Calma, este blogueiro não está pregando violência no sagrado reino da CBF, onde se aloja a Seleção Brasileira de Futebol. O título deste post é, apenas, uma figura de linguagem, cujo significado é mais ou menos este: Felipão deve reunir os seus jogadores e informar, nem que sejam necessárias muitas horas de explicação até chegar ao convencimento geral, que nenhum deles sequer senta em banquinho de craque.
No máximo, o elenco selecionado flutua entre jogadores mais ou menos até bons atletas. Craque, nenhunzinho deles. E para que ninguém esqueça, ele, treinador, passará a usar um chicote para fazê-lo estalar sempre que alguém se esquecesse da realidade. Assim como fazem os domadores quando estão adestrando suas feras.
Em seguida, Felipão deve anunciar que a Seleção, por não contar com craques, passará a jogar como time inferior, médio ou pequeno. Todos os integrantes do time terão que correr, lutar pela bola, ocupar espaços e impedir que o adversário, qualquer um, tenha liberdade para jogar. Depois, todos estarão liberados para tentar vencer.
O Brasil esquecerá ousadias como jogar com três atacantes – isto é para alemães, espanhóis, talvez ingleses e argentinos – e privilegiará, sempre, um sistema defensivo forte e resistente. Os gols não serão muitos mas quem disse que precisa mais de um a zero para ganhar três pontos?
Resumindo: nem que seja no estalo do chicote, Felipão terá que ensinar aos nossos selecionados o sentido de ser humilde. É isso aí. A Seleção Brasileira terá que ser humilde, jogando de acordo com o seu tamanho. E para que o discurso franciscano não fique restrito aos jogadores da Seleção, Felipão tratará, igualmente, de conscientizar a imprensa brasileira.
Onde houver um jornalista esportivo enganando-se e ao povo que o Brasil é uma usina de craques, um integrante do grupo oficial “A nova consciência” – terá que ser formado um – erguerá a sua voz para proclamar que não somos mais os mesmos, nossos craques sumiram e devemos nos conformar em descer para a planície. Pode ser que assim não faremos fiasco, ano que vem, em nossa própria casa.
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