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Posts de outubro 2013

Passeio Independência, o plano para revitalizar a Avenida Independência

31 de outubro de 2013 0

Mateus Bruxel

Por Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Uma simples caminhada pela Avenida Independência e você tem a sensação de que aterrissou em Porto Alegre a bordo de uma máquina do tempo desregulada. Calçadas com larguras diferentes, casarios com fachadas que destoam de outras construções, poluições visual e sonora. A impressão é de que o bairro não pertence à própria época.

– Hoje ele é uma mistura de tempos – define a arquiteta e urbanista Taís Lagranha Machado.

A explicação da sócia-proprietária da Urbana Arquitetura soa como crítica, mas a intenção é inversa. Autora do projeto Passeio Independência, que busca revitalizar o eixo da avenida entre as praças Dom Sebastião e Júlio de Castilhos, Taís tenta engajar moradores, comerciantes, instituições, associações e prefeitura na luta pela preservação de uma das áreas consideradas patrimônio histórico do município.

O grande fluxo de veículos e a subutilização dos espaços públicos são os principais empecilhos.

– A gente está propondo entender o que o Independência é hoje e trabalhar o usar. Valorizar os espaços com nova sinalização, criação de um roteiro, levar feiras e cinema ao ar livre para as praças – sugere.

A mobilização não é tão recente. Em 2008, vizinhos se reuniram para reivindicar melhorias. Com auxílio da prefeitura, levaram a ideia ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) e, em 2011, conseguiram a aprovação do início dos estudos preliminares. Na última terça-feira, ele foi apresentado na Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb). Moradora da Rua Garibaldi, a professora aposentada Marilia Cardoso aprova o projeto e destaca que ele servirá como diretriz para que seja preservado sem perder a identidade:

– Ele não deixa fantasiar a Independência. Mostra o patrimônio como é. É uma joia de brilhantes, e não podemos substituí-la por vidros.

>> Confira um post de Marilia Cardoso sobre a importância do projeto e um histórico do movimento pela revitalização da Independência

SAIBA MAIS

O projeto Passeio Independência surgiu com a ideia de criar um corredor cultural, mas à evolução dos estudos foi percebido que a avenida se destaca pelo valor arquitetônico e urbanístico. Com as adaptações, ele foi alicerçado em quatro pilares. Veja quais são

– Recuperação de identidades – definir a identidade e personalidade do bairro com a padronização dos equipamentos urbanos (canteiros, bancos, telefones), sinalização de pontos importantes, contextualização com o resto da cidade e divulgação de eventos na região

– Multiuso dos espaços – promover usos coletivos diversos (feiras, caminhadas, cinema) e zonear os espaços para a realização de shows e eventos gastronômicos, por exemplo

– Valorização do passeio – eliminar os obstáculos das calçadas, baixar a altura da iluminação para se adequar aos pedestres e construir rampas e sinalização tátil para pessoas com deficiência

– Práticas sustentáveis e bem estar – configurar zonas de estar para promover o encontro das pessoas, como bancos em áreas largas e estações de bicicletas de aluguel

Abertura da Pinheiro Machado marcada para o dia 8

30 de outubro de 2013 2

mapaEPTC

Após finalização de obras pela Smov, a EPTC confirmou para 8 de novembro, sexta-feira, a partir das 9h, a abertura da rua Pinheiro Machado ao trânsito de veículos. Junto à Avenida Independência, funcionará um semáforo de conversão à esquerda, sentido Centro/bairro.

De acordo com EPTC, a medida objetiva qualificar o trânsito na região, criando uma alternativa de rota em direção à Cristóvão Colombo, e diminuir o fluxo de veículos na esquina da Independência com a Ramiro Barcelos.

A Pinheiro Machado terá sentido único da Independência até a André Puente, e, a partir daí, mão dupla até a Gonçalo de Carvalho. Serão retirados pontos de estacionamento da Área Azul na Independência para a melhor circulação dos veículos.

Clique aqui para ler um post do blogueiro Paulo Renato Rodrigues sobre a abertura da Pinheiro Machado.

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Eduardo Berlink ou Eudoro Berlink?

