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Copa do Mundo no Moinhos

26 de junho de 2014 0

Por Úrsula Petrilli Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Prestes a completar seis anos, agora em julho, o Blog do ZH Moinhos merece o registro de um evento muito especial que está ocorrendo em seus bairros de abrangência: a Copa do Mundo. Sim, a Copa do Mundo do ano de 2014 é no Brasil e parte dos jogos é em Porto Alegre. Estamos recebendo milhares de turistas. Estamos sendo considerados “acolhedores” como sempre. E, manifestações à parte, agora, é o momento de acolher, de integrar, de compartilhar.

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Confesso que, na abertura da Copa, senti medo. Trabalhando a poucos metros da fan fest, com o horário de expediente reduzido e saída prevista para às 15h, deixei meu carro no estacionamento e voltei a pé para a região do Moinhos. Escapei por minutos das manifestações que passaram pelo centro da cidade e Avenida Borges de Medeiros.

Hoje fico feliz em saber que o chamado “caminho do gol” é um sucesso. As pessoas estão entrando no clima da Copa, do futebol. Porto Alegre está tendo a oportunidade de ser conhecida pelo Mundo. Esta é a segunda Copa do Blog. Em 2010, tivemos alguns registros da torcida da “Copa do Mundo no Moinhos”. Mas essa é a primeira Copa do Blog em que Porto Alegre é anfitriã. Por isso, convido a todos os leitores a enviarem seus registros do Mundial. Seja foto com turistas, alguma movimentação nos parques, alguma bandeira, vale o que quiser.

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Aliás, se você, morador da região, presenciou algum jogo no Beira-Rio ou foi até a fan fest, queremos ver a sua foto. É você, com a sua torcida, que faz a Copa do Mundo ser um evento que une nações e aflora a emoção de sermos brasileiros. Compartilho algumas fotos da região e, em especial a pintura feita numa escolinha do bairro, onde meu filho, de um ano e 10 meses, já expressa a arte, a torcida e o orgulho de ser um mini brasileiro.

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Frequentadores pedem melhor iluminação para o Parcão

16 de abril de 2014 0

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Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Nem para correr, nem para sentar. Maior área de lazer da região, o Parcão tem perdido o sentido depois que o sol se põe, sendo, em muitas vezes, evitado pelos usuários. Com apagões recorrentes e iluminação insuficiente em vários pontos, é raro encontrar quem se aventure a praticar esportes ou ocupar os bancos à noite.

– Perto dos banheiros, a partir das 20h, há prostituição. Os garotos de programa usam o parque porque está encoberto pelas árvores, com pouca iluminação. Já para quem corre se torna perigoso, porque há muitas raízes, pedras e desníveis –  observa Luciano Alves, 44 anos.

Morador da Travessa Angustura, o publicitário utiliza o local diarimanete para correr ou andar de bicicleta. Depois de oito anos vividos em São Paulo, lamentou a constatação de que o “seu quintal”, como se refere ao Parque Moinhos de Vento, não era utilizado pelos porto-alegrenses após o horário comercial. A inquietação de Luciano motivou a organização do primeiro Piquenique Noturno realizado no local, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o problema da iluminação e motivar a ocupação do espaço também à noite. Outros eventos –  como o Piquenique Noturno com os Chefs –  foram e continuam a ser realizados no parque, mas ainda não são suficientes para encorajar os usuários à utilização noturna do Parcão.

–  Não é seguro, principalmente onde tem muitas árvores. A iluminação não é suficiente, mas também tem a questão da segurança. As pessoas ainda não têm o hábito de utilizar os parques da cidade à noite – opina a estudante Laura Krebs, que frequenta o Parcão semanalmente.

A blogueira Úrsula P. Dutra Christini lembra que, durante o horário de verão, as pessoas utilizam o parque até mais tarde.

–  Agora, no inverno, caminhar às 18h já mostra limitações. Não são todas as pessoas que se aventuram nessa empreitada. Certamente, uma boa iluminação no Parcão geraria, no mínimo, um sentimento de mais segurança para todos nós.

Usuários relatam apagões à noite

Morador do Higienópolis,Wilson Rocha Júnior, que costumava correr no local, compartilha da opinião da estudante. Ele destaca os “apagões”, noites em que a iluminação do Parcão simplesmente não é ligada, como um fato recorrente.

–  Passo por lá de bicicleta, à noite, e nada mudou. Até me lesionar, eu corria lá, mas só porque sabia que o máximo que poderiam levar era o meu tênis.

O blogueiro do ZH Moinhos Eduardo Viamonte também testemunhou a falta de luz:

–   Corro no parque depois de escurecer, desde os anos 1990. Os apagões sempre existiram, mas se intensificaram, de forma intermitente, nos últimos anos, aumentando os riscos de assaltos e de tombos. Com a temida questão da violência crescente, alguns amigos foram deixando de frequentar o Parcão à noite. As ruas, e até mesmo o entorno da Redenção, têm sido minha opção.

Abordada pelo ZH Moinhos em dezembro, a questão da iluminação do parque já está na pauta da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que, na ocasião, comentou o assunto contemplando a possibilidade de abrir a licitação para o projeto em janeiro deste ano.

