Nesta seção, já publicada na versão impressa do ZH Bela Vista, estamos apresentando à comunidade os blogueiros do caderno.

Jornalista nas horas vagas
Desde 1997, Aloísio Cláudio Ely mora na Rua Barão de Ubá, no coração da Bela Vista, perto de tudo, segundo o próprio descreve. Nada mais propício então do que integrar o Conselho de Blogueiros do caderno e produzir relatos sobre o bairro, função desempenhada há pouco mais de um mês e encarada sem hesitação pelo aposentado.
Nascido em Selbach, ele se mudou com a família para Carazinho, aos 10 anos. Estudou em um internato em Não-Me-Toque e, em 1964, entrou no Exército. Dois anos depois, foi aprovado em um concurso e assumiu como funcionário do Banco do Brasil (BB), em Sarandi.
Em 1972, transferiu-se para Porto Alegre e deu uma guinada em sua vida: casou-se, em 1975, com a namorada de infância, Verena Bratz, formou-se em Administração pela Unisinos e, em 1977, passou a integrar a área de informática do BB. Não satisfeito, ainda cursou Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
- Fiz a faculdade apenas pela satisfação pessoal, mesmo sabendo que não ia trabalhar na área. Me formei em 1982, ano em que nasceu meu terceiro filho, e eu não podia sair do meu emprego - conta.
Cláudio Ely também viveu por quase 10 anos em Gramado, onde atuou como supervisor de agência. Em 1993, assumiu na auditoria interna do BB em Brasília, mas ficou somente um ano e retornou à Capital. A aposentadoria chegou em 1995, o que não significou o fim das suas atividades profissionais.
Teve uma pequena construtora ao lado de dois amigos, atuou em conselhos fiscais e de administração de empresas e foi correspondente, por oito anos, da revista Nitênis. Na oportunidade, escrevia sobre um de seus esportes preferidos e ainda aproveitava para exercitar sua veia jornalística. O tênis, aliás, ele pratica até hoje, disputando campeonatos pela Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).
O jornalismo também não foi abandonado - Cláudio Ely mantém uma coluna no informativo da Associação dos Funcionários Aposentados do BB do Rio Grande do Sul, da qual é vice-presidente financeiro.
Cinco perguntas para o blogueiro:
ZH Bela Vista - Por que quis ser blogueiro do ZH Bela Vista?
Aloísio Cláudio Ely - Sempre achei louvável a iniciativa de Zero Hora de proporcionar aos seus leitores a oportunidade de participar diretamente da vida no bairro, colocando à disposição um veículo no qual os moradores podem se manifestar livremente, expondo as suas preocupações e fazendo as suas reivindicações. Participar desse processo era um desejo. Assim, quando fiquei sabendo da formação do Conselho de Blogueiros, publicado na edição de 23 de julho, não hesitei, pois eu já estava pronto para me integrar ao grupo.
ZH - Quais são os assuntos que pretende abordar?
Cláudio Ely - Pretendo acompanhar o dia a dia do bairro, realçando tudo o que mereça atenção e que possa beneficiá-lo. Da mesma forma, atentar para coisas e pessoas típicas e características.
ZH - O que mais lhe agrada no bairro?
Cláudio Ely - A sua localização privilegiada e o fato de ter todos os recursos por perto: praça, supermercado, farmácia, posto de gasolina, videoclube, clube de lazer, opções gastronômicas. O que não me agrada é a proliferação de edifícios que foram construídos nos últimos anos.
ZH - O que melhoraria no bairro?
Cláudio Ely - Primeiro, trataria de encarar de frente o problema de trânsito na Nilo Peçanha, não gastando uma fortuna para implantar um sistema paliativo de sinaleiras, mas investindo mais e construindo uma elevada na Nilo. Construiria um banheiro decente na Praça da Encol, onde milhares de pessoas se reúnem nos finais de semana e dispõe de apenas uma acanhada instalação. Implantaria um sistema de coleta das águas da chuva para possibilitar a irrigação das praças, mantendo-as sempre verdes. Melhoraria a segurança no bairro com a colocação de mais policiais nas ruas.
ZH - Conte uma história legal sobre o bairro.
Cláudio Ely - Vim morar no bairro em 1980, na Rua Carvalho Monteiro. Nessa época, foi lançada a venda de terrenos de um novo loteamento que havia sido então criado e que abrangia a área onde hoje se localiza a Praça da Encol e os seus arredores, o que inclui a parte da rua Barão de Ubá, onde hoje resido. Na ocasião, fiquei vivamente interessado em adquirir um terreno, pois já vislumbrava uma valorização que a área poderia ter com o passar dos anos, mas não tive grana para levar adiante a ideia. Lembro que os preços pedidos eram assustadores, e isso inviabilizou meu projeto.
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