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Um clique, um slow

19 de julho de 2010 0

Para quem não leu ou para relembrar, eis uns recortes de jornal deste domingo.

Reprodução, Zero Hora

A leitora Clarice Chwartzmann registrou a foto que apareceu no informe especial.

Reprodução, Donna ZH

A frase, em destaque na crônica, de Martha Medeiros nos faz refletir sobre a poesia das cenas em slow motion.

Blog Zerando te dá um Kit Cafezinho

19 de julho de 2010 0

Foto: Divulgação, Diário Gaúcho

Com o frio das últimas semanas um cafezinho torna-se indispensável, não é mesmo?

E que tal tomar este café em grande estilo?

O Kit Junte & Ganhe Cafezinho Top do Diário Gaúcho está fazendo o maior sucesso entre os leitores, e o Blog Zerando vai premiar um internauta com este kit elegante para arrasar na hora do café.

Clique aqui e responda a pergunta: Por que você não recusa um bom café?

A melhor frase ganha um Kit com 6 colheres, 6 pires e 6 xícaras. A promoção vai até às 9 horas do dia 28/07.

Na casa da luz vermelha

19 de julho de 2010 0

Impossível esquecer aquele dia. Uma bela manhã ensolarada de dezembro, em que substituí um colega que havia faltado ao trabalho. Seu ponto era no centro da cidade e logo percebi que teria um dia atípico. Os clientes iam chegando, comprando o jornal e perguntando pelo Rodrigo, que deduzi ser meu colega responsável por aquela área.

No meio da manhã, quando pensei que nada de emocionante aconteceria, surge um homem indicando uma entrega para fazer. O local? Na casa das gurias. Nunca havia ido lá, minha hora havia chegado. Alguns passos do ponto, subi os degraus que levavam ao recinto. Sim, a luz do ambiente era vermelha.

Chegando ao topo da escada aguardei alguns segundos, até que diante de mim ela surgiu: Morena, seios fartos, pernas torneadas, pouca roupa. Pouquíssima mesmo. Pegou o jornal e pagou-me com 2 reais. Não sei como, e ainda me pergunto, deixei as moedas do troco caírem. Lembro de tê-las juntado, vendo um homem sisudo observando-me ao fundo.

Trocamos algumas palavras e depois disso não lembro mais nada, nem como saí da lá.

Destaques de ZH

19 de julho de 2010 0

Reprodução, Zero Hora

Olá, bom dia! Você confere a capa da edição desta segunda-feira de ZH.

Encartado, hoje, o Especial Guia do Enem, onde você pode conferir as notas das escolas do Estado no exame de 2009 e confere dicas para o próximo Exame.

A edição completa de Zero Hora, você encontra com os jornaleiros nos principais pontos da cidade.

Nós esperamos por você, até já!

Seria mais interessante

17 de julho de 2010 0

Semana passada, vários clientes perguntaram se meus textos não sairiam mais no jornal. Minha tia ligou e perguntou quando eu escreveria de novo no blog, que estava uma semana sem atualização. E meu coordenador quis saber se eu tinha dia certo para escrever aqui, entre outras indagações de amigos e colegas.

Acredito que dei respostas descabidas a todas as perguntas, e peço desculpas. A resposta certa é: Faltou organização. Tenho um sério problema essa época do ano, fico improdutivo no inverno. Improdutivo é apelido, fico imprestável. Perco o horário de manhã, sou lerdo na realização de tarefas, e me torno um verdadeiro chato.

Pronto, falei. Agora você conhece meu segredo. Não suporto o frio. Sair de casa? Só se tiver um bom motivo. Os últimos dias, de temperaturas baixas, foram uma prova de fogo.

Seria mais interessante se tivéssemos essa sinceridade todos os dias. Nos pouparia de dar explicações em grande escala. Já que o problema é o frio, não deixe a bola de neve crescer.

Ainda estou tentando entender

07 de julho de 2010 1

Fiquei sabendo no último sábado, através de uma conversa de bastidores, que uma vendedora de um jornal concorrente foi cruelmente humilhada por um motorista em uma sinaleira na zona norte da capital. Em meio aos carros, ela oferecia o jornal para um condutor quando este arremessou uma moeda de dez centavos contra ela. Sem entender o que estava acontecendo, a vítima tentou conversar com o agressor recebendo mais moedas acompanhadas de palavras de baixo calão como resposta. Se entendi bem, o motorista perdeu a paciência com a vendedora por ela pedir que comprasse o jornal para ajudá-la.