Contatada novamente pela reportagem, no entanto, a secretaria disse que o documento não deve ser liberado antes de maio. A razão, segundo a Smov, é que, por se tratar de um projeto mais complexo do que o das demais praças que receberam reforço na iluminação nos últimos meses, ele ainda está sendo elaborado pelos engenheiros e técnicos da pasta.

Questionado sobre os apagões, o diretor de iluminação pública da Smov, Luiz Fernando Colombo, enviou uma equipe da Divisão de Iluminação Pública (DIP) para realizar uma vistoria no Parcão na terça-feira, e informou que foram encontradas lâmpadas queimadas. A manutenção seria realizada nesta quarta-feira.

Três ações para revitalizar o bairro Independência

03 de abril de 2014 0

Casarão Frasca

Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi) tem três motivos para comemorar. Desejos antigos da entidade começaram a tomar forma nesta semana, como a revitalização de casarão na Independência, a reforma da Praça Dom Sebastião e melhorias no ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

As fachadas das casas no “L” formado pela Avenida Independência com a Barros Cassal, até a Avenida Cristóvão Colombo, são consideradas símbolo do bairro. A reforma no Casarão Frasca, localizado na esquina das vias, em especial, é um desejo antigo da associação. Por isso, a aprovação do projeto pelo Conselho do Patrimônio Histórico e agora pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) é celebrada.

O Casarão Frasca foi denominado em 2010, a partir do nome da família de imigrantes da Calábria, na Itália, que migraram para Porto Alegre em meados do século passado. Os irmãos Caetano e Antonio administravam um negócio de tecidos e moravam no casario. Segundo o arquiteto responsável pelo projeto de reforma, Lucas Volpatto, ele nunca foi reformado e está bem preservado:

– Especialistas o consideram um dos maiores exemplares do ecletismo na Capital. São duas casas geminadas com muitos elementos decorativos. A ideia é requalificar o andar térreo como ponto comercial e o segundo andar como moradia, mas não há nada definido por enquanto. O foco agora é mexer na fachada e no telhado.

Conforme a Smurb, desde 6 de março o processo está em “comparecimento”. Isso significa que o responsável técnico pela obra foi notificado a comparecer à secretaria para verificar algum detalhe do projeto. Entretanto, até o início desta semana, ninguém havia se manifestado.

Um dos empecilhos para a restauração está na rede elétrica. Como a calçada é estreita e os postes estão muito próximos da casa, a Amabi irá negociar com a CEEE o afastamento da fiação ou até mesmo a colocação de parte da rede no subterrâneo. A entidade também aguarda a tramitação, na prefeitura, de outros pontos históricos, como a Casa Godoy, um dos principais exemplares da art nouveau na cidade, tombada há quase 20 anos. Além da importância arquitetônica, por ter sido criada pelo alemão Hermann Otto Menschen, o local era a casa do médico Jacintho Godoy e sede de encontros memoráveis da sociedade porto-alegrense entre as décadas de 1930 e 1950.

– A grande virtude é que temos, à frente de todas as entidades, pessoas que estão dispostas a fazer com que as coisas aconteçam. Não tínhamos esta solidez de identificação dos moradores e dos representantes. Agora, todos estão interessados, a sua maneira, a colaborar – afirma o presidente da Amabi, Diônio Kotz.

Obras para revitalizar Praça Dom Sebastião devem durar meio ano

03 de abril de 2014 0

DomSebastiao

Depois de três anos e meio de reuniões e tramitações na prefeitura, a reforma da Praça Dom Sebastião, em frente ao Colégio Marista Rosário, foi autorizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A obra está prevista para durar 180 dias e, neste período, a área permanecerá cercada por tapumes. A revitalização custará R$ 912.400,27 e ficará a cargo da Cisal Construções Ltda, empresa que venceu a licitação.

Leia sobre a restauração de casario na Independência e sobre o ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

Entre as melhorias, estão previstas a instalação de meio-fio de concreto, pavimentações de basalto, saibro rosa, pedra portuguesa e piso de concreto com rampas de acessibilidade, degraus de concreto, restauro e instalação de bancos de concreto com encosto, lixeiras, guarda-corpo e corrimãos. Na área infantil, haverá implantação de grade, balanço, barra de balanço, gaiola e dois trepa-trepas. De acordo com a Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi), o foco no público infantil serve para atender aos alunos do colégio e pacientes do Hospital Santo Antônio:

_ Todo ano é realizado um evento de Natal voltado a eles. Nada mais justo que possam descer e aproveitar o espaço. A praça será arborizada e ficará preparada para pequenos eventos que possamos fazer _ projeta o presidente da associação, Diônio Kotz.

Ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

03 de abril de 2014 0

Gonçalo

 

Os moradores da Gonçalo de Carvalho, apelidada a rua “mais bonita do mundo” _ que divide os bairros Independência e Floresta _ querem deixá-la ainda mais bela. A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi) pretende reformar os canteiros e melhorar a vegetação no entorno do Shopping Total. A associação se encarregará da troca da placa com o decreto do tombamento da via e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) recolocará a identificação das árvores. O objetivo é marcar um ato para caracterizar a ação.

