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Vamos fazer uma caminhada pelo Moinhos de Vento?

06 de fevereiro de 2012 2

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros


1. Saindo do Parque Moinhos de Vento, vamos entrar pela Rua Luciana de Abreu e seguir reto.



2. A Luciana de Abreu é uma rua muito calma, com um arvoredo lindo. Nos fins de semana, os skatistas aproveitam a área para suas manobras. Em uma das calçadas, vemos casas do século passado que estão interditadas.



3. Entrando à direita na Rua Barão de Santo Ângelo, podemos observar as casas antigas que viraram comércio e as árvores majestosas. Nessa rua, fiquei a pensar em um crime cometido no ano de 1962 que abalou a sociedade gaúcha, o caso Kliemann.


4. Retorno para a subida da Luciana de Abreu, sigo e paro à direita na Rua Santo Inácio, famosa por ser a moradia de muitos fazendeiros no passado e políticos renomados da nossa cidade.


5. Desço a Rua Engenheiro Álvaro Nunes Pereira e chego ao Morro Ricaldone, que hoje gradeado, deixou a vegetação crescer, fazendo com que a população não pudesse mais sentar em seus bancos distribuídos pela rua e ver o mais lindo por do sol de Porto Alegre.


6. Ao seguir por essa rua, temos a sensação de estar em um condomínio fechado como tantos espalhados pela cidade. Casas maravilhosas antigas, que contam histórias de nosso bairro, edifícios de luxo onde abrigam algumas personalidades da nossa sociedade.


7. No fim da rua, temos uma praça muito mal cuidada (Praça Dom Luiz Felipe de Nadal) que se torna outra rua, essa, sem saída. Nesse local há alguns anos muitos carros paravam, e ficavam os namorados num chamego só a observar o por do sol e ver o Rio Guaíba ao longe.



8. Bem, à direita me deparo com um caminho estreito como se fosse um corredor, ultrapasso e percebo que o antigo e famoso restaurante- Chalé Suíço – não existe mais.



9. Ao passar vejo a escadaria que ligava o fim do bairro Moinhos de Vento com o bairro Floresta, hoje fechada.



10. Não se consegue ver nada além da vegetação crescendo sem direção e sem cuidado. Chego ao entroncamento dos dois bairros onde também há uma escadaria ladeada por um edifício. Olho o encontro das três ruas e sigo a direta novamente pela Santo Inácio.



11. Aproveite: pare e olhe os casarões imponentes que ainda existam por ali. Alguns majestosos e conservados, outros abandonados pelos herdeiros de famílias de renome do bairro.



12. Com o sol “a pino”, entro à esquerda na Luciana de Abreu novamente e vejo a pracinha do Dmae, abandonada, com brinquedos sem pintura, vegetação rala e malcuidada, deixando a sensação de tristeza. Para mim, pracinha sem cores e sem crianças não é pracinha.



13. Entro à direita na Barão de Santo Ângelo em direção ao entroncamento das badaladas ruas Fernando Gomes e Padre Chagas. Nessa rua também temos um túnel verde maravilhoso ladeado pelo Dmae com seus plátanos nos dando uma sombra divina depois de uma caminhada longa, mas prazerosa.


14. O que encontro é de tirar o fôlego, pois me deparo com mesinhas nas calçadas tranquilas com um morador passeando com seu parceiro e lógico não poderia deixar de ser, com uma cuia de chimarrão num calor de 40°C.


15. Do outro lado da rua olho embevecida para uma obra de arte fixada nas grades do Dmae.


16. Olho a Padre Chagas do final para o início, momento único, pois naquele momento uma das ruas mais charmosas está vazia.


Comentários (2)

  • Eduardo Viamonte diz: 7 de fevereiro de 2012

    Que legal Mireia! Da minha mesa de trabalho, no Centro de Porto Alegre, acabo de dar uma escapada e fazer um passeio tri, me abastecendo para mais umas horas de produtividade mental. Antes que eu me deleite a correr, mas já com os céus pintados de preto, pelas ruas do bairro que retratas. Parabéns pelo trabalho e obrigado pelo recreio!

  • Alessandra diz: 8 de fevereiro de 2012

    Um dos meus trajetos preferidos para caminhar no final da tarde.

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