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Posts de junho 2011

Praça Japão, um indicador do desenvolvimento na Boa Vista

30 de junho de 2011 1

Por Luiz Felipe Ranzolin Irigaray, Conselho de Blogueiros

Dia destes, atravessando a Praça Japão no retorno para o escritório, após almoço, uma amiga minha teceu um comentário que, no primeiro momento, pareceu-me óbvio e despretensioso, mas que, após alguns instantes de observação, mostrou-se pertinente e verdadeiro. Disse ela: "eu não havia reparado no grande movimento aqui da praça. Quantos automóveis estacionados, não é mesmo?"
Foi aí que notei o que estava acontecendo. A Praça Japão estava com toda a área de estacionamento que a circunda lotada. E o fenômeno não se aplicou só ao seu entorno, mas, também, às alamedas que têm início na praça e às ruas que estão nas adjacências, como a Francisco Barcelos, a Coelho Neto, a Sebastião de Brito, a Raimundo Correa, a Furriel Luiz Antonio de Vargas e outras.


Como vocês podem observar nas fotos, confirma-se duas situações bem definidas: a primeira é o já conhecido aumento descomunal da nossa frota automobilística, e a segunda é o crescimento comercial vertiginoso do bairro Boa Vista, sendo notado principalmente nesta "ilha cultural", como é chamada a Praça Japão na quadra a que pertence. Preenchido com escritórios de advocacia, escolas, salões para festas, cafés e restaurantes, concessionária de automóveis importados, escritórios de engenharia e arquitetura, clínica de cirurgia plástica ou pediátrica e butiques, além de manter as casas residenciais.
Mesmo com um plano diretor considerado bastante restritivo no que se refere à construção e altura de prédios e alguns tipos de atividade, o desenvolvimento empresarial e comercial da área é extremamente positivo e contempla casas totalmente reformadas com arquitetura moderna, adequação das calçadas (mesmo faltando rampas para pessoas com deficiência), jardins bem cuidados e, principalmente, uma rede de segurança privada que serve de alento para os frequentadores da praça e, também, para todos os seus pontos comerciais e residenciais.
Mesmo se a considerarmos uma "ilha" no meio de tantos automóveis, a Praça Japão não perde o seu glamour e sua referência como área de lazer e entretenimento para adultos e crianças. Quem sabe, a Praça Japão, vivendo este momento ímpar, não sensibilize algum empresário para adotá-la e realizar a recuperação do tão comentado espelho d'água, que encontra-se em um lastimável estado de conservação.

Árvores cortadas na região

29 de junho de 2011 0

Por Sidney Charles Day, Conselho de Blogueiros

Logo no início de minha caminhada, deparo com duas árvores de grande porte cortadas na Rua Carlos Trein Filho e na Rua Engenheiro Antônio Rebouças _ cortada rente à raiz e sem reposição à vista. Na Rua Tomás Gonzaga, um ataque a machado em outras. Isso na sequência dos bairros Mont'Serrat, Bela Vista e Boa Vista. Ninguém está livre...

Conversa na Encol

28 de junho de 2011 0

Por Luiz Felipe Ranzolin Irigaray, Conselho de Blogueiros

No domingo, aproveitando um pouco mais o frio seco e uma singela aparição do sol, depois de uma semana chuvosa e úmida, convidei meu afilhado Rodrigo para a costumeira caminhada pelas ruas da Bela Vista. Trajeto conhecido, saímos da Rua Engenheiro Olavo Nunes e seguimos pela Rua Casemiro de Abreu, descemos a Rua Carlos Trein Filho e chegamos à Praça da Encol. Conversa vai, conversa vem, e os assuntos preferidos obviamente não poderiam deixar de ser: motos, carros, namoradas etc. Quando, repentinamente um diálogo estranhíssimo se seguiu (sei que já devem ter ouvido falar da expressão "conversa de bêbados"). Pois é, nenhum de nós ingere qualquer bebida alcoólica, no entanto ...


