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Posts na categoria "Arte"

Registre as belezas do outono

21 de março de 2014 0

UrsulaParcao
Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

No dia 20 de março, chegou o outono. Mais precisamente, às 13h57min. E, para não perder o costume de fazer posts sobre a troca das estações, movimentar o blog do ZH Moinhos e ainda ativar os leitores que adoram registrar a vida em suas câmeras fotográficas, embutidas em seus celulares ou não, convido os vizinhos e leitores a capturarem a chegada do outono e enviarem para o e-mail moinhos@zerohora.com.br. Vale qualquer imagem da região que nos remeta à essa estação ou à troca dela. Trago a imagem dessas árvores (acima e abaixo) do Parcão, cujos tons de suas folhas, logo me levaram ao calendário e me fizeram perceber a tão rápida chegada do outono de 2014.

Além de mandar fotos por e-mail, você pode, também, compartilhar pelo Facebook de ZH Moinhos, ou ainda, participar pelo Instagram, usando a tag #outonozh, com a hashtag #ZHmoinhos para os registros feitos nos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Floresta, Independência, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Veja imagens do outono enviadas pelo Instagram de ZH, em http://zhora.co/1l8oEem

Clique aqui para conferir todas as fotos que foram enviadas com a hashtag #ZHmoinhos

UrsulaParcao2

 

C de Criatividade e de Cidadania

06 de fevereiro de 2014 1

Para dar nova vida à região, grupo de 44 artistas lança o Distrito Criativo de Porto Alegre, que contemplará bairros como o  Floresta

Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Há cerca de três meses, 44 artistas e empreendedores (alguns deles, na foto abaixo) se reúnem para dar cara nova ao 4º Distrito – região da cidade ao norte do Centro Histórico que compreende o Floresta e outros bairros. Mas não apenas recuperar sua história e cultura. Baseado nos conceitos de economia criativa, do conhecimento e da experiência, o objetivo é desenvolver o espaço urbano e torná-lo um mercado ativo nos próximos cinco anos.

distritoCfoto

No passado recente, a região era conhecida como o polo industrial de Porto Alegre. Praças e parques serviam de ponto de encontro de jovens. Bem diferente dos espaços degradados atualmente. O grupo, porém, não busca apenas a reforma de locais históricos ou ações culturais. Segundo o professor Jorge Piqué, da agência de inovação social UrbsNova, idealizador do Distrito Criativo, também chamado de Distrito C, os projetos serão tanto de preservação quanto criação:

– Queremos é que traga benefícios à região. Por um lado, pressionando a prefeitura, mostrando que há uma indústria que precisa de condições mínimas para existir. E, por outro, que nós mesmos, que somos criadores, busquemos soluções.

O coletivo se vale de experiências semelhantes realizadas em outros países, mas também em Porto Alegre, como o Cidade Baixa em Alta. A ideia é que se forme um senso de identificação entre os moradores com a região a ponto de intervir na realidade dela, e não apenas reivindicar e aguardar a solução por parte dos governantes.

Jorge

– O fato de a gente fazer coisas não libera a prefeitura de fazer as obrigações dela. A macrodrenagem e a limpeza urbana são funções dela. Mas a nossa questão não é só de demanda, e sim de tudo que podemos fazer como cidadãos. A pintura dos bueiros e de bocas de lobo, por exemplo, é proibida. No entanto, os moradores da Cidade Baixa conversaram com a prefeitura e até a EPTC apoiou a ação – exemplifica Piqué (na foto acima).

– O Distrito C está mostrando à cidade um bairro que estava esquecido e que as pessoas ainda não conhecem, perto de todos os lugares mais valorizados e com uma mistura de interesses e atividades como poucos. Nós, da Bolsa de Arte, saímos em busca de um espaço mais importante e com melhor condições de mostrar o trabalho dos artistas sem limitações de tamanho, um lugar ideal para exibir arte – afirmou Marga Pasquali, empresária.

Atualmente, vários grupos de trabalho foram formados para discutir assuntos como segurança, identidade visual e patrimônio. Associações de moradores, como o Refloresta, atuam na intermediação da relação com os vizinhos e como consultores sobre os problemas da região. Mais que revitalização cultural, o Distrito C é um local de inovação social.

