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Posts na categoria "Parcão"

Frequentadores pedem melhor iluminação para o Parcão

16 de abril de 2014 0

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Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Nem para correr, nem para sentar. Maior área de lazer da região, o Parcão tem perdido o sentido depois que o sol se põe, sendo, em muitas vezes, evitado pelos usuários. Com apagões recorrentes e iluminação insuficiente em vários pontos, é raro encontrar quem se aventure a praticar esportes ou ocupar os bancos à noite.

– Perto dos banheiros, a partir das 20h, há prostituição. Os garotos de programa usam o parque porque está encoberto pelas árvores, com pouca iluminação. Já para quem corre se torna perigoso, porque há muitas raízes, pedras e desníveis –  observa Luciano Alves, 44 anos.

Morador da Travessa Angustura, o publicitário utiliza o local diarimanete para correr ou andar de bicicleta. Depois de oito anos vividos em São Paulo, lamentou a constatação de que o “seu quintal”, como se refere ao Parque Moinhos de Vento, não era utilizado pelos porto-alegrenses após o horário comercial. A inquietação de Luciano motivou a organização do primeiro Piquenique Noturno realizado no local, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o problema da iluminação e motivar a ocupação do espaço também à noite. Outros eventos –  como o Piquenique Noturno com os Chefs –  foram e continuam a ser realizados no parque, mas ainda não são suficientes para encorajar os usuários à utilização noturna do Parcão.

–  Não é seguro, principalmente onde tem muitas árvores. A iluminação não é suficiente, mas também tem a questão da segurança. As pessoas ainda não têm o hábito de utilizar os parques da cidade à noite – opina a estudante Laura Krebs, que frequenta o Parcão semanalmente.

A blogueira Úrsula P. Dutra Christini lembra que, durante o horário de verão, as pessoas utilizam o parque até mais tarde.

–  Agora, no inverno, caminhar às 18h já mostra limitações. Não são todas as pessoas que se aventuram nessa empreitada. Certamente, uma boa iluminação no Parcão geraria, no mínimo, um sentimento de mais segurança para todos nós.

Usuários relatam apagões à noite

Morador do Higienópolis,Wilson Rocha Júnior, que costumava correr no local, compartilha da opinião da estudante. Ele destaca os “apagões”, noites em que a iluminação do Parcão simplesmente não é ligada, como um fato recorrente.

–  Passo por lá de bicicleta, à noite, e nada mudou. Até me lesionar, eu corria lá, mas só porque sabia que o máximo que poderiam levar era o meu tênis.

O blogueiro do ZH Moinhos Eduardo Viamonte também testemunhou a falta de luz:

–   Corro no parque depois de escurecer, desde os anos 1990. Os apagões sempre existiram, mas se intensificaram, de forma intermitente, nos últimos anos, aumentando os riscos de assaltos e de tombos. Com a temida questão da violência crescente, alguns amigos foram deixando de frequentar o Parcão à noite. As ruas, e até mesmo o entorno da Redenção, têm sido minha opção.

Abordada pelo ZH Moinhos em dezembro, a questão da iluminação do parque já está na pauta da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que, na ocasião, comentou o assunto contemplando a possibilidade de abrir a licitação para o projeto em janeiro deste ano.

Contatada novamente pela reportagem, no entanto, a secretaria disse que o documento não deve ser liberado antes de maio. A razão, segundo a Smov, é que, por se tratar de um projeto mais complexo do que o das demais praças que receberam reforço na iluminação nos últimos meses, ele ainda está sendo elaborado pelos engenheiros e técnicos da pasta.

Questionado sobre os apagões, o diretor de iluminação pública da Smov, Luiz Fernando Colombo, enviou uma equipe da Divisão de Iluminação Pública (DIP) para realizar uma vistoria no Parcão na terça-feira, e informou que foram encontradas lâmpadas queimadas. A manutenção seria realizada nesta quarta-feira.

Registre as belezas do outono

21 de março de 2014 0

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Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

No dia 20 de março, chegou o outono. Mais precisamente, às 13h57min. E, para não perder o costume de fazer posts sobre a troca das estações, movimentar o blog do ZH Moinhos e ainda ativar os leitores que adoram registrar a vida em suas câmeras fotográficas, embutidas em seus celulares ou não, convido os vizinhos e leitores a capturarem a chegada do outono e enviarem para o e-mail moinhos@zerohora.com.br. Vale qualquer imagem da região que nos remeta à essa estação ou à troca dela. Trago a imagem dessas árvores (acima e abaixo) do Parcão, cujos tons de suas folhas, logo me levaram ao calendário e me fizeram perceber a tão rápida chegada do outono de 2014.

