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Posts na categoria "Moinhos de Vento"

Copa do Mundo no Moinhos

26 de junho de 2014 0

Por Úrsula Petrilli Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Prestes a completar seis anos, agora em julho, o Blog do ZH Moinhos merece o registro de um evento muito especial que está ocorrendo em seus bairros de abrangência: a Copa do Mundo. Sim, a Copa do Mundo do ano de 2014 é no Brasil e parte dos jogos é em Porto Alegre. Estamos recebendo milhares de turistas. Estamos sendo considerados “acolhedores” como sempre. E, manifestações à parte, agora, é o momento de acolher, de integrar, de compartilhar.

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Confesso que, na abertura da Copa, senti medo. Trabalhando a poucos metros da fan fest, com o horário de expediente reduzido e saída prevista para às 15h, deixei meu carro no estacionamento e voltei a pé para a região do Moinhos. Escapei por minutos das manifestações que passaram pelo centro da cidade e Avenida Borges de Medeiros.

Hoje fico feliz em saber que o chamado “caminho do gol” é um sucesso. As pessoas estão entrando no clima da Copa, do futebol. Porto Alegre está tendo a oportunidade de ser conhecida pelo Mundo. Esta é a segunda Copa do Blog. Em 2010, tivemos alguns registros da torcida da “Copa do Mundo no Moinhos”. Mas essa é a primeira Copa do Blog em que Porto Alegre é anfitriã. Por isso, convido a todos os leitores a enviarem seus registros do Mundial. Seja foto com turistas, alguma movimentação nos parques, alguma bandeira, vale o que quiser.

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Aliás, se você, morador da região, presenciou algum jogo no Beira-Rio ou foi até a fan fest, queremos ver a sua foto. É você, com a sua torcida, que faz a Copa do Mundo ser um evento que une nações e aflora a emoção de sermos brasileiros. Compartilho algumas fotos da região e, em especial a pintura feita numa escolinha do bairro, onde meu filho, de um ano e 10 meses, já expressa a arte, a torcida e o orgulho de ser um mini brasileiro.

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Frequentadores pedem melhor iluminação para o Parcão

16 de abril de 2014 0

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Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Nem para correr, nem para sentar. Maior área de lazer da região, o Parcão tem perdido o sentido depois que o sol se põe, sendo, em muitas vezes, evitado pelos usuários. Com apagões recorrentes e iluminação insuficiente em vários pontos, é raro encontrar quem se aventure a praticar esportes ou ocupar os bancos à noite.

– Perto dos banheiros, a partir das 20h, há prostituição. Os garotos de programa usam o parque porque está encoberto pelas árvores, com pouca iluminação. Já para quem corre se torna perigoso, porque há muitas raízes, pedras e desníveis –  observa Luciano Alves, 44 anos.

Morador da Travessa Angustura, o publicitário utiliza o local diarimanete para correr ou andar de bicicleta. Depois de oito anos vividos em São Paulo, lamentou a constatação de que o “seu quintal”, como se refere ao Parque Moinhos de Vento, não era utilizado pelos porto-alegrenses após o horário comercial. A inquietação de Luciano motivou a organização do primeiro Piquenique Noturno realizado no local, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o problema da iluminação e motivar a ocupação do espaço também à noite. Outros eventos –  como o Piquenique Noturno com os Chefs –  foram e continuam a ser realizados no parque, mas ainda não são suficientes para encorajar os usuários à utilização noturna do Parcão.

–  Não é seguro, principalmente onde tem muitas árvores. A iluminação não é suficiente, mas também tem a questão da segurança. As pessoas ainda não têm o hábito de utilizar os parques da cidade à noite – opina a estudante Laura Krebs, que frequenta o Parcão semanalmente.

A blogueira Úrsula P. Dutra Christini lembra que, durante o horário de verão, as pessoas utilizam o parque até mais tarde.

–  Agora, no inverno, caminhar às 18h já mostra limitações. Não são todas as pessoas que se aventuram nessa empreitada. Certamente, uma boa iluminação no Parcão geraria, no mínimo, um sentimento de mais segurança para todos nós.