29 de outubro de 2013 0

EduardoBerlinkmenor

A moradora do bairro Auxiliadora e jornalista Karina Zorzato estranhou o nome na placa e tirou a foto abaixo. Onde está escrito “Eduardo Berlink” deveria estar “Eudoro Berlink”.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), as placas onde tem propaganda são instaladas pelas empresas responsáveis pelo espaço. A reportagem contatou a RSBC Ativa Comunicação Visual – indicada pela Bona Imóveis como responsável pela propaganda. A empresa informou que o conserto será feito assim que possível, sem passar mais informações.

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Árvore na esquina da Independência é removida pela Smam

27 de outubro de 2013 4

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Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Flores amarelas. Esse é o nome da pasta que eu tinha no meu computador para fazer um post para o blog do ZH Moinhos. Criei essa pasta em novembro de 2008, época em que foram tiradas as fotos das flores amarelas. Na realidade, tratava-se de uma bela árvore, com flores amarelas, num antigo casarão da Rua Pinheiro Machado.
PinheiroANTES3

Havia pensado em fazer um post em razão da beleza da árvore, principalmente na primavera. Mas como eu não sabia exatamente o nome da árvore, acabei não escrevendo.Pinheiro3

Infelizmente, as belas flores amarelas não existem mais. A árvore foi podada há pouco mais de um mês e não há mais aquela bela paisagem que tínhamos na primavera. O belo tapete amarelo na Pinheiro Machado quase esquina com a Independência se foi.

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Hoje entendo que, apesar de todos os problemas pelos quais passamos, é importante olharmos para as belas paisagens que temos. Valorizarmos a leveza de espírito das pessoas, a poesia da primavera, é uma forma de vivermos melhor. Porque a vida passa muito depressa. E se não conseguirmos enxergar a beleza que temos ao nosso redor, em pouco tempo, ela também não irá mais estar aqui.

O que informou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam)

 – Foi autorizada a remoção  de um guapuruvu, com risco de queda, localizado em área particular. A remoção foi autorizada porque havia risco à vida dos moradores da casa.

Irmã do Colégio Rosário, Genoveva Guidolin recebe prêmio de educação

27 de outubro de 2013 0

gENO

Conhecida de muitos rosarienses, a irmã Genoveva Guidolin recebeu neste mês o reconhecimento por mais de 40 anos de trabalho no Colégio Marista Rosário. O Prêmio Educação RS, promovido pelo Sindicado dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro-RS), elegeu a religiosa como referência em sua área pela trajetória de sua carreira. Mais conhecida como Genô, ela foi a primeira mulher a lecionar no colégio quando o sistema de ensino passou a aceitar meninas nas salas de aula. Por um ano, Genoveva foi a única professora mulher a circular pelos corredores.

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Natural de Nova Prata, na serra gaúcha, a professora sempre teve vocação para a educação. Ainda jovem, mudou-se para Pelotas, no sul do Estado, para cursar o Magistério. Lá, ingressou na Faculdade de História e Geografia, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Religiosa da Congregação São José, dedicou-se aos estudos e, em função deles, mudou-se para Porto Alegre para cursar pós-graduação. Genô foi além e, após iniciar seus trabalhos no Marista Rosário e no Colégio Sévigné, fez mais uma graduação, em Pedagogia na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Há 44 anos no Marista Rosário, a irmã Genoveva já foi professora de geografia, história e moral e cívica, orientadora educacional e, atualmente, atua como agente de pastoral escolar. Como orientadora de diversas gerações de ex-alunos, marcou não só os estudantes, como educadores durante sua trajetória. Seu método de conversar com os jovens antes de se impor rendeu o carinho e o respeito dos que convivem com ela.

Ela atende diversos ex-alunos semanalmente, que a buscam para matar a saudade, para rever a escola ou para apresentar seus filhos, que também estudarão no Colégio. Ela também representa a escola em reencontros de ex-alunos. Além disso, Genô já recebeu o título de Benfeitora Marista por préstimos prestados à instituição e à Rede Marista.

