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Posts na categoria "1"

ZH Moinhos nas bancas

10 de janeiro de 2013 0

Confira os destaques do ZH Moinhos desta quinta-feira:

- Na capa: reportagem foi às ruas do Moinhos de Vento avaliar a existência e condições das placas de sinalização.

- Dmae comemora aniversário com exposição fotográfica.

- Na seção Gastronomia, conheça a Petites Délices e aprenda a fazer bolinhos de maça com nozes e cheesecake de limão.

- Alunos do Colégio Bom Conselho participaram da elaboração do caderno.

- Em Leitor Repórter, morador reclama de falta de rampas no Moinhos de Vento e arredores.

Não perca!


Um passeio pelos jardins do Dmae

10 de janeiro de 2013 0

Que tal, em um intervalo do trabalho ou dos estudos, fazer um passeio pelos jardins do Dmae sem precisar sair da frente do computador? Clique aqui e confira o trabalho do fotógrafo Arivaldo Chaves, com edição de Omar Freitas.

Um pedaço da história do bairro

26 de dezembro de 2012 2

Carol Bensimon, escritora e moradora da região, também escreveu sobre o prédio demolido na esquina da Mostardeiro com a Comendador Coruja:

“Um prédio bem-conservado dos anos quarenta, com um vasto gramado, um raro muro baixo, sacadões, tudo nele me parecia uma declaração de personalidade forte. Um pedaço, enfim, da história do bairro e da cidade, para onde eu e provavelmente muitos outros tinham se acostumado a olhar, recebendo em troca uma certa paz de espírito. Foi demolido o prédio. Não levou mais de um dia, destruir é rápido e, nesse caso, anônimo, os tapumes não identificados como que conscientes do crime que cometiam. Como dói.”

Para ler o texto da blogueira Miréia Borges sobre o assunto, acesse: http://zhora.co/prediodemolido

No ZH Moinhos que circula nesta quinta-feira, você confere dois artigos sobre o tema, um escrito pelo arquiteto e urbanista Lucas Volpatto e outro de autoria de Carlos Augusto Bissón, escritor e morador da região.

Obelisco Luminoso chega à região

10 de dezembro de 2012 1

Uma obra de arte itinerante chega, hoje, à região. O Obelisco Luminoso, do artista Denis Rodriguez, faz sua primeira parada hoje, no Parcão, e amanhã segue para a escadaria do Morro Ricaldone.

De acordo com o artista, é uma instalação pública e efêmera que discute o papel da arte na revitalização urbana.

— Os obeliscos situam-se entre a escultura e a arquitetura, e são destituídos de função, não servem como casas, negócios ou templos, mas possuem um significado simbólico. Apesar da simplicidade plástica, Obelisco é um complexo jogo de composição de imagens e equilíbrio, o grande desafio da verticalidade. Esses painéis nunca foram imaginados como uma única peça. Cada localidade da cidade terá forma e composição específicos — narra.

Gurizada do vôlei traz medalhas para a região

07 de dezembro de 2012 0

As equipes de vôlei do Grêmio Náutico União conquistaram resultados importantes nos últimos dias. Tanto o grupo mirim masculino, comandado pelo técnico Dênio Peixoto, como o infantil feminino, treinado por Sandra Ferrer, levaram a melhor e conquistaram a taça do Campeonato Estadual em cada categoria.

Filhotes de pato são retirados preventivamente do Parcão

07 de dezembro de 2012 1

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) realizou, esta semana, uma delicada operação para transferência de seis patinhos que habitam o lago do Parque Moinhos de Vento (Parcão). A medida visa preservar as aves, que são alvos fáceis de predadores como cágados e tartarugas adultos, que também vivem no Parcão.  Esses répteis atacam as aves de pequeno porte para se alimentar.

Os patos permanecerão cerca de 90 dias no sítio de uma voluntária, na companhia da pata mãe. A Smam será responsável pelo fornecimento de ração. Depois da retirada dos filhotes, ainda permaneceram, no Parcão, 14 patos adultos.

ZH Moinhos já está nas bancas!