Segundo a Smam, o pedido ainda está sob análise técnica, uma vez que há fatores que devam ser levados em conta, como o fato de que a colocação de flores e folhagens encobre as raízes, aumentado a umidade no local, e que é preciso compatibilizar os pedidos da comunidade com as características de solo daquela região. As placas que identificam as árvores já foram confeccionadas, e a previsão é de que sejam instaladas até o final do mês.

Leia mais sobre outras duas novidades comemoradas pela Amabi, a restauração de um casario na Independência e a reforma da Praça Dom Sebastião.

Ampliação de shopping prevê alargamento da Doutor Timóteo

27 de março de 2014 0

Shopping

Medida sugerida pela EPTC para receber maior fluxo de veículos pode acarretar em corte de árvores

Matheus Beck ➧ matheus.beck@zerohora.com.br

A possibilidade de alargamento da Rua Doutor Timóteo inquieta os moradores do Moinhos de Vento. Isso porque o futuro acesso ao Moinhos Shopping deve causar impacto no trânsito da região, e várias árvores podem ser cortadas para que um trecho da via receba o recuo de ingresso dos veículos.

A medida proposta pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) como compensação à ampliação do empreendimento foi apresentada em uma plenária realizada na última semana no Fórum Regional de Planejamento da Região 1 (RGP1). Na ocasião, a comunidade conheceu as exigências das secretarias e órgãos públicos para que o Estudo de Viabilidade Urbanística seja aprovado.

Como o projeto prevê uma nova entrada e saída de veículos pela Doutor Timóteo, a EPTC exigiu a implementação de uma faixa adicional de aceleração e desaceleração para que a fila de veículos que acessam o prédio não cause congestionamentos. De acordo com a gerente de planejamento da EPTC, Carla Meinecke, a medida segue um cálculo que leva em consideração as 685 novas vagas e o número de cancelas em operação nos horários de maior movimentação:

– Não tem erro. É um cálculo matemático.

Os moradores, entretanto, estão receosos. Muitos acreditam que a alteração não resolverá o problema do trânsito a longo prazo. Isto porque, há poucos meses, foi invertido o sentido da Rua Tobias da Silva sob a alegação de atenuar o tráfego na região, e um novo acesso pela Doutor Timóteo poderia causar engarrafamentos no cruzamento com a 24 de Outubro e demais vias.

O arquiteto e urbanista Alan Furlan, delegado do RPG1, decidiu compilar as dúvidas e encaminhar à prefeitura. A intenção dele é pedir mais informações para saber o que será atenuado e o que será compensado pela construtora.

– Não vemos um aumento das exigências (de contrapartida) na mesma proporção do aumento da interferência no trânsito. Não que a comunidade não queira o empreendimento. É que agora é o momento de contestar. Senão, daqui a pouco vão ter que fazer outra medida para resolver a que não foi bem pensada – diz Furlan.

Plano diretor reserva espaços para possíveis expansões

A gerente da EPTC, porém, assegura que os estudos de impacto de tráfego se baseiam no crescimento da frota de veículos para os próximos cinco a 10 anos. Conforme Carla, a aplicação será fiscalizada de perto pelo órgão. Ela garante que as intervenções viárias estão previstas no plano diretor, que reserva espaços para possíveis expansões ou alargamentos.

– Qualquer tipo de ampliação só é feita onde há previsão de alterações do traçado viário. Não se sai alargando indiscriminadamente. A 24 de Outubro, por exemplo, já tem recuos previstos. Todo o trânsito tem de estar funcionando bem, seja o tempo de semáforo, a segurança dos pedestres ou a fluidez da circulação nos pontos mais críticos – afirma.

Remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização da Smam

Carla ressalta que medidas como o alargamento de vias fazem parte de um plano funcional. Embora o estudo de tráfego tenha sido aprovado pela EPTC, elas não são definitivas. O corte de árvores se enquadra nesta situação. Segundo ela, a remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Ainda assim, a jornalista e escritora Tania Jamardo Faillace questiona se, mesmo com adequações, as remoções irão respeitar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA):

– São ruas muito arborizadas, com árvores antigas mas saudáveis, que fazem o orgulho do bairro, e constituem túneis verdes. Qualquer alargamento, mesmo de meio metro, exige corte e remoção de vegetais. Parece uma maneira de poupar investimentos públicos, fazendo-os serem pagos pelos empreendimentos, mesmo à custa de tolerar eventuais inadequações ao PDDUA e ao interesse da população.

Procurado pela reportagem, o Moinhos Shopping informou apenas que o projeto de ampliação “se encontra em fase de tramitação junto ao município, em etapa de aprovação” e que “oportunamente serão divulgadas informações e detalhes”. Estão previstas a ampliação do centro comercial e a construção de sete novos pavimentos – quatro deles no subsolo –, em uma área de 10,5 mil metros quadrados.

Lançamento de livro nesta segunda-feira

24 de março de 2014 0

Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Em 2009, fiz o convite aqui no blog para os leitores assistirem a uma das palestras do Movimento Perfeito com a psicóloga Rosalia Schwark na Amrigs. Hoje, convido a todos, não apenas para a palestra, às 19h30min, mas também para o lançamento de seu livro Seja menos você – O caminho para sua transformação pessoal, às 21h, no mesmo local (Teatro da Amrigs, Av. Ipiranga 5311).

