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Posts de agosto 2008

As mulheres da La Confraria

30 de agosto de 2008 10


Da esq. p/ dir., em sentido horário: Daniela Lucca da Silva, Débora Cardoso Resende, Andréa Machado, Adriana Cruz da Silva, Lessandra Bergamaschi e Maria Augusta Menz

Fazer parte de uma confraria virou moda, mas elas juram que não a criaram por isso. Foi por acaso, fruto da amizade e do desejo de estarem juntas.

Mulheres poderosas, resolvidas, financeiramente independentes, reunidas para trocar idéias, dar risada, jogar conversa fora, descontrair. Na pauta, estão os assuntos mais diversos: dicas de beleza, receitas culinárias, livros interessantes, filmes, peças de teatro, shows, namoros, maridos, filhos, bichos de estimação, parentes, problemas, soluções. Às vezes é inevitável falar de trabalho, porém apenas o necessário para colher a impressão das demais e escapar logo para outro tópico.

Recentemente elas criaram uma lista de livros e filmes preferidos para compartilhar por e-mail entre si. Tendo isso em mente, esse grupo de promotoras de Justiça encontra-se uma vez por mês, sempre numa terça-feira, no Dado Pub, na Fernando Gomes.

A escolha desse dia da semana se deu para evitar concorrência com outros compromissos e garantir um quórum maior. O Dado foi eleito pelo bom atendimento, ambiente diferenciado, cardápio com opções para todos os gostos, com destaque para os pratos soft e o sushi bar para quem quer manter a forma. E elas sempre querem!

As “doutoras” não definiram um nome para o grupo, até porque não há uma temática específica _ todos os assuntos são bem-vindos _, mas foi carinhosamente apelidado de La Confraria.

O gerente do Dado, Gerson Schuh, contou-me que diferentes grupos costumam se reunir periodicamente no local, embora ele não saiba precisar se constituem uma confraria ou não. Lembra que há um grupo de antigos alunos do Anchieta que costuma reservar mesa para seus encontros (alguém aí poderia dar mais informações?).

Cada vez mais as pessoas têm necessidade de estarem juntas. As confrarias se multiplicam e adotam as mais diferentes temáticas (da cerveja, do champanhe, do charuto etc) reunindo-se pelos bares e restaurantes da cidade. No entanto, dificilmente ficamos sabendo de sua existência. Se você faz parte de uma, conte para a gente.

Postado por Angela Dal Pos, Conselho de Blogueiros

O acessório que faz a diferença

29 de agosto de 2008 16


Não raramente, ele pode ser encontrado adornando o pescoço, a cintura ou até `fazendo a cabeça` dos freqüentadores do Moinhos.

Em termos de versatilidade, podemos compará-lo ao famoso pretinho básico, tamanha a adaptação a diferentes looks e contextos. Trata-se de um dos acessórios mais democráticos do planeta, podendo ser usado por homens e mulheres, realeza e plebeus, somente para citar alguns exemplos. No cinema, ele também dá o ar da graça em filmes como Thelma e Louise, a bordo de um Thunderbird 66 conversível. Esse adereço clássico e versátil é o lenço.

Mas até que ponto o público do Moinhos se identifica com essa peça do vestuário?

De acordo com a vendedora Vanessa Ludwig, de uma loja de moda unissex da região, os clientes adoram as formas, as texturas, as cores e padrões dos lenços. E conclui:

_ Eles transformam o visual. Basta misturá-los com uma peça básica para que a produção fique chique e elegante.

Leitora do blog, a paulista Daphne Walder (na foto) faz coro e confirma a teoria da Vanessa:

_ Ele realmente dá um upgrade em looks básicos. Um item praticamente indispensável no guarda-roupa contemporâneo.

Postado por Norah Dietrich, Conselho de Blogueiros

Dia D contra a rubéola

29 de agosto de 2008 2

Sábado é dia de se vacinar contra a rubéola. Em Porto Alegre, serão 34 pontos de imunização distribuídos e funcionando entre 8h e 17h. O chamado Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Rubéola pretende atingir mais de 460 mil pessoas na faixa etária de 20 a 39 anos, na Capital.