06 de dezembro de 2012 0

A edição de hoje do ZH Moinhos já está nas bancas e nas casas dos assinantes da região! Nele você confere:

—  A moradora que viu, da sacada de seu apartamento, o bairro crescer

— Histórias do bairro, em seus 53 anos de fundação

— Conheça seu vizinho: Peninha

— Região ganha espaço para cozinha catalã

Hoje é dia de Natal na Praça Júlio de Castilhos

04 de dezembro de 2012 0

Com o tema Sonhe, Transforme, Realize acontece na noite de hoje, na Praça Júlio de Castilhos, o já tradicional Natal na Praça do Moinhos de Vento. Em sua 14ª edição, a atração já faz parte do calendário oficial de eventos natalinos de Porto Alegre e tem entrada franca, a partir das 21h.

A programação deste ano também integra as comemorações dos 85 anos do Hospital Moinhos de Vento que, no dia 20 de dezembro, será marcado por um culto ecumênico festivo na matriz da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB).

O tema do encontro faz uma alusão à própria história do Hospital Moinhos de Vento, que surgiu das demandas de um hospital modelo e que atendesse as necessidades das comunidades de imigrantes. No enredo os sentimentos como união, amor, harmonia, compreensão, perdão estão presentes na vida da personagem Natalícia, que nasceu no Hospital Moinhos de Vento no dia de Natal e nesse ano comemora 85 anos. Enquanto a história se desenvolve, jornaleiros anunciam diferentes fatos que marcaram cada época. A personagem Natalícia será interpretada pela schwester Ires Spier, que atua há 45 anos na instituição e acompanha a sua evolução.

A programação inclui  espetáculo de teatro, música e dança com participação do Grupo de Teatro dos Colaboradores do HMV, coreografias da Essência Cia. De Dança e supervisão de Izabel Ibias. A atração musical fica por conta da Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul, Coral Feminino do HMV e o músico Leonardo Garcia.  No repertório, canções de Natal em arranjos especiais.

Em casa de chuva, o evento será transferido para o dia seguinte.

Recanto escondido de lazer!

03 de dezembro de 2012 1

Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Junto à Igreja Nossa Senhora Auxiliadora há uma pracinha construída exclusivamente para as crianças. Eu diria que é um verdadeiro recanto escondido. Ou melhor, uma pracinha escondida. Em plena 24 de Outubro esquina com a Silva Jardim, essa pracinha cercada de grades e árvores é um espaço para as crianças se divertirem e terem contato com a natureza.

Mesmo tendo passado várias vezes pelo local, tanto na Avenida quanto na Igreja, inclusive tendo casado ali, quem me chamou a atenção para a pracinha foi meu filho e futuro blogueiro Bernardo Mariano. Hoje, meu “pauteiro”, ele adora esse espaço. Com 3 meses de idade ele gosta de ir até a pracinha no carrinho dele e ficar embaixo das árvores olhando cada folha, escutando os pássaros junto com o barulho dos carros, até dormir.

Tem dias que ele encontra outras crianças e já sabe que assim que ficar um pouco maior vai se divertir como elas, nos balanços e gangorras da pracinha. E o mais interessante é que os brinquedos são os mesmos da minha infância. Tem até o carrossel que há tempo eu não via. Está aí, um espaço para brincar e relaxar em contato com a natureza, aberto ao público, e que faz da região mais completa e acolhedora.

Que cada vez mais crianças descubram esse recanto escondido de lazer!

O ZH Moinhos desta semana já está nas bancas!

29 de novembro de 2012 0


Nesta edição, você vai ver que os alunos da região fizeram bonito no 5º Desafio de Robôs. Leia também:

- Festa de aniversário movimenta o Parcão
- Projeto Passagem com Arte reune moradores no Morro Ricaldone
- Saiba como compartilhar o espírito natalino

Sábado é dia de mobilização contra a Aids

28 de novembro de 2012 0

Neste sábado (1º de dezembro) é o Dia Mundial de Combate à Aids e a data será marcada, na região, por um almoço beneficente que promoverá a prevenção da doença. Será no Rosário Resto Lounge (Rua 24 de Outubro, 1539), com um bate papo sobre o assunto. A mediação será do cronista Fabrício Carpinejar e, com ele, estarão a cantora gaúcha e participante do The Voice Brasil Bella Stone e o empresário e hairstylist Cesar Augusto, do Mirage Intercoiffure. Serão 40 minutos de conversa sobre prevenção, seguidos de almoço e pocket show de Bella Stone.