Exemplos da falta de acessibilidade em Porto Alegre

27 de outubro de 2013 0

Calçada com escada na Mariante e desnível em porta de autoescola são alvos de reclamações

Mariante

 

Por Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Lembrada, muitas vezes, por ser um dos poucos lugares de Porto Alegre onde as pessoas ainda se arriscam a deixar o carro na garagem e desbravar a pé as ruas da vizinhança, a região do Moinhos de Vento se mostra pouco amigável a quem tem dificuldades de locomoção.

Dois exemplos citados em e-mail enviado à redação e no grupo Ativismo Pedestre Poa, no Facebook, ajudam a ilustrar o problema. Enquanto uma calçada da Rua Mariante apresenta um trecho elevado, tendo de ser acessada por uma escada, uma autoescola confunde pessoas com deficiência. Na Rua Mariante, à altura do número 840, o problema são, precisamente, cinco degraus. O trecho elevado que ocupa toda a largura do passeio, está de acordo com o decreto 17.302/2011, que permite que os passeios onde há desnível, por causa de outra edificação, possam ter degraus ou rampas.

– Quando há uma lomba, até se justifica este tipo de elevada, mas ali o passeio é plano e estreito. A estrutura penaliza quem está caminhando, por ser um obstáculo – destacou o funcionário público Enrico Canali, que postou a foto no Facebook.

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> Você conhece casos de falta de acessibilidade que vão além de calçadas esburacadas? Mande  texto e fotos para moinhos@zerohora.com.br

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Situações como essa prometem ser evitadas pelo Plano Diretor de Acessibilidade para as calçadas, colocado em prática pela prefeitura. O projeto, porém, ainda está restrito à área do Centro Histórico. Segundo o supervisor de Controle e Prevenção da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), Paulo André Machado, a iniciativa poderá ser estendida a outros bairros. Casos em que o acesso a pessoas com deficiência não é facilitado podem ser denunciadas pelo 156 ou diretamente à Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (Smacis,) pelo telefone 3289-1141.

Indicação confusa

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Uma autoescola à esquina das ruas 24 de Outubro e Auxiliadora chamou a atenção de Gustavo Trevisi do Nascimento. Embora vários adesivos colados nos vidros do local indiquem que a escola ministra aula para cadeirantes, a porta de entrada apresenta um degrau, dificultando o acesso.
– Não sou cadeirante, mas tenho paralisia cerebral. Moro na Freire Alemão há 32 anos e acho curioso que esta escola, que dá aula para pessoas com deficiência, tenha um degrau na entrada. O ideal seria ter rampas, sempre – disse Nascimento.

De acordo com apuração da Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (Smacis), a escola tem uma entrada acessível, localizada na parte lateral. Ainda assim, segundo a secretaria, o estabelecimento deveria informar, junto à sinalização, o local correto do acesso.

Procurados pela reportagem, os donos da autoescola não atenderam às ligações efetuadas entre sexta e terça-feira para comentar o assunto. O secretário da Smacis, Raul Cohen, disse que o caso está na pauta da secretaria.

De acordo com o secretário da Smacis, que planeja transformar a Rua Padre Chagas em referência em acessibilidade em Porto Alegre, é possível prever uma solução para o problema.

– Para nós, não interessa se o problema está em uma grande avenida ou em uma pequena rua. Toda demanda é analisada, e é o que vamos fazer neste caso. Cabe a nós ir ao encontro disso para tentarmos uma solução – sinalizou.

A promoção de acessibilidade a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, em locais com destinação pública, coletiva ou privada, está prevista na lei federal 10.098, no decreto 5296/2004, e na lei municipal complementar 678/2011.

 

Lagarto é resgatado pela Smam no Rio Branco, em Porto Alegre

24 de outubro de 2013 0

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Crédito da foto: Divulgação, PMPA

 

A Equipe de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) resgatou um lagarto da espécie salvator merianae, encontrado em um prédio no bairro Rio Branco, na última quarta-feira.Ele estava preso em uma estrutura de concreto. O réptil  já foi liberado em área natural por não apresentar ferimentos.
Com a chegada de temperaturas mais quentes, é comum a espécie aparecer em vias e prédios residenciais. Costumam ficar no sol para fazer termorregulações, elevando a temperatura do corpo de acordo com a temperatura solar. Trata-se de um animal silvestre, nativo, que se alimenta de ovos, frutas e pequenos animais, entre outros. É o maior lagarto do Brasil, chegando a ter mais de 1,5 metros. Se você encontrar o animal, o melhor é não perturbá-lo, pois costuma se defender com o uso da cauda e com mordidas. 
As informações são da prefeitura de Porto Alegre.

