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Posts na categoria "ambiente"

Ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

03 de abril de 2014 0

Gonçalo

 

Os moradores da Gonçalo de Carvalho, apelidada a rua “mais bonita do mundo” _ que divide os bairros Independência e Floresta _ querem deixá-la ainda mais bela. A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi) pretende reformar os canteiros e melhorar a vegetação no entorno do Shopping Total. A associação se encarregará da troca da placa com o decreto do tombamento da via e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) recolocará a identificação das árvores. O objetivo é marcar um ato para caracterizar a ação.

Segundo a Smam, o pedido ainda está sob análise técnica, uma vez que há fatores que devam ser levados em conta, como o fato de que a colocação de flores e folhagens encobre as raízes, aumentado a umidade no local, e que é preciso compatibilizar os pedidos da comunidade com as características de solo daquela região. As placas que identificam as árvores já foram confeccionadas, e a previsão é de que sejam instaladas até o final do mês.

Leia mais sobre outras duas novidades comemoradas pela Amabi, a restauração de um casario na Independência e a reforma da Praça Dom Sebastião.

Ampliação de shopping prevê alargamento da Doutor Timóteo

27 de março de 2014 0

Shopping

Medida sugerida pela EPTC para receber maior fluxo de veículos pode acarretar em corte de árvores

Matheus Beck ➧ matheus.beck@zerohora.com.br

A possibilidade de alargamento da Rua Doutor Timóteo inquieta os moradores do Moinhos de Vento. Isso porque o futuro acesso ao Moinhos Shopping deve causar impacto no trânsito da região, e várias árvores podem ser cortadas para que um trecho da via receba o recuo de ingresso dos veículos.

A medida proposta pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) como compensação à ampliação do empreendimento foi apresentada em uma plenária realizada na última semana no Fórum Regional de Planejamento da Região 1 (RGP1). Na ocasião, a comunidade conheceu as exigências das secretarias e órgãos públicos para que o Estudo de Viabilidade Urbanística seja aprovado.

Como o projeto prevê uma nova entrada e saída de veículos pela Doutor Timóteo, a EPTC exigiu a implementação de uma faixa adicional de aceleração e desaceleração para que a fila de veículos que acessam o prédio não cause congestionamentos. De acordo com a gerente de planejamento da EPTC, Carla Meinecke, a medida segue um cálculo que leva em consideração as 685 novas vagas e o número de cancelas em operação nos horários de maior movimentação:

– Não tem erro. É um cálculo matemático.

Os moradores, entretanto, estão receosos. Muitos acreditam que a alteração não resolverá o problema do trânsito a longo prazo. Isto porque, há poucos meses, foi invertido o sentido da Rua Tobias da Silva sob a alegação de atenuar o tráfego na região, e um novo acesso pela Doutor Timóteo poderia causar engarrafamentos no cruzamento com a 24 de Outubro e demais vias.

O arquiteto e urbanista Alan Furlan, delegado do RPG1, decidiu compilar as dúvidas e encaminhar à prefeitura. A intenção dele é pedir mais informações para saber o que será atenuado e o que será compensado pela construtora.

– Não vemos um aumento das exigências (de contrapartida) na mesma proporção do aumento da interferência no trânsito. Não que a comunidade não queira o empreendimento. É que agora é o momento de contestar. Senão, daqui a pouco vão ter que fazer outra medida para resolver a que não foi bem pensada – diz Furlan.

Plano diretor reserva espaços para possíveis expansões

A gerente da EPTC, porém, assegura que os estudos de impacto de tráfego se baseiam no crescimento da frota de veículos para os próximos cinco a 10 anos. Conforme Carla, a aplicação será fiscalizada de perto pelo órgão. Ela garante que as intervenções viárias estão previstas no plano diretor, que reserva espaços para possíveis expansões ou alargamentos.

– Qualquer tipo de ampliação só é feita onde há previsão de alterações do traçado viário. Não se sai alargando indiscriminadamente. A 24 de Outubro, por exemplo, já tem recuos previstos. Todo o trânsito tem de estar funcionando bem, seja o tempo de semáforo, a segurança dos pedestres ou a fluidez da circulação nos pontos mais críticos – afirma.

Remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização da Smam

Carla ressalta que medidas como o alargamento de vias fazem parte de um plano funcional. Embora o estudo de tráfego tenha sido aprovado pela EPTC, elas não são definitivas. O corte de árvores se enquadra nesta situação. Segundo ela, a remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Ainda assim, a jornalista e escritora Tania Jamardo Faillace questiona se, mesmo com adequações, as remoções irão respeitar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA):

– São ruas muito arborizadas, com árvores antigas mas saudáveis, que fazem o orgulho do bairro, e constituem túneis verdes. Qualquer alargamento, mesmo de meio metro, exige corte e remoção de vegetais. Parece uma maneira de poupar investimentos públicos, fazendo-os serem pagos pelos empreendimentos, mesmo à custa de tolerar eventuais inadequações ao PDDUA e ao interesse da população.

Procurado pela reportagem, o Moinhos Shopping informou apenas que o projeto de ampliação “se encontra em fase de tramitação junto ao município, em etapa de aprovação” e que “oportunamente serão divulgadas informações e detalhes”. Estão previstas a ampliação do centro comercial e a construção de sete novos pavimentos – quatro deles no subsolo –, em uma área de 10,5 mil metros quadrados.

Registre as belezas do outono

21 de março de 2014 0

UrsulaParcao
Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

No dia 20 de março, chegou o outono. Mais precisamente, às 13h57min. E, para não perder o costume de fazer posts sobre a troca das estações, movimentar o blog do ZH Moinhos e ainda ativar os leitores que adoram registrar a vida em suas câmeras fotográficas, embutidas em seus celulares ou não, convido os vizinhos e leitores a capturarem a chegada do outono e enviarem para o e-mail moinhos@zerohora.com.br. Vale qualquer imagem da região que nos remeta à essa estação ou à troca dela. Trago a imagem dessas árvores (acima e abaixo) do Parcão, cujos tons de suas folhas, logo me levaram ao calendário e me fizeram perceber a tão rápida chegada do outono de 2014.

Além de mandar fotos por e-mail, você pode, também, compartilhar pelo Facebook de ZH Moinhos, ou ainda, participar pelo Instagram, usando a tag #outonozh, com a hashtag #ZHmoinhos para os registros feitos nos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Floresta, Independência, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Veja imagens do outono enviadas pelo Instagram de ZH, em http://zhora.co/1l8oEem

Clique aqui para conferir todas as fotos que foram enviadas com a hashtag #ZHmoinhos

UrsulaParcao2

 

Zoom Independência vai explorar avenida por meio de fotos

20 de fevereiro de 2014 1

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Olhar para o seu bairro, todo mundo olha. Mas você já reparou nele? Chegar mais perto das ruas, casarios, praças e construções do bairro Independência é a proposta do Zoom Independência, evento organizado para os moradores da região.

Será por meio da fotografia que o grupo Passeio Independência irá explorar, neste sábado, cada canto da avenida homônima, com o objetivo de revelar o que se camufla na correria do dia a dia.

ZoomI– A proposta do passeio é conhecer a fundo certos espaços do bairro, para, mais tarde, montar uma exposição fotográfica – explica Marília Cardoso, uma das organizadoras da ação.

A atividade partirá da Praça Júlio de Castilhos e percorrerá a avenida até a Praça Dom Sebastião. Para participar, basta estar munido de uma câmera fotográfica. E, claro, olhos ávidos para identificar, nas entranhas da Independência, fragmentos da história da vida de seus moradores e da cidade.

A ideia é reunir fotógrafos amadores e profissionais, moradores, comerciantes e admiradores para fazer registros fotográficos da via. Em material divulgado pela organização do evento, consta uma prévia do que se espera revelar pela atividade: “Tudo o que aparecer é resultado daquilo que fazemos ou deixamos de fazer”, diz o texto.

Já o zoom que dá nome ao passeio ilustra um pouco da ideia dos organizadores sobre uma das formas de explorar o bairro fotograficamente. Várias fotos de um mesmo ângulo, cada vez mais aproximadas, quando colocadas em comparação, têm o poder de mudar a perspectiva do espectador, valorizando as peculiaridades da região.
Durante a atividade, os participantes trabalharão sobre temas como patrimônio histórico, detalhes dos casarios, problemas da região, natureza, mobiliário urbano e aspectos que surpreendam.

Ao final do encontro, os participantes poderão escolher as melhores imagens para concorrer, em diferentes categorias, na mostra fotográfica. Alguns comentários sobre as fotografias feitas durante o passeio também serão selecionados para fazer parte da exposição. Serão discutidos aspectos da criação e montagem da exibição.