Rodrigo: pô dindo, tô te achando meio "down" hoje. O que aconteceu, brigou com a namorada ?
Eu: não, meu filho, nada disso. É que o "Columbo " morreu. Li na Zero Hora de ontem.
Rodrigo: puxa, dindo, é ruim, hein. Que chato !
Eu: é mesmo, mas, também, fazer o quê? O cara já tinha 83 anos.
Rodrigo: nossa, dindo, o cara era fera, né. Um fenômeno, que vitalidade!
Eu: o cara fez o maior sucesso na época. O "Ibope" dele era altíssimo. Ele era muito inteligente e sagaz.
Rodrigo: engraçado, não me lembro do "Columbo". O que ele fazia?
Eu: não é do teu tempo. Ele era um detetive da polícia junto com o Macmillan e o Macloud.
Rodrigo: é mesmo, dindo? E como ele morreu? Foi tiro ou acidente com a moto?
Eu: nada disso, foi  mal de Alzheimer mesmo.
Rodrigo: viu só, eu te falei, o cara com Alzheimer, 83 anos e, ainda, motociclista. Baita fenômeno, demais.
Eu: que motociclista, rapaz? De onde tu tirou essa ideia?
Rodrigo: bah, dindo, o cara não era teu "bro" de moto com o Macmillan e o Macloud? Curti demais esses apelidos.
Eu: que apelidos nada, rapaz. Os caras são personagens de uma série famosa da televisão americana dos anos 70  chamada aqui no Brasil de Os Detetives. Passava na TV Gaúcha, hoje, RBS TV, sacou.
Rodrigo: opa , oooohh dindo, aterrissa, dindo, assim não dá. Embaralhou tudo.
Eu: deixa para lá, vamos mudar de assunto. E, afinal, como é que está a tua namorada, ainda é a ...

Pois é, meus amigos, às vezes os mais de 35 anos que nos separam, cronologicamente falando (Rodrigo completou 17 anos no mês passado) dão o ar da graça e ocasionam estas pequenas confusões.
A verdade é que aqueles atores que protagonizavam os meus heróis de infância estão desaparecendo um após o outro e, como nesta altura da minha vida achar heróis é uma tarefa muito difícil, talvez porque estes heróis tenham existido só na minha imaginação em função da tela da TV, fica um sentimento de alguma melancolia a qual, depois de muito refletir, convencionei chamar de solidão virtual. Mesmo que, de repente, algum canal a cabo passe a famosa sessão "retrô" pois é como a sábia linguagem popular define ao dizer "já não se fazem mais heróis como antigamente", não é mesmo ?

Passeio pela Gustavo Langsch revela lixo espalhado

27 de junho de 2011 0

 

Por Sidney Charles Day, Conselho de Blogueiros

Passei pela Praça Gustavo Langsch, onde apreciei o espetáculo das folhas douradas. Mas, ao descer a escadaria para atingir a Rua Professor José Salgado Martins, fiquei chocado com o lixo no caminho. Logo em seguida, encontrei diversos sacos com lixo devidamente acondicionado na calçada.

Suponho que o coletor de resíduos recicláveis fez a seleção na escadaria, descartando o que não interessava, e preparou para ser recolhido por terceiros. Em diversas praças da região é o mesmo cenário. Imagino que a coleta, após seleção, seja feita por um dos diferentes veículos diferenciados que trafegam pelos bairros.

Saiba como debater sobre o futuro do bairro

24 de junho de 2011 0

A reportagem de capa do ZH Bela Vista de hoje, você confere como participar de encontros que discutem o futuro dos bairros da região.

Na página 5, a leitora Ana Paula Thomazi mostra como a falta de uma rampa de acesso à calçada na Carazinho prejudica quem circula pelo local.

O caderno traz, também, dicas de espetáculos pela região e, em Gastronomia, uma sugestão de preparo de bacalhau.

Viagem ao passado

17 de junho de 2011 0

O Colégio Farroupilha promove, na próxima segunda-feira, dia 20, uma viagem ao passado com a palestra É Proibido Proibir: Um Olhar sobre uma Geração, com o professor Flávio Azevedo e o psicanalista Sérgio de Paula Ramos. Azevedo conduz o público à época dos grandes festivais de MPB, ao início da TV, ao período da repressão e censura que marcaram os anos 60, época vivida por pais e avós de alunos do Farroupilha. O evento integra o programa Cuidar é Básico, criado pelo colégio para a prevenir o uso de drogas.

Flávio Azevedo é professor de Literatura em curso pré-vestibular, tem pós-graduação em Londres sobre o Exílio do Tropicalismo. Sérgio de Paula Ramos é psiquiatra e especialista em dependência química.

A palestra se inicia às 19h, no auditório da escola, na Rua Carlos Huber, 425.