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O colégio Bom Conselho de 60 anos atrás

23 de outubro de 2013 0

Formadas há 60 anos no Colégio Bom Conselho, ex-alunas contam como era a rotina de um dos colégios mais tradicionais  do bairro. Confira a reportagem completa sobre o grupo de 13 ex-alunas que faziam parte da turma C do Ginasial formadas em 1953, época em que o colégio era frequentado apenas por meninas.

Veja o vídeo sobre a visita das ex-alunas ao memorial do Bom Conselho para festejar o aniversário de 60 anos de formatura:

Passeio do Viva o Centro a Pé irá ao Quarto Distrito de Porto Alegre

22 de outubro de 2013 0

Moinho

 

Crédito: Guilherme Santos, PMPA, Divulgação

A próxima edição da caminhada orientada do Viva o Centro a Pé, no sábado, irá ao Quarto Distrito de Porto Alegre. O roteiro passa pela Rua Paraíba, até o antigo Moinho Rio-grandense. Depois, a caminhada segue por algumas ruas da região, com passeio de ônibus pelos armazéns da rua Voluntários da Pátria. A saída será em ônibus da Carris, às 10h, no totem do Caminho dos Antiquários, na Demétrio Ribeiro em frente à Praça Daltro Filho, com duração aproximada de duas horas.

Interessados devem solicitar inscrição pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com e aguardar confirmação. Para participar, é necessário doar alimentos não perecíveis. Outra opção é a doação de ração para cães e gatos, que será destinada aos animais, por meio da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda).

Quem orienta a atividade é a arquiteta Leila Nesralla Mattar, especialista em Projeto de Arquitetura Habitacional (PROPAR/UFRGS), doutora em História, docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS e da Faculdade de Engenharia da PUCRS. Mais informações no site do projeto Viva o Centro a Pé

As informações são da prefeitura de Porto Alegre.

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Encontro sobre o bairro Independência nesta terça-feira

22 de outubro de 2013 0

Por Marilia Costa Cardoso, do Conselho de Blogueiros

IndependenciaCrédito da foto: Ricardo Duarte

Desde 1º de maio de 2008, moradores do bairro Independência vêm lutando pela preservação da região e, principalmente, da Avenida Independência. Cada casario, cada esquina, cada praça, cada calçada desta avenida conta muito da história de nossa cidade. Por isso, lutamos por sua revitalização e preservação, tanto do patrimônio material como o cultural. Depois de um período de tratativas e trabalhos, finalmente em 2011, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) aprovou o projeto de revitalização.

Este projeto, chamado Passeio Independência, poderá ser levado como exemplo de valorização e respeito por nosso Patrimônio Histórico Cultural a outros bairros e regiões. Cada um, avenida, rua, bairro, região tem sua identidade e o importante é que isso seja preservado.

Não é fácil, pois além de um trabalho constante, existem diversos períodos de altos e baixos. O importante é não desistir. Chegar a essa etapa em que esse projeto chegou já é uma vitória e isso poderá ficar como um marco, um estímulo, um motivo de orgulho. Mesmo que nenhum nome seja mencionado, mesmo que não haja medalhas e homenagens, o importante é que mesmo por um momento, aquilo que tanto pedimos, se concretize: a Independência volte novamente a sorrir.

O projeto Passeio Independência, que será apresentado, é composto por um estudo realizado pela Urbana Arquitetura, onde é colocada a revitalização da paisagem urbana, recuperação de identidades e introdução de práticas sustentáveis e saudáveis á vida na cidade. A agência de inovação social UrbsNova apresentará uma maneira nova de ver a região, introduzindo ideias e eventos para que a Independência resolva seus problemas de maneira criativa. Encerrando a apresentação do projeto, será mostrado um exemplo de revitalização orientada pela Studio 1, onde o proprietário de um casario, entendeu a necessidade de revitalizá-lo, valorizando assim seu imóvel e o bairro. A valorização do bairro é importante para que todos possam viver e conviver bem.