O encontro também marca o lançamento da edição 2013 do Calendário  Cabeleireiros contra AIDS, projeto da L’Oréal que conta com a parceria da UNESCO e apoio do Ministério da Saúde.

Os ingressos antecipados custam  R$ 30. Neste valor está incluído o valor do almoço (sem bebidas) e um exemplar do calendário 2013 do projeto.

Serviço:
Almoço Beneficente Cabeleireiros contra a AIDS- com  Fabrício Carpinejar, Bella Stone e Cesar Augusto
Data: 1º de dezembro de 2012.
Horário: Pontualmente às 11h.  
Local: Rosário Resto Lounge – Rua 24 de outubro, 1539
Valor: R$ 30, incluindo o almoço (sem bebidas) e um exemplar do Calendário 2013 do projeto Cabeleireiros contra AIDS.

Pontos de venda:
Rosário Resto Lounge – Rua 24 de outubro, 1.539 – fone 3237-6765
Mirage Três Figueiras – Rua Araponga 449 – fone  3381-2000
Mirage Zona Sul – Rua Wesceslau Escobar, 2.320 – fone 3264-5561
Mirage Auxiliadora – Silva Jardim 311 lj 7 e 8  – fone 3333-2100
Mirage Menino Deus – Múcio Teixeira, 933 – fone  3085-3900
Mirage Moinhos de Vento – Padre Chagas 75 – fone 3222-8300
Mirage Pedro Ivo – Rua Pedro Ivo, 855

Quarta-feira é dia de Recital J. Brahms no Goethe Institut

27 de novembro de 2012 0

O Goethe Institut recebe, na noite desta quarta-feira, o Recital J. Brahms, com as presenças de Angela Diel (mezzo soprano), Ney Fialkow (piano) e Vladimir Romanov (viola). A partir das 20 horas, os músicos reúnem-se para interpretar obras de um dos ícones do romantismo musical europeu do século XIX.

O repertório reserva uma sofisticada variação de canções para canto e piano, piano solo, viola e piano, e, por fim, as duas canções para mezzo, piano e viola. A ocasião contará com a explanação Brahms e o Crepúsculo do Romantismo, do pesquisador Arthur Torelly sobre a vida e a obra compositor alemão J. Brahms (1833-1897).

Ingressos a R$ 20 para o público em geral, R$ 15 para estudantes e músicos e R$ 10 para idosos, à venda no local.

Lançamento de livro sobre residenciais terapêuticos

27 de novembro de 2012 0

Na próxima quinta-feira (29 de novembro), às 19h, na Sala Rita Lobato, acontece o lançamento do livro “Residenciais terapêuticos: O Dilema da Inclusão Social de Doentes Mentais”, do Dr. César Augusto Trinta Weber. O evento faz parte do projeto Quintas no Museu e tem entrada franca.

Dr. César Augusto Trinta Weber é médico graduado pela UFCSPA, Doutor em Ciências pela UNIFESP, Mestre em Educação pela ULBRA, Especialista em Administração Hospitalar pela PUCRS e em Gestão de Serviços e Sistemas de Saúde pela UFRGS.

O Museu da História da Medicina fica na Avenida Independência, 270.

Especial Centenários: a vizinha que viu nascer o Moinhos de Vento

21 de novembro de 2012 1

O ZH Moinhos encerra hoje a publicação de uma série de reportagens sobre os centenários que moram na região. Através de suas histórias, saiba como vivem e o que viram pessoas que atravessaram um século de história. Na quarta e última edição, que circula nesta quinta-feira, conheça Carmen Cauduro de Oliveira, 100 anos, moradora do bairro Moinhos de Vento.

Luísa Medeiros

O ano em que Carmen Cauduro de Oliveira, hoje com cem anos, nasceu, uma invenção revolucionou o dia a dia das pessoas. Era 1912, quando a General Motors anunciou, nos Estados Unidos, uma das mais importantes invenções da indústria automobilística: o motor com partida elétrica. Tornou-se possível dar a ignição no motor apenas girando uma chave, eliminando a manivela.