O evento do Passeio Independência, realizado por Urbana Arquitetura, Studio 1 Arquitetura, Região de Planejamento 1, UrbsNova e o Movimento Reviver Independência, contempla, ainda, um objetivo maior: aproximar os vizinhos, proporcionando momentos de convivência na região e inspirando um olhar positivo sobre o bairro. E, quem sabe, passar a ideia adiante.

– Queremos que as fotos sejam expostas em diversos lugares para que os moradores se sintam orgulhosos de sua região – conclui Marília.

Saiba mais

O que: Zoom Independência, passeio fotográfico pela Avenida Independência

Quando: neste sábado (22), das 17h às 20h. Em caso de chuva, será transferido para o sábado seguinte

Onde: concentração na Praça Júlio de Castilhos e final na Praça Dom Sebastião

Quanto: gratuito. Participantes devem levar máquina fotográfica

Informações pelo e-mail: passeioindependencia@gmail.com

 

 

Árvore na esquina da Independência é removida pela Smam

27 de outubro de 2013 4

PinheiroANTES4

Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Flores amarelas. Esse é o nome da pasta que eu tinha no meu computador para fazer um post para o blog do ZH Moinhos. Criei essa pasta em novembro de 2008, época em que foram tiradas as fotos das flores amarelas. Na realidade, tratava-se de uma bela árvore, com flores amarelas, num antigo casarão da Rua Pinheiro Machado.
PinheiroANTES3

Havia pensado em fazer um post em razão da beleza da árvore, principalmente na primavera. Mas como eu não sabia exatamente o nome da árvore, acabei não escrevendo.Pinheiro3

Infelizmente, as belas flores amarelas não existem mais. A árvore foi podada há pouco mais de um mês e não há mais aquela bela paisagem que tínhamos na primavera. O belo tapete amarelo na Pinheiro Machado quase esquina com a Independência se foi.

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Hoje entendo que, apesar de todos os problemas pelos quais passamos, é importante olharmos para as belas paisagens que temos. Valorizarmos a leveza de espírito das pessoas, a poesia da primavera, é uma forma de vivermos melhor. Porque a vida passa muito depressa. E se não conseguirmos enxergar a beleza que temos ao nosso redor, em pouco tempo, ela também não irá mais estar aqui.

O que informou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam)

 – Foi autorizada a remoção  de um guapuruvu, com risco de queda, localizado em área particular. A remoção foi autorizada porque havia risco à vida dos moradores da casa.

Lagarto é resgatado pela Smam no Rio Branco, em Porto Alegre

24 de outubro de 2013 0

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Crédito da foto: Divulgação, PMPA

 

A Equipe de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) resgatou um lagarto da espécie salvator merianae, encontrado em um prédio no bairro Rio Branco, na última quarta-feira.Ele estava preso em uma estrutura de concreto. O réptil  já foi liberado em área natural por não apresentar ferimentos.
Com a chegada de temperaturas mais quentes, é comum a espécie aparecer em vias e prédios residenciais. Costumam ficar no sol para fazer termorregulações, elevando a temperatura do corpo de acordo com a temperatura solar. Trata-se de um animal silvestre, nativo, que se alimenta de ovos, frutas e pequenos animais, entre outros. É o maior lagarto do Brasil, chegando a ter mais de 1,5 metros. Se você encontrar o animal, o melhor é não perturbá-lo, pois costuma se defender com o uso da cauda e com mordidas. 
As informações são da prefeitura de Porto Alegre.

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O lixo que você separa

16 de junho de 2013 0

Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Você é daquelas pessoas que cuida da separação do lixo na sua casa? Lixo orgânico de um lado e o seco de outro? Você é daqueles que sente um peso na consciência em colocar a embalagem do xampu no lixo orgânico do banheiro, e depois acaba levando-a para o cesto do lixo seco?

Agora imagine que você faça toda a separação dos resíduos de sua residência, que em seu prédio há lixeiras plásticas devidamente identificadas e separadas, e há na sua rua dias e horários para a coleta domiciliar e seletiva realizada pelo DMLU, e que, apesar de tudo isso, aquele lixo seco que você separou está sendo recolhido junto com o orgânico. Você não sentiria um sentimento de frustração? Pois então, isso pode estar ocorrendo com você também.