Usuários relatam apagões à noite

Morador do Higienópolis,Wilson Rocha Júnior, que costumava correr no local, compartilha da opinião da estudante. Ele destaca os “apagões”, noites em que a iluminação do Parcão simplesmente não é ligada, como um fato recorrente.

–  Passo por lá de bicicleta, à noite, e nada mudou. Até me lesionar, eu corria lá, mas só porque sabia que o máximo que poderiam levar era o meu tênis.

O blogueiro do ZH Moinhos Eduardo Viamonte também testemunhou a falta de luz:

–   Corro no parque depois de escurecer, desde os anos 1990. Os apagões sempre existiram, mas se intensificaram, de forma intermitente, nos últimos anos, aumentando os riscos de assaltos e de tombos. Com a temida questão da violência crescente, alguns amigos foram deixando de frequentar o Parcão à noite. As ruas, e até mesmo o entorno da Redenção, têm sido minha opção.

Abordada pelo ZH Moinhos em dezembro, a questão da iluminação do parque já está na pauta da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que, na ocasião, comentou o assunto contemplando a possibilidade de abrir a licitação para o projeto em janeiro deste ano.

Contatada novamente pela reportagem, no entanto, a secretaria disse que o documento não deve ser liberado antes de maio. A razão, segundo a Smov, é que, por se tratar de um projeto mais complexo do que o das demais praças que receberam reforço na iluminação nos últimos meses, ele ainda está sendo elaborado pelos engenheiros e técnicos da pasta.

Questionado sobre os apagões, o diretor de iluminação pública da Smov, Luiz Fernando Colombo, enviou uma equipe da Divisão de Iluminação Pública (DIP) para realizar uma vistoria no Parcão na terça-feira, e informou que foram encontradas lâmpadas queimadas. A manutenção seria realizada nesta quarta-feira.

Ampliação de shopping prevê alargamento da Doutor Timóteo

27 de março de 2014 0

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Medida sugerida pela EPTC para receber maior fluxo de veículos pode acarretar em corte de árvores

Matheus Beck ➧ matheus.beck@zerohora.com.br

A possibilidade de alargamento da Rua Doutor Timóteo inquieta os moradores do Moinhos de Vento. Isso porque o futuro acesso ao Moinhos Shopping deve causar impacto no trânsito da região, e várias árvores podem ser cortadas para que um trecho da via receba o recuo de ingresso dos veículos.

A medida proposta pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) como compensação à ampliação do empreendimento foi apresentada em uma plenária realizada na última semana no Fórum Regional de Planejamento da Região 1 (RGP1). Na ocasião, a comunidade conheceu as exigências das secretarias e órgãos públicos para que o Estudo de Viabilidade Urbanística seja aprovado.

Como o projeto prevê uma nova entrada e saída de veículos pela Doutor Timóteo, a EPTC exigiu a implementação de uma faixa adicional de aceleração e desaceleração para que a fila de veículos que acessam o prédio não cause congestionamentos. De acordo com a gerente de planejamento da EPTC, Carla Meinecke, a medida segue um cálculo que leva em consideração as 685 novas vagas e o número de cancelas em operação nos horários de maior movimentação:

– Não tem erro. É um cálculo matemático.

Os moradores, entretanto, estão receosos. Muitos acreditam que a alteração não resolverá o problema do trânsito a longo prazo. Isto porque, há poucos meses, foi invertido o sentido da Rua Tobias da Silva sob a alegação de atenuar o tráfego na região, e um novo acesso pela Doutor Timóteo poderia causar engarrafamentos no cruzamento com a 24 de Outubro e demais vias.

O arquiteto e urbanista Alan Furlan, delegado do RPG1, decidiu compilar as dúvidas e encaminhar à prefeitura. A intenção dele é pedir mais informações para saber o que será atenuado e o que será compensado pela construtora.

– Não vemos um aumento das exigências (de contrapartida) na mesma proporção do aumento da interferência no trânsito. Não que a comunidade não queira o empreendimento. É que agora é o momento de contestar. Senão, daqui a pouco vão ter que fazer outra medida para resolver a que não foi bem pensada – diz Furlan.

