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OPINE: intervenção artística ou vandalismo?

29 de setembro de 2011 6

Pare e sorria. Pare de reclamar. Pare e se apaixone. Essas foram algumas das mensagens divulgadas no Projeto Pare desenvolvido recentemente em ruas da Capital – entre elas, muitas no Moinhos de Vento. Com a intenção de “Deixar o trânsito de Porto, alegre”, o projeto foi concebido pelos publicitários Julie Bazacas e Marcel Maineri, justamente quando estavam parados em um engarrafamento.

– Bem perto do nosso carro, tinha uma placa de Pare. Naquele momento, ela não servia para nada, afinal, não tínhamos outra opção. Foi assim que surgiu a brincadeira “pare e chore, pois você não vai sair daqui tão cedo”. Foi com esse “insight” que resolvemos inverter a lógica e passar uma mensagem positiva para a sociedade e para o trânsito – conta Julie.

A ideia veio em forma de adesivos que foram colados em placas em diversos pontos. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), responsável pela implantação das placas de trânsito na Capital, informou que é proibido qualquer tipo de intervenção na sinalização, como colagem de adesivos nas placas, pois isso pode causar riscos à segurança de motoristas e pedestres. A assessoria de imprensa do órgão informou ainda que a atitude pode ser considerada ato de vandalismo ao patrimônio público.

Os realizadores da ação, quando questionados se consultaram os órgãos de trânsito antes de fazer as intervenções, defenderam-se dizendo que a ideia foi puramente artística, sem a intenção de depredar a sinalização, e garantiram que os adesivos seriam retirados de todas as placas.

ZH MOINHOS PERGUNTA

E você? O que achou da iniciativa? Comente e deixe a sua opinião!

Comentários (6)

  • Úrsula diz: 29 de setembro de 2011

    Eu vi uma placa dessas na Rua Dr. Freire Alemão: Parei e me apaixonei!! Até tinha pensado em fazer um post, mas estava sem a máquina fotográfica.
    Acredito que seja Arte. Talvez, uma arte muito emocional que tenha se esquecido de usar a razão e não se informou sobre eventuais proibições da Lei…
    Aliás, lembrei do “índios” que também aparecem em algumas placas da região. Em 26-04-2009, fiz um Post aqui no Blog do ZH Moinhos, sobre alguns adesivos, com o rosto de um índio, colados nas placas. Questionando o seu significado, um comentarista me respondeu: Isso é arte!!
    Então, tá. Isso é Arte!

  • Mr.Google diz: 29 de setembro de 2011

    Achei muito bacana a iniciativa,longe de ser vandalismo.Parabéns a esses publicitários,com certeza eles terão projetos ainda melhores.

  • Ana Miola diz: 30 de setembro de 2011

    A iniciativa destes publicitarios é bem legal.Acredito que a partir de slogans bem humorados e de outros que toquem a sensibilidade dos motoristas e pedestres, podemos aos poucos ir transformando as atitudes das pessoas no transito, que muitas vezes são tão violentas.Após a liberação dos orgãos competentes a esta questão pode-se começar uma campanha pelo bairro Moinhos de Ventos que possui toda uma aura de charme e gentileza,onde há pessoas que moram , trabalham e sabem curtir os pequenos prazeres da beleza do cotidiano.

  • Lu Kolesny diz: 30 de setembro de 2011

    Não acho que seja um dano ao patrimônio público.O vandalismo sim tem que ser repreendido, como a colocação de fogo nas lixeiras novas e as pichações.

  • ari krasner diz: 1 de outubro de 2011

    entendo que seria uma boa idéia se tivessem feito placas com a palavra PARE( diferentes das que servem para sinalizar o transito). Usar as placas sinalizadoras do poder competente é ato de vandalismo e um mau exemplo a um povo já tão desrespeitoso a todas as normas.Com o agravante que foi um ato de pessoas esclarecidas e inteligentes.

  • Val diz: 1 de março de 2014

    Embora belo e ingênuo, torna-se uma iniciativa inviável do ponto de vista jurídico-penal e, principalmente, pela insegurança causada pela desatenção no transito provocada pela inesperada mensagem.
    Do ponto de vista político, gera o debate sobre o (ab)uso visual/imagético do espaço público. Vemos o abuso dos signos, cores e imagens por toda a parte, sempre sob o manto da legalidade, uma vez que se presta a fins comerciais. Placas, outdoors, banners, busdoors, minitv’s comerciais, enfim, um bombardeamento publicitário por todos os lados. Há este direito individual de intervenção individual contra o dominio da imagem/publicidade? Entao, como seria possivel uma intervenção artistica legal? Apenas se o artistico for incorporado ao mercadologico?

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