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Posts na categoria "Projetos"

Ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

03 de abril de 2014 0

Gonçalo

 

Os moradores da Gonçalo de Carvalho, apelidada a rua “mais bonita do mundo” _ que divide os bairros Independência e Floresta _ querem deixá-la ainda mais bela. A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi) pretende reformar os canteiros e melhorar a vegetação no entorno do Shopping Total. A associação se encarregará da troca da placa com o decreto do tombamento da via e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) recolocará a identificação das árvores. O objetivo é marcar um ato para caracterizar a ação.

Segundo a Smam, o pedido ainda está sob análise técnica, uma vez que há fatores que devam ser levados em conta, como o fato de que a colocação de flores e folhagens encobre as raízes, aumentado a umidade no local, e que é preciso compatibilizar os pedidos da comunidade com as características de solo daquela região. As placas que identificam as árvores já foram confeccionadas, e a previsão é de que sejam instaladas até o final do mês.

Leia mais sobre outras duas novidades comemoradas pela Amabi, a restauração de um casario na Independência e a reforma da Praça Dom Sebastião.

C de Criatividade e de Cidadania

06 de fevereiro de 2014 1

Para dar nova vida à região, grupo de 44 artistas lança o Distrito Criativo de Porto Alegre, que contemplará bairros como o  Floresta

Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Há cerca de três meses, 44 artistas e empreendedores (alguns deles, na foto abaixo) se reúnem para dar cara nova ao 4º Distrito – região da cidade ao norte do Centro Histórico que compreende o Floresta e outros bairros. Mas não apenas recuperar sua história e cultura. Baseado nos conceitos de economia criativa, do conhecimento e da experiência, o objetivo é desenvolver o espaço urbano e torná-lo um mercado ativo nos próximos cinco anos.

distritoCfoto

No passado recente, a região era conhecida como o polo industrial de Porto Alegre. Praças e parques serviam de ponto de encontro de jovens. Bem diferente dos espaços degradados atualmente. O grupo, porém, não busca apenas a reforma de locais históricos ou ações culturais. Segundo o professor Jorge Piqué, da agência de inovação social UrbsNova, idealizador do Distrito Criativo, também chamado de Distrito C, os projetos serão tanto de preservação quanto criação:

– Queremos é que traga benefícios à região. Por um lado, pressionando a prefeitura, mostrando que há uma indústria que precisa de condições mínimas para existir. E, por outro, que nós mesmos, que somos criadores, busquemos soluções.

O coletivo se vale de experiências semelhantes realizadas em outros países, mas também em Porto Alegre, como o Cidade Baixa em Alta. A ideia é que se forme um senso de identificação entre os moradores com a região a ponto de intervir na realidade dela, e não apenas reivindicar e aguardar a solução por parte dos governantes.

Jorge

– O fato de a gente fazer coisas não libera a prefeitura de fazer as obrigações dela. A macrodrenagem e a limpeza urbana são funções dela. Mas a nossa questão não é só de demanda, e sim de tudo que podemos fazer como cidadãos. A pintura dos bueiros e de bocas de lobo, por exemplo, é proibida. No entanto, os moradores da Cidade Baixa conversaram com a prefeitura e até a EPTC apoiou a ação – exemplifica Piqué (na foto acima).

– O Distrito C está mostrando à cidade um bairro que estava esquecido e que as pessoas ainda não conhecem, perto de todos os lugares mais valorizados e com uma mistura de interesses e atividades como poucos. Nós, da Bolsa de Arte, saímos em busca de um espaço mais importante e com melhor condições de mostrar o trabalho dos artistas sem limitações de tamanho, um lugar ideal para exibir arte – afirmou Marga Pasquali, empresária.

Atualmente, vários grupos de trabalho foram formados para discutir assuntos como segurança, identidade visual e patrimônio. Associações de moradores, como o Refloresta, atuam na intermediação da relação com os vizinhos e como consultores sobre os problemas da região. Mais que revitalização cultural, o Distrito C é um local de inovação social.