Comecei a achar estranho quando a funcionária de nossa casa, ao levar o lixo para rua, deixava todos os sacos juntos. Pensei: como será que ela consegue distinguir qual é o seco e qual é o orgânico? Questionei-a e descobri que ela havia sido orientada pela funcionária do prédio a colocar diretamente na rua todos os sacos de lixo, porque na hora de recolher os garis fariam a separação. Mas, como assim, os lixos estão sendo misturados? Ou seja, a minha própria funcionária não estava utilizando as lixeiras do prédio para separar o lixo. E a funcionária do prédio estava misturando, novamente, todo o lixo que os demais condôminos também tinham separado.

O horário da coleta seletiva do lixo seco simplesmente não estava sendo respeitado pelo nosso prédio. Todo aquele cuidado em separar devidamente os resíduos estava sendo colocado “lixo” abaixo. Importante ressaltar que a coleta seletiva ocorre em 100% dos bairros de Porto Alegre, mas os garis não fazem a separação no momento de recolher. Eles coletam os sacos que estiverem disponibilizados pelos moradores nos horários pré-determinados. Para saber os dias e horários basta acessar o site do DMLU, ou ligar para o atendimento, 3289-6999. Nesse mesmo blog, já critiquei quem colocava lixo seco nas lixeiras automatizadas de lixo orgânico. Critiquei o vizinho e me esqueci de cuidar da minha própria casa. E você, tem certeza de que o lixo que você separa está sendo recolhido corretamente pelo DMLU?

Cronograma da coleta seletiva

Turnos:

Manhã: a partir das 8h

Tarde: a partir das 13h

Noite : a partir das 18h

Bairros

- Auxiliadora — quarta e sábado, pela manhã

- Bom Fim— quarta (tarde) e sábado (manhã)

- Farroupilha — segunda (tarde) e sexta (manhã)

- Floresta — quarta e sábado, pela manhã

- Higienópolis —terça e sexta, pela manhã

- Independência — quarta e sábado, pela manhã

- Moinhos de Vento — segunda e sexta, pela manhã

- Mont’Serrat — segunda e quinta, pela tarde

- Rio Branco — terça e sexta, pela tarde

- Santa Cecília — terça e sexta, pela manhã

- Santana — segunda (tarde) e sexta (manhã)

- São Geraldo — terça e sexta, pela manhã

Clique aqui para ler a relação completa do cronograma da coleta seletiva na Capital

Para revitalizar as lembranças do bairro

12 de setembro de 2012 6

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

A Praça Doutor Maurício Cardoso, no bairro Moinhos Vento, vive no imaginário dos moradores. Desde a época em que seu Camelo tomava conta e eu, menina, achava que ele era o seu Maurício (Cardoso, o doutor), passaram-se anos. O Félix era o jardineiro que seu Camelo contratava para cuidar da praça, que era seu jardim e também a minha infância. Passados poucos meses da morte de seu Camelo, Félix partiu também.

Pois essa praça que seu Camelo tanto cuidou passou por maus-tratos e, mais tarde, foi adotada pelo Moinhos Shopping, que a tratou bem. Infelizmente, porém, ela foi deixada de lado. Não está abandonada — continua sob os cuidados do shopping —, mas há pontos a serem reparados:

1. Brinquedos, gradil e bancos de madeira precisam de pintura e alguns consertos.

2. O banco de pedra e o leão, assim como a cascata e algumas floreiras, estão com partes quebradas.

3. Na cascata, foram colocados restos de obra, como tijolos e caliça, para repor as pedras redondas que não estão mais lá.

4. Tem dois vazamentos no lago, e o tampo de pedra no chão está quebrado.

5. No calçamento, onde fica a parada de ônibus, há muitas pedras soltas, deixando a calçada perigosa aos transeuntes. Os canteiros das calçadas perderam sua demarcação por terra.

6. Existe um poste de luz no interior da praça que está desativado.

7. Existem muitos galhos mortos dos coqueiros caídos pelas copas das árvores, impedindo a incidência da luz do sol. Alguns lugares dos canteiros de plantas têm folhas deterioradas e, no córrego, há muita sujeira.

8. Há partes da praça sem iluminação.

CONTRAPONTO

O que diz o Moinhos Shopping, por meio de sua assessoria de imprensa:

Informamos que continuamos cumprindo o acordo de adoção da Praça Maurício Cardoso com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). Desse modo, seguimos fazendo a nossa parte como adotantes da praça, providenciando a limpeza e a manutenção necessárias no espaço.