A doença é causada por um vírus que se transmite com extrema facilidade. A pessoa infectada pode apresentar manchas avermelhadas na pele, começando no pescoço, que depois se alastram para o tronco, pernas e braços. A doença é aguda, porque os sinais principais aparecem rapidamente, e especialmente perigosa em mulheres grávidas, pois pode afetar a formação do bebê.

No bairro Floresta, o Shopping Total terá um posto de vacinação. As outras 33 opções você encontra aqui.

Postado por Thais Sardá, Redação ZH

Até quando?

28 de agosto de 2008 27


Durante essa semana, duas blogueiras do ZH Moinhos enviaram posts sobre carroças e os problemas que provocam por onde passam, especialmente pelas ruas do bairro. Confira:

 

É triste caminhar pelas ruas da Capital gaúcha e deparar com cenas explícitas de maus-tratos aos animais _ principalmente aos cavalos.

São animais visivelmente abatidos, famintos e sedentos que puxam carroças sobrecarregadas de lixo.

São centenas de carroças que circulam pela cidade _ inclusive no Moinhos de Vento. Infelizmente, já presenciei cada cena… Pontapés e coices, foi o mínimo que testemunhei.

Os carroceiros deveriam cuidar melhor dos animais que os ajudam na batalha do dia-a-dia.

Kelli Pedroso

 

O Moinhos de Vento, assim como toda Porto Alegre, é infestado de carroças. No final da tarde, enquanto espero o ônibus num ponto da Rua Dr. Timóteo, vejo muitas dessas carroças passarem, abarrotadas de sacos de lixo, ainda que o recolhimento dos mesmos seja responsabilidade do município. Os cavalos, assim como seus condutores, visivelmente cansados. Uma judiaria.

Sem falar no risco que esses veículos representam para os motoristas, principalmente ao cair a noite. Da parada de ônibus onde eu estava outro dia, poucos metros acima, dava para ver apenas a silhueta do carroceiro ali “estacionado”. E os motoristas que desciam a lomba desviando de supetão para não provocar um acidente. Um perigo.

Zero Hora publicou, no dia 20 de agosto, que depende apenas da assinatura do prefeito José Fogaça para que o projeto de retirar as carroças das ruas de Porto Alegre comece a ser colocado em prática. Seria um processo longo e gradativo, com previsão de proibição definitiva da atividade somente para daqui oito anos. Isso porque o projeto prevê que a prefeitura cadastre os condutores de veículos de tração animal e também implemente ações para possibilitar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho.

Um processo longo e gradativo, mas também urgente e necessário. Será que sai?

Taís Seibt

Postado por Marcela Donini, Redação ZH

Hoje, nas bancas da região

28 de agosto de 2008 0

Uma novidade que deve agradar os moradores do entorno do Ricaldone: o cercamento total do morro está próximo. Essa é uma das notícias que você pode conferir no ZH Moinhos de hoje.
O caderno traz também uma reportagem sobre a melhor forma dos atletas aproveitarem os circuitos do Parcão. Tem dicas para iniciantes e experientes. Assunto recorrente nas nossas páginas, a insegurança é abordada no relato de um morador cujo pai sofreu um seqüestro-relâmpago.
Aproveitamos para dar dicas de prevenção.

Mais uma vez, noticiamos a proximidade de moradores com a Brigada Militar na tentativa de organizar a comunidade no combate à violência.

Postado por Marcela Donini, Redação ZH

Os cafés do Moinhos

27 de agosto de 2008 5

Os cafés do Moinhos de Vento se constituíram no ponto de encontro de diversos moradores do bairro. Essa realidade está consolidada diante da presença constante de pessoas que encontraram o local ideal para um bate-papo entre amigos e amigas de maneira informal e agradável.

Além dos diversos estabelecimentos localizados nas ruas do bairro, há também no Moinhos Shopping diversos cafés que recebem grande quantidade de pessoas que diariamente comparecem para seus encontros.