Além de mandar fotos por e-mail, você pode, também, compartilhar pelo Facebook de ZH Moinhos, ou ainda, participar pelo Instagram, usando a tag #outonozh, com a hashtag #ZHmoinhos para os registros feitos nos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Floresta, Independência, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Veja imagens do outono enviadas pelo Instagram de ZH, em http://zhora.co/1l8oEem

Clique aqui para conferir todas as fotos que foram enviadas com a hashtag #ZHmoinhos

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Reformas na Escola Uruguai para começar 2014

30 de janeiro de 2014 0

Para abrir as portas em 24 de fevereiro, Escola Uruguai, localizada no Parcão, se adequa às exigências dos bombeiros

Matheus Beck - matheus.beck@zerohora.com.br

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Uruguai, no Parcão, luta para deixar os transtornos de 2013 no passado. Depois de encerrar um ano atribulado com infiltrações, faltas de luz e períodos sem aula, a instituição utiliza o recesso para fazer uma grande reforma. O objetivo é chegar a 24 de fevereiro, quando voltam as aulas, sem nenhum problema estrutural.

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Em novembro, quando um temporal atingiu o Moinhos de Vento, o gerador da escola foi danificado. Por uma semana, os estudantes ficaram sem aula devido à falta de energia elétrica. Quando retornaram, tiveram de conviver com salas iluminadas apenas por luz natural. A merenda teve de ser retirada dos refrigeradores para não estragar. Até as árvores do parque se tornaram hostis por não receberem a poda adequada e danificarem o telhado. Por tudo isso, um grupo de pais passou a se reunir toda semana para ajudar na rotina escolar.

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— Foi uma semana inteira sem ventilador e merenda durante um período de provas. Conseguimos a colocação de um transformador provisório, mas muitos pais ficaram exaltados com medo de que as aulas não recomeçassem em 24 de fevereiro. Queremos que as coisas andem até o início do ano letivo — afirma Rosane Herrmann Ferreira, mãe de aluno da 2º série.

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A desconfiança aumentou com o histórico de problemas na escola. Infiltrações em tetos e paredes, e o desacordo com as normas de segurança exigidas pelos bombeiros ampliaram a apreensão. No entanto, segundo a diretora-adjunta do Departamento Administrativo da Secretaria Estadual da Educação, Sônia Costa, não há risco de as aulas reiniciarem sem as adequações necessárias. Isso porque, conforme a diretora, uma reforma na parte elétrica foi iniciada em 14 de janeiro e deve ser concluída nas primeiras semanas de fevereiro. Toda a fiação foi substituída, e um novo gerador com maior capacidade será instalado.

— Em relação ao Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), foram instalados todos os itens exigidos e estamos aguardando para agendar uma nova visita dos bombeiros. A previsão é que até o início do ano letivo a escola esteja funcionando — diz Sônia.

De acordo com a diretora da Escola Uruguai, Arlete Xavier, as luzes de emergência e a sinalização das saídas foram refeitas. Oito extintores foram substituídos por 22 novos equipamentos. Já as podas das árvores começaram a ser feitas nesta semana.

O que ainda faltará são a reforma no telhado e na estrutura do ginásio, e a pintura da escola. Conforme a secretaria de Educação, já foi iniciada a coleta de propostas para a substituição da cobertura.

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Após pontos do PoaBike, Bom Fim ganhará ciclovia

11 de setembro de 2013 0

Por Matheus Beck

Pelo menos três ruas do Bom Fim terão espaço exclusivo para a circulação de ciclistas até o final do ano. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) negocia com moradores e comerciantes a implantação de 1,7 quilômetro de ciclovia na região. As obras estão previstas para começar em outubro.

> Leia o post do blogueiro João Victor Eltz sobre andar de bike na Vasco da Gama.

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Serão construídas pistas nas ruas Vasco da Gama e Irmão José Otão, entre a Miguel Tostes e a Barros Cassal, em um trecho de 1,1 quilômetro. Elas serão conectadas à Osvaldo Aranha pelas vias General João Telles e Barros Cassal, com cerca de 300 metros em cada uma. As faixas ficarão à esquerda das pistas, no lado oposto a paradas de ônibus, pontos de táxi e contêineres. Pontos de estacionamento serão diminuídos ou retirados para facilitar a passagem dos ciclistas.

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– Isso tem de ser preservado: gente na rua. Temos de dar qualidade para que as pessoas possam frequentar o comércio do bairro – afirma o gerente de projetos de mobilidade da EPTC, Antônio Vigna.

Ele e a chefe da equipe de cicloviários da EPTC, Lúcia Maciel, explicam que o trajeto acaba na Redenção por ser um local seguro para a circulação de bicicletas. O início a uma quadra da Goethe é atribuído a um “nó técnico”, pois a via é mais estreita nesse local. Uma futura ligação com a avenida deve ser feita pela Cabral.

