Por Carla Dutra, editora do ZH Moinhos
Entre os bairros mais populosos do Brasil, o Moinhos de Vento é o que tem maior proporção de moradores com 60 anos ou mais. São 2.487 idosos - de um total de 7.264 pessoas, conforme divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O que o IBGE apurou durante o Censo 2010 é fácil de perceber em uma breve volta pelas ruas do Moinhos e nos e-mails que chegam à equipe do ZH Moinhos. No Café ZH de março, a jornalista Alda Morschbacher, 71 anos, já profetizava:
- Aquela zona tem o maior número de velhos por metro quadrado, e atravessar a rua, para nós, vira uma temeridade.
Outra pequena mostra do que diz a pesquisa pôde ser percebida no evento realizado ontem na Praça Doutor Maurício Cardoso. A grande maioria dos leitores que foram ao Café ZH tem mais de 60 anos. Apaixonados pelas facilidades proporcionadas pela região em que moram, eles fazem uma grande ressalva quanto ao trânsito. Mais faixas de pedestres e mais tempo para que os pedestres possam atravessar ruas e avenidas são alguns dos pedidos feitos por eles. O tempo destinado à travessia, relatam, muitas vezes é insuficiente para quem já passou dos 60.
Talvez, agora, com base no Censo 2010, seja a hora de a administração pensar em um bairro ainda mais acessível para quem cresceu e envelheceu no Moinhos ou para aqueles que, depois de uma vida de trabalho em outra região da cidade - ou do Estado - decidiu curtir bons momentos no bairro.
- Morei em Porto Alegre há uns anos atrás e, há 30 anos, vivia em Santa Maria. Quando decidimos voltar para a Capital, tinha de ser esse bairro (Moinhos), porque ele é completo. Facilita a vida da gente e propicia uma vida de Interior. Dá para fazer tudo a pé - elogia Libera Vontobel, 63 anos.






O publicitário Solano Lucena mora no Alto Teresópolis, mas é assíduo frequentador do Parcão.
Úrsula Petrilli Dutra, servidora pública, bacharel em Direito e pós-graduada em Direito Público, é moradora do bairro Independência há 13 anos.
Para manter os leitores do blog em forma, a nutricionista Vera Lisboa dá sugestões e dicas de pratos especiais que encontra pela região.

João Victor Eltz da Silva tem 29 anos e sempre morou no Rio Branco. É publicitário e escreve sobre trânsito, obras viárias e urbanismo.
Professor de inglês, empresário e funcionário do Banrisul, Eduardo André Viamonte, 40 anos, mora na Avenida Cristóvão Colombo.
Morador da Gonçalo de Carvalho, Paulo Renato Rodrigues, 58 anos, é economista e consultor empresarial.
Simone Werlang Guardiola é publicitária e servidora pública federal. Mora no Moinhos desde 1972.
Mariano Marinho Christini 31 anos, mora da Rua Dr. Timóteo, em frente ao Parcão, e é administrador de empresas e gestor imobiliário.


Concordo com a colocação dos idosos moradores do Moinhos de Vento no que diz respeito ao "tempo" das sinaleiras.
Moro no bairro Camaquã, e meu marido e eu ( idades acima de 67 anos ) temos tido dificuldades para travessia de sinaleiras em diversas zonas. Exemplo: sinaleira na Wenceslau Escobar em frente de um grande super mercado, não dá o tempo necessário para que possamos chegar noutro lado da rua com segurança.
Nossos passos já se tornaram mais lentos com a idade e isto deverá ser observado com relação ao idoso que tanto contribui em sua juventude.
Ressalto também atenção as péssimas condições que se encontram as calçadas, iluminação, etc.