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Posts na categoria "Independência"

Três ações para revitalizar o bairro Independência

03 de abril de 2014 0

Casarão Frasca

Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi) tem três motivos para comemorar. Desejos antigos da entidade começaram a tomar forma nesta semana, como a revitalização de casarão na Independência, a reforma da Praça Dom Sebastião e melhorias no ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

As fachadas das casas no “L” formado pela Avenida Independência com a Barros Cassal, até a Avenida Cristóvão Colombo, são consideradas símbolo do bairro. A reforma no Casarão Frasca, localizado na esquina das vias, em especial, é um desejo antigo da associação. Por isso, a aprovação do projeto pelo Conselho do Patrimônio Histórico e agora pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) é celebrada.

O Casarão Frasca foi denominado em 2010, a partir do nome da família de imigrantes da Calábria, na Itália, que migraram para Porto Alegre em meados do século passado. Os irmãos Caetano e Antonio administravam um negócio de tecidos e moravam no casario. Segundo o arquiteto responsável pelo projeto de reforma, Lucas Volpatto, ele nunca foi reformado e está bem preservado:

– Especialistas o consideram um dos maiores exemplares do ecletismo na Capital. São duas casas geminadas com muitos elementos decorativos. A ideia é requalificar o andar térreo como ponto comercial e o segundo andar como moradia, mas não há nada definido por enquanto. O foco agora é mexer na fachada e no telhado.

Conforme a Smurb, desde 6 de março o processo está em “comparecimento”. Isso significa que o responsável técnico pela obra foi notificado a comparecer à secretaria para verificar algum detalhe do projeto. Entretanto, até o início desta semana, ninguém havia se manifestado.

Um dos empecilhos para a restauração está na rede elétrica. Como a calçada é estreita e os postes estão muito próximos da casa, a Amabi irá negociar com a CEEE o afastamento da fiação ou até mesmo a colocação de parte da rede no subterrâneo. A entidade também aguarda a tramitação, na prefeitura, de outros pontos históricos, como a Casa Godoy, um dos principais exemplares da art nouveau na cidade, tombada há quase 20 anos. Além da importância arquitetônica, por ter sido criada pelo alemão Hermann Otto Menschen, o local era a casa do médico Jacintho Godoy e sede de encontros memoráveis da sociedade porto-alegrense entre as décadas de 1930 e 1950.

– A grande virtude é que temos, à frente de todas as entidades, pessoas que estão dispostas a fazer com que as coisas aconteçam. Não tínhamos esta solidez de identificação dos moradores e dos representantes. Agora, todos estão interessados, a sua maneira, a colaborar – afirma o presidente da Amabi, Diônio Kotz.

Obras para revitalizar Praça Dom Sebastião devem durar meio ano

03 de abril de 2014 0

DomSebastiao

Depois de três anos e meio de reuniões e tramitações na prefeitura, a reforma da Praça Dom Sebastião, em frente ao Colégio Marista Rosário, foi autorizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A obra está prevista para durar 180 dias e, neste período, a área permanecerá cercada por tapumes. A revitalização custará R$ 912.400,27 e ficará a cargo da Cisal Construções Ltda, empresa que venceu a licitação.

Leia sobre a restauração de casario na Independência e sobre o ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

Entre as melhorias, estão previstas a instalação de meio-fio de concreto, pavimentações de basalto, saibro rosa, pedra portuguesa e piso de concreto com rampas de acessibilidade, degraus de concreto, restauro e instalação de bancos de concreto com encosto, lixeiras, guarda-corpo e corrimãos. Na área infantil, haverá implantação de grade, balanço, barra de balanço, gaiola e dois trepa-trepas. De acordo com a Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi), o foco no público infantil serve para atender aos alunos do colégio e pacientes do Hospital Santo Antônio:

_ Todo ano é realizado um evento de Natal voltado a eles. Nada mais justo que possam descer e aproveitar o espaço. A praça será arborizada e ficará preparada para pequenos eventos que possamos fazer _ projeta o presidente da associação, Diônio Kotz.

Registre as belezas do outono

21 de março de 2014 0

UrsulaParcao
Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

No dia 20 de março, chegou o outono. Mais precisamente, às 13h57min. E, para não perder o costume de fazer posts sobre a troca das estações, movimentar o blog do ZH Moinhos e ainda ativar os leitores que adoram registrar a vida em suas câmeras fotográficas, embutidas em seus celulares ou não, convido os vizinhos e leitores a capturarem a chegada do outono e enviarem para o e-mail moinhos@zerohora.com.br. Vale qualquer imagem da região que nos remeta à essa estação ou à troca dela. Trago a imagem dessas árvores (acima e abaixo) do Parcão, cujos tons de suas folhas, logo me levaram ao calendário e me fizeram perceber a tão rápida chegada do outono de 2014.