Tristeza na Gonçalo de Carvalho

05 de setembro de 2012 14

Paulo Renato Rodrigues, do Conselho de Blogueiros

Tristeza sem fim! Esse é o sentimento que tomou conta dos moradores da Rua Gonçalo de Carvalho após o corte, na última segunda-feira, 03, de uma centenária árvore tipuana, localizada próxima à saída de carros do estacionamento do Shopping Total. Essa árvore, inclusive, era símbolo do movimento dos moradores da Gonçalo pela defesa da preservação das características da rua.

A árvore vinha apresentando problemas, principalmente a partir do lamentável episódio patrocinado pelos “emos” da colocação de fogo numa parte oca da mesma. Ficou para os moradores o sentimento de que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) poderia ter feito mais pela recuperação dessa árvore.

Para César Cardia, do blog Amigos da Gonçalo de Carvalho, “várias providências foram pedidas à Smam, que é quem tem a obrigação de fazer a manutenção e manejo das árvores. Isso está bem claro no próprio decreto do executivo que declarou a rua como Patrimônio Cultural, Histórico, Ecológico e Ambiental da cidade. Foram feitos telefonemas, enviados e-mails e pedidos sempre que alguém da Smam era identificado por nós. Agora veio a solução da SMAM, de que nada mais podia ser feito para salvar a árvore, ela teria que ser “removida”. Claro que ninguém queria ver a árvore cair, especialmente em cima de pessoas que circulam pelo local, mas será que não teria sido possível tratar a árvore se a Smam tivesse feito sua obrigação em tempo hábil?”.

A verdade é que em qualquer lugar do mundo as pessoas lutam pela preservação das árvores, ainda mais numa rua que é considerada “a mais bonita do mundo” e que virou atração turística internacional. Mesmo que tenha sido replantada outra árvore no local, a pergunta que mais perturba os moradores é quanto tempo vai demorar para essa árvore atingir o porte das demais? O assunto inclusive já ganhou repercussão internacional, com a manifestação, no último dia 04, do blog sombra verde de Portugal .

Preocupada com o tema e o futuro dos túneis verdes, A Associação dos Moradores da Gonçalo de Carvalho pediu audiência à SMAM, mas ainda não obteve agenda.

CONTRAPONTO

O que diz a Smam

Trata-se de uma árvore antiga, em processo natural de degeneração.

— Em maio de 2011, a Smam realizou poda de levantamento da copa na Tipuana da Gonçalo de Carvalho, objetivando diminuir o peso dos galhos e evitar maior inclinação do tronco.

— Ainda em maio de 2011, o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar enviou Ofício à Smam, solicitando providências em relação à referida árvore, por haver risco de queda, ainda que não emergencial.

— Desde então, o vegetal vem sendo monitorado pela equipe técnica da Smam, visando evitar a remoção.

— Em setembro de 2011 foi realizada nova poda.

— Em maio de 2012, nova avaliação técnica constatou a necrose do tronco, sugerindo remoção por medida de segurança. O parecer favorável à remoção foi expedido por dois técnicos, engenheiros agrônomos.

Está correta a afirmação dos moradores de que cabe à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) fazer o manejo das árvores. Pelo breve histórico repassado, é possível perceber que foi justamente esse trabalho de acompanhamento e zelo o realizado. Existiam realmente pedidos protocolados de vistoria pra o endereço, conforme afirmam os reclamantes. Esses pedidos foram atendidos, com vistoria e poda, quando necessário. Uma árvore é um ser vivo, com um ciclo de vida que se encerra. A Tipuana da Gonçalo de Carvalho era uma árvore antiga, em processo natural de degeneração.



Por risco de queda, árvore será removida na Gonçalo de Carvalho

31 de agosto de 2012 0

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) removerá nesta segunda-feira, dia 3, uma tipuana que oferece risco às pessoas na Rua Gonçalo de Carvalho. A intervenção será realizada a partir das 8h. O vegetal encontra-se próximo à cancela de acesso de veículos e pedestres do Shopping Total, podendo tombar e causar acidentes.

Trata-se de uma árvore de grande porte, com 23 metros de altura, com necrose no tronco. Por apresentar inclinação do tronco e copa desequilibrada, a avaliação técnica é de que há alto risco de queda.

A remoção será compensada com o plantio de outra árvore, da mesma espécie, próximo ao local original. Para execução dos serviços, será necessário o uso de caminhão cesto e interrupção do trânsito.