A Independência tem diversos exemplos de trabalho, de força e luta, todos estão dispostos a ajudar, mas existem problemas para serem resolvidos e para tal, são necessárias medidas administrativas, e isso a comunidade não pode fazer. Se o projeto for aprovado, cada um fará sua parte, moradores e prefeitura, e juntos evitaremos que uma parte de nossa história seja esquecida: revitalizando, preservando e recuperando o patrimônio cultural histórico, artístico e paisagístico da Independência.

Nesta terça-feira (22 de outubro), esse trabalho será apresentado ao CMDUA, e se priorizadas as propostas, será constituída Comissão Técnica para a elaboração do anteprojeto executivo. A apresentação será às 18h no prédio da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), Avenida Borges de Medeiros, 2244, com entrada pelos fundos do prédio.

Participe, você é a parte mais importante desse projeto.
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"Eu Fico com a Pureza", exposição de Carol W, é prorrogada

21 de outubro de 2013 0

Devido à grande procura, a Urban Arts Porto Alegre prorrogou o encerramento da exposição Eu Fico com a Pureza, de Carol W. O público poderá conferir a mostra até esta terça-feira (22/10).

Confira a reportagem que publicamos na edição do ZH Moinhos da semana passada, sobre o trabalho da artista plástica :

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A pureza das respostas das crianças

Por Laura Schenkel – laura.schenkel@zerohora.com.br

— A pureza ainda está em cada um de nós, basta deixar que ela apareça.

Foi isso que Carol W, como gosta de ser chamada, pensou ao ver pessoas com os olhos cheios d’água na Urban Arts.

Além das telas e esculturas, os papéis onde as crianças escreveram e que a inspiraram também estavam expostos, com a letra dos pequenos, alguns com desenhos, mostrando que as frases geniais foram, de fato, escritas pelos jovens estudantes.

Ela contatou Javier Naranjo, professor colombiano, autor de A Casa das Estrelas, que tem um dicionário feito por crianças, livro no qual se inspirou para esse projeto, para saber como fazer com que os entrevistados confiassem nela e explicassem as palavras de forma livre (leia mais abaixo). As dicas que ele passou foram falar de igual para igual, oferecendo carinho e atenção.

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A porto-alegrense de 34 anos que mora e tem atelier na Rua Comendador Azevedo, no Floresta, visitou nove escolas públicas e particulares, levando uma caixa colorida com várias palavras e os conselhos de Naranjo. Os alunos, entre cinco e 11 anos, criaram suas próprias definições para os termos. Para criar telas e esculturas, Carol selecionou algumas explicações das crianças e as interpretou do seu modo.

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O fascínio que o universo infantil exerce sobre Carol W é tão grande que seu acervo de obras infantis é muito maior do que o de literatura direcionada para adultos. Objetos que remetem à infância também estão dentre as coisas que Carol adora: bonecas de pano e de papel, pássaros, árvores, o cheiro das frutas, mar, marionetes, brinquedos de lata, diários, rir até faltar o ar, encontrar um papel lindo para sua coleção, edredon no inverno e torta de bolacha.

— Não sei explicar exatamente porque me fascina tanto, mas acredito que é exatamente pela pureza que há nas crianças, algo que eu não quero perder. Essa palavra, pureza, resume muito bem o meu trabalho e o que eu quero transmitir com ele, mas só agora, depois dessa exposição, eu consigo ver isso. O universo infantil te permite ser mais lúdico, não ter muitas amarras. Tudo é possível, e essa liberdade me encanta — conta.

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Admiradora de Ziraldo

Carol admirava desde pequena o trabalho de Ziraldo e ficava horas e horas olhando os livros que seu pai, Vanderlei Cunha, tinha do cartunista mineiro. Adorava reproduzir os traços do criador de O Menino Maluquinho nas capas dos seus cadernos. Da mãe, Cleonice Cunha, costureira e estilista, veio a inspiração por criar objetos com as próprias mãos. Os pais sempre a incentivaram nas artes e guardaram os desenhos que ela fez na pré-escola.

Eu Fico com a Pureza foi o trabalho mais significativo de sua carreira. Agora, já está com saudade do processo produtivo das obras.

