vou fazer alguma promessa para o meu santo, mas não sei se ele aceitará abraçar uma tarefa tão pesada e complicada.

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