Confira a relação completa dos participantes

Mais informações sobre o Distrito C pode ser obtidas pelo e-mail agenciaurbsnova@gmail.com ou pelo telefone (51) 9830-0994

Linhas de ação

Os grupos de trabalho tem se reunido para tratar de alguns temas. Eles discutem, levantam ideias e desenvolvem projetos divididos em cinco eixos principais. Confira quais são

– Revitalização urbana –  melhorias na infraestrutura, microdrenagem, iluminação, limpeza, segurança, mobilidade, condições de comércio, valorização das áreas verdes e do meio ambiente, disponibilização de equipamentos de lazer, preservação de fachadas, defesa do patrimônio histórico e implantação de uma horta comunitária.

–  Inclusão social –  identificar grupos sociais em situação de risco e dar apoio às entidades que trabalhem com essas pessoas.

–  Design de território – criar uma identidade própria ao distrito desde a sinalização (mapas, cartazes e identificação do mobiliário urbano), passando pela arte pública (grafite, fotografias, esculturas), e até eventos (festas, caminhadas, pedaladas).

– Atividades de integração e formação –  promover o sentido de identificação com o bairro entre os moradores por meio de palestras, cursos, eventos artísticos, ações coletivas, além da recuperação e divulgação da história do distrito.

– Turismo criativo – aproximar turistas de outras áreas de Porto Alegre, do estado e do país à vivência dos moradores, com visitas a ateliês, oficinas e eventos locais.

Projeto Vizinhança convida moradores a ocupar casas abandonadas neste fim de semana em Porto Alegre

22 de novembro de 2013 0

Bruna Vargas ➧ bruna.vargas@zerohora.com.br

Casa legal era a da Vó Clara. Depois de cansar de tanto correr no pátio, a chegada na oficina do Vô Serafim garantia mais algumas horas de diversão. Chaves de fenda, porcas e parafusos viravam peças de uma quebra-cabeças que sempre remontava uma brincadeira.

Pelo menos essa é a lembrança de Aline Bueno, uma das organizadoras do Projeto Vizinhança, sobre o que considera ser a sua referência de casa. A residência dos avós, em Santa Maria, não faz mais parte da sua vida. Mas marcou sua história.

vizinhança

 

Acima, alguns dos artistas envolvidos nesta edição.

Evocar as melhores lembranças – ou expectativas – das pessoas sobre esses espaços é a proposta da 5ª edição do projeto, que chega à Rua Luzitana neste fim de semana. Sob o tema Casas da Memória, o evento convida a vizinhança a se aprochegar aos imóveis de número 1.208, 1.218 e 1.228 para uma experiência que reunirá diferentes atrações com um único objetivo: levar um pouco de arte e cultura a espaços ociosos da cidade, promovendo a convivência entre vizinhos.

– Todo mundo tem uma casa, seja da infância ou que sonha em comprar. É um símbolo muito forte de vizinhança – explica Aline.

A quinta edição do Projeto Vizinhança contará com oficinas, apresentações teatrais, shows musicais e intervenções de artistas plásticos, além de almoços coletivos e a participação do chef Rodrigo Paz, do projeto Comida de Rua.
O próprio lugar escolhido para as atividades irá vigorar apenas na memória da cidade em breve. As três casas, emprestadas pelo dono para o evento, serão demolidas para dar lugar a um empreendimento. Antes disso, porém, ganharão mais uns tijolinhos na construção da memória afetiva dos vizinhos.

– A Márcia (Braga, idealizadora do projeto) morou na Espanha, onde esse tipo de atividade é bem mais comum. O foco é usar espaços ociosos, por um espaço de tempo delimitado. É para ser efêmero mesmo.

Na Luzitana, as atividades – gratuitas, à exceção dos comes e bebes – ocorrerão entre sábado e domingo, das 10h às 19h.
O Projeto Vizinhança é capitaneado por Aline Bueno e Márcia Braga, e é colocado em prática com a ajuda de colaboradores. As quatro primeiras edições, entre 2012 e junho de 2013, mobilizaram mais de mil pessoas.