Foto: Sérgio Louruz/Divulgação PMPA

Árvore tombada no Parcão

31 de agosto de 2012 3

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

Porto Alegre, Parcão, 14h45min do dia 19 de agosto. Esperando a concentração da bicicletada em prol de ciclovias nesta cidade, assisti ao inusitado. Escutei um barulhão. Faleceu uma árvore e desabou ali, sem dó e nem piedade…

Ao menos não tinha ninguém por perto ou abaixo dela. Detalhe: percebia-se que ela havia sido podada recentemente. E, pela foto, pode-se perceber que as raízes estavam rasas. Como não viram isso durante a poda?

CONTRAPONTO: O que diz a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam)

“A árvore que tombou no Parque Moinhos de Vento tratava-se de um salseiro seco, cujo ciclo de vida havia se encerrado. A remoção estava programada, assim como a de outro salseiro, a qual foi divulgada na imprensa e realizada em 23 de agosto. Para execução dos serviços, foi utilizado caminhão com sistema hidráulico para movimentação, içamento e remoção. A remoção será compensada com plantios de novas mudas em outros espaços do parque. Como este tipo de trabalho envolve equipamentos específicos e operários treinados para sua execução, por se diferenciar do trabalho de podas, é preciso agendá-lo. No caso referido, ocorreu a fatalidade do vegetal tombar antes da intervenção da Smam. Ressalte-se, porém, que a árvore não recebeu poda, nem de galhos, tampouco de raízes. Tratava-se de um vegetal já morto. Toda vegetação do Parque Moinhos de Vento está sob constante avaliação da equipe que zela pelo local.”

Sancionada lei que protege ruas classificadas como túneis verdes e patrimônio ambiental

05 de junho de 2012 0

Na tarde desta terça-feira, o prefeito José Fortunati, acompanhado do secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, assinou o texto, proposto pelo vereador Beto Moesch e aprovado pela Câmara Municipal no dia 30 de maio. A iniciativa visa à preservação da vegetação da vias.

São considerados túneis verdes os logradouros públicos cujas copas das árvores se unam formando um túnel vegetal e cuja paisagem tenha características ecológicas, culturais, turísticas e paisagísticas de relevante formação vegetal e de grande circulação biológica, constituindo-se, assim, em patrimônio ambiental. A definição das ruas previstas na lei foi dialogada com o Legislativo por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), com base em critérios técnicos.

(Na foto, a Rua Paraíba, no bairro Floresta, que passa a ser considerada Túnel Verde)

Qual é a sua opinião sobre a nova legislação? Clique aqui para acessar nosso mural!

Porto Alegre já possui 15 áreas declaradas, por meio de decreto, que integram oficialmente o Patrimônio Cultural, Histórico e Ecológico da cidade. Os Túneis Verdes, encontrados em ruas com vegetação preservada, cumprem importante papel de proteção e manutenção da flora. De acordo com a Smam, a Capital possui cerca de 1,3 milhão de árvores, 608 praças, nove parques e três unidades de conservação.

Fundador da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi), Cesar Cardia, que mantém um blog sobre a Gonçalo de Carvalho, destacou o avanço que a legislação representa na conscientização das pessoas.

– A lei tem função principalmente educativa, orientando para a relevância da arborização e a sua funcionalidade – disse o morador.

Autor da proposta baseada no Código Estadual do Meio Ambiente e no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental, o vereador Beto Moesch classifica o projeto como uma medida simples de alerta para os cuidados necessários com as áreas.

– É um projeto de parceria com o Executivo. Não há cidade sustentável evoluída sem arborização – afirmou Moesch.

Veja quais são os logradouros considerados túneis verdes, de acordo com a lei, que estão completa ou parcialmente nos bairros de cobertura do ZH Moinhos:
Av. Osvaldo Aranha
Rua Felicíssimo de Azevedo
Rua Olavo Barreto Viana
Rua Paraíba
Rua Pelotas
Rua Ramiro Barcelos, no trecho entre a Av. Osvaldo Aranha e a Rua Gonçalo de Carvalho
Rua Tomaz Flores
Rua Santa Cecília