Além de mandar fotos por e-mail, você pode, também, compartilhar pelo Facebook de ZH Moinhos, ou ainda, participar pelo Instagram, usando a tag #outonozh, com a hashtag #ZHmoinhos para os registros feitos nos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Floresta, Independência, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Veja imagens do outono enviadas pelo Instagram de ZH, em http://zhora.co/1l8oEem

Clique aqui para conferir todas as fotos que foram enviadas com a hashtag #ZHmoinhos

UrsulaParcao2

 

Zoom Independência vai explorar avenida por meio de fotos

20 de fevereiro de 2014 1

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Olhar para o seu bairro, todo mundo olha. Mas você já reparou nele? Chegar mais perto das ruas, casarios, praças e construções do bairro Independência é a proposta do Zoom Independência, evento organizado para os moradores da região.

Será por meio da fotografia que o grupo Passeio Independência irá explorar, neste sábado, cada canto da avenida homônima, com o objetivo de revelar o que se camufla na correria do dia a dia.

ZoomI– A proposta do passeio é conhecer a fundo certos espaços do bairro, para, mais tarde, montar uma exposição fotográfica – explica Marília Cardoso, uma das organizadoras da ação.

A atividade partirá da Praça Júlio de Castilhos e percorrerá a avenida até a Praça Dom Sebastião. Para participar, basta estar munido de uma câmera fotográfica. E, claro, olhos ávidos para identificar, nas entranhas da Independência, fragmentos da história da vida de seus moradores e da cidade.

A ideia é reunir fotógrafos amadores e profissionais, moradores, comerciantes e admiradores para fazer registros fotográficos da via. Em material divulgado pela organização do evento, consta uma prévia do que se espera revelar pela atividade: “Tudo o que aparecer é resultado daquilo que fazemos ou deixamos de fazer”, diz o texto.

Já o zoom que dá nome ao passeio ilustra um pouco da ideia dos organizadores sobre uma das formas de explorar o bairro fotograficamente. Várias fotos de um mesmo ângulo, cada vez mais aproximadas, quando colocadas em comparação, têm o poder de mudar a perspectiva do espectador, valorizando as peculiaridades da região.
Durante a atividade, os participantes trabalharão sobre temas como patrimônio histórico, detalhes dos casarios, problemas da região, natureza, mobiliário urbano e aspectos que surpreendam.

Ao final do encontro, os participantes poderão escolher as melhores imagens para concorrer, em diferentes categorias, na mostra fotográfica. Alguns comentários sobre as fotografias feitas durante o passeio também serão selecionados para fazer parte da exposição. Serão discutidos aspectos da criação e montagem da exibição.

O evento do Passeio Independência, realizado por Urbana Arquitetura, Studio 1 Arquitetura, Região de Planejamento 1, UrbsNova e o Movimento Reviver Independência, contempla, ainda, um objetivo maior: aproximar os vizinhos, proporcionando momentos de convivência na região e inspirando um olhar positivo sobre o bairro. E, quem sabe, passar a ideia adiante.

– Queremos que as fotos sejam expostas em diversos lugares para que os moradores se sintam orgulhosos de sua região – conclui Marília.

Saiba mais

O que: Zoom Independência, passeio fotográfico pela Avenida Independência

Quando: neste sábado (22), das 17h às 20h. Em caso de chuva, será transferido para o sábado seguinte

Onde: concentração na Praça Júlio de Castilhos e final na Praça Dom Sebastião

Quanto: gratuito. Participantes devem levar máquina fotográfica

Informações pelo e-mail: passeioindependencia@gmail.com

 

 

As polêmicas da ciclovia do Bom Fim

14 de fevereiro de 2014 0

Recém inauguradas, as ciclofaixas na Vasco da Gama, na Irmão José Otão, na Barros Cassal e na João Telles, recebem contestação de motoristas, ciclistas e de pedestres

Matheus Beckmatheus.beck@zerohora.com.br

Nem bem completou uma semana desde sua inauguração oficial, a ciclovia da Vasco da Gama, no Bom Fim, acumula reclamações de quem transita de carro, de bicicleta ou a pé. As contestações se espalham pelo 1,1 quilômetro de extensão da via até a Irmão José Otão, pelos cerca de 300 metros da General João Telles e pelos outros 300 metros da faixa na Doutor Barros Cassal.

A principal indagação dos ciclistas – que gerou mobilização nas redes sociais –  é devido à troca de faixa entre a Miguel Tostes e a Ramiro Barcelos (na foto abaixo). Embora a ciclovia fique do lado esquerdo em quase toda sua extensão, ela começa (no sentido bairro-Centro) no lado direito da Vasco da Gama. Por isso, o ciclista precisa cruzá-la aproximadamente 200 metros depois de ingressar na faixa.

