Saindo um pouco do bairro Moinhos de Vento e indo para o Floresta, deparei com o restaurante Lubnan, de origem libanesa. "Nós mulheres somos o pescoço, e eles, a cabeça". A frase foi dita por Fatmeh (Fátima), filha do seu Charif - que quer dizer honesto, honrado e educado. As mulheres não são submissas como o mundo ocidental pensa, elas estudam e opinam muito nas decisões da família. Seu Charif veio para o Brasil em 1951, pois estava cansado de guerras. - De Moisés até hoje, há guerra no meu país - diz ele. Quando chegou aqui, foi trabalhar como mascate por dois anos, conheceu quase todo o Brasil. Em 1954, veio para Porto Alegre e abriu loja de tecidos e armarinho. Em 1961, voltou ao Líbano para se casar, mas não se interessou por ninguém. Na volta, conheceu um "patrício" seu, e ele lhe apresentou a futura esposa, dona Lauahey (Eloá). Dona Eloá, como é chamada pelos brasileiros, disse que adora o Brasil porque aqui todos aceitam todos. O brasileiro é alegre, dança ao som da música árabe, judaica, africana. Seja a música que for, seja quem for, o brasileiro aceita e faz com que o estrangeiro se incorpore a sua vida. - É lindo o povo brasileiro, é comovente - diz ela. O Restaurante Lubnan existe há 20 anos, e as filhas que levam para frente, pois seu Charif não gosta da área de alimentação e sim de tecidos e roupas. É emocionante ouvir a história de vida de seu Charif, que ele conta para qualquer cliente do restaurante. Às terças-feiras, tem dança árabe no local, e é muito bonito saborear aquelas gostosuras e assistir ao show de dança. O sonho de seu Charif é escrever um livro, mas está à procura de alguém que se interesse por sua história. Mas se você se interessar pela trajetória dessa família de libaneses maravilhosos, é só procurar seu Charif que irá se deliciar em contar sua história de vida.
Postado por Miréia Borges, Conselho de Blogueiros





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