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"Inconsciência ecológica" na Independência

28 de março de 2012 0

Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Preservação do ambiente, sustentabilidade, consciência ecológica, consumo consciente, reciclagem etc. Esses são termos que, felizmente, escutamos cada vez mais. Estamos conseguindo fazer o caminho de volta para casa, para o nosso lar, o Planeta Terra. É uma caminhada longa, porque quando saímos ninguém avisou sobre a importância de se preservar a estrada. Foi com a vivência dos efeitos da destruição que começamos a avisar os nossos colegas de caminhada sobre a existência desses efeitos. Hoje, essa consciência ecológica já está alcançando um grau satisfatório, mas ainda é preciso um pouco mais para “internalizarmos” essa ideia.

Roselaine, que tira o seu sustento recolhendo materiais recicláveis pelas ruas da cidade, tem essa consciência ecológica bem evidenciada. Ela me contou que, embora os novos contêineres sejam, apenas, para lixo orgânico, ela acaba abrindo-os para recolher o material reciclável que ali encontra. Disse que já achou, inclusive, um forno elétrico dentro dos tais contêineres.
Em especial, nesse contêiner da Avenida Independência, onde, talvez, pelo grau de escolaridade e o nível social dos moradores locais, poderíamos esperar uma atitude ecológica mais apurada, Roselaine, sempre encontra material para o seu sustento.

Sem entrar no mérito se esses contêineres deveriam ser nacionais ou italianos, se faltou divulgação e instrução por parte do governo, ou se já deveriam ter colocado, também, contêineres para lixo seco ao lado do orgânico, o que importa é que não podemos mais colocar aquela tampinha de papel alumínio do iogurte junto com o lixo orgânico, em casa. E, muito menos, permitir que pastas inteiras de papéis recicláveis ou fornos elétricos estragados sejam jogados nesses contêineres de lixo orgânico.

Vale lembrar, que consciência ecológica, também, consiste em saber que o lixo jogado de forma inadequada hoje, pode amanhã contribuir para entupir todos os bueiros da cidade, como aconteceu recentemente em Porto Alegre.

Eu arriscaria dizer, fazendo uma analogia com a Lei Seca, em relação à caracterização do dolo eventual do agente que assume o risco matar alguém ao beber antes de dirigir, que, ao jogar o lixo seco nesses contêineres, também assumimos o risco com a intenção de lesar o ambiente e quem sabe de destruir completamente nosso planeta para as gerações futuras.

E você, vai assumir o risco?

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