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Tive a honra de organizar o material, transformando o conteúdo de suas apresentações em livro. E faço questão de divulgar o trabalho dessa também moradora do bairro Auxiliadora, por um único motivo: inspirar as pessoas a praticarem o Método do Movimento Perfeito em suas vidas e a se beneficiarem, assim como eu.

Em maio de 2008, por exemplo, quando conheci o Movimento Perfeito, me permiti a ser menos eu e, na época, arrisquei-me na tarefa de ser blogueira do ZH Moinhos, sem julgamentos ou medo por eu não ser da área do jornalismo.  Aprendi a como entrar no fluxo da vida, quando tudo acontece sem esforço e com muita sincronicidade. Realizei um dos meus melhores sonhos em razão da aplicação do método, mais do que uma coincidência, o ZH Moinhos acabou sendo o cupido do meu casamento.

Para quem acompanhou e quem não acompanhou essa história, vale a pena entender um pouco mais sobre o que eu estou falando, conhecendo o Método do Movimento Perfeito. Após o lançamento, o livro Seja menos você – O caminho para sua transformação pessoal - estará disponível no site www.movimentoperfeito.com.br e na Editora Movimento Perfeito, que também fica na nossa região, Av. Cristóvão Colombo, 2830/702, telefone 3062-3864.

Em tempo: a palestra, no estilo Stand Up Comedy, tem o valor simbólico de R$ 10, para cobrir os custos da produção do evento.

Registre as belezas do outono

21 de março de 2014 0

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Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

No dia 20 de março, chegou o outono. Mais precisamente, às 13h57min. E, para não perder o costume de fazer posts sobre a troca das estações, movimentar o blog do ZH Moinhos e ainda ativar os leitores que adoram registrar a vida em suas câmeras fotográficas, embutidas em seus celulares ou não, convido os vizinhos e leitores a capturarem a chegada do outono e enviarem para o e-mail moinhos@zerohora.com.br. Vale qualquer imagem da região que nos remeta à essa estação ou à troca dela. Trago a imagem dessas árvores (acima e abaixo) do Parcão, cujos tons de suas folhas, logo me levaram ao calendário e me fizeram perceber a tão rápida chegada do outono de 2014.

Além de mandar fotos por e-mail, você pode, também, compartilhar pelo Facebook de ZH Moinhos, ou ainda, participar pelo Instagram, usando a tag #outonozh, com a hashtag #ZHmoinhos para os registros feitos nos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Floresta, Independência, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Veja imagens do outono enviadas pelo Instagram de ZH, em http://zhora.co/1l8oEem

Clique aqui para conferir todas as fotos que foram enviadas com a hashtag #ZHmoinhos

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Um ano depois, nasce ecoponto

20 de março de 2014 0

Instalação da parte elétrica atrasou a obra, que deve ser concluída em junho, segundo o DMLU

Matheus Beck

Matheus Beck - ➧ matheus.beck@zerohora.com.br

O Ecoponto do Moinhos de Vento, que foi anunciado para junho de 2013, começou a ser construído nesta semana. A previsão do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) é que ele seja concluído no início de
junho, um ano após a projeção inicial.

A unidade, que será construída na capatazia da Rua Câncio Gomes, na Travessa Carmem, junto à seção norte do DMLU, tinha sido adiada para o fim do ano passado. Porém, de acordo com o diretor-geral André Carús, questões envolvendo a concessionária de energia elétrica estendeu o início dos trabalhos no local.

– Houve atraso em função de problemas relativos à instalação da parte elétrica, com trâmite junto à CEEE, que já foram resolvidos – diz Carús.

Apesar da mudança, o valor orçado inicialmente não deve ser alterado. Serão necessários cerca de R$ 46 mil para construir o ecoponto. Além dele, outra unidade, localizada na Avenida Antônio de Carvalho, também está em fase de instalação. Sua construção deve ser concluída em julho.

– Assim, teremos mais alternativas para o descarte de resíduos que não são coletados pelos caminhões de lixo domiciliar e seco, contribuindo para a limpeza da cidade e facilitando e qualificando a vida dos cidadãos – afirma o diretor.

As unidades não recebem qualquer tipo de lixo. Os resíduos permitidos são madeiras, latas com resto de tintas, móveis, colchões, terra, entulhos, caliça, cerâmica, sucatas de ferro, eletrodomésticos e resíduos arbóreos. Em teoria, os materiais deixados em terrenos baldios ou na rua, mas que não podem ser recolhidos pela Coleta Seletiva.

Os ecopontos também não recebem lixo orgânico e não aceitam descartes maiores do que 0,5m³. Haverá ainda um Posto de Entrega de Óleo de Fritura (Peof), para fazer o reaproveitamento do conteúdo, um Posto de Entrega Voluntária (PEV) para materiais destinados à coleta seletiva, e um espaço cercado para receber pneus velhos.

O projeto Destino Certo foi lançado em 2010 com a ideia de padronizar o descarte do lixo e evitar a contaminação de resíduos para a reciclagem. Nesses quatro anos, apenas quatro ecopontos foram inaugurados: na Rua Cruzeiro do Sul, 1.445, na Vila Cruzeiro; na Rua Professor Carvalho de Freitas, 1.012, para atender os bairros Glória e Teresópolis; na Avenida Diário de Notícias, 1.111, no Cristal; e na Avenida Bernardino Silveira de Amorim, 2.261, que atende a Zona Norte. A intenção da prefeitura, incluída no Plano Plurianual (PPA), é construir 17 ecopontos na Capital.