Plano diretor reserva espaços para possíveis expansões

A gerente da EPTC, porém, assegura que os estudos de impacto de tráfego se baseiam no crescimento da frota de veículos para os próximos cinco a 10 anos. Conforme Carla, a aplicação será fiscalizada de perto pelo órgão. Ela garante que as intervenções viárias estão previstas no plano diretor, que reserva espaços para possíveis expansões ou alargamentos.

– Qualquer tipo de ampliação só é feita onde há previsão de alterações do traçado viário. Não se sai alargando indiscriminadamente. A 24 de Outubro, por exemplo, já tem recuos previstos. Todo o trânsito tem de estar funcionando bem, seja o tempo de semáforo, a segurança dos pedestres ou a fluidez da circulação nos pontos mais críticos – afirma.

Remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização da Smam

Carla ressalta que medidas como o alargamento de vias fazem parte de um plano funcional. Embora o estudo de tráfego tenha sido aprovado pela EPTC, elas não são definitivas. O corte de árvores se enquadra nesta situação. Segundo ela, a remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Ainda assim, a jornalista e escritora Tania Jamardo Faillace questiona se, mesmo com adequações, as remoções irão respeitar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA):

– São ruas muito arborizadas, com árvores antigas mas saudáveis, que fazem o orgulho do bairro, e constituem túneis verdes. Qualquer alargamento, mesmo de meio metro, exige corte e remoção de vegetais. Parece uma maneira de poupar investimentos públicos, fazendo-os serem pagos pelos empreendimentos, mesmo à custa de tolerar eventuais inadequações ao PDDUA e ao interesse da população.

Procurado pela reportagem, o Moinhos Shopping informou apenas que o projeto de ampliação “se encontra em fase de tramitação junto ao município, em etapa de aprovação” e que “oportunamente serão divulgadas informações e detalhes”. Estão previstas a ampliação do centro comercial e a construção de sete novos pavimentos – quatro deles no subsolo –, em uma área de 10,5 mil metros quadrados.

Registre as belezas do outono

21 de março de 2014 0

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Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

No dia 20 de março, chegou o outono. Mais precisamente, às 13h57min. E, para não perder o costume de fazer posts sobre a troca das estações, movimentar o blog do ZH Moinhos e ainda ativar os leitores que adoram registrar a vida em suas câmeras fotográficas, embutidas em seus celulares ou não, convido os vizinhos e leitores a capturarem a chegada do outono e enviarem para o e-mail moinhos@zerohora.com.br. Vale qualquer imagem da região que nos remeta à essa estação ou à troca dela. Trago a imagem dessas árvores (acima e abaixo) do Parcão, cujos tons de suas folhas, logo me levaram ao calendário e me fizeram perceber a tão rápida chegada do outono de 2014.

Além de mandar fotos por e-mail, você pode, também, compartilhar pelo Facebook de ZH Moinhos, ou ainda, participar pelo Instagram, usando a tag #outonozh, com a hashtag #ZHmoinhos para os registros feitos nos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Floresta, Independência, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Veja imagens do outono enviadas pelo Instagram de ZH, em http://zhora.co/1l8oEem

Clique aqui para conferir todas as fotos que foram enviadas com a hashtag #ZHmoinhos

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Um ano depois, nasce ecoponto

20 de março de 2014 0

Instalação da parte elétrica atrasou a obra, que deve ser concluída em junho, segundo o DMLU

Matheus Beck

Matheus Beck - ➧ matheus.beck@zerohora.com.br

O Ecoponto do Moinhos de Vento, que foi anunciado para junho de 2013, começou a ser construído nesta semana. A previsão do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) é que ele seja concluído no início de
junho, um ano após a projeção inicial.

A unidade, que será construída na capatazia da Rua Câncio Gomes, na Travessa Carmem, junto à seção norte do DMLU, tinha sido adiada para o fim do ano passado. Porém, de acordo com o diretor-geral André Carús, questões envolvendo a concessionária de energia elétrica estendeu o início dos trabalhos no local.

