
Hoje, vamos falar de algumas pessoas que, por ignorância ou por desobediência, insistem que o lixo é para ser colocado na porta do vizinho. É difícil entender: as pessoas dizem que não têm como ficar com “o lixo em sua casa” até a hora da coleta e acham que os outros têm que “engolir” isso.
Dia 23, as 9h30min, na esquina da Rua Garibaldi com a Av. Cristóvão Colombo estava esperando um táxi. Como havia muitas moscas e sujeira fui obrigada a atravessar a rua: era uma mistura de cascas, restos de comidas, ossos, tudo exposto com um líquido, formando uma pasta, na qual os carros, ao passar, jogavam na calçada, nas pessoas e espalhavam ainda mais essa sujeira.
Pela rua, vinha um rapaz com cinco saquinhos de supermercado. Ele atravessou e jogou aqueles sacos no pé da árvore e seguiu normalmente. Como se dissesse: ‘que se lixem os outros, me livrei desta sujeira’. A Avenida Cristovão Colombo, em dias de chuva, recebe toda a água que escorre pelo morro e, normalmente, fica alagada.
Resultado: bocas de lobo entupidas, pois todo o lixo depositado na rua, em sacos pequenos de supermercado, são abertos pelos catadores e os restos ficam na rua, os sacos formam uma massa plástica, entupindo as aberturas e se transformando em um chamariz para ratos, moscas e baratas. Todos reclamam, mas quantos cooperam? Seu lixo tem que ir logo para a rua, pois, em casa, ele pode começar a cheirar mal. É certo ir feder na rua?
Não precisa ser psicóloga para saber que tipo de pessoa é capaz de fazer isso. É o tipo que ‘tira vantagens em tudo’. Não tem respeito pelos outros, por sua rua, por sua cidade e, pior, é incapaz de ser responsável por suas ações. Por que não coloca o lixo em sua porta?
Se for uma pessoa tão ‘limpinha’, por que não entrega na mão do lixeiro. Se for tão responsável, por que não limpa a sujeira que vai ficar na rua? “