Zoom Independência vai explorar avenida por meio de fotos

20 de fevereiro de 2014 1

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Olhar para o seu bairro, todo mundo olha. Mas você já reparou nele? Chegar mais perto das ruas, casarios, praças e construções do bairro Independência é a proposta do Zoom Independência, evento organizado para os moradores da região.

Será por meio da fotografia que o grupo Passeio Independência irá explorar, neste sábado, cada canto da avenida homônima, com o objetivo de revelar o que se camufla na correria do dia a dia.

ZoomI– A proposta do passeio é conhecer a fundo certos espaços do bairro, para, mais tarde, montar uma exposição fotográfica – explica Marília Cardoso, uma das organizadoras da ação.

A atividade partirá da Praça Júlio de Castilhos e percorrerá a avenida até a Praça Dom Sebastião. Para participar, basta estar munido de uma câmera fotográfica. E, claro, olhos ávidos para identificar, nas entranhas da Independência, fragmentos da história da vida de seus moradores e da cidade.

A ideia é reunir fotógrafos amadores e profissionais, moradores, comerciantes e admiradores para fazer registros fotográficos da via. Em material divulgado pela organização do evento, consta uma prévia do que se espera revelar pela atividade: “Tudo o que aparecer é resultado daquilo que fazemos ou deixamos de fazer”, diz o texto.

Já o zoom que dá nome ao passeio ilustra um pouco da ideia dos organizadores sobre uma das formas de explorar o bairro fotograficamente. Várias fotos de um mesmo ângulo, cada vez mais aproximadas, quando colocadas em comparação, têm o poder de mudar a perspectiva do espectador, valorizando as peculiaridades da região.
Durante a atividade, os participantes trabalharão sobre temas como patrimônio histórico, detalhes dos casarios, problemas da região, natureza, mobiliário urbano e aspectos que surpreendam.

Ao final do encontro, os participantes poderão escolher as melhores imagens para concorrer, em diferentes categorias, na mostra fotográfica. Alguns comentários sobre as fotografias feitas durante o passeio também serão selecionados para fazer parte da exposição. Serão discutidos aspectos da criação e montagem da exibição.

O evento do Passeio Independência, realizado por Urbana Arquitetura, Studio 1 Arquitetura, Região de Planejamento 1, UrbsNova e o Movimento Reviver Independência, contempla, ainda, um objetivo maior: aproximar os vizinhos, proporcionando momentos de convivência na região e inspirando um olhar positivo sobre o bairro. E, quem sabe, passar a ideia adiante.

– Queremos que as fotos sejam expostas em diversos lugares para que os moradores se sintam orgulhosos de sua região – conclui Marília.

Saiba mais

O que: Zoom Independência, passeio fotográfico pela Avenida Independência

Quando: neste sábado (22), das 17h às 20h. Em caso de chuva, será transferido para o sábado seguinte

Onde: concentração na Praça Júlio de Castilhos e final na Praça Dom Sebastião

Quanto: gratuito. Participantes devem levar máquina fotográfica

Informações pelo e-mail: passeioindependencia@gmail.com

 

 

As polêmicas da ciclovia do Bom Fim

14 de fevereiro de 2014 0

Recém inauguradas, as ciclofaixas na Vasco da Gama, na Irmão José Otão, na Barros Cassal e na João Telles, recebem contestação de motoristas, ciclistas e de pedestres

Matheus Beckmatheus.beck@zerohora.com.br

Nem bem completou uma semana desde sua inauguração oficial, a ciclovia da Vasco da Gama, no Bom Fim, acumula reclamações de quem transita de carro, de bicicleta ou a pé. As contestações se espalham pelo 1,1 quilômetro de extensão da via até a Irmão José Otão, pelos cerca de 300 metros da General João Telles e pelos outros 300 metros da faixa na Doutor Barros Cassal.

A principal indagação dos ciclistas – que gerou mobilização nas redes sociais –  é devido à troca de faixa entre a Miguel Tostes e a Ramiro Barcelos (na foto abaixo). Embora a ciclovia fique do lado esquerdo em quase toda sua extensão, ela começa (no sentido bairro-Centro) no lado direito da Vasco da Gama. Por isso, o ciclista precisa cruzá-la aproximadamente 200 metros depois de ingressar na faixa.

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De acordo com o presidente da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre, Pablo Weiss, a sugestão dada pelos usuários à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foi que a conexão com a Mariante fosse feita pela Liberdade, pois, segundo ele, utilizaria uma via mais segura para quem anda de bicicleta.

– Ela tem menos movimento de veículos, não tem o problema da curva de acesso ser muito fechada, e ainda economizaria a colocação de dois semáforos. Do jeito que ficou, prejudica o ciclista, o pedestre e até o motorista, pois ganhou um semáforo a mais, sem necessidade. O antigo “caminho dos parques” foi retirado porque era considerado inseguro, e a EPTC repetiu o erro copiando o trajeto –  afirma Weiss, referindo-se ao passeio que conectava os parques Moinhos de Vento e Redenção.

Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, a transposição da Vasco da Gama foi pensada para evitar um terceiro tempo semafórico que prejudicaria tanto ciclistas quanto motoristas. Conforme ele, a solução segue estudos técnicos que consideram também a futura conexão entre a ciclovia e o trecho da Avenida Goethe:

–  Afastamos (o cruzamento) dali (da Rua Miguel Tostes) e fizemos uma sinalização específica sem que tenha prejuízo para ninguém. O pessoal vai para um detalhe e não percebe que nós pensamos em um plano cicloviário inteiro.


> Desgastes na pista e uma feira no caminho

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A obstrução da ciclovia só é permitida em casos excepcionais. A Feira Modelo, que ocupa trechos da João Telles e da Irmão José Otão duas vezes por semana, é um exemplo. A sugestão da EPTC é que seja utilizada outra via para a circulação de bicicletas no período do evento ou que se desça da bike e caminhe, conduzindo-a pelo passeio público.

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Entre as contestações feitas pelos ciclistas estão a falta de padrão na largura da via –  que estreita em vários pontos –  e a utilização de tinta vermelha inadequada para delimitar a faixa. Segundo Pablo Weiss, presidente da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre, na maioria das ciclovias da capital foi apenas pintado o trecho, sem serem feitas as correções do piso, e que a tintura deixa a pista escorregadia em dias de chuva. Além disso, ele destaca a colocação de uma placa de Pare na alça de acesso à Ramiro Barcelos voltada ao ciclista, o que, segundo ele, reforça a lógica de preferência ao automóvel:

– Cada metro de ciclovia na cidade tem de ser comemorado, mas não assim.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirma que a condição de preferência aos carros se deve a uma avaliação pontual que considerou um fluxo muito maior de veículos motores em relação ao de bicicletas:

– Em cada análise de preferenciabilidade, levamos em consideração uma série de itens. Neste caso, foi o de volume muito maior de carros que acessam o viaduto.

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A reportagem de ZH Moinhos também identificou, na última sexta-feira, pontos de desgaste nas marcações, alguns equipamentos danificados e lixo ao longo da ciclovia. A EPTC pede a colaboração dos usuários para auxiliar na manutenção da limpeza, realizando o descarte correto dos detritos. Em relação à pintura, a empresa informa que as equipes responsáveis foram acionadas “para reforçar a demarcação ao longo do trecho”.


> Moradora diz que implantação de ciclovia dificultou sua rotina

Com a ciclovia do Bom Fim e do novo trecho da Avenida Ipiranga, Porto Alegre chega a 20,2 quilômetros de espaço exclusivo para ciclistas. A meta da prefeitura é atingir até 50 quilômetros de faixas para bikes até o fim de 2014. Porém, a cada parcela do Plano Cicloviário que é lançada, uma onda de reclamações a acompanha. No caso da ciclovia da Vasco da Gama não foi diferente. E elas começaram antes da inauguração oficial.

O estacionamento ou qualquer parada sobre a faixa da ciclovia é proibido por lei. Por isso, táxis e outros veículos são obrigados a parar do outro lado da via ou em outra rua. Para uma moradora da Rua General João Telles, que prefere não se identificar, a implantação da ciclovia desde a semana passada dificultou muito sua rotina. Todos os dias ela precisa levar o filho à fisioterapia. Como mora na quadra onde a via é de mão dupla e do lado onde fica a ciclovia, nenhum carro pode parar para que embarquem ou desembarquem em frente à casa. A saída encontrada foi andar por alguns metros até o trecho onde não passam bicicletas.

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–  Meu filho estava com a perna quebrada. Ficamos meio ilhados. Pensam em carro e em bicicleta. Eu estou pensando nas pessoas –  diz a moradora.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), “parar ou estacionar sobre a ciclovia é uma infração grave, de cinco pontos na carteira, multa de R$ 127,69 e remoção do veículo”. A orientação dada pelos técnicos da empresa é que “os embarques e desembarques devem, primeiramente, respeitar a sinalização do local, e podem ocorrer ao lado da ciclovia ou no outro lado da via”.

C de Criatividade e de Cidadania

06 de fevereiro de 2014 1

Para dar nova vida à região, grupo de 44 artistas lança o Distrito Criativo de Porto Alegre, que contemplará bairros como o  Floresta

Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Há cerca de três meses, 44 artistas e empreendedores (alguns deles, na foto abaixo) se reúnem para dar cara nova ao 4º Distrito – região da cidade ao norte do Centro Histórico que compreende o Floresta e outros bairros. Mas não apenas recuperar sua história e cultura. Baseado nos conceitos de economia criativa, do conhecimento e da experiência, o objetivo é desenvolver o espaço urbano e torná-lo um mercado ativo nos próximos cinco anos.

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No passado recente, a região era conhecida como o polo industrial de Porto Alegre. Praças e parques serviam de ponto de encontro de jovens. Bem diferente dos espaços degradados atualmente. O grupo, porém, não busca apenas a reforma de locais históricos ou ações culturais. Segundo o professor Jorge Piqué, da agência de inovação social UrbsNova, idealizador do Distrito Criativo, também chamado de Distrito C, os projetos serão tanto de preservação quanto criação:

– Queremos é que traga benefícios à região. Por um lado, pressionando a prefeitura, mostrando que há uma indústria que precisa de condições mínimas para existir. E, por outro, que nós mesmos, que somos criadores, busquemos soluções.

