Por Marília Cardoso, Conselho de Blogueiros
Acho que chegou a hora de pensarmos sério na viabilidade de Porto Alegre. Não podemos mais ver os absurdos acontecendo: a maioria dos automóveis com um só ocupante circulando pelo centro da cidade, muitos teimando em estacionar em lugares proibidos. Distribuidores de bebidas e mercadorias insistindo em estacionar em plena hora de movimento do dia, trancando a circulação normal. Muitos automóveis nas calçadas. Sem falar do momento em que aparece uma ambulância ou carro de bombeiros e que os "caridosos" buzinam e aceleram para passar na frente ou para aproveitar a retaguarda.
Em dias de jogos de futebol, carros estacionam em qualquer lugar. Sons de enlouquecer, sem respeitar clínicas e hospitais. Outros correm na contramão, com arrancadas e travadas ruidosas, conversões em lugares errados ou cabeças para fora do carro gritando palavrões e ofendendo os adversários. Fora aquele "único atento" que, ao abrir o sinal, já está buzinando. E isto tudo sem contar com os ônibus e táxis tentando parar para pegar ou soltar passageiros.
E até hoje não entendo por que não existe lógica na rota dos ônibus e lotação: a Independência é via normal para Boa Vista e Higienópolis e Auxiliadora, mas aqui passam Volta do Guerino, Hospital Conceição, Santana e, o maior absurdo, os que vão ao IPA, PUC e pelo menos um que vai para Viamão. Depois, falam em congestionamento. Mas por que não se estabelece rotas lógicas para cada bairro? Existem as linhas transversais, que estão aí para isto, ligar os bairros.
Onde ficaram os famosos Portais da Cidade? Portais inteligentes resolveriam estes caminhos lógicos, sem necessidade de turismo com ônibus passando por diversos bairros, congestionando ruas, ficando parados em sinais fechados.
Estou colocando isto porque, quarta-feira, perdi um compromisso: saí 45 minutos antes da hora marcada, chovia. Na Rua Garibaldi, nada fluía, os táxis que passavam estavam todos ocupados. E os ônibus? Passaram dois juntos, depois não apareceu outro. Fui para a Avenida Independência, nada de táxis, tudo parado. As pessoas estavam nervosas, buzinavam, afinal tinha time gaúcho jogando. A Rua Irmão José Otão estava "trancada". Da Osvaldo Aranha, só se ouvia buzinas e nada mais.
Havia perdido o compromisso, uma reunião para tratar de assuntos da cidade. Voltei, pensando o que acontecerá nos dias de jogos das Copa. Será que estes problemas estarão resolvidos até lá? Será que, em dia de jogos, em locais hoje estrangulados, o trânsito fluirá normalmente? Será que até lá os torcedores aprenderão a respeitar os times e os outros países.
E os carros circulando no Centro? Como pensar em novos estacionamentos para o centro da cidade? Mais automóveis neste funil que é o Centro? Não seria bom, também, portais para estacionamentos de carros particulares? Não seria o momento ideal para se estudar lugares certos para os portais da cidade? Não seria a hora ideal para se construir viadutos, túneis e rótulas em lugares que estão se formando agora, aprendendo a respeitar as regiões que pertencem ao Centro Histórico? Prevenir para que mais tarde não tenhamos que consertar.
Vamos pensar em soluções para que o trânsito possa fluir bem. Medidas inteligentes, racionais. E, principalmente, que os moradores de cada bairro sejam consultados.
Contraponto
O que diz a EPTC, por meio de sua assessoria de imprensa
O transporte coletivo é a nossa aposta para desafogar e qualificar trânsito e não o contrário. Se há um grande fluxo de ônibus na via relatada pela leitora é em razão de haver atratividade. As linhas são traçadas com base no perfil dos usuários, para que sejam úteis e são, constantemente, avaliadas no que diz respeito ao número de passageiros e a alternativas, por exemplo.








Por Lu Kolesny, Conselho de Blogueiros












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