— Fiquei com um carinho muito especial por professores, coordenadores e diretores. A rotina deles exige muita dedicação e amor. Esse projeto é muito significante para mim também, pois meu trabalho sempre foi inspirado no universo infantil, mas nunca tinha tido um contato tão direto com as crianças para criar — explica Carol.

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A inspiração

Talvez você já tenha ouvido falar desta obra. O livro Casa das Estrelas: o Universo Contado pelas Crianças surpreendeu ao se tornar o maior sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, no final do mês de abril.

As definições foram compiladas durante um período” entre oito e 10 anos”, enquanto o autor, Javier Naranjo, trabalhava como professor em diversas escolas rurais do Estado de Antioquía, no leste da Colômbia.

Entre as definições dadas pelas crianças, com termos de A a Z estão A de adulto (” Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si”, de acordo com Andrés Felipe Bedoya, de oito anos) e V de violência (” A parte ruim da paz”, segundo Sara Martínez, de sete anos).

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A exposição

Eu Fico Com a Pureza, da artista plástica Carol W

– Endereço: Urban Arts POA (Rua Quintino Bocaiúva, 715)

– Nas obras, além de tinta acrílica, foram utilizados giz e lápis de cor, material que os pequenos costumam usar para desenhar.

–Visitação: segunda (21/10) e terça (22/10), das 10h às 19h

 

Vivendo a vizinhança

Na parte da frente de sua casa, localizada na Comendador Azevedo, funciona o atelier da porto-alegrense, onde entra uma boa quantidade de luz natural. De lá, ela acompanha o movimento da rua.

A relação dela com o bairro vai muito além disso. A feira livre realizada na Praça Bartolomeu Gusmão, a Praça Florida, entrou para o cotidiano de Carol. Toda terça, compra frutas, queijos e outras gostosuras, incluindo um” pastel feito na hora que é uma delícia”. Aos sábados, aproveita o brechó de rua da São Carlos. Já no Moinhos, ela costuma frequentar os jardins do Dmae, local que considera ideal para fazer um piquenique e ficar deitada na grama.

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Dicas da moradora

— Um detalhe para observar: as casas antigas lindas e coloridas principalmente nas ruas São Carlos e Gaspar Martins

— Um restaurante: Cozinha e Arte, na Cristóvão Colombo. Almoço todos os dias lá

— Um evento imperdível: a feira livre das terças, o brechó dos sábados e o encontro no Vila Flores

 

Com a palavra, Carol W

ZH Moinhos — Como você definiria a região, em uma palavra?

Carol W — Aconchego.

ZH Moinhos — Qual é a rua mais charmosa?

Carol — Dependendo da parte, a São Carlos e suas casas antigas.

ZH Moinhos — Como é o vizinho ideal?

Carol — Que deixa o outro viver a sua vida, que respeita o espaço e a individualidade do próximo.

ZH Moinhos — Qual o principal problema do bairro?

Carol — Sujeira. Outro problema é que muitas das casas antigas estão sendo derrubadas para a construção de estacionamentos.

ZH Moinhos — Se pudesse, o que mudaria no bairro?

Carol — A conscientização para manter as ruas limpas.

ZH Moinhos — O que nunca mudaria?

Carol — Essa atmosfera que o bairro tem de cidade pequena. Aqui as crianças ainda brincam na rua até tarde, sem que os pais se preocupem. Todos se conhecem e se cumprimentam.

ZH Moinhos — Como Porto Alegre seria sem o seu bairro?

Carol — Menos romântica.

ZH Moinhos — Como você imagina o bairro no futuro?

Carol — Espero que parem de derrubar as casas, que parem de descaracterizar o bairro. E que seja um bairro mais limpo.

