Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts do dia 14 agosto 2009

Acessibilidade e Identidade - Parte 1

14 de agosto de 2009 11

Acessibilidade é algo que todos querem ter, mas parecem não saber bem o que significa. Ter acesso a alguma coisa é entender, primeiramente, quem não pode ter acesso.

Por isso, com pernas, olhos e ouvidos perfeitos, fiz a trilha da 24 de Outubro, desde a Igreja Auxiliadora. Tarefa árdua, pois era necessário olhar os dois lados e perceber as diferenças. Mas, no final de tudo, os problemas são os mesmos.

Vamos começar elas calçadas, local onde devem ter apenas pedestres, e não é isso que acontece. Como há muitos locais comerciais estabelecidos em antigas casas residenciais, hoje os automóveis se colocam comodamente onde pedestres, cadeirantes e outros deficientes devem transitar.

O calçamento, ah, o calçamento! Ele é tão irregular. A diferença de rejunte entre os níveis é mais irregular ainda. Parece que cada um coloca a distância que quer sem pensar que algum dia poderão usar alguma muleta, uma cadeira de rodas ou até ficar com a visão comprometida. Impossível andar sem olhar para o chão.

A largura das calçadas é uma incógnita! Iniciamos com uma calçada avantajada de um lado, mas mais fina de outro, que inclusive vai afinando tanto até ao ponto de, quase na Bordini, deixar de existir. Ali, uma acentuada interrupção se faz, com desnível de calçada, pois dá lugar à parada de ônibus. Então reinicia, aleatoriamente, bem mais à direita. Ao esperar nas sinaleiras durante este percurso, se percebe que em algumas nem a severa inclinação, chamada de rampa para deficientes, existe. Quem dirá a sinaleira sonora!

E, então, devemos perceber as faixas de segurança, que poderiam ser chamadas de insegurança, com toda certeza. Ainda sofremos com motoristas que acreditam que a faixa apenas serve para quando eles são pedestres, mas não quando estão na direção.

Mais adiante, seguindo na continuação da 24 com a Bordini, voltamos para as calçadas largas, avantajadas, irregulares e perigosas. Foi neste dia que voltei a me encontrar com uma vizinha de bairro que usa sua cadeira de rodas com motor, inclusive na rua, competindo com os automóveis, pois sobre a calçada, tenho a impressão, seria mais perigoso.

A partir deste momento, começamos a nos encontrar mais continuamente com lixos colocados aleatoriamente sobre a calçada. Na esquina da Olavo Barreto Vianna, tivemos que passar por um poste de ferro, numa calçada estreita, que sustenta uma árvore linda. Linda a árvore, mas o poste significa que ali teremos alguém que irá atropelá-lo. Caso não queira isso, atravesse a rua e dispute espaço com os automóveis que entram e saem do McDonald`s. Decida o que for melhor.

Ao cruzar a rua, começamos um caminho largo, limpo, como se apenas ali o Moinhos de Vento começasse sua vida. Puro engano! Somos Moinhos de Vento muito antes disto. Um esquecido e feio Moinhos de Vento.

Mas, para não esquecer, eu gostaria de chamar a população, os fiscais de calçada da prefeitura e os projetistas da cidade para andarem de cadeira de rodas manual. Duvido que consigam! Infelizmente, mesmo tendo sido criada neste bairro, mesmo tendo crescido aqui, não posso dizer com orgulho que somos um bairro acessível. Mas acredito que poderemos ser.

* Esta é a primeira parte de uma série de três posts escritos pela blogueira Simone Werlang Guardiola, que percorreu a região verificando suas condições de acessibilidade.

Postado por Simone Werlang Guardiola, Conselho de Blogueiros

Minicarros de cinema

14 de agosto de 2009 3

A mostra que que apresenta miniaturas e fotos dos principais e mais marcantes carros da história do cinema oferece uma ação especial neste final de semana.

Para quem estiver de bobeira pelo Parcão ou pela Padre Chagas pode estender o passeio até o shopping, faturar um saquinho de pipoca e, de quebra, circular entre os minicarros. Na Praça de Eventos, no 2º andar do Moinhos, o visitante ainda pode conferir quadros com informações sobre o filme em que cada modelo foi destaque. Ao lado, o famoso Batmóvel do milionário excêntrico Bruce Wayne.

Entre os carrinhos expostos estaão os modelos que apareceram nos filmes  007 – Um novo dia para Morrer (Jaguar XKR Roadsters), Batman (Batmóvel), 60 Segundos (Ford Mustang Shelby GT 500), Velozes e Furiosos (Nissan A 350Z), De Volta para o Futuro (Delorean), Speed Racer (Mach 5), Cães de Aluguel (Cadillac Coupe De Ville 1965), O Poderoso Chefão (Cadillac Fleetwood 1940) e Mad Max (Ford Falcon XB Coupe).

Fique de olho e não se perca no horário. Os saquinhos de pipoca serão distribuídos do meio-dia às 16h, mas a exposição fica em cartaz até o dia 23 de agosto, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 11h às 22h.

Foto: Divulgação

Postado por Anna Martha Silveira, Redação ZH