Agende-se

– O que: Casas da Memória, 5ª edição do Projeto Vizinhança
– Quando: sábado e domingo, das 10h às 19h
– Onde: Rua Luzitana, 1.208, 1.218 e 1.228
– Quanto: gratuito
– Mais informações no Facebook do Projeto Vizinhança
– Observação: o evento ocorre mesmo em caso de chuva

casas

Programação

SÁBADO
10h30min – Oficina de origami com Barbara Benz. Artistas Renata Ibis, Pedro Lunaris e Bianca Barrios estarão trabalhando no local
11h – Cenas da peça de teatro Pra Hoje só Marmotta, com Lia Motta, baseada na obra de Manuel de Barros, Memórias Inventadas
l 11h30min – Abertura da exposição exposição fotográfica acessível Sentindo o Mar e bate-papo com a curadora, Antonia Wallig
12h – Almoço coletivo: carreteiro oferecido pela Cabral Arquitetos
14h – Artistas Diego Ferrer e Panaiotis Constatinou estarão trabalhando no local
14h30min – Oficina de cerâmica para crianças com a artista visual Loren Gay
15h – Contação de histórias com Patricia Vieira. Artista Cles Lachmann estará trabalhando no local
16h – Intervenção de Raisa Torterola
17h – Caminhos Trilhados, sarau poético e exposição com Conça Dornelles
18h – Bate-papo com os artistas Antonio Augusto Bueno, Augusto Lima e Felipe Caldas. Eles falarão sobre o próximo projeto do grupo Risco Coletivo, que ocorrerá em uma das casas

DOMINGO
10h – Artista Ney Caminha estará trabalhando no local. Projeto Circuito Grude, com lambe-lambes de várias cidades do Brasil
11h – Oficina de reciclagem, com Vanessa Kaminski
11h30min – Oficina de cianotipia, com a artista Amanda Teixeira
12h – Almoço coletivo (churrasco)
14h30min – Ação poética Linha da Vida, com Ricardo Ayres
15h – Pocket show, com Fabrício Fortes
15h30min – Contação de Histórias, com Jeane Bordignon
16h – Pocket show, com Alexandre Leeh
17h – Chef Rodrigo Paz e oficina de artesanato sustentável, com Renata Fontoura
17h30min – Performance de Raisa Torterola

Uma das casas contará, ainda, com duas exposições: Sentindo o Mar, de Antonia Wallig, e Nós no Projeto, com trabalhos produzidos nas oficinas do Projeto Vizinhança durante o ano

 

"Eu Fico com a Pureza", exposição de Carol W, é prorrogada

21 de outubro de 2013 0

Devido à grande procura, a Urban Arts Porto Alegre prorrogou o encerramento da exposição Eu Fico com a Pureza, de Carol W. O público poderá conferir a mostra até esta terça-feira (22/10).

Confira a reportagem que publicamos na edição do ZH Moinhos da semana passada, sobre o trabalho da artista plástica :

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A pureza das respostas das crianças

Por Laura Schenkel – laura.schenkel@zerohora.com.br

— A pureza ainda está em cada um de nós, basta deixar que ela apareça.

Foi isso que Carol W, como gosta de ser chamada, pensou ao ver pessoas com os olhos cheios d’água na Urban Arts.

Além das telas e esculturas, os papéis onde as crianças escreveram e que a inspiraram também estavam expostos, com a letra dos pequenos, alguns com desenhos, mostrando que as frases geniais foram, de fato, escritas pelos jovens estudantes.

Ela contatou Javier Naranjo, professor colombiano, autor de A Casa das Estrelas, que tem um dicionário feito por crianças, livro no qual se inspirou para esse projeto, para saber como fazer com que os entrevistados confiassem nela e explicassem as palavras de forma livre (leia mais abaixo). As dicas que ele passou foram falar de igual para igual, oferecendo carinho e atenção.

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A porto-alegrense de 34 anos que mora e tem atelier na Rua Comendador Azevedo, no Floresta, visitou nove escolas públicas e particulares, levando uma caixa colorida com várias palavras e os conselhos de Naranjo. Os alunos, entre cinco e 11 anos, criaram suas próprias definições para os termos. Para criar telas e esculturas, Carol selecionou algumas explicações das crianças e as interpretou do seu modo.

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O fascínio que o universo infantil exerce sobre Carol W é tão grande que seu acervo de obras infantis é muito maior do que o de literatura direcionada para adultos. Objetos que remetem à infância também estão dentre as coisas que Carol adora: bonecas de pano e de papel, pássaros, árvores, o cheiro das frutas, mar, marionetes, brinquedos de lata, diários, rir até faltar o ar, encontrar um papel lindo para sua coleção, edredon no inverno e torta de bolacha.

— Não sei explicar exatamente porque me fascina tanto, mas acredito que é exatamente pela pureza que há nas crianças, algo que eu não quero perder. Essa palavra, pureza, resume muito bem o meu trabalho e o que eu quero transmitir com ele, mas só agora, depois dessa exposição, eu consigo ver isso. O universo infantil te permite ser mais lúdico, não ter muitas amarras. Tudo é possível, e essa liberdade me encanta — conta.