Como não poderia deixar de ser, coloquei-me no lugar desta colega de profissão. Confesso que até achei graça da situação de tão ridícula e irreal que me pareceu em um primeiro momento. Afinal, quem é o mostro que humilharia uma pessoa que acorda cedo todos os dias para vender um produto que muitos acham que vende como água, mas que não é bem por aí? Era só o que faltava, pensei. Já imaginou se essa moda pega?

Como todo vendedor, recebemos negativas, damos bom dia para vidros de carros que se fecham na nossa cara. Temos que aturar portas travando, como se fossemos invadir um automóvel e enfiar o jornal goela abaixo do condutor. Pergunto-me todos os dias: Medo de quem eles têm? De mim? Será que tenho cara de terrorista? Olhe para o topo do blog: eu tenho?

É muito chato falar disso neste espaço, mas nem tudo são flores no dia a dia de um jornaleiro. A pressão vem de todos os lados: corremos contra o tempo, nos reinventamos em poucos segundos, buscamos ânimo em qualquer coisa para continuar sorrindo e dizendo bom dia espontaneamente. Mas todo este esforço pode vir por água abaixo quando encontramos uma criatura fria, disposta a protagonizar uma cena de novela como essa. Frio e calculista, sim senhor.

Não tive oportunidade de conversar com essa menina e saber como ela encarou a situação. Não acho legal pedir para as pessoas comprarem o jornal só para ajudar o vendedor. Se não nos valorizarmos, quem o fará? E é claro, também temos que zelar pelo nome da empresa que representamos ali entre os carros. Quanto ao senhor que a atacou, e sustento que foi um ataque, pois nem a um mendigo se joga moedas no rosto, espero nunca cruzar com ele por aí. Pessoas assim eu dispenso na minha vida. Um pouco de sensibilidade não machuca ninguém pela manhã. Um simples "não, obrigado" resolve tudo.

Não poderia deixar de comentar esse episódio, um desagradável acaso cotidiano. Espero ter um assunto mais animador no sábado.

De repente, confusão

03 de julho de 2010 0

Não me lembro de muita coisa, mas lembro do barulho do carro e alguém chamando um de meus primos, que mora nos fundos, para abrir o portão. Que horas eram? Meia-noite e vinte aproximadamente. Quem possui quatro celulares que despertam às três da manhã, no mínimo tem que dormir às nove horas da noite. Essa é a minha rotina desde dezembro do ano passado (pausa dramática). Após o grito, automaticamente pulei da cama, abri a janela e gritei firme: - Amigo, essa hora, tchê!

Regra número um do manual do Kelvin: Quando uso "tchê" na frase é porque estou forçando a barra. É uma tentativa de impor respeito. A resposta do sujeito veio em seguida: - Mas eu preciso entrar em casa. - Não prossegui o diálogo, bati a janela e assim como levantei da cama, voltei. Mas reconheci aquela voz, era do meu outro primo que havia saído sem chave. Nesse momento acordei. Sim, só depois de levantar, gritar, bater com a janela e deitar novamente é que acordei mesmo. E não consegui dormir de novo.

Muitos desentendimentos começam com besteiras como essa. Não somos melhores amigos, no máximo trocamos um bom dia. Mas nem por isso deixarei de pedir desculpas. Contei toda essa história, pois fiquei impressionado com o que podemos fazer automaticamente, assim sem pensar. Brigamos no trânsito, na fila do banco, dentro do ônibus, e acabo de descobrir que posso arrumar encrenca antes mesmo de lavar o rosto e tirar o pijama.

Então resolvi me vestir de homem, salvaram-se sete almas no inferno. Acredito que ninguém em nosso pátio acordou e teve a oportunidade de assistir esse evento que acontece uma vez a cada encarnação. Se alguém ouviu, certamente achou que estava sonhando. - Não, o Kelvin não. - Pensaria virando-se para o outro lado da cama.