Conheça o homem que restaura o Vila Flores, em Porto Alegre

17 de outubro de 2013 0

Há três anos, João Felipe Wallig teve um encontro adorável. Ele conheceu, em São Paulo, um restaurador mineiro de sotaque quase nordestino. Amável Santos Amaral trabalhava em reformas na cidade desde os 19 anos, quando deixou Medina, em Minas Gerais, quase na divisa com a Bahia. Wallig decidiu convidá-lo para ser caseiro no Vila Flores e, na medida do possível, recuperar portas e paredes.
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Atualmente, Amável (na foto acima) mora no casario e é o guardião das memórias que existem lá. Ele conta que, quando chegou, havia apenas um amontoado de madeiras. Aos poucos, deu uma nova cara ao espaço e comemora a apropriação que será feita pelos moradores do bairro. Para ele, o que se destaca na construção são as mansardas – telhado com duas inclinações, sendo a inferior quase vertical e a superior quase horizontal:

– Em São Paulo tem, mas são diferentes. Esse tipo vim conhecer aqui. A mansarda enfeita muito a casa – diz.

Para um lugar imenso, Amável é econômico no que usa para si. Ocupa um dormitório com a cama de solteiro e utiliza outro cômodo como cozinha. Quem tem mais espaço é o pitbull Tigrão, que tem um pátio inteiro para circular. Apesar de ser um local de bastante movimento durante o dia – e estar próximo a zonas de prostituição à noite –, Amável afirma que nunca teve problemas com visitantes indesejados:

– O pessoal respeita. Estou há três anos aqui e ninguém mexe comigo.

E completa, com simplicidade:

– Sabendo viver, em qualquer lugar se vive.

> Saiba mais sobre o Projeto Simultaneidade

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Projeto Simultaneidade: muito além da restauração do Vila Flores

17 de outubro de 2013 0

Projeto prevê reunir intervenções artísticas no Vila Flores, no bairro Floresta, para estreitar a relação entre os moradores e criar um novo referencial sobre a ocupação de espaços públicos

Por Matheus Beck
matheus.beck@zerohora.com.br

Um projeto busca levar um sopro de vida ao casario Vila Flores, no Floresta. Intitulado Simultaneidade, ele reunirá 30 coletivos artísticos para realizar intervenções culturais no complexo multiuso, em dezembro.

A ação é simultânea à revitalização do prédio e busca discutir a subutilização dos espaços públicos. O objetivo é estimular a ocupação dos moradores com a realização de atividades artísticas e culturais. Serão três dias inteiros em que as pessoas poderão circular pelas ruas internas, participar de oficinas diversas, assistir a apresentações e compartilhar bolos, sucos e experiências.

VilaFlores2

– A gente buscou que todos os dias tivessem atividades nas quais todas as pessoas participassem independentemente do interesse de cada uma. É uma provocação. As pessoas precisam desenvolver o sentimento de pertencimento para que percebam que elas fazem parte da construção e da transformação da cidade _ afirma a arquiteta Márcia Braga, responsável pelo Projeto Vizinhança ao lado de Aline Bueno.

Conheça a história do guardião do Vila Flores

Elas criaram a iniciativa em agosto do ano passado a partir da percepção de que Porto Alegre está cheia de espaços ociosos e, ao mesmo tempo, as pessoas cada vez mais distantes.

Nos dias anteriores ao final de semana do evento, outros espaços culturais da cidade receberão atividades, como a presença de arquitetos para conversar com as pessoas sobre lugares históricos do Quarto Distrito _ região que engloba o Floresta. Durante o Simultaneidade, quem quiser promover uma oficina ou mostrar seu talento poderá preencher uma vaga no cronograma do espaço “Vai e faz”.

A maneira mais direta de colaborar com o Simultaneidade é ajudando a financiá-lo. O projeto está inscrito no site Catarse para angariar fundos. Qualquer pessoa pode contribuir com valores distintos, que serão convertidos em brindes e benefícios. Para viabilizá-lo, a ideia é atingir R$ 25 mil. O valor será utilizado na recuperação da infraestrutura do local, instalação elétrica, de banheiros e outros reparos, contratação dos responsáveis pela sonorização, iluminação, palco, segurança e produção e pagamento de cachê simbólico aos artistas.

– O cronograma depende do financiamento. Tínhamos previsto para 6 de dezembro, mas precisa coincidir com o timing do Catarse – diz o arquiteto João Felipe Wallig, da Goma Oficina, escritório responsável por restaurar o Vila Flores.