Confira a relação completa dos participantes

Mais informações sobre o Distrito C pode ser obtidas pelo e-mail agenciaurbsnova@gmail.com ou pelo telefone (51) 9830-0994

Linhas de ação

Os grupos de trabalho tem se reunido para tratar de alguns temas. Eles discutem, levantam ideias e desenvolvem projetos divididos em cinco eixos principais. Confira quais são

– Revitalização urbana –  melhorias na infraestrutura, microdrenagem, iluminação, limpeza, segurança, mobilidade, condições de comércio, valorização das áreas verdes e do meio ambiente, disponibilização de equipamentos de lazer, preservação de fachadas, defesa do patrimônio histórico e implantação de uma horta comunitária.

–  Inclusão social –  identificar grupos sociais em situação de risco e dar apoio às entidades que trabalhem com essas pessoas.

–  Design de território – criar uma identidade própria ao distrito desde a sinalização (mapas, cartazes e identificação do mobiliário urbano), passando pela arte pública (grafite, fotografias, esculturas), e até eventos (festas, caminhadas, pedaladas).

– Atividades de integração e formação –  promover o sentido de identificação com o bairro entre os moradores por meio de palestras, cursos, eventos artísticos, ações coletivas, além da recuperação e divulgação da história do distrito.

– Turismo criativo – aproximar turistas de outras áreas de Porto Alegre, do estado e do país à vivência dos moradores, com visitas a ateliês, oficinas e eventos locais.

Projeto Vizinhança convida moradores a ocupar casas abandonadas neste fim de semana em Porto Alegre

22 de novembro de 2013 0

Bruna Vargas ➧ bruna.vargas@zerohora.com.br

Casa legal era a da Vó Clara. Depois de cansar de tanto correr no pátio, a chegada na oficina do Vô Serafim garantia mais algumas horas de diversão. Chaves de fenda, porcas e parafusos viravam peças de uma quebra-cabeças que sempre remontava uma brincadeira.

Pelo menos essa é a lembrança de Aline Bueno, uma das organizadoras do Projeto Vizinhança, sobre o que considera ser a sua referência de casa. A residência dos avós, em Santa Maria, não faz mais parte da sua vida. Mas marcou sua história.

vizinhança

 

Acima, alguns dos artistas envolvidos nesta edição.

Evocar as melhores lembranças – ou expectativas – das pessoas sobre esses espaços é a proposta da 5ª edição do projeto, que chega à Rua Luzitana neste fim de semana. Sob o tema Casas da Memória, o evento convida a vizinhança a se aprochegar aos imóveis de número 1.208, 1.218 e 1.228 para uma experiência que reunirá diferentes atrações com um único objetivo: levar um pouco de arte e cultura a espaços ociosos da cidade, promovendo a convivência entre vizinhos.

– Todo mundo tem uma casa, seja da infância ou que sonha em comprar. É um símbolo muito forte de vizinhança – explica Aline.

A quinta edição do Projeto Vizinhança contará com oficinas, apresentações teatrais, shows musicais e intervenções de artistas plásticos, além de almoços coletivos e a participação do chef Rodrigo Paz, do projeto Comida de Rua.
O próprio lugar escolhido para as atividades irá vigorar apenas na memória da cidade em breve. As três casas, emprestadas pelo dono para o evento, serão demolidas para dar lugar a um empreendimento. Antes disso, porém, ganharão mais uns tijolinhos na construção da memória afetiva dos vizinhos.

– A Márcia (Braga, idealizadora do projeto) morou na Espanha, onde esse tipo de atividade é bem mais comum. O foco é usar espaços ociosos, por um espaço de tempo delimitado. É para ser efêmero mesmo.

Na Luzitana, as atividades – gratuitas, à exceção dos comes e bebes – ocorrerão entre sábado e domingo, das 10h às 19h.
O Projeto Vizinhança é capitaneado por Aline Bueno e Márcia Braga, e é colocado em prática com a ajuda de colaboradores. As quatro primeiras edições, entre 2012 e junho de 2013, mobilizaram mais de mil pessoas.