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Admiradora de Ziraldo

Carol admirava desde pequena o trabalho de Ziraldo e ficava horas e horas olhando os livros que seu pai, Vanderlei Cunha, tinha do cartunista mineiro. Adorava reproduzir os traços do criador de O Menino Maluquinho nas capas dos seus cadernos. Da mãe, Cleonice Cunha, costureira e estilista, veio a inspiração por criar objetos com as próprias mãos. Os pais sempre a incentivaram nas artes e guardaram os desenhos que ela fez na pré-escola.

Eu Fico com a Pureza foi o trabalho mais significativo de sua carreira. Agora, já está com saudade do processo produtivo das obras.

— Fiquei com um carinho muito especial por professores, coordenadores e diretores. A rotina deles exige muita dedicação e amor. Esse projeto é muito significante para mim também, pois meu trabalho sempre foi inspirado no universo infantil, mas nunca tinha tido um contato tão direto com as crianças para criar — explica Carol.

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A inspiração

Talvez você já tenha ouvido falar desta obra. O livro Casa das Estrelas: o Universo Contado pelas Crianças surpreendeu ao se tornar o maior sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, no final do mês de abril.

As definições foram compiladas durante um período” entre oito e 10 anos”, enquanto o autor, Javier Naranjo, trabalhava como professor em diversas escolas rurais do Estado de Antioquía, no leste da Colômbia.

Entre as definições dadas pelas crianças, com termos de A a Z estão A de adulto (” Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si”, de acordo com Andrés Felipe Bedoya, de oito anos) e V de violência (” A parte ruim da paz”, segundo Sara Martínez, de sete anos).

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A exposição

Eu Fico Com a Pureza, da artista plástica Carol W

– Endereço: Urban Arts POA (Rua Quintino Bocaiúva, 715)

– Nas obras, além de tinta acrílica, foram utilizados giz e lápis de cor, material que os pequenos costumam usar para desenhar.

–Visitação: segunda (21/10) e terça (22/10), das 10h às 19h

 

Vivendo a vizinhança

Na parte da frente de sua casa, localizada na Comendador Azevedo, funciona o atelier da porto-alegrense, onde entra uma boa quantidade de luz natural. De lá, ela acompanha o movimento da rua.

A relação dela com o bairro vai muito além disso. A feira livre realizada na Praça Bartolomeu Gusmão, a Praça Florida, entrou para o cotidiano de Carol. Toda terça, compra frutas, queijos e outras gostosuras, incluindo um” pastel feito na hora que é uma delícia”. Aos sábados, aproveita o brechó de rua da São Carlos. Já no Moinhos, ela costuma frequentar os jardins do Dmae, local que considera ideal para fazer um piquenique e ficar deitada na grama.

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Dicas da moradora

— Um detalhe para observar: as casas antigas lindas e coloridas principalmente nas ruas São Carlos e Gaspar Martins

— Um restaurante: Cozinha e Arte, na Cristóvão Colombo. Almoço todos os dias lá

— Um evento imperdível: a feira livre das terças, o brechó dos sábados e o encontro no Vila Flores

 

Com a palavra, Carol W

ZH Moinhos — Como você definiria a região, em uma palavra?

Carol W — Aconchego.

ZH Moinhos — Qual é a rua mais charmosa?

Carol — Dependendo da parte, a São Carlos e suas casas antigas.

ZH Moinhos — Como é o vizinho ideal?

Carol — Que deixa o outro viver a sua vida, que respeita o espaço e a individualidade do próximo.

ZH Moinhos — Qual o principal problema do bairro?

Carol — Sujeira. Outro problema é que muitas das casas antigas estão sendo derrubadas para a construção de estacionamentos.

ZH Moinhos — Se pudesse, o que mudaria no bairro?

Carol — A conscientização para manter as ruas limpas.

ZH Moinhos — O que nunca mudaria?

Carol — Essa atmosfera que o bairro tem de cidade pequena. Aqui as crianças ainda brincam na rua até tarde, sem que os pais se preocupem. Todos se conhecem e se cumprimentam.

ZH Moinhos — Como Porto Alegre seria sem o seu bairro?

Carol — Menos romântica.

ZH Moinhos — Como você imagina o bairro no futuro?

Carol — Espero que parem de derrubar as casas, que parem de descaracterizar o bairro. E que seja um bairro mais limpo.

