Não chega a ser novidade o que o governador de São Paulo está prometendo para o segundo semestre deste ano, que é o pagamento de uma premiação extra para os policiais que conseguirem reduzir os índices de criminalidade naquele estado. O tal bônus de produtividade aos PMs e policiais civis já é pago em vários estados, entre os quais o Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O pagamento é semestral e varia, dependendo de cada estado, entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, o que garante um 14º e até um 15º salário aos policiais mais bem avaliados. Em São Paulo o bônus começa em R$ 4 mil, mas pode chegar a R$ 10 mil. São valores atraentes que têm por objetivo diminuir de forma consistente os assassinatos, roubos na rua e roubos e furtos de veículos. O desempenho dos policiais é medido pelo recuo no número de delitos registrados por região.
Claro que há pontos positivos e negativos na medida. De um lado, a gratificação vai dar mais ânimo aos integrantes da segurança pública que historicamente são muito mal remunerados.
O lado negativo é a possibilidade de surgir uma espécie de rivalidade entre os grupos de policiais que pode prejudicar a cooperação e a troca de informações entre os profissionais. Mas em tempos de caixa apertado para dar um aumento salarial que agrade a todos, premiar a produtividade policial é uma experiência que não pode ser descartada.
No Rio, por exemplo, além dessa premiação a polícia costuma pagar por informações fornecidas pela população principalmente para o caso de encontrar o esconderijo de bandidos.
É sabido que aqui no nosso Estado a remuneração da segurança pública é uma das mais baixas do Brasil. Por isso, seria interessante um debate público sobre o assunto.
Até amanhã, com a graça de Deus.