– Houve atraso em função de problemas relativos à instalação da parte elétrica, com trâmite junto à CEEE, que já foram resolvidos – diz Carús.

Apesar da mudança, o valor orçado inicialmente não deve ser alterado. Serão necessários cerca de R$ 46 mil para construir o ecoponto. Além dele, outra unidade, localizada na Avenida Antônio de Carvalho, também está em fase de instalação. Sua construção deve ser concluída em julho.

– Assim, teremos mais alternativas para o descarte de resíduos que não são coletados pelos caminhões de lixo domiciliar e seco, contribuindo para a limpeza da cidade e facilitando e qualificando a vida dos cidadãos – afirma o diretor.

As unidades não recebem qualquer tipo de lixo. Os resíduos permitidos são madeiras, latas com resto de tintas, móveis, colchões, terra, entulhos, caliça, cerâmica, sucatas de ferro, eletrodomésticos e resíduos arbóreos. Em teoria, os materiais deixados em terrenos baldios ou na rua, mas que não podem ser recolhidos pela Coleta Seletiva.

Os ecopontos também não recebem lixo orgânico e não aceitam descartes maiores do que 0,5m³. Haverá ainda um Posto de Entrega de Óleo de Fritura (Peof), para fazer o reaproveitamento do conteúdo, um Posto de Entrega Voluntária (PEV) para materiais destinados à coleta seletiva, e um espaço cercado para receber pneus velhos.

O projeto Destino Certo foi lançado em 2010 com a ideia de padronizar o descarte do lixo e evitar a contaminação de resíduos para a reciclagem. Nesses quatro anos, apenas quatro ecopontos foram inaugurados: na Rua Cruzeiro do Sul, 1.445, na Vila Cruzeiro; na Rua Professor Carvalho de Freitas, 1.012, para atender os bairros Glória e Teresópolis; na Avenida Diário de Notícias, 1.111, no Cristal; e na Avenida Bernardino Silveira de Amorim, 2.261, que atende a Zona Norte. A intenção da prefeitura, incluída no Plano Plurianual (PPA), é construir 17 ecopontos na Capital.

Obra para evitar deslizamentos do Morro Ricaldone fica para 2014

07 de novembro de 2013 0

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Prolongamento de via junto ao Morro Ricaldone, no Moinhos de Vento, é paralisado e muro de contenção deve ser erguido apenas no próximo ano

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Interrompida há meses, a pedido da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), a obra de prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha, junto ao Morro Ricaldone, pode não ser mais retomada.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que executa os trabalhos, a intervenção no local será outra: um muro de contenção deve ser erguido ao pé do morro. Mas só em 2014.

– A abertura da via está descartada. Estamos readequando o projeto do muro de contenção, que é necessário, pois, ao longo dos anos, o morro pode vir a ter deslizamentos. Queremos iniciar a obra no começo do ano que vem – explica o secretário de Obras e Viação, Mauro Zacher.

Reivindicação antiga da comunidade, o prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha daria acesso direto à Rua General Neto. Atualmente, motoristas têm de fazer uma curva fechada ao final da Engenheiro Saldanha para acessar a via.

Os trabalhos no local tiveram início em maio, mas logo foram interrompidos a pedido da Smam, que constatou risco de deslizamento junto ao Ricaldone, solicitando uma obra de contenção. De acordo com a secretaria, o Termo de Referência já foi finalizado e encaminhado para a Smov.

Estado de abandono preocupa moradores

A obra deverá incluir um sistema de drenagem que direcione as águas pluviais à rede mais próxima e a construção de calçadas onde não existem e a substituição dos passeios danificados.

– O trabalho é relativamente simples, e deve durar em torno de seis meses. Nunca vimos necessidade de abertura da via. Esse trabalho só será retomado se a EPTC solicitar e a Smam e a comunidade aprovarem – disse Zacher.

Para a associação Moinhos Vive, no entanto, o prolongamento da Engenheiro Saldanha é indispensável à melhora do fluxo e da segurança nas proximidades do Morro Ricaldone.