Arte e vandalismo convivem no Parcão

08 de maio de 2013 0

Por Úrsula P. Dutra Christini

A arte é uma forma de expressão muito apreciada. Há vários tipos e ramos das artes. Já a pichação é uma forma de expressão marginalizada. Muito invasiva, ela acaba saindo do campo das artes. Já fiz post sobre os “arteiros”, que conseguem pichar paredes de altos andares em prédio da Independência.

Já fiz post de uma artista que morava no Auxiliadora que revela sua expressão através da arte urbana. Já trouxe fotos de uma árvore, também no bairro Auxiliadora, que recebeu o trabalho de uma artista ao colorir todo seu tronco. Mas hoje trago a foto de um orelhão bem “expressivo”.

Localizado no Parcão, no bairro Moinhos de Vento, além de ter sido pichado, por alguma razão, recebeu uma “roupa” toda trabalhada por algum artista que também resolveu se expressar. Arte e vandalismo juntos. Um contrabalanceando o outro. Infelizmente, ainda encontramos esses contrastes em nossa sociedade.

Fica aqui o desejo de que o artista inspire o arteiro, o grafiteiro inspire o pichador, e de algum modo esses contrastes se amenizem. Enquanto isso, o orelhão está ali no Parque Moinhos de Vento não nos deixando esquecer da arte e da arte marginalizada.

Saiba mais
– Os orelhões da Oi sofrem, diariamente, danos por vandalismo.
– De acordo com a empresa, nos quatro primeiros meses de 2013, foram danificados por atos de vandalismo, em média, 10% dos cerca de 60 mil orelhões instalados no Rio Grande do Sul, ou seja, aproximadamente 6 mil orelhões.
– Do total de orelhões que apresentam defeitos, 90% são em virtude de atos de vandalismo, principalmente por danos em leitora de cartões, monofone, teclado, pichações e colagem indevida de propaganda de empresas nas máquinas e protetores de fibra (orelhas).
– Solicitações de reparo podem ser feitas pelo telefone 10314.

Música instrumental no Instituto NT

19 de setembro de 2012 0

O projeto Música Instrumental para Todos apresenta novos talentos e profissionais reconhecidos e é promovido pelo Instituto NT de Cinema e Cultura, com apresentações até outubro. Nesta quinta-feira, feriado, a partir das 19h, será a vez do Quarteto Quatricelli, formado pelas violoncelistas Bianca d’Avila do Prado, Carla Bohrz Pacheco, Milene Jorge Aliverti e Mônica Nascimento Lima.

Formado exclusivamente por mulheres, o quarteto nasceu da necessidade sentida pelas amigas de fazer música de uma maneira mais fina e sensível. A ideia não é ser frágil, mas sim delicado, buscando na música um sentido mais amplo e profundo.

Os encontros do Música Instrumental para Todos são sempre gratuitos e abertos a todos os interessados.

Serviço:

Música Instrumental para Todos — Quarteto Quatricelli, dia 20 de setembro, às 19h

Onde: Instituto NT de Cinema e Cultura (Rua Marques do Pombal, 1111, Moinhos de Vento)

Informações: telefone 3361-3111 ou no site do Instituto.

Morador do Independência, jovem violinista se apresenta em Caxias

14 de setembro de 2012 0

Morador do bairro Independência, o jovem violinista William Kisaki, 16 anos, estará à frente da Orquestra de Câmara Fundarte, sob a regência do maestro titular Antônio Borges-Cunha, no concerto SESI Catedrais, que será apresentado no domingo, dia 16, na Catedral dos Freis Capuchinhos, em Caxias do Sul. Vencedor do Concurso Jovens Solistas pela segunda vez consecutiva, o músico interpretará o Prelúdio da Suíte Holberg, Op. 40 de Edvard Grieg.

O evento é uma realização do Sesi-RS e será apresentado com entrada franca. Atuarão também como solistas neste concerto os músicos da orquestra João Campos Neto e Vagner Cunha (violinos), interpretando a música Merceditas, de Ramon Sixto Rios.

O programa é formado por obras dos compositores Antonio Vivaldi, Fritz Kreisler, P. I. Tchaikovsky, Edino Krieger, Carlos Gomes, Guerra-Peixe e Ramon Sixto Rios.

A interpretação do jovem violinista

William, que vai interpretar ao violino o Prelúdio da Suíte Holberg, Op. 40 de Edvard Grieg, conta que a escolha dessa obra se deu porque desde muito pequeno viu artistas famosos a tocarem:

— Quando eu a escutava, achava a música muito desafiante.