Agende-se

– O que: Casas da Memória, 5ª edição do Projeto Vizinhança
– Quando: sábado e domingo, das 10h às 19h
– Onde: Rua Luzitana, 1.208, 1.218 e 1.228
– Quanto: gratuito
– Mais informações no Facebook do Projeto Vizinhança
– Observação: o evento ocorre mesmo em caso de chuva

casas

Programação

SÁBADO
10h30min – Oficina de origami com Barbara Benz. Artistas Renata Ibis, Pedro Lunaris e Bianca Barrios estarão trabalhando no local
11h – Cenas da peça de teatro Pra Hoje só Marmotta, com Lia Motta, baseada na obra de Manuel de Barros, Memórias Inventadas
l 11h30min – Abertura da exposição exposição fotográfica acessível Sentindo o Mar e bate-papo com a curadora, Antonia Wallig
12h – Almoço coletivo: carreteiro oferecido pela Cabral Arquitetos
14h – Artistas Diego Ferrer e Panaiotis Constatinou estarão trabalhando no local
14h30min – Oficina de cerâmica para crianças com a artista visual Loren Gay
15h – Contação de histórias com Patricia Vieira. Artista Cles Lachmann estará trabalhando no local
16h – Intervenção de Raisa Torterola
17h – Caminhos Trilhados, sarau poético e exposição com Conça Dornelles
18h – Bate-papo com os artistas Antonio Augusto Bueno, Augusto Lima e Felipe Caldas. Eles falarão sobre o próximo projeto do grupo Risco Coletivo, que ocorrerá em uma das casas

DOMINGO
10h – Artista Ney Caminha estará trabalhando no local. Projeto Circuito Grude, com lambe-lambes de várias cidades do Brasil
11h – Oficina de reciclagem, com Vanessa Kaminski
11h30min – Oficina de cianotipia, com a artista Amanda Teixeira
12h – Almoço coletivo (churrasco)
14h30min – Ação poética Linha da Vida, com Ricardo Ayres
15h – Pocket show, com Fabrício Fortes
15h30min – Contação de Histórias, com Jeane Bordignon
16h – Pocket show, com Alexandre Leeh
17h – Chef Rodrigo Paz e oficina de artesanato sustentável, com Renata Fontoura
17h30min – Performance de Raisa Torterola

Uma das casas contará, ainda, com duas exposições: Sentindo o Mar, de Antonia Wallig, e Nós no Projeto, com trabalhos produzidos nas oficinas do Projeto Vizinhança durante o ano

 

Passeio Independência, o plano para revitalizar a Avenida Independência

31 de outubro de 2013 0

Mateus Bruxel

Por Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Uma simples caminhada pela Avenida Independência e você tem a sensação de que aterrissou em Porto Alegre a bordo de uma máquina do tempo desregulada. Calçadas com larguras diferentes, casarios com fachadas que destoam de outras construções, poluições visual e sonora. A impressão é de que o bairro não pertence à própria época.

– Hoje ele é uma mistura de tempos – define a arquiteta e urbanista Taís Lagranha Machado.

A explicação da sócia-proprietária da Urbana Arquitetura soa como crítica, mas a intenção é inversa. Autora do projeto Passeio Independência, que busca revitalizar o eixo da avenida entre as praças Dom Sebastião e Júlio de Castilhos, Taís tenta engajar moradores, comerciantes, instituições, associações e prefeitura na luta pela preservação de uma das áreas consideradas patrimônio histórico do município.

O grande fluxo de veículos e a subutilização dos espaços públicos são os principais empecilhos.

– A gente está propondo entender o que o Independência é hoje e trabalhar o usar. Valorizar os espaços com nova sinalização, criação de um roteiro, levar feiras e cinema ao ar livre para as praças – sugere.