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De acordo com o presidente da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre, Pablo Weiss, a sugestão dada pelos usuários à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foi que a conexão com a Mariante fosse feita pela Liberdade, pois, segundo ele, utilizaria uma via mais segura para quem anda de bicicleta.

– Ela tem menos movimento de veículos, não tem o problema da curva de acesso ser muito fechada, e ainda economizaria a colocação de dois semáforos. Do jeito que ficou, prejudica o ciclista, o pedestre e até o motorista, pois ganhou um semáforo a mais, sem necessidade. O antigo “caminho dos parques” foi retirado porque era considerado inseguro, e a EPTC repetiu o erro copiando o trajeto –  afirma Weiss, referindo-se ao passeio que conectava os parques Moinhos de Vento e Redenção.

Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, a transposição da Vasco da Gama foi pensada para evitar um terceiro tempo semafórico que prejudicaria tanto ciclistas quanto motoristas. Conforme ele, a solução segue estudos técnicos que consideram também a futura conexão entre a ciclovia e o trecho da Avenida Goethe:

–  Afastamos (o cruzamento) dali (da Rua Miguel Tostes) e fizemos uma sinalização específica sem que tenha prejuízo para ninguém. O pessoal vai para um detalhe e não percebe que nós pensamos em um plano cicloviário inteiro.


> Desgastes na pista e uma feira no caminho

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A obstrução da ciclovia só é permitida em casos excepcionais. A Feira Modelo, que ocupa trechos da João Telles e da Irmão José Otão duas vezes por semana, é um exemplo. A sugestão da EPTC é que seja utilizada outra via para a circulação de bicicletas no período do evento ou que se desça da bike e caminhe, conduzindo-a pelo passeio público.

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Entre as contestações feitas pelos ciclistas estão a falta de padrão na largura da via –  que estreita em vários pontos –  e a utilização de tinta vermelha inadequada para delimitar a faixa. Segundo Pablo Weiss, presidente da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre, na maioria das ciclovias da capital foi apenas pintado o trecho, sem serem feitas as correções do piso, e que a tintura deixa a pista escorregadia em dias de chuva. Além disso, ele destaca a colocação de uma placa de Pare na alça de acesso à Ramiro Barcelos voltada ao ciclista, o que, segundo ele, reforça a lógica de preferência ao automóvel:

– Cada metro de ciclovia na cidade tem de ser comemorado, mas não assim.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirma que a condição de preferência aos carros se deve a uma avaliação pontual que considerou um fluxo muito maior de veículos motores em relação ao de bicicletas:

– Em cada análise de preferenciabilidade, levamos em consideração uma série de itens. Neste caso, foi o de volume muito maior de carros que acessam o viaduto.

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A reportagem de ZH Moinhos também identificou, na última sexta-feira, pontos de desgaste nas marcações, alguns equipamentos danificados e lixo ao longo da ciclovia. A EPTC pede a colaboração dos usuários para auxiliar na manutenção da limpeza, realizando o descarte correto dos detritos. Em relação à pintura, a empresa informa que as equipes responsáveis foram acionadas “para reforçar a demarcação ao longo do trecho”.


> Moradora diz que implantação de ciclovia dificultou sua rotina

Com a ciclovia do Bom Fim e do novo trecho da Avenida Ipiranga, Porto Alegre chega a 20,2 quilômetros de espaço exclusivo para ciclistas. A meta da prefeitura é atingir até 50 quilômetros de faixas para bikes até o fim de 2014. Porém, a cada parcela do Plano Cicloviário que é lançada, uma onda de reclamações a acompanha. No caso da ciclovia da Vasco da Gama não foi diferente. E elas começaram antes da inauguração oficial.

O estacionamento ou qualquer parada sobre a faixa da ciclovia é proibido por lei. Por isso, táxis e outros veículos são obrigados a parar do outro lado da via ou em outra rua. Para uma moradora da Rua General João Telles, que prefere não se identificar, a implantação da ciclovia desde a semana passada dificultou muito sua rotina. Todos os dias ela precisa levar o filho à fisioterapia. Como mora na quadra onde a via é de mão dupla e do lado onde fica a ciclovia, nenhum carro pode parar para que embarquem ou desembarquem em frente à casa. A saída encontrada foi andar por alguns metros até o trecho onde não passam bicicletas.

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–  Meu filho estava com a perna quebrada. Ficamos meio ilhados. Pensam em carro e em bicicleta. Eu estou pensando nas pessoas –  diz a moradora.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), “parar ou estacionar sobre a ciclovia é uma infração grave, de cinco pontos na carteira, multa de R$ 127,69 e remoção do veículo”. A orientação dada pelos técnicos da empresa é que “os embarques e desembarques devem, primeiramente, respeitar a sinalização do local, e podem ocorrer ao lado da ciclovia ou no outro lado da via”.