Segundo o jovem solista, a obra apresenta bem Kreisler, que era um compositor bastante virtuoso. Ela tem sua própria exibição sem que, com isso, afete a sua artisticidade. William fala com satisfação de estar à frente da Orquestra Fundarte pela segunda vez.

— É um prazer estar tocando novamente com a orquestra, pois além do nome dela, é muito gratificante divulgar a música clássica para o Estado.

O irmão mais novo de William, Brian Kenji Toda Kisaki, é um exímio pianista e já participou da seção O Nome, do ZH Moinhos.

Foto: Claudio Etges

Árvore colorida no Auxiliadora

05 de setembro de 2012 0

Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Em julho, a blogueira Miréia nos mostrou o trabalho da artista plástica Letícia Matos. Gaúcha que mora em São Paulo, estava em Porto Alegre espalhando sua arte pelas ruas do Moinhos, com lãs e pompons aquecendo os postes da região. Infelizmente, o trabalho foi depredado, segundo a blogueira, por alguém sem educação.

Mas após conhecer esse trabalho, via blog, passando pela Eudoro Berlink, na altura da Mariland, deparei-me com uma bela árvore toda revestida por lãs coloridas. Para minha surpresa, essa arte não é a mesma da retratada em julho. Foi apenas uma ideia da proprietária que resolveu chamar a atenção para o seu comércio. Não tive a oportunidade de conhecê-la, mas pelo visto é mais uma pessoa que conhece a alquimia da arte.

E até agora, talvez por sorte, apenas pessoas com educação passaram por sua bela árvore colorida no Bairro Auxiliadora. Ninguém a depredou. Seja como for, está aí mais um exemplo de arte e de apreciação da mesma.


Exposição fotográfica sobre Londres no Moinhos

13 de julho de 2012 0

A metrópole que vai sediar os Jogos Olímpicos e que acolheu Caetano Veloso há 40 anos (foi no exílio que ele produziu um disco ímpar, relançado agora), é tema da exposição fotográfica London Calling, do publicitário Alberto Meneghetti.

O coquetel de abertura da mostra, na próxima segunda-feira, 16 de julho, a partir das 19h, no 1º andar do Moinhos Shopping, terá som com toque londrino do DJ inglês Robin Clein, radicado na capital gaúcha e curador da mostra.

Pop, inquieta, contemporânea, diversa e com uma vida cultural multifacetada e invejável, Londres fica um pouco mais próxima da gente. O nome da exposição é inspirado na canção homônima da banda britânica de punk rock The Clash, formada em 1976. A música deu título ao terceiro álbum de estúdio do grupo, considerado uma obra prima, o melhor dos anos 1980 — na lista dos 200 definitivos do rock and roll hall of fame. O Clash fazia um som experimental, passou por vários gêneros musicais com letras politizadas e atitudes rebeldes.

Zero Hora promove debate sobre novo filme de Woody Allen

29 de junho de 2012 0

Para Roma, com Amor,  novo filme de Woody Allen, é a atração de junho do Cineclube ZH.

O longa estreia nesta sexta-feira, dia 29, nos cinemas da Capital e será exibido às 10h30min de sábado, dia 30, no Unibanco Arteplex, no Bourbon Country, em Porto Alegre, para os leitores que se inscreveram na última segunda-feira enviando e-mail para Zero Hora – as vagas estão esgotadas.

A sessão gratuita será seguida de debate com o cineasta Jorge Furtado e o psicanalista Abrão Slavutzky, com mediação do colunista Roger Lerina.

O filme é dividido em quatro partes: em uma delas, um casal norte-americano (interpretado por Woody Allen e por Judy Davis) viaja para Roma para conhecer a família do noivo de sua filha. Outra história envolve Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma estrela de cinema. O terceiro episódio retrata um arquiteto (Alec Baldwin) que visita a Itália com amigos. Por último, recém-casados se perdem pelas ruas da capital italiana.

Fazem parte do elenco também Ellen Page e Jesse Eisenberg, além de Penélope Cruz. A próxima edição do Cineclube ZH já está marcada para 14 de julho. Para participar, os leitores devem ficar atentos ao site zerohora.com e ao twitter @CineclubeZH.

Há três anos, o projeto é realizado mensalmente em parceria com o Unibanco Arteplex. 