Em uma época em que até o relógio parecia mover-se mais devagar, ganhava-se em agilidade, praticidade e mobilidade. Com a novidade, os veículos movidos a gasolina, mais rápidos e potentes, começaram a se popularizar. Anos mais tarde, a novidade chegou ao Brasil, quando Carmen ainda era criança. Essa foi apenas uma das grandes transformações que a moradora da Rua Doutor Timóteo, no Moinhos de Vento, presenciou. E que, até hoje, a impressionam:

– Não consigo lidar com a ligeireza das coisas de hoje. A gente vai dormir com um fato acontecendo, e de manhã já virou tudo. Não sei se isso é bom.

Da janela do apartamento onde mora há pelo menos 35 anos, em frente ao Parque Moinhos de Vento, ela vê o imenso tapete verde tão característico da região. Quando os netos eram bem pequenos, descia para levá-los no parquinho e tinha de se sentar ao sol, pois ainda não existiam, por ali, as imponentes árvores. Hoje, vê os incontáveis prédios em volta do Parcão e aponta para o centro:

– Só tinha aquele prédio ali. O resto era chão batido.

Porto-alegrense de nascimento e de coração, como gosta de enfatizar, passou quase toda a vida na Capital. Perdeu os pais muito cedo e foi morar com os tios em um hotel no Centro. Por isso, acompanhou de perto o desenvolvimento da Porto Alegre do século 20.

– A cidade preservava uma tranquilidade. Ainda criança, eu brincava na calçada, pulando corda – narra.

Com 16 anos, a estudante começou a trabalhar como alfabetizadora no, então, Porto Alegre College, hoje Instituto Porto Alegre (IPA). Pegava um bonde do Centro até o final da Avenida Independência, e o resto do trajeto era feito a pé.

– Tínhamos de subir todo o morro caminhando. A família Mostardeiro, que tinha uma grande fazenda na região, abria as porteiras onde hoje fica a Rua Dona Laura e nos deixava passar para encurtar o caminho – lembra, com detalhes, de uma época em que o bairro Moinhos de Vento ainda nem existia.

Foram 10 anos de subidas diárias no local conhecido atualmente como morro do IPA.

– Hoje, quando caminho com as pernas firmes, sempre lembro que adquiri isso naquela época – garante, enquanto desliza seu andador com agilidade pelo apartamento repleto de objetos antigos, fotos de netos e bisnetos e recordações de um século de história.

Por volta dos 25 anos, casou-se pela primeira vez e foi morar em Flores da Cunha. Acostumada com a dinâmica da cidade, estranhou muito a vida na Serra. Quando tinha apenas dois anos de casada, no entanto, uma tuberculose vitimou seu primeiro marido. A viuvez precoce trouxe Carmen de volta à Capital, de onde não saiu mais. Casou-se novamente, poucos anos depois, com o procurador Álvaro de Oliveira. Prestou um concurso e tornou-se funcionária pública. Foi nessa época que sua vida mudou muito.

– Meu marido gostava muito de viajar, então conheci muitos lugares como Europa, Argentina e Uruguai.

Talvez por isso a maternidade tenha sido tardia. A primeira filha chegou quando Carmen tinha 40 anos e o segundo, aos 45 anos. Sempre muito ativa, só parou de trabalhar aos 61 anos, quando se aposentou. Dez anos depois, em 1983, ficou viúva mais uma vez. Até completar 90 anos, ainda morava sozinha no apartamento em frente ao Parcão. Há poucos anos, a filha Carmen Regina foi lhe fazer companhia. Se ao longo da história sua vida foi acelerada pelas novidades e inovações, hoje a centenária vive a tranquilidade de uma velhice em casa, sem muitas atividades.

– Levo uma vida parada, sentada em uma cadeira, olhando para frente e trabalhando o cérebro. Quase não saio, não aceito mais convites para chás e almoços pois minhas mãos e dedos não se mexem mais com agilidades, então prefiro ficar em casa – diz, serena.

E atribui os seus cem anos de vida ao tempo em que percorria a pé o trecho hoje tomado por avenidas no Moinhos de Vento, até o Morro do IPA.