Canteiros cobertos com cimento são um risco às árvores

23 de janeiro de 2014 0

Para adequar passeios ao projeto Minha Calçada, moradores do Bom Fim e Rio Branco cimentam raízes e prejudicam vegetais, podendo provocar até a morte de árvores

revitalizacao

Por Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

O projeto Minha Calçada – Eu Curto, Eu Cuido foi lançado em janeiro de 2012 para recuperar os passeios públicos, torná-los mais acessíveis e revitalizar os espaços públicos. Entretanto, no afã de corresponder às exigências da prefeitura, muitos moradores acabaram cometendo equívocos e pondo em risco o meio ambiente.

Na Rua Cauduro, no Bom Fim, um condomínio foi comunicado a realizar o nivelamento e rejuntar a calçada. O serviço foi feito, mas o canteiro que circunda a árvore logo em frente foi cimentado, cobrindo totalmente sua base junto ao solo e impedindo que ela tenha acesso à água e aos nutrientes da terra. Moradora da região, a jornalista Marianna Senderowicz conta que a situação não é incomum. Ela diz que já denunciou uma série de casos semelhantes nas vias Felipe Camarão, Fernandes Vieira, Independência e Miguel Tostes.

– E não foi apenas um caso por rua. Nivelar a calçada é importante pela acessibilidade. Mas deveria ter havido uma orientação para realizarem algo mais sustentável. Em poucos lugares foram feitos canteiros verdes. Como o prazo (para os ajustes) era meio apertado e, para muitas residências, é difícil refazer uma calçada, simplesmente colocaram cimento – afirma Marianna.

As respostas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, segundo a jornalista, foram eficientes. Em até duas semanas, a argamassa foi retirada, e nenhum vegetal sofreu dano maior. No entanto, casos como o da Cauduro redobram a atenção nas ações de fiscalização. De acordo com o agente da Secretaria Municipal de Obras e Viação Carlos Santos, o local será vistoriado, e o responsável será notificado para retirar tijolos e cimento do canteiro:

– Os contribuintes têm se equivocado. A recomendação não é que se tire o canteiro, e sim as barreiras a seu redor, obstáculos existentes sobre o passeio público, como muretas e grades. O objetivo é impedir que idosos e crianças tropecem e se machuquem.

Casos assim podem acarretar dois problemas aos moradores. O primeiro é uma complicação com a lei. Conforme o artigo 14 do Plano Diretor de Arborização Urbana de Porto Alegre, o canteiro no entorno das árvores deve obedecer a duas regras: manter dimensões mínimas de 1m20cm por 2m50cm, sem pavimentação, e ter grama ou forração, como o saibro. O descumprimento dessas normas gera um dano ainda maior _ à própria natureza. De acordo com o diretor de Praças, Parques e Jardins, Sergio Tomasini, a impermeabilização do local dificulta a infiltração da água e provoca o estrangulamento do vegetal na área entre as raízes e o tronco. Com isso, pode causar lesões estruturais e até apodrecimento em alguns pontos. O que, com o tempo, pode fazê-la ruir.

– A pouca permeabilidade reduz a possibilidade de a árvore pegar os nutrientes do material orgânico próximo. Assim, ela aumenta de diâmetro e fica com lesões no tecido, gerando zonas de fragilidade. Quanto mais tempo demorar a ser retirado o cimento, pior fica – avalia Tomasini.

Denúncias podem ser feitas pelo atendimento ao cidadão da prefeitura de Porto Alegre, Fala Porto Alegre, telefone 156.

No ZH Moinhos desta quinta-feira

08 de janeiro de 2014 0

Você confere

Capacalçadasmenor

– Saudade dos canteiros – Moradores da Fernandes Vieira lamentam retirada de estrutura em torno das árvores, exigida pela prefeitura, por causa do Projeto Minha Calçada

– Planos para 2014 – As associações de bairros da região comemoram conquistas do ano passado, como o sucesso de eventos voltados para moradores e a mobilização por melhorias da área. No entanto, há planos que não se concretizaram, e que podem, finalmente, sair do papel neste ano. Conheça as prioridades de cada grupo – Associação Cristóvão Colombo (ACC), Associação de Moradores do Auxiliadora (AMA), Associação de Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi), Associação dos Moradores da Gonçalo de Carvalho (Amogonçalo), Movimento Moinhos Vive e Grupo de Apoio à Revitalização do Bairro Floresta (Refloresta)

– Eu e Meu Bairro – A escritora Letícia Möeller conta sobre sua relação com o bairro, de sua infância a infância de seus filhos

“Vamos acompanhar a abertura da Pinheiro Machado para avaliar a eficácia”, afirma Vanderlei Cappellari

07 de novembro de 2013 2

Por Paulo Renato Rodrigues, do Conselho de Blogueiros

PINHEIRO 009

No final da semana passada, entrevistei o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, em busca de detalhes a respeito da abertura da Rua Pinheiro Machado, um tema que é polêmico entre moradores dos bairros Independência e Floresta. Questionei, por exemplo, sobre a possibilidade de serem instalados semáforos nas esquina da André Puente e Gonçalo de Carvalho, e se há perspectiva de reversão de alguma mudança prevista ou já realizada. As respostas você confere a seguir, na entrevista feita por e-mail.