Cena do filme Para Roma, com Amor
Crédito: Paris Filmes, Divulgação

O destino do Cine Coral

25 de junho de 2012 74

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

“O cinema Coral, na Rua 24 de Outubro, era um local onde os moradores do Moinhos de Vento e de outros bairros de Porto Alegre adoravam ir. Porém com o passar dos anos, com os shoppings se instalando em Porto Alegre, houve uma migração em massa das pessoas, o que levou o Cine Coral a fechar suas portas.

Como tudo nessa vida é passageiro, as pessoas agora estão preferindo voltar para os bairros, lugar mais aconchegante e mais glamouroso.

O Cine Coral no coração do Moinhos de Vento, agora está se tornando alvo de muitos comentários nas mídias sociais, especificamente no Facebook. Acesse o link,você irá entender melhor as reivindicações que estão sendo feitas pela comunidade.

A sugestão dos moradores da região é que o “Coral” seja transformado em um teatro. Ideia maravilhosa, pois precisamos de cultura. E também, cultura nunca foi e nunca será demais.

Eu, como moradora do Moinhos, também acredito que um espaço cultural com teatro nessa área só iria beneficiar nossa Porto Alegre.

Vamos aderir a causa de SALVAR o “Coral”? Será que terá gente interessada em investir em cultura nesse espaço?”

Segue abaixo algumas pessoas que estão se mobilizando para que isso aconteça:

— Augusto Bisson;

— Ana Chagas Giulian;

— Beatriz Santos;

— Clayton de Araújo;

— Lígia Hougland;

— Heloísa Parreira;

— Simone Guardiola;

— Carolina Brrs;

— Martha Gonçalves Fabris;

— Ana de Abreu Lima Dias;

— Charles Finocchiaro Jr.;

— Karen Nimhauser;

— Rosa Helena Westphalen;

— José Eduardo Chaves Barcellos;

— Mariana Jappur;

— Ana Maria Preis;

— Celma Paese;

— Renato Menegassi;

— Kiti Linhares.

Exposição "Xilocidade" na Galeria de Arte do Dmae

19 de junho de 2012 0

A exposição “Xilocidade — memória urbana gravada”, do artista André Miranda, abre ao público nesta terça-feira, às 19h, na Galeria de Arte do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae).

Miranda fala de sua arte como uma forma de denúncia sobre os problemas urbanos:

— Imprimo elementos da arquitetura antiga antes presente nesses mesmos terrenos, e que agora prevalece o novo em sacrifício do antigo — explica o artista.

A exposição vai de 20 de junho a 18 de julho e o horário para visitação é das 8h às 17h30min, de segunda a sexta-feira. A Galeria de Arte do Dmae fica na Rua 24 de Outubro, 200, no bairro Moinhos de Vento.

A entrada é franca.

Sobre o artista:

André Miranda, desenhista, pintor, gravador e artista educador, nasceu no Rio de Janeiro em 1957 onde mora e trabalha até hoje. Já realizou mais de 250 exposições entre individuais e coletivas sendo que a primeira individual de xilogravuras foi no Rio de Janeiro em 1981. Suas obras encontram-se em importantes acervos de museus e galerias da Suécia, França, Portugal, Espanha, Romênia, Polônia, Japão, Argentina e Brasil. Já ministrou mais de 100 oficinas e palestras de gravura de norte ao sul do país. Recebeu inúmeros prêmios, entre eles, em 2003, o prêmio aquisitivo no 8º Salão Internacional de Gravura el Caliu — Olot — Girona, Espanha.

Próximas Exposições na Galeria de Arte do Dmae:

02/08/2012 a 31/08/2012 — Individual “Paradoxos da Arte Fotográfica” — Jandora Jakobson

13/09/2012 a 11/10/2012 — Individual Fotográfica — Heloísa Marques

25/10/2012 a 23/11/2012 — Mostra Coletiva dos Funcionários do Dmae

04/12/2012 a 04/01/2013 — Coletiva Fotográfica H2Olhos — 2ª edição

Museu premia ensaios fotográficos na área da saúde

13 de junho de 2012 0

Estão abertas até 1º de agosto as inscrições para o 2º Prêmio MUHM de Fotografia: As Faces da Saúde. O concurso premiará fotógrafos profissionais e amadores com registros sobre prédios de hospitais, centros e postos de saúde, atendimento médico, pacientes, entre outros, de todo o Brasil. O objetivo é instigar, a partir da fotografia, reflexões sobre a saúde, do ponto de vista da universalidade do acesso.

Os trabalhos serão julgados por integrantes do Museu de História da Medicina (MUHM), de seu mantenedor, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, e pelos fotógrafos Luiz Eduardo Achutti, Rogério Amaral Ribeiro e um fotógrafo profissional indicado pela Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS). O processo também terá uma fase de votação popular por meio da página no museu na rede social Facebook.

