Impressões sobre o verão no Moinhos

Por João Victor Eltz da Silva*
Fazia tempo não vinha escrever algo por aqui, desculpem-me por sinal queridos colegas e leitores, prometo maior assiduidade. Pois, estava pensando em um post que na verdade já era pra ter saído no mês de janeiro último. E então me surgiu a idéia de dividir minhas impressões, talvez um pouco “nostálgicas”, até porque é algo que observo há alguns anos já de minha relação entre nossa zona, os barezinhos, as pessoas em torno do Parcão e os meses de verão.
Talvez soe um tanto piegas ou pretensioso achar que tais palavras venham a soar como poéticas, mas se não como poesia, não sei como em outras palavras poderia eu falar sobre os ares que tomam conta de nosso querido Moinhos e arredores nesses meses escaldantes. Os termômetros a beirarem os 40°C não refletem estresse e incômodo quando vejo as árvores do Parcão, as pessoas correndo e caminhando ao cair da tarde e início da noite. E a toda expectativa de noites agitadas pelos barezinhos da Padre Chagas, Fernando Gomes e na Nova Iorque, points esses da “galera” mais da faixa da minha idade, entre os 30 e 40 sobretudo.
Eu, particularmente, acho um momento ímpar do ano. E onde poderia surgir tédio e tristeza, acho que podemos encontrar paz e ruas menos agitadas com o estresse do dia a dia e mais conectadas com a vibração positiva.
São noites com um público parece que mais seleto e mais conectado talvez com a minha realidade ou a de muitos que ao lerem isso se identifiquem: pessoas que precisam ficar na semana trabalhando e vivendo por aqui na capital e tem nessas noites e no passar por evidentemente ruas e avenidas mais calmos, uma “doce fuga” para o corre-corre diário.
O silêncio que chega mais cedo às mesmas ruas e avenidas já menos congestionadas ou tomadas de carros estacionados identifica muito bem esses meses também. É possível às vezes ouvirmos as cigarras cantando e à tardinha os passarinhos se recolhendo. Simples, “normal”? Um tanto tolo vislumbrar isso?
Não creio. Não no Moinhos. Eu particularmente ao viver isso, lanço-me inclusive em outras perspectivas. Afinal, verão na nossa zona é tempo de conhecer gente nova, interessante, se comunicar e comunicar-se também com o bairro, numa outra esfera que durante o ano muitas vezes nos passa despercebido detalhes que o tornam, inclusive, único. Convido a todos a observarem e viverem um pouco disso também.
Um ótimo verão a todos!







No ZH Moinhos, que chega às bancas de toda a região nesta quinta-feira, você lerá sobre o projeto Café ZH, que montará uma redação improvisada no Café do Porto, na quinta-feira, dia 25.






O publicitário Solano Lucena mora no Alto Teresópolis, mas é assíduo frequentador do Parcão.
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Aos 27 anos, João Victor Eltz da Silva é publicitário e mora na Rua Casemiro de Abreu. Promete fazer muitas cobranças sobre obras na Capital.
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