A mobilização não é tão recente. Em 2008, vizinhos se reuniram para reivindicar melhorias. Com auxílio da prefeitura, levaram a ideia ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) e, em 2011, conseguiram a aprovação do início dos estudos preliminares. Na última terça-feira, ele foi apresentado na Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb). Moradora da Rua Garibaldi, a professora aposentada Marilia Cardoso aprova o projeto e destaca que ele servirá como diretriz para que seja preservado sem perder a identidade:

– Ele não deixa fantasiar a Independência. Mostra o patrimônio como é. É uma joia de brilhantes, e não podemos substituí-la por vidros.

>> Confira um post de Marilia Cardoso sobre a importância do projeto e um histórico do movimento pela revitalização da Independência

SAIBA MAIS

O projeto Passeio Independência surgiu com a ideia de criar um corredor cultural, mas à evolução dos estudos foi percebido que a avenida se destaca pelo valor arquitetônico e urbanístico. Com as adaptações, ele foi alicerçado em quatro pilares. Veja quais são

– Recuperação de identidades – definir a identidade e personalidade do bairro com a padronização dos equipamentos urbanos (canteiros, bancos, telefones), sinalização de pontos importantes, contextualização com o resto da cidade e divulgação de eventos na região

– Multiuso dos espaços – promover usos coletivos diversos (feiras, caminhadas, cinema) e zonear os espaços para a realização de shows e eventos gastronômicos, por exemplo

– Valorização do passeio – eliminar os obstáculos das calçadas, baixar a altura da iluminação para se adequar aos pedestres e construir rampas e sinalização tátil para pessoas com deficiência

– Práticas sustentáveis e bem estar – configurar zonas de estar para promover o encontro das pessoas, como bancos em áreas largas e estações de bicicletas de aluguel

Passeio do Viva o Centro a Pé irá ao Quarto Distrito de Porto Alegre

22 de outubro de 2013 0

Moinho

 

Crédito: Guilherme Santos, PMPA, Divulgação

A próxima edição da caminhada orientada do Viva o Centro a Pé, no sábado, irá ao Quarto Distrito de Porto Alegre. O roteiro passa pela Rua Paraíba, até o antigo Moinho Rio-grandense. Depois, a caminhada segue por algumas ruas da região, com passeio de ônibus pelos armazéns da rua Voluntários da Pátria. A saída será em ônibus da Carris, às 10h, no totem do Caminho dos Antiquários, na Demétrio Ribeiro em frente à Praça Daltro Filho, com duração aproximada de duas horas.

Interessados devem solicitar inscrição pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com e aguardar confirmação. Para participar, é necessário doar alimentos não perecíveis. Outra opção é a doação de ração para cães e gatos, que será destinada aos animais, por meio da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda).

Quem orienta a atividade é a arquiteta Leila Nesralla Mattar, especialista em Projeto de Arquitetura Habitacional (PROPAR/UFRGS), doutora em História, docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS e da Faculdade de Engenharia da PUCRS. Mais informações no site do projeto Viva o Centro a Pé

As informações são da prefeitura de Porto Alegre.

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Encontro sobre o bairro Independência nesta terça-feira

22 de outubro de 2013 0

Por Marilia Costa Cardoso, do Conselho de Blogueiros

IndependenciaCrédito da foto: Ricardo Duarte

Desde 1º de maio de 2008, moradores do bairro Independência vêm lutando pela preservação da região e, principalmente, da Avenida Independência. Cada casario, cada esquina, cada praça, cada calçada desta avenida conta muito da história de nossa cidade. Por isso, lutamos por sua revitalização e preservação, tanto do patrimônio material como o cultural. Depois de um período de tratativas e trabalhos, finalmente em 2011, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) aprovou o projeto de revitalização.

Este projeto, chamado Passeio Independência, poderá ser levado como exemplo de valorização e respeito por nosso Patrimônio Histórico Cultural a outros bairros e regiões. Cada um, avenida, rua, bairro, região tem sua identidade e o importante é que isso seja preservado.

Não é fácil, pois além de um trabalho constante, existem diversos períodos de altos e baixos. O importante é não desistir. Chegar a essa etapa em que esse projeto chegou já é uma vitória e isso poderá ficar como um marco, um estímulo, um motivo de orgulho. Mesmo que nenhum nome seja mencionado, mesmo que não haja medalhas e homenagens, o importante é que mesmo por um momento, aquilo que tanto pedimos, se concretize: a Independência volte novamente a sorrir.