O valor da premiação, que será em dinheiro, por categoria e colocação, estão disponíveis no site do MUHM, assim como a ficha de inscrição, regulamento , termo de cessão de uso de imagens e demais informações.

Gustavo Werner participa da exposição A Voz da Roupa

08 de junho de 2012 0

Pessoas comuns viraram modelos em um ensaio fotográfico que pode ser visto até domingo:

No ZH Moinhos desta semana, publicamos uma entrevista com o estilista Gustavo Werner, que tem uma loja de marca própria, a Makumba, na João Telles.

O projeto A Voz da Roupa foi idealizado por Régis Duarte e Tiago Coelho. A dupla convidou oito estilistas a criarem um ensaio fotográfico onde confrontassem a realidade com a beleza e a perfeição inalcançável estampadas pelas imagens de moda, provocando uma troca de mundos. São composições que mostram duas faces: um momento que busca retratar o cotidiano dos modelos em seus ambientes de trabalho e outro em que eles estão imersos em um conceito visual de um dos estilistas, como Gustavo Werner, 32 anos, que tem desde 2010 uma loja de marca própria, a Makumba, na Rua General João Telles.
Foram retratados Madalena, operadora de trem, Derick, garçom, Cristiane, dançarina, Talis, lixeiro, Adriana, empregada doméstica, Israel (foto), policial, Natalia, garçonete, e Felipe, palhaço de circo.
Desde que A Voz da Roupa foi aprovado pelo Fumproarte, Duarte e Coelho iniciaram a pesquisa de participantes. O importante era uma desenvoltura e uma espontaneidade que fossem marcantes na personalidade de cada um.
Durante o mês de exposição, os criadores e seus modelos participaram de conversas com o público, partilhando ideias, conceitos e experiências. A mostra se encerra no domingo, dia 10.

Exposição
Quando: até domingo
Endereço: Galeria dos Arcos, no andar térreo da Usina do Gasômetro ( Avenida Presidente João Goulart, 551)
Visitação: das 9h às 21h
Informações: pelo fone 3289- 8135, pelo e-mail galeriadosarcos@gmail.com ou pelo site www.galeriadosarcos.blogspot.com

(Na foto, o estilista Gustavo Werner (E) e Israel, num visual Rockabilly)

ENTREVISTA

” Pude propor o estereótipo de moda que eu gosto” – Gustavo Werner, estilista

ZH Moinhos – Como surgiu o convite para participar da exposição A Voz da Roupa?
Gustavo Werner –
O convite foi feito no ano passado pelo Tiago Coelho. Ele explicou o projeto e, na hora, aceitei.

ZH Moinhos Qual foi a proposta?
Werner
Era fotografar pessoas em seus ambientes de trabalho. Após, fotografá-las inseridas em um universo de moda. Mostrar o quanto uma roupa adquire linguagem visual para quem vê. A prova disso foi que, em algumas fotos, os profissionais pareciam modelos.

ZH Moinhos
Você escolheu o seu modelo, o policial Israel?
Werner
Não.  O Tiago mandou a foto dele e as medidas. Desenvolvi o conceito com a imagem e a profissão dele.

ZH Moinhos Por que você decidiu transformar Israel em um roqueiro e motociclista?
Werner
Procurei colocar o DNA do meu trabalho nele. Primeiro analisei o que seria o oposto do Israel e o que tivesse ligação com o que eu gosto, então usei a referência de que o Israel é policial e pensei de cara em um bandido. Fui usando referências de um bandido dos anos 40 e 50, com visual Rockabilly, Juventude Transviada, onde os jovens fugiam da polícia em suas motos. Ele continuou com visual bem masculino. Então, ele não seria propriamente um motoqueiro, mas um Rockabilly que anda em sua Harley Davidson e toca sua guitarra.

ZH Moinhos O que Israel achou do resultado final?
Werner
Eu tinha de cuidar da imagem, já que ele é policial. Expliquei o visual e as referências para o Israel, como o motivo de a camisa ser fechada até o ultimo botão. A calça é justa porque na época esse visual era mais slim. No final ele curtiu e, inclusive propôs poses.

ZH Moinhos Como foi fazer esse trabalho?
Werner
Foi súper bacana, pude propor o estereótipo de moda que gosto, de um rocker dos anos 40 e 50, com visual vintage e musical.