No primeiro piso, há dois pontos próximo à saída da Tobias da Silva, e, no terceiro piso, na praça de alimentação, está o Press Café que já formou uma rede, e o Taverna Mulino, que há cinco anos vem se consolidando como um outro point do shopping.

Esse crescimento, deve-se ao trabalho e dedicação da Clara e Cleri (na foto abaixo), que se esforçam para manter um bom serviço e qualidade nos produtos que oferece aos seus permanentes clientes.

Freqüentar um café se tornou um hábito agradável dos moradores do Moinhos de Vento nos mais diversos locais do bairro.

Postado por Ronaldo Belfort, Conselho de Blogueiros

Caminhada surpreendente pela Dinarte Ribeiro

26 de agosto de 2008 10


Caminhando pela rua, olhando para lugar nenhum, percebo uma senhora fazendo o sinal da cruz.

Fiquei observando do outro lado da calçada. A senhora se afastou. Atravessei e, pasmem: um Santo Antônio com menino Jesus no colo!

Um dia nublado, úmido como aqueles que estamos acostumados em Porto Alegre, e lá do outro lado da rua estava um santo protegido por um vidro, uma redoma, como queiram chamar. Como eu estava naqueles dias de sonambulismo (presente, mas ausente), pensativa, com a cabeça oca, preocupada com os acontecimentos, resolvi caminhar pelo bairro. E ao deparar com essa cena pensei:

- Nesses momentos, por que não conversar com Deus?

Frente a frente com o santo, pedi para me acalmar a mente e fazer a coisa certa.

Girei a cabeça e…

Nossa Senhora em cima da bifurcação de uma árvore, bem acomodada, me olhando.

Credo!!!

Não vou mais sair daqui, pois é o lugar melhor protegido do bairro.

Agradeço, emocionada por ela estar lá me cuidando, quando deparo aos seus pés uma ferradura, que dizem ser para mau olhado. Entrei em êxtase!

Que local maravilhoso!

Nisso, sai de dentro da casa um gato preto correndo e… Que pena, voltei ao normal, à vida real. Apressei o passo e fui para outro lugar ali pertinho, pensar. Mas isso vai ser contado noutro post.

Postado por Miréia Borges, Conselho de Blogueiros

Blogueiras do ZH Moinhos lançam livro

25 de agosto de 2008 10


Amanhã tem lançamento do livro Antológicos, coletânea de contos sobre realismo fantástico. A obra tem textos das blogueiras do ZH Moinhos Angela Dal Pos e Kelli Pedroso.

A dupla é aluna do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos. Na quarta-feira passada, os autores foram entrevistados pelo caderno Vestibular.

O lançamento ocorre às 19h30min, na Livraria Cultura, no Bourbon Country.

Parabéns, meninas!

Postado por Marcela Donini, Redação ZH

Café na cama

25 de agosto de 2008 8


Tem coisa melhor do que café na cama?

Essa é mais uma das idéias dos comerciantes do bairro. No início da Rua 24 de Outubro, encontramos o “Café na Cama”. Uma cafeteria, cuja decoração inclui uma bela cama de casal, e que além de servir café, vende roupas de cama, mesa e banho. Além disso, nesse mesmo complexo, encontramos venda de móveis, vestuário em geral e uma estética ao fundo.

Por medida de segurança, a porta de vidro fica fechada, bastando um toque da campainha para sermos bem atendidos.

Um local aconchegante, onde podemos nos sentir em casa. Aliás, é bastante freqüentado por pessoas de fora. Fui informada que Tarcísio Filho é assíduo no Café, mas infelizmente ele não estava lá para eu fotografá-lo. Estudantes do Instituto Goethe, pessoas falando outras línguas, é comum. No próprio dia em que tirei as fotos, havia uma alemã tomando seu cafezinho matinal.

Ah, para completar, sugiro o retorno da venda das bandejas para o café na cama. Porque, segundo as mais profundas filosofias, acordar de bom humor e começar bem o dia é essencial para uma vida feliz. Ainda mais se for com café na cama! Ou alguém tem dúvida?