– Vamos insistir nisso, dentro do que foi aprovado em março de 2011. É necessária uma intervenção para suavizar a curva ao final da via, que é muito abrupta. Também queremos o cercamento da área junto ao morro, para garantir a segurança lá. É nossa prioridade – diz o presidente do Moinhos Vive, Raul Agostini.

Enquanto os trabalhos no Ricaldone não são retomados, moradores reclamam da sensação de insegurança provocada pelo estado de abandono do local, isolado simbolicamente por um arame preso a estacas de madeira.

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– Ali está sujo, a cerca, arrebentada, e a tal contenção, nem sinal – lamentou Ajácio Brandão.

Na semana passada, quando a reportagem esteve na área junto ao morro, havia dois colchões, que seriam de moradores de rua, e lixo ao longo da encosta. De acordo com Moinhos Vive, o assunto seria levado para discussão com a prefeitura.

O colégio Bom Conselho de 60 anos atrás

23 de outubro de 2013 0

Formadas há 60 anos no Colégio Bom Conselho, ex-alunas contam como era a rotina de um dos colégios mais tradicionais  do bairro. Confira a reportagem completa sobre o grupo de 13 ex-alunas que faziam parte da turma C do Ginasial formadas em 1953, época em que o colégio era frequentado apenas por meninas.

Veja o vídeo sobre a visita das ex-alunas ao memorial do Bom Conselho para festejar o aniversário de 60 anos de formatura:

Para redescobrir a arquitetura da região

04 de outubro de 2013 0

O cotidiano, muitas vezes, é um entrave para observarmos com atenção o ambiente a nossa volta. Já quando estamos viajando, temos uma avidez por observar tudo, dos costumes às construções _ há mais tempo para olhar o entorno. O estudante de arquitetura alemão Frieder Vanbaams, que veio para o Brasil para estudar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, explorou Porto Alegre em algumas caminhadas. O resultado do passeio pelos bairros Rio Branco, Independência e Moinhos você confere no texto abaixo.

>> Confira as fotos publicadas no caderno e outras feitas por Vanbaams no Facebook do ZH Moinhos

 

Arquivo pessoal

“Durante um final de semana em Porto Alegre, saí para fazer uma caminhada pela cidade. Passei pelos bairros Rio Branco e Independência, mas o objetivo principal, após um almoço no bairro Santana, foi conhecer a arquitetura do Moinhos de Vento e tomar um café por lá. O dia estava agradável, e não tão quente. Lembrei-me da minha terra natal, a Alemanha. Viajei ao Brasil para estudar arquitetura no Rio de Janeiro, e fiquei feliz em encontrar essa outra cara do Brasil em Porto Alegre e, sobretudo, nesse passeio exploratório. 


Arquivo pessoalO que encontrei no Sul, ainda mais no bairro Moinhos de Vento, foi a tranquilidade, uma beleza mais silenciosa. Observei que as casas são diferentes entre si, parece que não foi seguida uma regra rígida ao serem construídas, ao contrário do que vemos em muitas cidades europeias: elas têm origens e foram feitas em períodos distintos, mas convivem na paz, harmonicamente. Essa parte da cidade tem uma cara bem única. Tem casas do modernismo, algumas em estilo internacional, outras com um toque mais brasileiro. Construções em concreto, formas lindas, cores diferentes. E ao lado, pode ter uma casa bem menor, mais velha, neocolonialista, uma casinha de madeira, um pouco perdida, mas que se encaixa bem no contexto da rua. Todos elementos estão bem entrosados.

Arquivo pessoal

 

Um bairro não precisa ter imóveis todos da mesma altura, cores e estilos parecidos para ser lindo. E mais: a atmosfera de um acordo silencioso entre essas casas variadas deixa feliz o pedestre que passeia pelo bairro. Foi isso que eu senti ao percorrer as vias Ramiro Barcelos, Gonçalo de Carvalho, Pinheiro Machado, Jardim Cristofel, 24 de Outubro, Padre Chagas, Luciana de Abreu e os jardins do Dmae. É um museu do dia a dia, do cotidiano, múltiplo, interessante, às vezes, engraçado, às vezes um pouco estranho. Deixei a cidade feliz em ter descoberta esse outro lado do Brasil.”