A situação das paradas de ônibus da Perimetral

17 de junho de 2011 0

Reportagem de capa do ZH Bela Vista de hoje traz um relato da leitora Sara Mendes de Menezes sobre a sujeira em paradas de ônibus da Terceira Perimetral. Foi uma provocação. A partir dela, ZH Bela Vista percorreu todas as paradas entre as avenidas Ipiranga e Plínio Brasil Milano. Você confere o que encontramos na edição de hoje.

O caderno mostra também que a obra no terreno da Rua Neusa Brizola, onde será aberto um novo acesso da Lucas de Oliveira, ainda não começou. E que o local virou depósito de lixo!

No roteiro da região, saiba onde se deliciar com a suave obra de Alice Soares, que pintou o universo feminino em traços doces e intimistas.  Em Conheça seu Vizinho, quem se revela é a desembargadora federal Marga Tessler, moradora do Mont'Serrat que gosta, entre outras coisas, de percorrer as ruas do bairro para degustar pitangas e amoras. Um doce deleite.

Lixeiras do Mont'Serrat

16 de junho de 2011 1

Por Natasha Valenti

Conselho de Blogueiros

Passeando com minha cadelinha pelas redondezas da minha casa levei um susto ao perceber o quanto as lixeiras laranjas estão entulhadas. E não é somente uma, são várias. Fica a pergunta: de quanto em quanto tempo elas são limpas pela prefeitura? Por que as pessoas insistem em colocar o lixo mesmo percebendo que elas estão cheias?
Seria mais interessante que nossas ruas contassem com mais dessas lixeiras laranjas e que elas fossem limpas seguidamente. Se chover, todo este lixo vai parar nos bueiros, e todos nós sabemos o que acontece quando temos bueiros entupidos. As fotos são da Rua Dr. Freire Alemão e da Rua Silva Jardim, próximo da Rua Anita Garibaldi. Em uma delas, vemos que o fundo da lixeira sumiu e que alguém colocou uma sacola plástica!

 

Contraponto

O que diz o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), por meio de sua assessoria de imprensa:

O DMLU informa que as lixeiras de rua são limpas pelas equipes de varrição e lamenta que algumas pessoas utilizem equivocadamente o equipamento para colocar lixo domiciliar comum, que deveria ficar à disposição dos caminhões de coleta. Quando as lixeiras necessitarem de conserto, a solicitação pode ser feita pelo Fala Porto Alegre-156.
Estoque zerado!
Segundo o DMLU, em 2008 foram licitadas 8 mil lixeiras, que foram instaladas pela cidade a partir do Centro Histórico, com o critério de seguir por vias onde circulam o maior número de pessoas. Hoje, o DMLU não tem mais lixeiras para instalar.

Resquícios de mata na cidade

11 de junho de 2011 0

Por Sidney Charles Day, Conselho de Blogueiros

No prolongamento da Rua Eng. Ildefonso Simões Lopes, nos fundos do American Busines Square, do Carlos Gomes Center e do Urban Concept, há uma sanga com laterais cobertas por vegetação luxuriante, resquícios da mata original somada a espécimes oriundos das chácaras anteriormente existentes.
O veio d'água, que passa sob o viaduto que permite a ligação com a Rua 1º de Janeiro, tem trechos canalizados e, quando aflora, a jusante da Rua 14 de Julho é um esgoto a céu aberto. Será conveniente para a saúde das futuras gerações que essa mata remanescente  seja cercada e considerada como de preservação permanente a exemplo da cidade de Goiânia, Goiás.

Um quilombo no meio do caminho

10 de junho de 2011 0
Por Sidney Charles  Day, Conselho de Blogueiros

Circulando pelo bairro Três Figueiras, fui surpreendido com uma placa que barrava a Rua Ana Maltz Knijnik, antiga Lobélia, informando tratar-se de Área Federal: "Comunidade Remanescente de Quilombo Família Silva" . Depois encontrei placa semelhante junto à Praça Arquiteta Berenice Baptista, ao lado do edifício em construção.

A praça continua abandonada, com os brinquedos infantis quebrados e os galhos amontoados. A boa notícia é que, superadas as questões de limites, a obra foi retomada: edifício residencial e casas.  Como a praça bem cuidada valoriza a área, será interessante para o incorporador responsabilizar-se pela manutenção da praça.