O projeto Passeio Independência, que será apresentado, é composto por um estudo realizado pela Urbana Arquitetura, onde é colocada a revitalização da paisagem urbana, recuperação de identidades e introdução de práticas sustentáveis e saudáveis á vida na cidade. A agência de inovação social UrbsNova apresentará uma maneira nova de ver a região, introduzindo ideias e eventos para que a Independência resolva seus problemas de maneira criativa. Encerrando a apresentação do projeto, será mostrado um exemplo de revitalização orientada pela Studio 1, onde o proprietário de um casario, entendeu a necessidade de revitalizá-lo, valorizando assim seu imóvel e o bairro. A valorização do bairro é importante para que todos possam viver e conviver bem.

A Independência tem diversos exemplos de trabalho, de força e luta, todos estão dispostos a ajudar, mas existem problemas para serem resolvidos e para tal, são necessárias medidas administrativas, e isso a comunidade não pode fazer. Se o projeto for aprovado, cada um fará sua parte, moradores e prefeitura, e juntos evitaremos que uma parte de nossa história seja esquecida: revitalizando, preservando e recuperando o patrimônio cultural histórico, artístico e paisagístico da Independência.

Nesta terça-feira (22 de outubro), esse trabalho será apresentado ao CMDUA, e se priorizadas as propostas, será constituída Comissão Técnica para a elaboração do anteprojeto executivo. A apresentação será às 18h no prédio da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), Avenida Borges de Medeiros, 2244, com entrada pelos fundos do prédio.

Participe, você é a parte mais importante desse projeto.
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Projeto Simultaneidade: muito além da restauração do Vila Flores

17 de outubro de 2013 0

Projeto prevê reunir intervenções artísticas no Vila Flores, no bairro Floresta, para estreitar a relação entre os moradores e criar um novo referencial sobre a ocupação de espaços públicos

Por Matheus Beck
matheus.beck@zerohora.com.br

Um projeto busca levar um sopro de vida ao casario Vila Flores, no Floresta. Intitulado Simultaneidade, ele reunirá 30 coletivos artísticos para realizar intervenções culturais no complexo multiuso, em dezembro.

A ação é simultânea à revitalização do prédio e busca discutir a subutilização dos espaços públicos. O objetivo é estimular a ocupação dos moradores com a realização de atividades artísticas e culturais. Serão três dias inteiros em que as pessoas poderão circular pelas ruas internas, participar de oficinas diversas, assistir a apresentações e compartilhar bolos, sucos e experiências.

VilaFlores2

– A gente buscou que todos os dias tivessem atividades nas quais todas as pessoas participassem independentemente do interesse de cada uma. É uma provocação. As pessoas precisam desenvolver o sentimento de pertencimento para que percebam que elas fazem parte da construção e da transformação da cidade _ afirma a arquiteta Márcia Braga, responsável pelo Projeto Vizinhança ao lado de Aline Bueno.

Conheça a história do guardião do Vila Flores

Elas criaram a iniciativa em agosto do ano passado a partir da percepção de que Porto Alegre está cheia de espaços ociosos e, ao mesmo tempo, as pessoas cada vez mais distantes.

Nos dias anteriores ao final de semana do evento, outros espaços culturais da cidade receberão atividades, como a presença de arquitetos para conversar com as pessoas sobre lugares históricos do Quarto Distrito _ região que engloba o Floresta. Durante o Simultaneidade, quem quiser promover uma oficina ou mostrar seu talento poderá preencher uma vaga no cronograma do espaço “Vai e faz”.

A maneira mais direta de colaborar com o Simultaneidade é ajudando a financiá-lo. O projeto está inscrito no site Catarse para angariar fundos. Qualquer pessoa pode contribuir com valores distintos, que serão convertidos em brindes e benefícios. Para viabilizá-lo, a ideia é atingir R$ 25 mil. O valor será utilizado na recuperação da infraestrutura do local, instalação elétrica, de banheiros e outros reparos, contratação dos responsáveis pela sonorização, iluminação, palco, segurança e produção e pagamento de cachê simbólico aos artistas.