 

O autor

Nome completo: Frieder Vanbaams

Profissão: estudante

Cidade natal: Tübingen (Alemanha)

Mais respeito aos pedestres

16 de setembro de 2013 7

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

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Instalar-se comercialmente no bairro Moinhos de Vento requer classe e comprometimento com o nível do bairro. Não é o que vemos nas fotos acima e abaixo.

Não bastasse ter se estabelecido aqui já demarcando sobre a calçada um espaço para estacionamento, agora somos obrigados a conviver com esta poluição visual.

Por favor, procurem outra forma de vender seus produtos e respeitem o pedestre e o bairro em que se estabeleceram. A comunidade agradece.

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CONTRAPONTO

A Divisão de  Fiscalização da SMIC  fez, hoje (30/09),  uma inspeção no estabelecimento  cadastrado como  “Ortobom comércio de colchões”, localizado na Rua  24 de Outubro, nº 900, bairro Moinhos de Vento.  Como havia  produtos sobre o passeio público dificultando a passagem de pedestres, foi emitida  uma notificação de irregularidade  por desrespeito ao “Artigo 18, Inciso IX, da Lei Complementar n.º 12/75.  O responsável pela loja retirou os colchões da calçada. Quanto ao estacionamento de veículos sobre o passeio público, a competência é da EPTC.

Gravação na Auxiliadora

13 de setembro de 2013 0

Por Mariano Christini, do Conselho de Blogueiros

Arquivo pessoal

Hoje pela manhã, grande parte dos estacionamentos estavam com cavaletes e fitas, proibindo assim, o estacionamento de carros na rua. Pensei que teríamos arrumação na rua, ou tubulações do DEP.
Um pouco mais tarde quando passei novamente, na esquina da Rua Doutor Freire Alemão com a Rua Felipe Neri, estava com muitas vans e caminhões de equipamentos de filmagens.
Perguntei a um dos seguranças, e o mesmo me respondeu que era uma filmagem para a RBS TV. Fiquei muito contente, pois pelo que estou percebendo, os entornos do Moinhos de Vento também estão sendo valorizados, e são, cada vez mais, conhecidos por mais gente.

Uma manhã de quinta-feira

23 de agosto de 2013 0

Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

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É quinta, dia 22 de agosto de 2013, pela manhã. Depois das 14h, o Café ZH Moinhos estará instalado no Galgos Café para receber a todos. Mas, como não posso participar, resolvi escrever a manhã na Hilário Ribeiro.
Por aqui passo sempre, indo para o Yoga Soul, sem maquiagem e recém acordada. Sim, eu sou uma “menina” que cresceu e mora no Moinhos de Vento.

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Pela Olavo Barreto Vianna, vejo a movimentação matinal do Sheraton, pela Hilário Ribeiro, sinto aromas, de Melissas e de pão fresco do Barbarella Café. Vejo pessoas que tomam seu café da manhã ali e vejo uma rua limpa. Nas quintas, vejo mais. Vejo um caminhão que é uma feira. Está ali, sempre nas segundas e nas quintas. Eu só vejo nas quintas. Tudo fresco, entregue em casa pois todos sabem seu fone e já pedem. Vejo pequenos caminhões que abastecem silenciosamente os negócios, vejo os guarda-sóis serem abertos e vejo os zeladores varrendo as calçadas. Simone3



As árvores estão verdes com reflexos de sol. E, assim nas terças e quintas, quando caminho para o ioga, com meu mate nas costas e cantando a música que rola no meu fone, vejo o Moinhos que vivo. Aquele que acorda, que limpa, que mantém, que fará a noite daquele que não veêm o amanhecer.simone2



Eu amo este Moinhos de Vento do dia, com seus aromas e flores; suas calçadas limpas e as pessoas que escolhem tomar seu café da manhã aqui. Me fazem feliz. Deveriam experimentar.