Postado por Úrsula Petrilli Dutra, Conselho de Blogueiros

Almoço em boa companhia

22 de agosto de 2008 2


Pra variar, no Moinhos tem novidade no almoço. Essa é para reunir amigos e almoçar em boa companhia! O Peppo Ristorante, sinônimo de cozinha simpática e requintada da Itália, tem um menu de pratos bem combinados de filés e saladas ou acompanhados de um risoto ou massa (divinos), numa porção de tamanho perfeito para um almoço na Dona Laura.

Uma reunião com as amigas fica tão gostosa neste espaço que a gente se sente quase em casa para brindar a amizade e bater um papo bem descontraído. O serviço é dez, o pessoal, uma simpatia, além de não atrasar o retorno ao trabalho!!

Isto é que é uma sexta-feira perfeita!

O Peppo agora tem almoços, happy hour com um lounge muito aconchegante (olha a foto com minhas amigas), além do jantar mais que perfeito! Que bom que Porto Alegre tem estes lugares maravilhosos para a gente sair com as amigas e comemorar as coisas boas da vida! Amizade e boa mesa!

Postado por Vera Lisboa, Conselho de Blogueiros

A cachoeira da Plínio

21 de agosto de 2008 1

Como molha nossos pés a cachoeira da Plínio. Algum de vocês desce a avenida todo dia? Eu desço. Nessas últimas semanas de chuva, há uma imensa cachoeira que se forma quase na esquina da Plínio com a Carlos Gomes, ali na frente da Harley Davidson. Há uma enorme cachoeira que se forma só para molhar nossos pés.

Juro. Não há outra intenção.

É você andando com os pés encharcados e olhando para o lado. Uma senhora cai. Levanta a senhora. Continua andando e olha para frente. O 1.0 não consegue subir a lomba. Força, meu filho. Continua andando e o vento quase te leva, mas te leva para onde?

É a força da natureza contra sua vontade de chegar inteirinho no serviço, na aula, em casa, na casa da tia. Embora seja um dia azarado, recomendo um tratamento para isso. Olhar da janela. É bonito que só. Guarda-chuvinhas coloridos vindos de todos os cantos da avenida, a água que desce, os carros que se amontoam.

Você pode estar com as calças encharcadas, seu guarda-chuva pode não ser suficiente, e você deve reclamar dos sapatos molhados. Maldita chuva. Mas dê uma chance para a beleza do cotidiano. A Plínio Brasil Milano pode ser surpreendente.

Juro, juro.

E quanto aos sapatos molhados, lembro-me da minha vó que me dizia que colocar papel de jornal dentro dos sapatos ajuda bastante. De preferência o Caderno Vida, pois, debaixo de todo esse toró, você deve estar precisando.

Postado por Solano Lucena, Conselho de Blogueiros

Arte no peito

21 de agosto de 2008 0

Será aberta hoje, às 18h, a exposição itinerante Arte no Peito, no Moinhos Shopping. Idealizada pelo Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama), a mostra apresenta uma coleção de sutiãs personalizados por 31 artistas gaúchos.

Com a curadoria de Fernando Baril, a exposição fica na praça de eventos do shopping até o dia 25. No período, será realizado um leilão cego das obras, cuja renda será revertida para a instituição.

Também hoje, será realizado o Papo de Mulher Vitoriosa, uma conversa entre mulheres que venceram o câncer de mama, pacientes, familiares e profissionais da saúde, na praça de alimentação, às 18h. Participarão do bate-papo a mastologista Maira Caleffi, presidente do Imama, e a psicóloga Lucy Bonazzi.

Postado por Thais Sardá, Redação ZH

Hoje, nas bancas da região

21 de agosto de 2008 2

A capa do ZH Moinhos de hoje traz uma bela dica de passeio no bairro. O prédio da antiga cervejaria Brahma será uma das atrações do programa Viva o Centro a Pé, uma caminhada por pontos turísticos da região central que, na edição do dia 30, vai se estender até o bairro Floresta. Haverá outros pontos da região no roteiro.

Na edição de hoje, tem ainda a história por trás do novo toldo do Dometila Café e o perfil de Ralf Schinke, o Goldschmied da Praça Maurício Cardoso. Não sabe o que é Goldschmied? Então, corre lá na banca e boa leitura!