Já eram área de uso especial por decreto da prefeitura – e agora têm a proteção da lei sancionada nesta terça:
Rua Gonçalo de Carvalho
Rua Fernando Gomes
Rua Dinarte Ribeiro
Rua Félix da Cunha
Rua Dr. Timóteo
Praça Dr. Maurício Cardoso
Rua Dona Laura
Rua Miguel Tostes
Rua Dr. Florêncio Ygartua
Rua Mariante
Rua Casemiro de Abreu
Rua Luciana de Abreu
Rua Marquês do Pombal

Projeto dos Túneis Verdes pode ser votado hoje

30 de maio de 2012 0

Está na pauta da reunião da Câmara Municipal de Porto Alegre discussão geral e votação do projeto de lei sobre os túneis verdes, nº 187/08, de autoria do vereador Beto Moesch, que declara os Túneis Verdes como áreas de uso especial, com base no art. 51 da Lei Estadual nº 11.520, de 3 de agosto de 2000 – Código Estadual do Meio Ambiente -, e no art. 86 da Lei Complementar nº 484, de 1º de dezembro de 1999 – Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental. A sessão começa às 14h.

Clique aqui para ler uma entrevista do autor do projeto ao ZH Moinhos

Qual é a sua opinião sobre o projeto? Clique aqui para acessar nosso mural!

Confira as ruas da região do ZH Moinhos que já são declaradas áreas de uso especial via decreto da prefeitura:

Gonçalo de Carvalho (foto ao lado)



Rua Fernando Gomes

Rua Dinarte Ribeiro

Rua Félix da Cunha

Rua Dr. Timóteo

Praça Maurício Cardoso

Rua Dona Laura

Rua Miguel Tostes

Rua Dr. Florêncio Ygartua

Rua Mariante

Rua Casemiro de Abreu

Rua Barão do Santo Ângelo

Rua Luciana de Abreu

Rua Marquês do Pombal

Proteção extra aos túneis verdes

22 de maio de 2012 3

No ZH Moinhos que circula nesta quinta-feira, confira uma reportagem sobre o projeto dos túneis verdes, de autoria de Beto Moesch. Abaixo, leia a entrevista completa do vereador a ZH Bairros:

ZH Moinhos – O que é o projeto dos túneis verdes?
Beto Moesch –
É um projeto que institui que as ruas, em virtude de uma arborização muito rica, onde as copas das árvores se unem de uma calçada à outra, sejam consideradas patrimônio paisagístico, turístico, histórico, cultural e ecológico. Com a lei, essas vias passam a receber um cuidado especial. É um cuidado que o morador tem de ter, o construtor tem de ter, a prefeitura tem de ter ao fazer uma obra. É uma responsabilidade comum por ser um patrimônio da cidade.

ZH Moinhos – Mas nem todas as vias sugeridas no texto têm árvores que formam um túnel verde.
Moesch –
O túnel verde não quer dizer que a rua seja 100% assim. Mas, em virtude do cuidado especial, se tiver na lei, vai passar a ter que ter, com manutenção das árvores atuais ou até plantio. Esse é o objetivo: buscar que no futuro essas ruas sejam túneis verdes completos. É fazer plantios independentemente de cortes, como se faz na Gonçalo de Carvalho.

ZH Moinhos – Como isso afeta a vida dos moradores?
Moesch –
Em primeiro lugar, quem mora nessas ruas vai ter um imóvel mais valorizado. Segundo, a manutenção da qualidade de vida, porque arborização é fundamental para qualidade de vida dos moradores e de quem mora no entorno. Terceiro: a beleza cênica. Quarto, a garantia de que isso vai continuar. Nós perdemos muitos túneis verdes no decorrer da história. A Marquês do Pombal é um exemplo. Até a Coronel Bordini, ela é túnel verde, depois ela perde essa característica, porque as pessoas foram fazendo certas coisas que se perdeu ali o túnel. Com a lei, se pretende preservar isso. Nas atuais ruas que são área de uso especial por decreto, estamos conseguindo isso. A Gonçalo de Carvalho é o melhor exemplo. Ela ia ser toda alargada. Isso não quer dizer também que em um túnel verde tu não possa fazer um alargamento parcial da rua. Pode, dependendo do caso,  porque aí não é a descaracterização total da rua. Não há um engessamento. Muitas árvores foram plantadas pelos próprios moradores há dezenas de anos atrás. A Gonçalo tem árvores plantadas há 80, 90 anos. Isso é história, é manter viva a história.

