Muito bem, vamos começar imaginando as várias formas de chegar ao Parque Moinhos de Vento. Sou turista. Especial ou normal, não importa. Apenas turista.
Começamos por aqui:
1) Se estamos no hotel mais conhecido deste bairro, precisamos descer uma inclinação acentuada. Qual cidade do mundo não a tem? Porém, chegamos numa esquina onde precisamos enfrentar inúmeras dificuldades. Primeiro, vislumbramos o parque, mas não podemos atravessar diretamente para ele. Não há faixa de segurança segura, nem insegura. Depois, não há rampa adequada para isso, há um canteiro. Lindo canteiro, diga-se de passagem. Depois não há sinaleira sonora, a calçada que conduz até lá é estreita e irregular. O lixo? Está ali, em qualquer lugar, menos em lixeiras. Porém o bairro é evidentemente charmoso. E sigo.
2) Se estamos hospedados na rua do parque, não é possível atravessar a via para ele, pois não há faixa de segurança, nem de insegurança, com rampa e asfaltada para dar estabilidade sobre o paralelepípedo. A rampa que existe no parque requer um motor especial na cadeira de rodas ou uma musculatura avantajada. Se você não as têm, não vá por lá. Aliás, vá pela parte mais plana, pois não há rota alternativa para isso.
3) Se você resolve descer de um táxi na 24 de Outubro e então o seu GPS disser que poderá virar na Rua Dr. Timóteo, saiba, que, depois das 18h, deverá encontrar tanto lixo armazenado na calçada em frente ao número 1.004, que talvez falte espaço para seguir andando. Também ali há minipostes chumbados na calçada para que veículos inescrupulosos não transitem por cima dela.
Isso impossibilita o carro e também o cadeirante. Assim, se você quiser conhecer os cachorros do Parcão, jogar bocha, basquete e vôlei, pegue um táxi e peça para ele deixá-lo na Rua Poty Medeiros, pois lugar para estacionar tem.
4) Se você vier do bairro Rio Branco poderá ter mais sorte. Ali as ruas são mais largas e tratadas, há faixas de segurança universais, mesmo que não existam sinaleiras sonoras. E há rampas, ainda que sejam subdesenvolvidas e cheias de degraus e buracos.
5) Se você quiser apenas circundar o parque, bem, então seja cego e surdo, pois do contrário não irá enfrentar as calçadas exíguas que competem com os carros por um pequeno espaço. Quase como andar sobre a linha divisória das pistas de automóveis.
Postado por Simone Werlang Guardiola, Conselho de Blogueiros
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