Hoje tem Café ZH Moinhos

22 de agosto de 2013 0

Hoje, das 14h às 19h, a equipe dos cadernos de bairros de ZH estará aguardando os moradores dos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Floresta, Independência, Moinhos de Vento e Rio Branco. Será no Café Galgos Brancos, na Rua Dinarte Ribeiro, 171.

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Confira algumas dicas sobre o que você pode apresentar aos jornalistas durante o Café ZH:

- Se você conhece um morador da região cuja história ou trabalho é interessante, indique-o para figurar nas seções O Nome, Conheça Seu Vizinho ou Vizinho Nota 10. Se possível, leve o telefone de contato e e-mail do vizinho a indicar

- Festas comunitárias, eventos escolares e iniciativas sociais também podem virar notícia no ZH Moinhos. Se você fez fotos de algo curioso, de uma paisagem interessante ou de algum problema do seu bairro, leve ao Café ZH. Podemos aproveitar nas seções Em Foco, Minha Turma e Foto do Leitor, publicando-as nas próximas edições do caderno

- Outra seção do caderno é o Leitor-Repórter. Se o seu bairro sofre com problemas de trânsito, infraestrutura ou falta de serviços, você pode relatar essas questões no encontro

- Leve fotos do seu mascote para que ele apareça na seção dedicada aos bichinhos de estimação, Meu Mascote

- Já fotos de bebês podem ser publicadas na seção Novo Morador

- Da sua casa, você observa uma paisagem bonita? Tire uma foto e leve-a ao encontro. Podemos utilizá-la na seção O Bairro da Minha Janela

- Muitos moradores gostam de registrar no papel uma história curiosa ou lembranças da região. Se você faz parte desse time, leve seus textos e divida essas histórias. Elas poderão ser publicadas na seção Eu e Meu Bairro

Sábado tem arraial na Félix

28 de junho de 2013 0

Por Norah Dietrich, do Conselho de Blogueiros

Pipoca, quentão e som de quadrilha. O friozinho chegou e, com ele, a época das tradicionais festas juninas (e julinas!). Se você,  como eu, adora uma quermesse,  aqui está uma ótima dica: o Arraial da Félix!

Uma das calçadas mais famosas do bairro abrigará o evento, promovido pelas lojas Espaço Boho, Indiada, Budha Khe Rhi, Uruguay Store, Aragana, Chiquita Bacana, Histórias na Garagem e Los Corrales. Será a terceira edição do tradicional arraial, que iniciou em 2010, mas não foi realizado no ano passado.

De acordo com Ana Kanarzveski, da Espaço Boho, a calçada estará toda enfeitada com bandeirinhas para recepcionar os visitantes.  Entretanto, cada loja participante será responsável pela tematização e pelas atividades de seus estabelecimentos. Na Espaço Boho, por exemplo, será servido quentão e os descontos serão conhecidos por uma divertida pescaria.

Gostou? Então, prestigie! É neste sábado, 29 de junho,  a partir das 15h, na calçada da Rua Félix da Cunha, bairro Moinhos de Vento.

A incoerência dos cheiros

26 de junho de 2013 0

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Passei esses dias pelas ruas do Moinhos de Vento. Eu estava indo almoçar, mas ainda não tinha certeza de onde, pois temos aqui muitos restaurantes maravilhosos e de vários preços.

Seguindo pela Hilário Ribeiro, percebi de longe uma aglomeração de pessoas em frente a um dos restaurantes ali existente e ouvi uma pessoa dizer que a fiscalização tinha estado ali por oito vezes e ia embora porque tudo estava em ordem. Os clientes estavam reclamando que era um absurdo essas denúncias, tudo era muito bom e almoçavam ali já faziam muitos anos. Passei e percorri a Padre Chagas com atenção e olhando como se estivesse fazendo um “Uni Duni Te” para ver aonde ia me sentar.

No horário de almoço, essas ruas ficam lotadas de pessoas indo de um lado a outro para comer e depois para o cafezinho. Foi quando passei por um grupo de mulheres que diziam estar inebriadas pelo cheio vindo de um pequeno restaurante do bairro. Uma delas disse que dava vontade de desmaiar com o cheiro bom, e as outras riram.