– O cronograma depende do financiamento. Tínhamos previsto para 6 de dezembro, mas precisa coincidir com o timing do Catarse – diz o arquiteto João Felipe Wallig, da Goma Oficina, escritório responsável por restaurar o Vila Flores.

VilaFlores

Encravado no Floresta desde 1928, o conjunto construído pelo engenheiro e arquiteto José Franz Seraph Lutzenberger tem 2.332m² de área construída. Os três prédios que compõem o complexo são exemplares do legado de Lutzenberger para a cidade, como o Palácio do Comércio, o Orfanato Pão dos Pobres e a Igreja São José. A Goma Oficina, segundo Wallig, não quer apenas restaurá-lo, mas destinar um uso comum aos vizinhos para os anos seguintes:

– Em Porto Alegre, o pessoal é muito pró-ativo com questões cívicas. As pessoas se envolvem em ações de menor impacto, como a dos adesivos nas paradas de ônibus (iniciativa do coletivo Shoot the Shit que identificava as linhas existentes em cada ponto), mas que têm grande poder de reflexão – ressalta Wallig.

VilaFlores3

Atualmente, o casario está com o processo de captação de recursos para sua restauração definitiva em tramitação na prefeitura. O projeto da Goma prevê um uso misto do local, com apartamentos residenciais no prédio da Rua Hoffman, salas comerciais na fachada da São Carlos e equipamentos culturais e outros serviços nos térreos.

Como colaborar

– Acesse o Projeto Simultaneidade no Catarse

–  Escolha a forma de apoio. A cota mínima é de R$ 15

–  Também é possível ceder equipamentos e outros artigos de maneira espontânea, direto com os promotores do evento


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Executivos da SAP virão a Porto Alegre para impulsionar o Quarto Distrito

17 de setembro de 2013 1

Reorganizar o Quarto Distrito, sob a ótica urbana e econômica, tem sido o alvo de encontros quinzenais no Nós Coworking, uma área de escritórios e cocriação instalada no Shopping Total.

Quarto-Distrito

 O extinto cinema Talia e, ao fundo, o prédio da Sociedade Gondoleiros,
com a gôndola no topo, na área do Quarto Distrito. 

– Estamos reunindo desde a comunidade que reside na região até pessoas criativas de diferentes disciplinas para repensar o bairro. Neste contexto, idealizei um projeto para criação de um quadrilátero geográfico nesta região, voltado à economia criativa, batizado de Porto Criativo.

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Walker acredita que a região tem potencial para se tornar um novo polo de economia criativa, tal qual ocorreu em Barcelona, Lisboa e tantas outras regiões que reaproveitaram sua história e cultura fabril para se reinventaram, tornando-se polos criativos com grande força econômica e turística.

–  Em julho, apresentei o projeto à multinacional SAP, que, por sua vez, anualmente elege projetos de interesse social e inovador para serem trabalhados por seus principais CEOS. O Porto Criativo foi um dos eleitos. Assim, receberemos em outubro, no Nós Coworking, um time de CEOS internacionais que vão colaborar com seus conhecimentos para que o tão antigo sonho de reocupar inteligentemente esta região se torne realidade – conta o empresário.

A região que recebia, no século 19, imigrantes alemães que foram se estabelecendo na Avenida Voluntários da Pátria, cresceu até se tornar a zona industrial da cidade. O Quarto Distrito foi o local escolhido por Brahma, Gerdau, A. J. Renner, Fiateci, entre tantas outras, para instalarem suas fábricas. Foi, também, a área que abrigou os operários e suas famílias.

A divisão de Porto Alegre em seis distritos foi instituída em 1892 – o primeiro corresponde ao atual Centro Histórico, e os demais se espalhavam nas direções norte, leste e sul.