Postado por Marcela Donini, Redação ZH

O futuro do Teatro da Ospa

20 de agosto de 2008 7

Desde que a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) fez seu último concerto no teatro à Avenida Independência, há cerca de dois meses, o local está desocupado. Da história de 24 anos da orquestra naquela sede, ficou apenas o apelido de Teatro da Ospa.

A orquestra tem se apresentado no teatro do Bourbon Country. Nos próximos anos, será construída sua sede própria no centro da Capital, junto ao Parque da Harmonia.

Por enquanto, não há planos para o teatro no bairro Independência. Mas se você pudesse escolher o novo ocupante, quem escolheria?

Postado por Thais Sardá, Redação ZH

A moça da Rodoviária

19 de agosto de 2008 4

A intenção era comprar uma passagem para voltar para casa no fim de semana, mas no meio da conversa fui parar em Moscou. É que Heloísa Helena Vilanova, 42 anos, a simpática moça do posto rodoviário do Moinhos Shopping, nasceu na União Soviética, fala francês e balbucia russo. Bem que eu tinha achado o sotaque dela diferenciado, mas não imaginei que minha pergunta fosse dar tão longe…

– Tu não és daqui, né?! Tens um sotaque diferente… – perguntei, de curiosa, à moça que me atendia tão solicitamente a cada sexta–feira quando eu ia comprar minha passagem de volta para Gramado.

Na verdade eu nasci na União Soviética, mas minha mãe é de Minas Gerais e meu pai é do Rio de Janeiro – respondeu Heloísa.

Mais que depressa puxei meu bloquinho da bolsa para contar essa história direito: tinha achado mais um personagem do Moinhos de Vento!

Acontece que o avô paterno da Heloísa participou da Coluna Prestes (coisa que até então eu só tinha tido notícias pelos livros de História), e seu pai, simpatizante da causa, foi parar na União Soviética por conta de uma bolsa de estudos na Universidade da Amizade Entre os Povos Patrice Lumumba (Patrice, segundo me contou a moça da rodoviária, foi um herói de uma das repúblicas africanas que partilhou do sonho da fraternidade entre as nações).

Ele viveu lá por oito anos, voltou ao Brasil para buscar a esposa e suas duas filhas acabaram nascendo soviéticas (está no documento de identidade dela: naturalidade, Rússia).

O pai formado em Matemática e a mãe em Filologia (estudo das línguas) voltaram ao Brasil com as duas filhas ainda crianças em 1969, no auge da Ditadura Militar. Foi aí que Heloísa se “naturalizou” gaúcha.

– O estado mais aberto na época era o Rio Grande do Sul, por isso nos instalamos aqui – conta Heloísa, que nunca mais saiu do Estado, mesmo depois que seus pais, aposentados, retornaram para Minas Gerais.

Heloísa trabalhou durante 14 anos sobre um par de patins, vendendo doces na rua ou servindo mesas em restaurantes na capital gaúcha.

– Queria trabalhar mais quietinha, sentadinha, mas sem perder o contato com as pessoas, pois o atendimento ao público é meu forte – reconhece a moça, que trabalha no posto rodoviário somente há 40 dias (aterrissou no bairro quase junto comigo!).

Ela chegou a trabalhar numa livraria antes de ocupar aquela cadeira no primeiro andar do Moinhos Shopping. Ah! Ela queria ser jornalista, mas os russos não deixaram…

– Minha irmã chegou a voltar para a União Soviética, onde estudou Química, mas não chegou a se formar lá, pois durante a Perestroika a situação ficou muito ruim para os estudantes. Eu queria ter feito Jornalismo, só que na Rússia o Jornalismo é uma especialização, não uma graduação, então acabei desistindo.

Enquanto isso, a “jornalista” aqui conta a história da moça da rodoviária (que até russo falou durante a entrevista!) entre uma venda de passagem e outra.

O posto rodoviário segue o expediente do shopping: segunda–feira a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 14h às 20h.

Postado por Taís Seibt, Conselho de Blogueiros