> Leia mais sobre a abertura da Rua Pinheiro Machado, marcada para a manhã desta sexta-feira.

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ZH Moinhos – O que representa essa mudança no contexto do trânsito da região? 

Vanderlei Cappellari – Representa maior facilidade para a circulação dos moradores e serviços instalados na região. Atualmente, quem vem do Centro e quer chegar às ruas Gonçalo de Carvalho ou André Puente precisa contornar a Praça Júlio de Castilhos, passando por três semáforos. Com esta nova possibilidade, simplificamos o acesso ao bairro, e aliviamos o cruzamento da Ramiro Barcelos, com a Independência e com a 24 de Outubro.

ZH Moinhos – Como ficará o estacionamento de carros na Independência e na Pinheiro Machado? Há perspectiva de instalação de parquímetros nessa rua e no seu entorno?
Cappellari – Na Avenida Independência, foram removidas, aproximadamente, 20 vagas da Área Azul Eletrônica, e na Rua Pinheiro Machado foi proibido o estacionamento apenas de um lado da rua. A ideia é equilibrar uma melhoria na circulação para o bairro, permitindo o estacionamento onde é possível, pelas próprias características do bairro. Estamos licitando a gestão da Área Azul. Também estamos realizando estudos e, após a abertura da Pinheiro Machado, concluiremos a avaliação de todo o entorno.

ZH Moinhos – Com o aumento do fluxo, o que inevitavelmente ocorrerá na Pinheiro Machado, há planos de colocação de sinaleiras nas esquinas com a André Puente e Gonçalo de Carvalho?
Cappellari – Não foi prevista a instalação de semáforo, porque o volume não é representativo para este equipamento. Mas está sendo implantada sinalização ostensiva nestes cruzamentos, com placas de “pare”, com legendas pintadas no pavimento e linhas de canalização, um reforço de sinalização para melhor entendimento pelos condutores e pedestres. A equipe de engenharia e os agentes estarão monitorando todas as intervenções implantadas, e farão ajustes, se necessário.

ZH Moinhos – Há perspectiva de alguma reversão no conjunto de intervenções que já foram e estão sendo realizadas?
Cappellari – Conforme enfatizamos nas reuniões com a comunidade, vamos acompanhar e monitorar para avaliar a eficácia desta pequena intervenção, e ajustar ou alterar o que for necessário.

ZH Moinhos – Como foi suportar a pressão para que isso não acontecesse?
Cappellari – Em qualquer intervenção viária, sempre temos posições favoráveis e contrárias, e elas variam de acordo com os interesses individuais. Nossa função, enquanto órgão gestor, é propor medidas que melhorem e equilibrem a mobilidade, sempre priorizando a segurança viária e qualificação coletiva da cidade. Tivemos espaço na região para apresentar todos os nossos dados de contagens, de volumes de tráfego, das conexões estratégicas que existem nesta região da cidade, de problemas que estávamos enfrentando (o nó da 24 de Outubro) e um ótimo ambiente para debater, ouvir opiniões e sugestões dos moradores e das empresas instaladas no bairro. Esta troca permitiu a construção de solução mais racional e com informações simultâneas.

Rua Pinheiro Machado será aberta nesta sexta-feira

07 de novembro de 2013 1

 

PINHEIRO 009

Após finalização de obras pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) confirmou para amanhã, a partir das 9h, a abertura da Rua Pinheiro Machado ao trânsito de veículos. A alteração, precedida por asfaltamento e nova sinalização, ocorre com a retirada do passeio junto à Avenida Independência. Na esquina com a Pinheiro Machado, funcionará um semáforo para organizar a conversão à esquerda, para quem segue no sentido Centro/bairro.

mapaPinheiro

A partir desta sexta, a Rua Pinheiro Machado terá sentido único da Independência até a Rua Professor André Puente, e, a partir daí, mão dupla até a Rua Gonçalo de Carvalho. Serão retirados pontos de estacionamento da Área Azul na Independência para a melhor circulação dos veículos.

Todas as alterações serão monitoradas pelos técnicos e

PINHEIRO 005

agentes de fiscalização da EPTC.