Na Praça Maurício Cardoso, o cheiro vindo do restaurante me ativou as papilas da degustação, mas estava muito cheio, e segui em frente, pois naquele dia queria um local mais calmo para refletir sobre algumas coisas, e segui pela Tobias da Silva e vi a quantidade de opções que ali existem.

Nessa minha peregrinação intencional de procurar um local para comer, acabei sentindo cheiros variados e convidativos, sentei em um local mais calmo, pedi um prato e uma taça de vinho tinto para ficar saboreando aquela iguaria com calma e com prazer.

Conversando com o atendente mais tarde, perguntei para ele se ele já tinha se dado conta dos cheiros e aromas que o Moinhos exala no horário do almoço.

E, para a minha surpresa, ele disse que eu deveria ser poeta, pois eles recebiam muitas reclamações dos prédios à volta do cheiro emitido pelas chaminés altas — e dentro das normas da lei —, sorri, e ele continuou com sua explanação sobre os cheiros. Agradeci, me levantei e fui embora pensativa sobre os diferentes efeitos dos cheiros.

Assisti ao dvd “O Tempero da Vida” e fui tentar entender sobre cheiros, aromas e paladar, afinal, o filme fala da “canela doce e ardente como toda a mulher, pimenta picante e ardida como o sol e o sal utilizado para dar mais sabor à vida.”

Percebi, depois de assistir ao filme, que os sabores e aromas nos levam a viajar na imaginação, como a moça que disse que iria desmaiar com o cheiro, nos levam a procura de algo que não sabemos explicar no momento da procura, do prazer e do sabor que é um alimento bem temperado e feito com amor, pois os temperos orbitam na alma de quem cozinha, de quem cria algo para se degustar, provoca os sentimentos do paladar, do gosto pela vida.

Lembrei as pessoas em frente àquele restaurante que elas julgam maravilhoso, mas que tem gente que não suporta o cheiro dos temperos produzidos pelas suas misturas.

É, acho que devo ser uma poetisa como disse àquele atendente que conversei, pois sinto sabor e aromas entrando pelas minhas narinas e inundando minha alma de prazer. E vou continuar caminhando pelo Moinhos de Vento e sentir a variedade de aromas emitidos por seus restaurantes no horário do meio-dia e pensar novamente na incoerência dos cheiros para as pessoas.

O Lado B do Parcão

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Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

O lado B de um vinil sempre foi aquele onde os hits não estavam, mas com o tempo descobrimos que ali estavam os clássicos. Isso é papo de quem viveu a era do vinil na sua essência.

O Parque Moinhos de Vento para mim é assim. O Lado A sempre foi o do lago, do moinho, do estacionamento, da corrida e das crianças. Onde todos vão para ver e serem vistos e onde quase todos consideram apenas existir.

Mas, se você atravessar a avenida há outro o lado. Aquele que tem o esporte, os concertos comunitários de final de ano, onde os cachorros brincam livres e onde tem a escola. Esse é o Lado B.

Durante um tempo, ele foi mal cuidado. Seus canteiros não eram margeados, ali não tinha flores, poucas crianças brincavam nos clássicos brinquedos e onde os cachorros brincavam felizes, soltos. O Lado B do Parcão era a essência da liberdade canina.

No dia da foto fui levar minhas cachorras para passear. Estava frio e havia chovido no dia anterior. Percebi que tinha mudado. Os canteiros ganharam trato e mostravam seu resplendor, a grama foi cortada, as quadras estavam todas ocupadas, muitas crianças brincavam nos tradicionais brinquedos, outras muitas patinavam e um som me chamou a atenção. Não vinha de carro, era acústico. Neste dia o Lado B do Parcão ganhou trilha sonora de um músico que trouxe seu ensaio para o quintal. E, ao som de Beatles, a luz do final de um sábado de outono ganhou graça junto a felicidade dos cachorros.

O Lado B do Parcão já é um clássico.