O coletivo se vale de experiências semelhantes realizadas em outros países, mas também em Porto Alegre, como o Cidade Baixa em Alta. A ideia é que se forme um senso de identificação entre os moradores com a região a ponto de intervir na realidade dela, e não apenas reivindicar e aguardar a solução por parte dos governantes.

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– O fato de a gente fazer coisas não libera a prefeitura de fazer as obrigações dela. A macrodrenagem e a limpeza urbana são funções dela. Mas a nossa questão não é só de demanda, e sim de tudo que podemos fazer como cidadãos. A pintura dos bueiros e de bocas de lobo, por exemplo, é proibida. No entanto, os moradores da Cidade Baixa conversaram com a prefeitura e até a EPTC apoiou a ação – exemplifica Piqué (na foto acima).

– O Distrito C está mostrando à cidade um bairro que estava esquecido e que as pessoas ainda não conhecem, perto de todos os lugares mais valorizados e com uma mistura de interesses e atividades como poucos. Nós, da Bolsa de Arte, saímos em busca de um espaço mais importante e com melhor condições de mostrar o trabalho dos artistas sem limitações de tamanho, um lugar ideal para exibir arte – afirmou Marga Pasquali, empresária.

Atualmente, vários grupos de trabalho foram formados para discutir assuntos como segurança, identidade visual e patrimônio. Associações de moradores, como o Refloresta, atuam na intermediação da relação com os vizinhos e como consultores sobre os problemas da região. Mais que revitalização cultural, o Distrito C é um local de inovação social.

Confira a relação completa dos participantes

Mais informações sobre o Distrito C pode ser obtidas pelo e-mail agenciaurbsnova@gmail.com ou pelo telefone (51) 9830-0994

Linhas de ação

Os grupos de trabalho tem se reunido para tratar de alguns temas. Eles discutem, levantam ideias e desenvolvem projetos divididos em cinco eixos principais. Confira quais são

– Revitalização urbana –  melhorias na infraestrutura, microdrenagem, iluminação, limpeza, segurança, mobilidade, condições de comércio, valorização das áreas verdes e do meio ambiente, disponibilização de equipamentos de lazer, preservação de fachadas, defesa do patrimônio histórico e implantação de uma horta comunitária.

–  Inclusão social –  identificar grupos sociais em situação de risco e dar apoio às entidades que trabalhem com essas pessoas.

–  Design de território – criar uma identidade própria ao distrito desde a sinalização (mapas, cartazes e identificação do mobiliário urbano), passando pela arte pública (grafite, fotografias, esculturas), e até eventos (festas, caminhadas, pedaladas).

– Atividades de integração e formação –  promover o sentido de identificação com o bairro entre os moradores por meio de palestras, cursos, eventos artísticos, ações coletivas, além da recuperação e divulgação da história do distrito.

– Turismo criativo – aproximar turistas de outras áreas de Porto Alegre, do estado e do país à vivência dos moradores, com visitas a ateliês, oficinas e eventos locais.

Reformas na Escola Uruguai para começar 2014

30 de janeiro de 2014 0

Para abrir as portas em 24 de fevereiro, Escola Uruguai, localizada no Parcão, se adequa às exigências dos bombeiros

Matheus Beck - matheus.beck@zerohora.com.br

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Uruguai, no Parcão, luta para deixar os transtornos de 2013 no passado. Depois de encerrar um ano atribulado com infiltrações, faltas de luz e períodos sem aula, a instituição utiliza o recesso para fazer uma grande reforma. O objetivo é chegar a 24 de fevereiro, quando voltam as aulas, sem nenhum problema estrutural.

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Em novembro, quando um temporal atingiu o Moinhos de Vento, o gerador da escola foi danificado. Por uma semana, os estudantes ficaram sem aula devido à falta de energia elétrica. Quando retornaram, tiveram de conviver com salas iluminadas apenas por luz natural. A merenda teve de ser retirada dos refrigeradores para não estragar. Até as árvores do parque se tornaram hostis por não receberem a poda adequada e danificarem o telhado. Por tudo isso, um grupo de pais passou a se reunir toda semana para ajudar na rotina escolar.

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— Foi uma semana inteira sem ventilador e merenda durante um período de provas. Conseguimos a colocação de um transformador provisório, mas muitos pais ficaram exaltados com medo de que as aulas não recomeçassem em 24 de fevereiro. Queremos que as coisas andem até o início do ano letivo — afirma Rosane Herrmann Ferreira, mãe de aluno da 2º série.

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A desconfiança aumentou com o histórico de problemas na escola. Infiltrações em tetos e paredes, e o desacordo com as normas de segurança exigidas pelos bombeiros ampliaram a apreensão. No entanto, segundo a diretora-adjunta do Departamento Administrativo da Secretaria Estadual da Educação, Sônia Costa, não há risco de as aulas reiniciarem sem as adequações necessárias. Isso porque, conforme a diretora, uma reforma na parte elétrica foi iniciada em 14 de janeiro e deve ser concluída nas primeiras semanas de fevereiro. Toda a fiação foi substituída, e um novo gerador com maior capacidade será instalado.