— Será realizado acompanhamento para avaliar a eficácia e ajustar ou alterar o que for necessário — afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC, em entrevista ao blogueiro Paulo Renato Rodrigues (leia a íntegra da entrevista)

De acordo com o órgão de trânsito, a medida objetiva qualificar o tráfego na região, criando uma alternativa de rota em direção à Avenida Cristóvão Colombo, e diminuindo o fluxo de veículos na esquina da Avenida Independência com a Rua Ramiro Barcelos.

O anúncio da abertura, porém, provocou reação contrária de moradores da região em junho deste ano, alegando que a rua perderia suas características, transformando-se em um’ corredor de passagem’. No passado, eles fizeram uma intensa mobilização política, colheram mais de mil assinaturas e evitaram a abertura.

Leia mais:

> A polêmica abertura da Pinheiro Machado

> Enquete no Facebook sobre a mudança de trânsito

Passeio Independência, o plano para revitalizar a Avenida Independência

31 de outubro de 2013 0

Mateus Bruxel

Por Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Uma simples caminhada pela Avenida Independência e você tem a sensação de que aterrissou em Porto Alegre a bordo de uma máquina do tempo desregulada. Calçadas com larguras diferentes, casarios com fachadas que destoam de outras construções, poluições visual e sonora. A impressão é de que o bairro não pertence à própria época.

– Hoje ele é uma mistura de tempos – define a arquiteta e urbanista Taís Lagranha Machado.

A explicação da sócia-proprietária da Urbana Arquitetura soa como crítica, mas a intenção é inversa. Autora do projeto Passeio Independência, que busca revitalizar o eixo da avenida entre as praças Dom Sebastião e Júlio de Castilhos, Taís tenta engajar moradores, comerciantes, instituições, associações e prefeitura na luta pela preservação de uma das áreas consideradas patrimônio histórico do município.

O grande fluxo de veículos e a subutilização dos espaços públicos são os principais empecilhos.

– A gente está propondo entender o que o Independência é hoje e trabalhar o usar. Valorizar os espaços com nova sinalização, criação de um roteiro, levar feiras e cinema ao ar livre para as praças – sugere.

A mobilização não é tão recente. Em 2008, vizinhos se reuniram para reivindicar melhorias. Com auxílio da prefeitura, levaram a ideia ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) e, em 2011, conseguiram a aprovação do início dos estudos preliminares. Na última terça-feira, ele foi apresentado na Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb). Moradora da Rua Garibaldi, a professora aposentada Marilia Cardoso aprova o projeto e destaca que ele servirá como diretriz para que seja preservado sem perder a identidade:

– Ele não deixa fantasiar a Independência. Mostra o patrimônio como é. É uma joia de brilhantes, e não podemos substituí-la por vidros.

>> Confira um post de Marilia Cardoso sobre a importância do projeto e um histórico do movimento pela revitalização da Independência

SAIBA MAIS

O projeto Passeio Independência surgiu com a ideia de criar um corredor cultural, mas à evolução dos estudos foi percebido que a avenida se destaca pelo valor arquitetônico e urbanístico. Com as adaptações, ele foi alicerçado em quatro pilares. Veja quais são

– Recuperação de identidades – definir a identidade e personalidade do bairro com a padronização dos equipamentos urbanos (canteiros, bancos, telefones), sinalização de pontos importantes, contextualização com o resto da cidade e divulgação de eventos na região

– Multiuso dos espaços – promover usos coletivos diversos (feiras, caminhadas, cinema) e zonear os espaços para a realização de shows e eventos gastronômicos, por exemplo

– Valorização do passeio – eliminar os obstáculos das calçadas, baixar a altura da iluminação para se adequar aos pedestres e construir rampas e sinalização tátil para pessoas com deficiência

– Práticas sustentáveis e bem estar – configurar zonas de estar para promover o encontro das pessoas, como bancos em áreas largas e estações de bicicletas de aluguel

Abertura da Pinheiro Machado marcada para o dia 8

30 de outubro de 2013 2

mapaEPTC

Após finalização de obras pela Smov, a EPTC confirmou para 8 de novembro, sexta-feira, a partir das 9h, a abertura da rua Pinheiro Machado ao trânsito de veículos. Junto à Avenida Independência, funcionará um semáforo de conversão à esquerda, sentido Centro/bairro.

De acordo com EPTC, a medida objetiva qualificar o trânsito na região, criando uma alternativa de rota em direção à Cristóvão Colombo, e diminuir o fluxo de veículos na esquina da Independência com a Ramiro Barcelos.

A Pinheiro Machado terá sentido único da Independência até a André Puente, e, a partir daí, mão dupla até a Gonçalo de Carvalho. Serão retirados pontos de estacionamento da Área Azul na Independência para a melhor circulação dos veículos.

