Texto enviado por Simone Guardiola
Final do ano passado, quando fui à Europa conhecer Paris, perguntei a um grande amigo qual seria o melhor guia da cidade. Ele me respondeu: "Leia Balzac". Hoje, percebo que conheço um pouco do meu bairro porque há muuuuito tempo li Sérgio Jockmann - li Clô, Dias e Noites. Na figura dessa mulher, pude percorrer a estrada que ligava o centro da cidade de Porto Alegre às estâncias mais próximas. Hoje, a estrada tem o nome de Independência. A primeira estância tinha por nome sua fonte de energia. Era a estância dos Moinhos de Vento, hoje nosso bairro. Os casarões antigos que se encontram na avenida Indepedência, conta o livro e se minha memória não me trai, eram algumas das casas das sedes das estâncias. Assim, pelas palavras de Jockmann pude saber a origem do nome do nosso bairro. Mas, se é para falar em origem deveríamos lembrar do bom Colégio Piratini. Antes chamado de Escola Piratini, ele foi fundado pelas irmãs Bina, Maria e Eloá, em dois sobrados que existiam ali, onde sempre foi a tradicional Panvel da 24. Com pátios unidos e pequenas salas escolares era uma escola particular. Minha irmã estudou lá e ainda hoje mantém amigas de escola e muitos dos ensinamentos que recebeu. Ensaiar para o desfile da Semana da Pátria era ocupar parte do hipódromo gentilmente emprestado para a segurança da criançada. Quando a escola Piratini saiu do Moinhos de Vento foi para o bairro Auxiliadora. Cresceu e seguiu transmitindo ensinamentos e se mantendo na memória de muitas pessoas que conheço. O edifício onde moro hoje já foi morada das irmãs Bina. Minha irmã lembra de ir junto com a professora e diretora da escola ajudar a levar alguns materiais. Jamais imaginou que algum tempo depois seríamos vizinhas. Mesmo depois de mudarem para outro prédio, elas continuaram no bairro, continuaram na 24 de Outubro. Fizeram, criaram e moraram sempre ali, junto aos moinhos de vento. Final de 2008, a última irmã Bina, Dona Maria, nos deixou. Quem foi dar o último adeus pode encontrar muitos ex-colegas, porque todos ainda lembram daqueles tempos. Falar no Moinhos de Vento e não falar na importante história destas pedagogas é esquecer do primeiro ensinamento dado por elas: "escreva numa folha o que você quer ser e fazer quando crescer. Leia sempre, pois como tempo a gente acaba acostumando com a vida e esquece dos sonhos e das vontades". Hoje, ao sentir a brisa dos ventos brandos ou a força arrebatada dos ventos fortes que nos descabelam ou levantam nossa roupa sei que nosso bairro faz jus ao nome. Portanto, quando senti-lo no corpo aproveite sua energia renovadora, pois eles já moveram muitos moinhos, assim como as irmãs Bina.
Postado por Redação ZH


Julia teve um passado marcante, com a morte dos pais em um acidente de carro, as três irmãs foram morar com os avós. A vó, que era francesa e amante da cozinha, foi influenciando Julia na cozinha. Ela casou com o uruguaio Alvaro Fernandes, amante de uma boa mesa. Logo, a vida já estava lhe reservando um futuro promissor. Quando morava em Carrasco, andava muito de bicicleta pelo bairro com o filho Alvaro e ia à feira, onde tudo era exposto com muita cor e frescor. Isso tudo levou Julia a ser chef. Ela estuda e lê horas sobre os alimentos, sobre culinária e testa receitas.
No ZH Moinhos que circula hoje, você lerá algumas dicas de taxistas da região sobre ruas e avenidas a serem evitadas nos horários de pico. Com o fim do feriadão de Carnaval, a expectativa é de que o trânsito, aos poucos, volte à movimentada rotina. Você tem alguma sugestão para tornar o tráfego menos estressante? Deixe um comentário.
Como todo bom Carnaval, uma boa concentração é imprescindível. E dessa vez a concentração e os últimos ajustes das fantasias se deram no salão de festas de um edifício no bairro Auxiliadora. 















O publicitário Solano Lucena mora no Alto Teresópolis, mas é assíduo frequentador do Parcão.
Úrsula Petrilli Dutra, servidora pública, bacharel em Direito e pós-graduada em Direito Público, é moradora do bairro Independência há 13 anos.
Para manter os leitores do blog em forma, a nutricionista Vera Lisboa dá sugestões e dicas de pratos especiais que encontra pela região.

João Victor Eltz da Silva tem 29 anos e sempre morou no Rio Branco. É publicitário e escreve sobre trânsito, obras viárias e urbanismo.
Professor de inglês, empresário e funcionário do Banrisul, Eduardo André Viamonte, 40 anos, mora na Avenida Cristóvão Colombo.
Morador da Gonçalo de Carvalho, Paulo Renato Rodrigues, 58 anos, é economista e consultor empresarial.
Simone Werlang Guardiola é publicitária e servidora pública federal. Mora no Moinhos desde 1972.
Mariano Marinho Christini 31 anos, mora da Rua Dr. Timóteo, em frente ao Parcão, e é administrador de empresas e gestor imobiliário.


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