Após pontos do PoaBike, Bom Fim ganhará ciclovia

11 de setembro de 2013 0

Por Matheus Beck

Pelo menos três ruas do Bom Fim terão espaço exclusivo para a circulação de ciclistas até o final do ano. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) negocia com moradores e comerciantes a implantação de 1,7 quilômetro de ciclovia na região. As obras estão previstas para começar em outubro.

> Leia o post do blogueiro João Victor Eltz sobre andar de bike na Vasco da Gama.

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Serão construídas pistas nas ruas Vasco da Gama e Irmão José Otão, entre a Miguel Tostes e a Barros Cassal, em um trecho de 1,1 quilômetro. Elas serão conectadas à Osvaldo Aranha pelas vias General João Telles e Barros Cassal, com cerca de 300 metros em cada uma. As faixas ficarão à esquerda das pistas, no lado oposto a paradas de ônibus, pontos de táxi e contêineres. Pontos de estacionamento serão diminuídos ou retirados para facilitar a passagem dos ciclistas.

trajeto-ciclovia
– Isso tem de ser preservado: gente na rua. Temos de dar qualidade para que as pessoas possam frequentar o comércio do bairro – afirma o gerente de projetos de mobilidade da EPTC, Antônio Vigna.

Ele e a chefe da equipe de cicloviários da EPTC, Lúcia Maciel, explicam que o trajeto acaba na Redenção por ser um local seguro para a circulação de bicicletas. O início a uma quadra da Goethe é atribuído a um “nó técnico”, pois a via é mais estreita nesse local. Uma futura ligação com a avenida deve ser feita pela Cabral.

A falta de comunicação entre os trechos de ciclovia desagrada a urbanista Renee Nycolaas. Holandesa e moradora do Bom Fim, o que lhe preocupa é a falta de continuidade entre as pistas que, se, por um lado, incentivam o uso das bikes, por outro, inibem as pessoas de sair devido à falta de segurança:

– Quem anda nas ciclovias ou continua em uma rua que não está preparada para ciclistas, no meio dos carros, ou para de andar. Tem de ser feito também esse trecho da Goethe, senão, vai gerar mais perigo do que há hoje.

A ciclovia também dará estrutura para o uso das estações de bicicletas de aluguel (confira os pontos em funcionamento na região no mapa abaixo). O trajeto no Bom Fim faz parte da primeira rede prevista no Plano Diretor Cicloviário, que prevê 24 quilômetros de ciclovias na cidade até o fim do ano.

Para saber mais sobre as estações de aluguel de bicicletas e conferir os pontos em toda a cidade, acesso o site do PoaBike.

matheus.beck@zerohora.com.br

Estacoes-aluguel

 

Parque Tenístico José Montaury será revitalizado

23 de maio de 2012 0

Foi apresentada nesta terça-feira (22) uma proposta de parceria com o município, a fim de qualificar o Parque Tenístico José Montaury, no bairro Moinhos de Vento. A notícia surgiu do encontro do prefeito José Fortunati, o secretário municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME), Edgar Meurer,  e os presidentes da Confederação Brasileira de Tênis, Jorge Lacerda, e da Federação Gaúcha de Tênis, Roberto Petersen Mello. A iniciativa deverá incluir conjunto de ações de revitalização, ampliação do espaço para jogos e desenvolvimento de projetos de inclusão social.

O parque público, na Rua 24 de Outubro, 211, conta com três quadras utilizadas pela comunidade e onde são realizadas aulas de tênis. Agora, a SME, a federação e a confederação irão elaborar em conjunto o projeto para viabilizar a parceria.

As informações são do site da prefeitura de Porto Alegre.