— Em relação ao Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), foram instalados todos os itens exigidos e estamos aguardando para agendar uma nova visita dos bombeiros. A previsão é que até o início do ano letivo a escola esteja funcionando — diz Sônia.

De acordo com a diretora da Escola Uruguai, Arlete Xavier, as luzes de emergência e a sinalização das saídas foram refeitas. Oito extintores foram substituídos por 22 novos equipamentos. Já as podas das árvores começaram a ser feitas nesta semana.

O que ainda faltará são a reforma no telhado e na estrutura do ginásio, e a pintura da escola. Conforme a secretaria de Educação, já foi iniciada a coleta de propostas para a substituição da cobertura.

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Canteiros cobertos com cimento são um risco às árvores

23 de janeiro de 2014 0

Para adequar passeios ao projeto Minha Calçada, moradores do Bom Fim e Rio Branco cimentam raízes e prejudicam vegetais, podendo provocar até a morte de árvores

revitalizacao

Por Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

O projeto Minha Calçada – Eu Curto, Eu Cuido foi lançado em janeiro de 2012 para recuperar os passeios públicos, torná-los mais acessíveis e revitalizar os espaços públicos. Entretanto, no afã de corresponder às exigências da prefeitura, muitos moradores acabaram cometendo equívocos e pondo em risco o meio ambiente.

Na Rua Cauduro, no Bom Fim, um condomínio foi comunicado a realizar o nivelamento e rejuntar a calçada. O serviço foi feito, mas o canteiro que circunda a árvore logo em frente foi cimentado, cobrindo totalmente sua base junto ao solo e impedindo que ela tenha acesso à água e aos nutrientes da terra. Moradora da região, a jornalista Marianna Senderowicz conta que a situação não é incomum. Ela diz que já denunciou uma série de casos semelhantes nas vias Felipe Camarão, Fernandes Vieira, Independência e Miguel Tostes.

– E não foi apenas um caso por rua. Nivelar a calçada é importante pela acessibilidade. Mas deveria ter havido uma orientação para realizarem algo mais sustentável. Em poucos lugares foram feitos canteiros verdes. Como o prazo (para os ajustes) era meio apertado e, para muitas residências, é difícil refazer uma calçada, simplesmente colocaram cimento – afirma Marianna.

As respostas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, segundo a jornalista, foram eficientes. Em até duas semanas, a argamassa foi retirada, e nenhum vegetal sofreu dano maior. No entanto, casos como o da Cauduro redobram a atenção nas ações de fiscalização. De acordo com o agente da Secretaria Municipal de Obras e Viação Carlos Santos, o local será vistoriado, e o responsável será notificado para retirar tijolos e cimento do canteiro:

– Os contribuintes têm se equivocado. A recomendação não é que se tire o canteiro, e sim as barreiras a seu redor, obstáculos existentes sobre o passeio público, como muretas e grades. O objetivo é impedir que idosos e crianças tropecem e se machuquem.

Casos assim podem acarretar dois problemas aos moradores. O primeiro é uma complicação com a lei. Conforme o artigo 14 do Plano Diretor de Arborização Urbana de Porto Alegre, o canteiro no entorno das árvores deve obedecer a duas regras: manter dimensões mínimas de 1m20cm por 2m50cm, sem pavimentação, e ter grama ou forração, como o saibro. O descumprimento dessas normas gera um dano ainda maior _ à própria natureza. De acordo com o diretor de Praças, Parques e Jardins, Sergio Tomasini, a impermeabilização do local dificulta a infiltração da água e provoca o estrangulamento do vegetal na área entre as raízes e o tronco. Com isso, pode causar lesões estruturais e até apodrecimento em alguns pontos. O que, com o tempo, pode fazê-la ruir.

– A pouca permeabilidade reduz a possibilidade de a árvore pegar os nutrientes do material orgânico próximo. Assim, ela aumenta de diâmetro e fica com lesões no tecido, gerando zonas de fragilidade. Quanto mais tempo demorar a ser retirado o cimento, pior fica – avalia Tomasini.

Denúncias podem ser feitas pelo atendimento ao cidadão da prefeitura de Porto Alegre, Fala Porto Alegre, telefone 156.

No ZH Moinhos desta quinta-feira

08 de janeiro de 2014 0

Você confere

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– Saudade dos canteiros – Moradores da Fernandes Vieira lamentam retirada de estrutura em torno das árvores, exigida pela prefeitura, por causa do Projeto Minha Calçada

– Planos para 2014 – As associações de bairros da região comemoram conquistas do ano passado, como o sucesso de eventos voltados para moradores e a mobilização por melhorias da área. No entanto, há planos que não se concretizaram, e que podem, finalmente, sair do papel neste ano. Conheça as prioridades de cada grupo – Associação Cristóvão Colombo (ACC), Associação de Moradores do Auxiliadora (AMA), Associação de Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi), Associação dos Moradores da Gonçalo de Carvalho (Amogonçalo), Movimento Moinhos Vive e Grupo de Apoio à Revitalização do Bairro Floresta (Refloresta)

– Eu e Meu Bairro – A escritora Letícia Möeller conta sobre sua relação com o bairro, de sua infância a infância de seus filhos