Semana passada, o ator gaúcho Werner Schunemann caiu no Arroio Dilúvio, na capital, e atribuiu o fato ao cansaço. Não acreditei nele, mas hoje eu aprontei essa e só posso apontar o mesmo culpado: O cansaço. Quem me conhece, sabe que não me altero com facilidade. Jamais teria coragem de cobrar explicações de quem fosse. E antes que você se pergunte: não bebi, não fumei, não cheirei. Nem sonhar, sonhei. Não deu tempo.

Agora sei por que tantos arrumam problemas por aí e morrem. E se o sujeito estivesse pela confusão e nem aí para minhas seis horas de sono? Parece exagero? Outro dia um comerciante morreu após cobrar míseros setenta e cinco centavos de um cliente. Eu não pretendo ser o próximo da fila.

Contemporizar é um dom que já não tenho mais, pelo menos dormindo. Espero que só dormindo.

Nada pra fazer

30 de junho de 2010 0

E o homem confessou, não tinha nada para fazer naquela manhã de sábado. Arrisco dizer que ele não tem nada para fazer sempre, pois todos os dias é a mesma cena àquela hora da manhã. Depois de comprar seu jornalzinho, e aposto que nem lê, diz ele que iria para casa tomar café e desfrutar de um vazio sem tamanho. Tudo bem, cada um com seus problemas. Seria atrevimento propor que ele ficasse vendendo os periódicos no meu lugar enquanto eu curtiria sua monotonia?

O sujeito não é meu cliente, mas recorre a quem quando não avista a menina dos olhos? E estou ali para informá-lo que ela já vai chegar, pois ainda é muito cedo. A propósito, sendo cedo de mais e não tendo nada para fazer, por que este infeliz acorda com as galinhas todo santo dia? Para encontrar com sua vendedora, ora. E ele escolheu a mais bonita para fazer suas propostas indecorosas. Bela hora para eu agradecer por ter nascido homem e feio.

O que me dá mais nojo nessa pessoa, além de não ter nada para fazer, é a arrogância de achar que mostrando todo o dinheiro que tem no bolso conseguirá alguma coisa com a moça. Sempre que vai comprar o jornal faz questão de mostrar que tem muito dinheiro. Até brincamos, dizendo que um dia ainda vamos assaltá-lo enquanto ele exibe sua riqueza.

- Quando ele mostrar o dinheiro, você acerta na cabeça que eu pego a grana e saio correndo. - Planeja minha colega de vendas.

E não estou falando de pouca coisa, falo de onças e peixes acompanhados de uma conversa mole que geralmente termina em um "vamos até lá em casa almoçar, a gente dorme um pouquinho e eu te dou um dinheiro". Assim na cara dura, como quem pergunta que horas são ou que dia é hoje.

Outro dia a vendedora inventou de falar, na presença dele, que sonhava conseguir um namorado rico. O sujeito logo se prontificou a ajudá-la puxando o dinheiro do bolso.

- Sabes que pode conseguir se quiser. - Diz o homem mostrando o dinheiro como incentivo.

Por isso digo que me dá nojo da criatura, vendo tanto dinheiro nas mãos de uma pessoa que nem sabe usá-lo de modo decente.

Este mês a vendedora está em férias, e graças a isso fomos poupados da conversa mole do seu cliente. Ela retornará semana que vem, e tenho a sensação de que a figura reaparecerá bem neste dia, para lembrá-la de que sua última proposta está de pé: uma casa em seu nome caso aceite se casar com ele.

Se está blefando eu não sei, mas que ele não desistirá tenho certeza. E lá vamos nós, mais um ano ouvindo essa ladainha até que a colega tire férias novamente.

Encarando um rafting

15 de junho de 2010 1

As três equipes de jornaleiros de Zero Hora tiveram um desafio no mês de abril.

Os melhores de cada equipe, nas vendas, iriam juntos encarar um rafting em Três Coroas.

Confira na sequência como foi a aventura.

O passeio ocorreu no terceiro domingo de maio.

E aí, vai encarar?

Visões

15 de junho de 2010 0

Por LUIS CÉSAR DA SILVEIRA FIGUEIRÓ, Jornaleiro de Zero Hora

luckpoeta@hotmail.com

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Ao abrir meus olhos
a razão não conseguiu
explicar o efeito
da sena que seguiu

Musa linda, exuberante
sensualíssima utopia
poema de carne e osso
só o poeta a leria.