Saiba mais sobre o Parque Tenístico José Montaury:

– O parque fica aberto das 6h30min às 20h30min.
– No verão e no inverno, é fechado assim que escurece, por falta de iluminação.
– Para se inscrever na lista de espera de aulas, basta passar na secretaria do parque, das 8h30min ao meio-dia e das 14h às 17h30min e preencher um questionário sobre sua disponibilidade para as aulas.
– São três quadras de saibro e um paredão onde é possível treinar, jogar e fazer aulas com os profissionais que atuam no local.
– Diversos torneios de tênis também são realizados no parque, que é administrado pela prefeitura de Porto Alegre.
– Atuam no local um professor, dois estagiários e um operário.
– Outra restrição é que está proibido utilizar o parque para aulas particulares.
– O parque utiliza a política de vagas determinada pela Secretaria de Esportes, em suas diversas unidades: se o aluno é frequente, ganha a preferência pela vaga.

Hospital seleciona pacientes com depressão para pesquisa

08 de junho de 2011 0

O Instituto de Educação e Pesquisa (IEP) do Hospital Moinhos de Vento seleciona pacientes para participarem de uma pesquisa sobre depressão com o uso de agomelatina (Valdoxan®). Para integrar esse grupo, os participantes devem ter diagnóstico da doença, idade entre 18 e 65 anos e estar em uso de alguma das seguintes medicações: Paroxetina (Aropax®, Pondera®, Cebrilin®, Arotin®, Paxil®, Depaxan®, Zyparox®) ou Venlafaxina (Efexor®, Venlift®, Alenthus®, Venforin®).

Informações e inscrições (51) 3314-2965 ou  juliana.zeni@hmv.org.br


Destino de área da General Neto será debatido na Câmara

04 de fevereiro de 2011 1

Alvo da curiosidade de moradores, o destino de um terreno da prefeitura na esquina das ruas Engenheiro Saldanha e General Neto será discutido em uma reunião na Câmara de Vereadores da Capital. Iniciativa do vereador Beto Moesch (PP), o encontro ocorrerá em 1º de março, na Comissão de Saúde e Meio Ambiente.

A prefeitura obteve a reintegração de posse da área, que fica ao lado do Morro Ricaldone, no final do ano passado. No local, funcionava uma garagem, que foi demolida. Após a demolição, o entulho foi deixado, e não há data para a retirada. O Plano Diretor prevê o prolongamento da Engenheiro Saldanha e o alargamento da General Neto, mas a prefeitura afirma não haver definição quanto ao uso da área.

O vereador afirma que a comunidade deseja a criação de uma área verde no local, mas moradores ouvidos pelo ZH Moinhos são favoráveis ao alargamento da General Neto.

Conselho do Patrimônio aprova projeto de duplicação da Voluntários

28 de janeiro de 2011 0


Após discussões em torno das alternativas de traçado para a duplicação da Rua Voluntários da Pátria, o novo desenho da via foi definido. A alternativa apresentada na reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) foi aprovada por unanimidade. O projeto mantém o traçado original, apresentando pequenas alterações nos pontos necessários, segundo o coordenador da Memória Cultura da Secretaria Municipal de Cultura, Luiz Custódio. A informação foi divulgada no final da tarde desta quinta-feira no site da prefeitura.

O trecho que será duplicado começa na Rua da Conceição e vai até a Avenida Sertório. O impasse em torno do projeto era motivado pela existência de bens de interesse cultural no local. Anteriormente, foram apresentadas três alternativas, que não se adequaram ao projeto e, como a ideia era preservar os prédios históricos, o traçado original era inviável.

Luiz Custódio explica que a opção pela manutenção da maior parte do desenho inicial se justifica pela preservação exclusiva das fachadas históricas, já que os corpos das edificações não foram conservados.

— A parte de trás das fachadas não é problema. Por isso, as alterações aprovadas consistem em desvios por trás das fachadas — explica.

Entre as fachadas preservadas, destacam-se as de edificações do início do século passado, entre as quais obras do arquiteto alemão Theo Wiederspahn.

O projeto — A duplicação da Voluntários da Pátria é uma das 10 obras de mobilidade da Matriz de Responsabilidades para a Copa de 2014. Entre a Rua da Conceição e a Avenida Sertório, a via será transformada em avenida de pista dupla, com três faixas em cada sentido. O projeto inclui a implantação de faixa preferencial para circulação de ônibus, ciclovia, canteiro central e passeios laterais.