Clique aqui para ler um post do blogueiro Paulo Renato Rodrigues sobre a abertura da Pinheiro Machado.

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Árvore na esquina da Independência é removida pela Smam

27 de outubro de 2013 4

PinheiroANTES4

Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Flores amarelas. Esse é o nome da pasta que eu tinha no meu computador para fazer um post para o blog do ZH Moinhos. Criei essa pasta em novembro de 2008, época em que foram tiradas as fotos das flores amarelas. Na realidade, tratava-se de uma bela árvore, com flores amarelas, num antigo casarão da Rua Pinheiro Machado.
PinheiroANTES3

Havia pensado em fazer um post em razão da beleza da árvore, principalmente na primavera. Mas como eu não sabia exatamente o nome da árvore, acabei não escrevendo.Pinheiro3

Infelizmente, as belas flores amarelas não existem mais. A árvore foi podada há pouco mais de um mês e não há mais aquela bela paisagem que tínhamos na primavera. O belo tapete amarelo na Pinheiro Machado quase esquina com a Independência se foi.

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Hoje entendo que, apesar de todos os problemas pelos quais passamos, é importante olharmos para as belas paisagens que temos. Valorizarmos a leveza de espírito das pessoas, a poesia da primavera, é uma forma de vivermos melhor. Porque a vida passa muito depressa. E se não conseguirmos enxergar a beleza que temos ao nosso redor, em pouco tempo, ela também não irá mais estar aqui.

O que informou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam)

 – Foi autorizada a remoção  de um guapuruvu, com risco de queda, localizado em área particular. A remoção foi autorizada porque havia risco à vida dos moradores da casa.

Irmã do Colégio Rosário, Genoveva Guidolin recebe prêmio de educação

27 de outubro de 2013 0

gENO

Conhecida de muitos rosarienses, a irmã Genoveva Guidolin recebeu neste mês o reconhecimento por mais de 40 anos de trabalho no Colégio Marista Rosário. O Prêmio Educação RS, promovido pelo Sindicado dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro-RS), elegeu a religiosa como referência em sua área pela trajetória de sua carreira. Mais conhecida como Genô, ela foi a primeira mulher a lecionar no colégio quando o sistema de ensino passou a aceitar meninas nas salas de aula. Por um ano, Genoveva foi a única professora mulher a circular pelos corredores.

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Natural de Nova Prata, na serra gaúcha, a professora sempre teve vocação para a educação. Ainda jovem, mudou-se para Pelotas, no sul do Estado, para cursar o Magistério. Lá, ingressou na Faculdade de História e Geografia, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Religiosa da Congregação São José, dedicou-se aos estudos e, em função deles, mudou-se para Porto Alegre para cursar pós-graduação. Genô foi além e, após iniciar seus trabalhos no Marista Rosário e no Colégio Sévigné, fez mais uma graduação, em Pedagogia na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Há 44 anos no Marista Rosário, a irmã Genoveva já foi professora de geografia, história e moral e cívica, orientadora educacional e, atualmente, atua como agente de pastoral escolar. Como orientadora de diversas gerações de ex-alunos, marcou não só os estudantes, como educadores durante sua trajetória. Seu método de conversar com os jovens antes de se impor rendeu o carinho e o respeito dos que convivem com ela.

Ela atende diversos ex-alunos semanalmente, que a buscam para matar a saudade, para rever a escola ou para apresentar seus filhos, que também estudarão no Colégio. Ela também representa a escola em reencontros de ex-alunos. Além disso, Genô já recebeu o título de Benfeitora Marista por préstimos prestados à instituição e à Rede Marista.

Encontro sobre o bairro Independência nesta terça-feira

22 de outubro de 2013 0

Por Marilia Costa Cardoso, do Conselho de Blogueiros

IndependenciaCrédito da foto: Ricardo Duarte

Desde 1º de maio de 2008, moradores do bairro Independência vêm lutando pela preservação da região e, principalmente, da Avenida Independência. Cada casario, cada esquina, cada praça, cada calçada desta avenida conta muito da história de nossa cidade. Por isso, lutamos por sua revitalização e preservação, tanto do patrimônio material como o cultural. Depois de um período de tratativas e trabalhos, finalmente em 2011, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) aprovou o projeto de revitalização.

Este projeto, chamado Passeio Independência, poderá ser levado como exemplo de valorização e respeito por nosso Patrimônio Histórico Cultural a outros bairros e regiões. Cada um, avenida, rua, bairro, região tem sua identidade e o importante é que isso seja preservado.