ZH Moinhos – Aprovada a lei, o que ocorre com as vias que já são áreas de uso especial na cidade?
Moesch
A primeira via da cidade a ser tornar área de uso especial foi a Gonçalo de Carvalho, seguida pela João Mendes Ouriques, na Zona Sul. Depois, os moradores do bairro Moinhos de Vento e do entorno se mobilizaram e sugeriram 13 ruas, que hoje também estão nessa categoria, todas via decretos da prefeitura de Porto Alegre. O decreto é frágil, é um ato do prefeito, enquanto a lei é um instrumento jurídico mais forte. Amanhã, o prefeito pode destituir uma via como patrimônio da cidade. Já a lei tem de passar pelo processo legislativo, tem que passar pela Câmara e pelo Executivo. É uma proteção mais forte.

ZH Moinhos Outras ruas podem ser incluídas no projeto ou na lei?
Moesch
Sim. Muito vereadores apresentaram outras ruas. A gente quer isso. O artigo 7 do projeto de lei diz que o poder público deverá instituir novos túneis verdes, que serão declarados como tais por decreto, resolução ou portaria, e passarão assim a ter força de lei. Podemos incluí-las após a votação da lei, por decretos, acionados por demandas.

ZH Moinhos Existem uma previsão de penalidade para quem infringir a lei?
Moesch
Na lei, não. Se usa Código de Posturas e outras leis e decretos que falam de multas e penalizações. O projeto de lei fala de penalização de forma genérica, dizendo que quem descumprir a lei sofrerá penalidade dependendo da gravidade, com advertência, multa ou embargo, conforme o Direito Administrativo.

ZH Moinhos O que representam hoje os túneis verdes para Porto Alegre?
Moesch
Porto Alegre é uma referência nisso há muitos anos. Nós já mandamos cópias dos decretos e do projeto de lei para pessoas de outros países que queriam saber mais informações. Na lei, é um instrumento inovador, que está no Código Estadual do Meio Ambiente, que prevê as áreas de uso especial. Lá, diz que determinadas áreas, pela sua importância paisagística, cultural, histórica, ecológica e ambiental, podem ser declaradas como de uso especial pelo poder público. Há um exemplo legal que São Paulo fez recentemente: em todos os parques de São Paulo não pode ter edificação com mais de 25 metros de altura em seu entorno. Agora, nosso projeto, apesar de criativo, não é ousado. Se não conseguimos aprovar esse dos túneis verdes, imagina um como o da Capital paulista? Há segmentos da sociedade reacionários, que te impedem de avançar. Eles argumentam que vamos engessar a cidade. Não querem leis, querem fazer do jeito que eles querem as coisas.

ZH Moinhos Quando deve ir a votação?
Moesch
Esse é outro problema. O projeto foi protocolado em 2008. Quando eu saí da Smam, voltei para a Câmara e apresentei esse projeto de lei. Ele já estava pronto para ser votado em 2009, passou por todas as comissões. Depois tentamos votá-lo no ano passado, no Dia da Árvore, mas adiaram a votação, por uma manobra. No início do ano, íamos votá-lo e surgiu a necessidade de uma audiência pública (realizada na semana passada). Comecei a me mobilizar para que seja votado nesta semana, mas não temos garantias disso.

ZH Moinhos Um desses entraves foi em 2010, quando um relatório emitido pela Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul citava que o disposto no projeto engessa as áreas definidas como Túneis Verdes, vedando aos proprietários a simples manutenção das calçadas, já que se tornam intocáveis. Qual é a sua opinião sobre isso?
Moesch
A comissão de economia da capital do Rio Grande do Sul tem de ser uma comissão que busque o desenvolvimento sustentável, obras que cuidem dos recursos naturais, como foi feito o conduto Álvares-Chaves, maior intervenção urbana. Acho que eram mil árvores que teriam de ser retiradas, pela licença 300 – esse número não chegou a 70. O sucesso foi decorrente de um cuidado permanente, havia um biólogo sempre presente, conversando com os operários, um planejamento de intervenção tanto do maquinário que tinha de entrar nas ruas quanto da escavação para que não comprometesse a arborização. O argumento que consta no relatório da comissão é totalmente contrário à Eco92, à Rio+20, à sustentabilidade. Só se preocupa com a obra e não com os recursos naturais.  A gente tem que se preocupar com os dois, e é isso o que o projeto propõe. Uma cidade precisa de ruas, de avenida, de prédios, de trânsito que flua, mas precisa também de árvores. Queremos compatibilizar isso.