A falta de comunicação entre os trechos de ciclovia desagrada a urbanista Renee Nycolaas. Holandesa e moradora do Bom Fim, o que lhe preocupa é a falta de continuidade entre as pistas que, se, por um lado, incentivam o uso das bikes, por outro, inibem as pessoas de sair devido à falta de segurança:

– Quem anda nas ciclovias ou continua em uma rua que não está preparada para ciclistas, no meio dos carros, ou para de andar. Tem de ser feito também esse trecho da Goethe, senão, vai gerar mais perigo do que há hoje.

A ciclovia também dará estrutura para o uso das estações de bicicletas de aluguel (confira os pontos em funcionamento na região no mapa abaixo). O trajeto no Bom Fim faz parte da primeira rede prevista no Plano Diretor Cicloviário, que prevê 24 quilômetros de ciclovias na cidade até o fim do ano.

Para saber mais sobre as estações de aluguel de bicicletas e conferir os pontos em toda a cidade, acesso o site do PoaBike.

matheus.beck@zerohora.com.br

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O Lado B do Parcão

13 de junho de 2013 2

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

O lado B de um vinil sempre foi aquele onde os hits não estavam, mas com o tempo descobrimos que ali estavam os clássicos. Isso é papo de quem viveu a era do vinil na sua essência.

O Parque Moinhos de Vento para mim é assim. O Lado A sempre foi o do lago, do moinho, do estacionamento, da corrida e das crianças. Onde todos vão para ver e serem vistos e onde quase todos consideram apenas existir.

Mas, se você atravessar a avenida há outro o lado. Aquele que tem o esporte, os concertos comunitários de final de ano, onde os cachorros brincam livres e onde tem a escola. Esse é o Lado B.

Durante um tempo, ele foi mal cuidado. Seus canteiros não eram margeados, ali não tinha flores, poucas crianças brincavam nos clássicos brinquedos e onde os cachorros brincavam felizes, soltos. O Lado B do Parcão era a essência da liberdade canina.

No dia da foto fui levar minhas cachorras para passear. Estava frio e havia chovido no dia anterior. Percebi que tinha mudado. Os canteiros ganharam trato e mostravam seu resplendor, a grama foi cortada, as quadras estavam todas ocupadas, muitas crianças brincavam nos tradicionais brinquedos, outras muitas patinavam e um som me chamou a atenção. Não vinha de carro, era acústico. Neste dia o Lado B do Parcão ganhou trilha sonora de um músico que trouxe seu ensaio para o quintal. E, ao som de Beatles, a luz do final de um sábado de outono ganhou graça junto a felicidade dos cachorros.

O Lado B do Parcão já é um clássico.

Arte e vandalismo convivem no Parcão

08 de maio de 2013 0

Por Úrsula P. Dutra Christini

A arte é uma forma de expressão muito apreciada. Há vários tipos e ramos das artes. Já a pichação é uma forma de expressão marginalizada. Muito invasiva, ela acaba saindo do campo das artes. Já fiz post sobre os “arteiros”, que conseguem pichar paredes de altos andares em prédio da Independência.

Já fiz post de uma artista que morava no Auxiliadora que revela sua expressão através da arte urbana. Já trouxe fotos de uma árvore, também no bairro Auxiliadora, que recebeu o trabalho de uma artista ao colorir todo seu tronco. Mas hoje trago a foto de um orelhão bem “expressivo”.

Localizado no Parcão, no bairro Moinhos de Vento, além de ter sido pichado, por alguma razão, recebeu uma “roupa” toda trabalhada por algum artista que também resolveu se expressar. Arte e vandalismo juntos. Um contrabalanceando o outro. Infelizmente, ainda encontramos esses contrastes em nossa sociedade.

Fica aqui o desejo de que o artista inspire o arteiro, o grafiteiro inspire o pichador, e de algum modo esses contrastes se amenizem. Enquanto isso, o orelhão está ali no Parque Moinhos de Vento não nos deixando esquecer da arte e da arte marginalizada.

Saiba mais
– Os orelhões da Oi sofrem, diariamente, danos por vandalismo.
– De acordo com a empresa, nos quatro primeiros meses de 2013, foram danificados por atos de vandalismo, em média, 10% dos cerca de 60 mil orelhões instalados no Rio Grande do Sul, ou seja, aproximadamente 6 mil orelhões.
– Do total de orelhões que apresentam defeitos, 90% são em virtude de atos de vandalismo, principalmente por danos em leitora de cartões, monofone, teclado, pichações e colagem indevida de propaganda de empresas nas máquinas e protetores de fibra (orelhas).
– Solicitações de reparo podem ser feitas pelo telefone 10314.