Não é fácil, pois além de um trabalho constante, existem diversos períodos de altos e baixos. O importante é não desistir. Chegar a essa etapa em que esse projeto chegou já é uma vitória e isso poderá ficar como um marco, um estímulo, um motivo de orgulho. Mesmo que nenhum nome seja mencionado, mesmo que não haja medalhas e homenagens, o importante é que mesmo por um momento, aquilo que tanto pedimos, se concretize: a Independência volte novamente a sorrir.

O projeto Passeio Independência, que será apresentado, é composto por um estudo realizado pela Urbana Arquitetura, onde é colocada a revitalização da paisagem urbana, recuperação de identidades e introdução de práticas sustentáveis e saudáveis á vida na cidade. A agência de inovação social UrbsNova apresentará uma maneira nova de ver a região, introduzindo ideias e eventos para que a Independência resolva seus problemas de maneira criativa. Encerrando a apresentação do projeto, será mostrado um exemplo de revitalização orientada pela Studio 1, onde o proprietário de um casario, entendeu a necessidade de revitalizá-lo, valorizando assim seu imóvel e o bairro. A valorização do bairro é importante para que todos possam viver e conviver bem.

A Independência tem diversos exemplos de trabalho, de força e luta, todos estão dispostos a ajudar, mas existem problemas para serem resolvidos e para tal, são necessárias medidas administrativas, e isso a comunidade não pode fazer. Se o projeto for aprovado, cada um fará sua parte, moradores e prefeitura, e juntos evitaremos que uma parte de nossa história seja esquecida: revitalizando, preservando e recuperando o patrimônio cultural histórico, artístico e paisagístico da Independência.

Nesta terça-feira (22 de outubro), esse trabalho será apresentado ao CMDUA, e se priorizadas as propostas, será constituída Comissão Técnica para a elaboração do anteprojeto executivo. A apresentação será às 18h no prédio da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), Avenida Borges de Medeiros, 2244, com entrada pelos fundos do prédio.

Participe, você é a parte mais importante desse projeto.
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Para redescobrir a arquitetura da região

04 de outubro de 2013 0

O cotidiano, muitas vezes, é um entrave para observarmos com atenção o ambiente a nossa volta. Já quando estamos viajando, temos uma avidez por observar tudo, dos costumes às construções _ há mais tempo para olhar o entorno. O estudante de arquitetura alemão Frieder Vanbaams, que veio para o Brasil para estudar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, explorou Porto Alegre em algumas caminhadas. O resultado do passeio pelos bairros Rio Branco, Independência e Moinhos você confere no texto abaixo.

>> Confira as fotos publicadas no caderno e outras feitas por Vanbaams no Facebook do ZH Moinhos

 

Arquivo pessoal

“Durante um final de semana em Porto Alegre, saí para fazer uma caminhada pela cidade. Passei pelos bairros Rio Branco e Independência, mas o objetivo principal, após um almoço no bairro Santana, foi conhecer a arquitetura do Moinhos de Vento e tomar um café por lá. O dia estava agradável, e não tão quente. Lembrei-me da minha terra natal, a Alemanha. Viajei ao Brasil para estudar arquitetura no Rio de Janeiro, e fiquei feliz em encontrar essa outra cara do Brasil em Porto Alegre e, sobretudo, nesse passeio exploratório. 


Arquivo pessoalO que encontrei no Sul, ainda mais no bairro Moinhos de Vento, foi a tranquilidade, uma beleza mais silenciosa. Observei que as casas são diferentes entre si, parece que não foi seguida uma regra rígida ao serem construídas, ao contrário do que vemos em muitas cidades europeias: elas têm origens e foram feitas em períodos distintos, mas convivem na paz, harmonicamente. Essa parte da cidade tem uma cara bem única. Tem casas do modernismo, algumas em estilo internacional, outras com um toque mais brasileiro. Construções em concreto, formas lindas, cores diferentes. E ao lado, pode ter uma casa bem menor, mais velha, neocolonialista, uma casinha de madeira, um pouco perdida, mas que se encaixa bem no contexto da rua. Todos elementos estão bem entrosados.

Arquivo pessoal

 

Um bairro não precisa ter imóveis todos da mesma altura, cores e estilos parecidos para ser lindo. E mais: a atmosfera de um acordo silencioso entre essas casas variadas deixa feliz o pedestre que passeia pelo bairro. Foi isso que eu senti ao percorrer as vias Ramiro Barcelos, Gonçalo de Carvalho, Pinheiro Machado, Jardim Cristofel, 24 de Outubro, Padre Chagas, Luciana de Abreu e os jardins do Dmae. É um museu do dia a dia, do cotidiano, múltiplo, interessante, às vezes, engraçado, às vezes um pouco estranho. Deixei a cidade feliz em ter descoberta esse outro lado do Brasil.”

 

O autor

Nome completo: Frieder Vanbaams

Profissão: estudante

Cidade natal: Tübingen (Alemanha)