– Nunca imaginei que chegaria tão longe.


luisa.medeiros@zerohora.com.br

Especial Centenários: Vivência e observação no Independência

15 de novembro de 2012 0

Até o dia 22 de novembro, o ZH Moinhos apresenta uma série de reportagens sobre os centenários que moram na região. Através de suas histórias, saiba como vivem e o que viram pessoas que atravessaram um século de história. Na terceira edição, que circula nesta quinta-feira, conheça Maria Marques Velho, 102 anos, moradora do bairro Independência.

LUÍSA MEDEIROS

O calendário marcava o ano de 1954 quando Maria Marques Velho, chamada de Nazinha desde os tempos de criança, viveu um episódio até hoje muito nítido em sua memória. Na manhã do dia 24 de agosto, a então jovem senhora saíra com uma de suas filhas para comprar tecidos no centro de Porto Alegre. Foi quando chegou à Capital a notícia do suicídio de Getúlio Vargas.
– Eu estava em uma loja na Rua Doutor Flores quando começou um quebra-quebra, com as pessoas muito revoltadas. As lojas tiveram de fechar as portas, e nós ficamos durante algumas horas presas dentro daquela loja – lembra.
Hoje com 102 anos, dona Nazinha recorda o episódio com a tranquilidade que lhe é peculiar – e até diverte-se ao narrar que “as moças corriam ao telefone para dar notícias às famílias, pois ninguém sabia direito o que estava acontecendo”. Tranquilidade provavelmente herdada dos longos anos que viveu no campo. Ela nasceu e cresceu em uma fazenda no interior de Mostardas, à época, município de São José do Norte.

Moradora do bairro Independência desde a década de 1980, tem suas primeiras recordações da Capital na época das visitas à avó, que morou na Rua Ramiro Barcelos. Nazinha ainda era muito criança, mas lembra que a região, hoje marcada por grandes edifícios, era repleta de fazendas. No lugar de incontáveis ônibus e carros nas grandes avenidas, estavam os veículos com tração animal.
– Quando minha avó queria sair, ela mandava chamar um cocheiro. O transporte era de carro de cavalo, só vários anos depois é que vieram os autos – narra.
Mesmo que tenha crescido com o ritmo lento da vida no campo, era frequentadora assídua dos animados bailes do Interior. Foi em um deles, aos 17 anos, que conheceu o marido, Djalma Raupp Velho. Casaram-se um ano depois, em 1928.
Os filhos começaram a chegar logo em seguida. A tranquilidade da fazenda, onde a família plantava arroz, é a explicação encontrada por dona Nazinha para a longevidade.
– Criei seis filhos sempre trabalhando para fora. Lá, eu fazia todo o serviço de dona de casa, inclusive costurava e cozinhava. Até ensinei as primeiras letras para os filhos – recorda.
E garante que não fez nada de especial pela sua saúde: sempre teve uma vida normal e uma alimentação sem restrições. A cozinha é, inclusive, um lugar especial para Nazinha. Uma das saudades que carrega consigo é a da convivência com o pessoal da fazenda e do tempo em que fazia suas famosas receitas, como o bolo de coalhada e as bolachinhas para serem levadas à praia.
Maria Marques Velho conta que a vinda para a Capital se deu em meados da década de 1970. Na época, as viagens eram frequentes em razão da formatura de uma das filhas e, em 1980, acabou ficando de vez após a morte do marido. Um ano depois, passou a morar no alto do Edifício Alegrete, um dos mais antigos do bairro Independência _ região apreciada por dona Nazinha pela beleza dos espaços verdes.
Com passos firmes e mãos ágeis, dona Nazinha dribla a passagem do tempo com determinação. Incansável, está sempre disposta às tardes de carteado com as amigas e conta, orgulhosa, que até valsa dançou no seu aniversário de 102 anos. A família também está sempre por perto: os filhos se revezam nas visitas para não deixar os 28 netos, 44 bisnetos e um tataraneto longe da matriarca.
No amplo apartamento com vista para a Praça Júlio de Castilhos, onde mora com cuidadoras, Nazinha manuseia com cuidado a linha e a agulha de crochê e comenta sobre um dos poucos incômodos causado pela idade:
– Não ando boa dos olhos, estou com um pouco de catarata e acho até que vou ter de operar. Mas nem sei se vale a pena – diz, aos risos.

FOTO: Adriana Franciosi

luisa.medeiros@zerohora.com.br