Por Luiz Felipe Ranzolin Irigaray, Conselho de Blogueiros
Dia destes, atravessando a Praça Japão no retorno para o escritório, após almoço, uma amiga minha teceu um comentário que, no primeiro momento, pareceu-me óbvio e despretensioso, mas que, após alguns instantes de observação, mostrou-se pertinente e verdadeiro. Disse ela: "eu não havia reparado no grande movimento aqui da praça. Quantos automóveis estacionados, não é mesmo?"
Foi aí que notei o que estava acontecendo. A Praça Japão estava com toda a área de estacionamento que a circunda lotada. E o fenômeno não se aplicou só ao seu entorno, mas, também, às alamedas que têm início na praça e às ruas que estão nas adjacências, como a Francisco Barcelos, a Coelho Neto, a Sebastião de Brito, a Raimundo Correa, a Furriel Luiz Antonio de Vargas e outras.

Como vocês podem observar nas fotos, confirma-se duas situações bem definidas: a primeira é o já conhecido aumento descomunal da nossa frota automobilística, e a segunda é o crescimento comercial vertiginoso do bairro Boa Vista, sendo notado principalmente nesta "ilha cultural", como é chamada a Praça Japão na quadra a que pertence. Preenchido com escritórios de advocacia, escolas, salões para festas, cafés e restaurantes, concessionária de automóveis importados, escritórios de engenharia e arquitetura, clínica de cirurgia plástica ou pediátrica e butiques, além de manter as casas residenciais.
Mesmo com um plano diretor considerado bastante restritivo no que se refere à construção e altura de prédios e alguns tipos de atividade, o desenvolvimento empresarial e comercial da área é extremamente positivo e contempla casas totalmente reformadas com arquitetura moderna, adequação das calçadas (mesmo faltando rampas para pessoas com deficiência), jardins bem cuidados e, principalmente, uma rede de segurança privada que serve de alento para os frequentadores da praça e, também, para todos os seus pontos comerciais e residenciais. 
Mesmo se a considerarmos uma "ilha" no meio de tantos automóveis, a Praça Japão não perde o seu glamour e sua referência como área de lazer e entretenimento para adultos e crianças. Quem sabe, a Praça Japão, vivendo este momento ímpar, não sensibilize algum empresário para adotá-la e realizar a recuperação do tão comentado espelho d'água, que encontra-se em um lastimável estado de conservação.















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