VilaFlores

Encravado no Floresta desde 1928, o conjunto construído pelo engenheiro e arquiteto José Franz Seraph Lutzenberger tem 2.332m² de área construída. Os três prédios que compõem o complexo são exemplares do legado de Lutzenberger para a cidade, como o Palácio do Comércio, o Orfanato Pão dos Pobres e a Igreja São José. A Goma Oficina, segundo Wallig, não quer apenas restaurá-lo, mas destinar um uso comum aos vizinhos para os anos seguintes:

– Em Porto Alegre, o pessoal é muito pró-ativo com questões cívicas. As pessoas se envolvem em ações de menor impacto, como a dos adesivos nas paradas de ônibus (iniciativa do coletivo Shoot the Shit que identificava as linhas existentes em cada ponto), mas que têm grande poder de reflexão – ressalta Wallig.

VilaFlores3

Atualmente, o casario está com o processo de captação de recursos para sua restauração definitiva em tramitação na prefeitura. O projeto da Goma prevê um uso misto do local, com apartamentos residenciais no prédio da Rua Hoffman, salas comerciais na fachada da São Carlos e equipamentos culturais e outros serviços nos térreos.

Como colaborar

– Acesse o Projeto Simultaneidade no Catarse

–  Escolha a forma de apoio. A cota mínima é de R$ 15

–  Também é possível ceder equipamentos e outros artigos de maneira espontânea, direto com os promotores do evento


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Para redescobrir a arquitetura da região

04 de outubro de 2013 0

O cotidiano, muitas vezes, é um entrave para observarmos com atenção o ambiente a nossa volta. Já quando estamos viajando, temos uma avidez por observar tudo, dos costumes às construções _ há mais tempo para olhar o entorno. O estudante de arquitetura alemão Frieder Vanbaams, que veio para o Brasil para estudar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, explorou Porto Alegre em algumas caminhadas. O resultado do passeio pelos bairros Rio Branco, Independência e Moinhos você confere no texto abaixo.

>> Confira as fotos publicadas no caderno e outras feitas por Vanbaams no Facebook do ZH Moinhos

 

Arquivo pessoal

“Durante um final de semana em Porto Alegre, saí para fazer uma caminhada pela cidade. Passei pelos bairros Rio Branco e Independência, mas o objetivo principal, após um almoço no bairro Santana, foi conhecer a arquitetura do Moinhos de Vento e tomar um café por lá. O dia estava agradável, e não tão quente. Lembrei-me da minha terra natal, a Alemanha. Viajei ao Brasil para estudar arquitetura no Rio de Janeiro, e fiquei feliz em encontrar essa outra cara do Brasil em Porto Alegre e, sobretudo, nesse passeio exploratório. 


Arquivo pessoalO que encontrei no Sul, ainda mais no bairro Moinhos de Vento, foi a tranquilidade, uma beleza mais silenciosa. Observei que as casas são diferentes entre si, parece que não foi seguida uma regra rígida ao serem construídas, ao contrário do que vemos em muitas cidades europeias: elas têm origens e foram feitas em períodos distintos, mas convivem na paz, harmonicamente. Essa parte da cidade tem uma cara bem única. Tem casas do modernismo, algumas em estilo internacional, outras com um toque mais brasileiro. Construções em concreto, formas lindas, cores diferentes. E ao lado, pode ter uma casa bem menor, mais velha, neocolonialista, uma casinha de madeira, um pouco perdida, mas que se encaixa bem no contexto da rua. Todos elementos estão bem entrosados.

Arquivo pessoal

 

Um bairro não precisa ter imóveis todos da mesma altura, cores e estilos parecidos para ser lindo. E mais: a atmosfera de um acordo silencioso entre essas casas variadas deixa feliz o pedestre que passeia pelo bairro. Foi isso que eu senti ao percorrer as vias Ramiro Barcelos, Gonçalo de Carvalho, Pinheiro Machado, Jardim Cristofel, 24 de Outubro, Padre Chagas, Luciana de Abreu e os jardins do Dmae. É um museu do dia a dia, do cotidiano, múltiplo, interessante, às vezes, engraçado, às vezes um pouco estranho. Deixei a cidade feliz em ter descoberta esse outro lado do Brasil.”

 

O autor

Nome completo: Frieder Vanbaams

Profissão: estudante

Cidade natal: Tübingen (Alemanha)