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Posts na categoria "trânsito"

Ampliação de shopping prevê alargamento da Doutor Timóteo

27 de março de 2014 0

Shopping

Medida sugerida pela EPTC para receber maior fluxo de veículos pode acarretar em corte de árvores

Matheus Beck ➧ matheus.beck@zerohora.com.br

A possibilidade de alargamento da Rua Doutor Timóteo inquieta os moradores do Moinhos de Vento. Isso porque o futuro acesso ao Moinhos Shopping deve causar impacto no trânsito da região, e várias árvores podem ser cortadas para que um trecho da via receba o recuo de ingresso dos veículos.

A medida proposta pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) como compensação à ampliação do empreendimento foi apresentada em uma plenária realizada na última semana no Fórum Regional de Planejamento da Região 1 (RGP1). Na ocasião, a comunidade conheceu as exigências das secretarias e órgãos públicos para que o Estudo de Viabilidade Urbanística seja aprovado.

Como o projeto prevê uma nova entrada e saída de veículos pela Doutor Timóteo, a EPTC exigiu a implementação de uma faixa adicional de aceleração e desaceleração para que a fila de veículos que acessam o prédio não cause congestionamentos. De acordo com a gerente de planejamento da EPTC, Carla Meinecke, a medida segue um cálculo que leva em consideração as 685 novas vagas e o número de cancelas em operação nos horários de maior movimentação:

– Não tem erro. É um cálculo matemático.

Os moradores, entretanto, estão receosos. Muitos acreditam que a alteração não resolverá o problema do trânsito a longo prazo. Isto porque, há poucos meses, foi invertido o sentido da Rua Tobias da Silva sob a alegação de atenuar o tráfego na região, e um novo acesso pela Doutor Timóteo poderia causar engarrafamentos no cruzamento com a 24 de Outubro e demais vias.

O arquiteto e urbanista Alan Furlan, delegado do RPG1, decidiu compilar as dúvidas e encaminhar à prefeitura. A intenção dele é pedir mais informações para saber o que será atenuado e o que será compensado pela construtora.

– Não vemos um aumento das exigências (de contrapartida) na mesma proporção do aumento da interferência no trânsito. Não que a comunidade não queira o empreendimento. É que agora é o momento de contestar. Senão, daqui a pouco vão ter que fazer outra medida para resolver a que não foi bem pensada – diz Furlan.

Plano diretor reserva espaços para possíveis expansões

A gerente da EPTC, porém, assegura que os estudos de impacto de tráfego se baseiam no crescimento da frota de veículos para os próximos cinco a 10 anos. Conforme Carla, a aplicação será fiscalizada de perto pelo órgão. Ela garante que as intervenções viárias estão previstas no plano diretor, que reserva espaços para possíveis expansões ou alargamentos.

– Qualquer tipo de ampliação só é feita onde há previsão de alterações do traçado viário. Não se sai alargando indiscriminadamente. A 24 de Outubro, por exemplo, já tem recuos previstos. Todo o trânsito tem de estar funcionando bem, seja o tempo de semáforo, a segurança dos pedestres ou a fluidez da circulação nos pontos mais críticos – afirma.

Remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização da Smam

Carla ressalta que medidas como o alargamento de vias fazem parte de um plano funcional. Embora o estudo de tráfego tenha sido aprovado pela EPTC, elas não são definitivas. O corte de árvores se enquadra nesta situação. Segundo ela, a remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Ainda assim, a jornalista e escritora Tania Jamardo Faillace questiona se, mesmo com adequações, as remoções irão respeitar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA):

– São ruas muito arborizadas, com árvores antigas mas saudáveis, que fazem o orgulho do bairro, e constituem túneis verdes. Qualquer alargamento, mesmo de meio metro, exige corte e remoção de vegetais. Parece uma maneira de poupar investimentos públicos, fazendo-os serem pagos pelos empreendimentos, mesmo à custa de tolerar eventuais inadequações ao PDDUA e ao interesse da população.

Procurado pela reportagem, o Moinhos Shopping informou apenas que o projeto de ampliação “se encontra em fase de tramitação junto ao município, em etapa de aprovação” e que “oportunamente serão divulgadas informações e detalhes”. Estão previstas a ampliação do centro comercial e a construção de sete novos pavimentos – quatro deles no subsolo –, em uma área de 10,5 mil metros quadrados.

As polêmicas da ciclovia do Bom Fim

14 de fevereiro de 2014 0

Recém inauguradas, as ciclofaixas na Vasco da Gama, na Irmão José Otão, na Barros Cassal e na João Telles, recebem contestação de motoristas, ciclistas e de pedestres

Matheus Beckmatheus.beck@zerohora.com.br

Nem bem completou uma semana desde sua inauguração oficial, a ciclovia da Vasco da Gama, no Bom Fim, acumula reclamações de quem transita de carro, de bicicleta ou a pé. As contestações se espalham pelo 1,1 quilômetro de extensão da via até a Irmão José Otão, pelos cerca de 300 metros da General João Telles e pelos outros 300 metros da faixa na Doutor Barros Cassal.

A principal indagação dos ciclistas – que gerou mobilização nas redes sociais –  é devido à troca de faixa entre a Miguel Tostes e a Ramiro Barcelos (na foto abaixo). Embora a ciclovia fique do lado esquerdo em quase toda sua extensão, ela começa (no sentido bairro-Centro) no lado direito da Vasco da Gama. Por isso, o ciclista precisa cruzá-la aproximadamente 200 metros depois de ingressar na faixa.

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De acordo com o presidente da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre, Pablo Weiss, a sugestão dada pelos usuários à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foi que a conexão com a Mariante fosse feita pela Liberdade, pois, segundo ele, utilizaria uma via mais segura para quem anda de bicicleta.

– Ela tem menos movimento de veículos, não tem o problema da curva de acesso ser muito fechada, e ainda economizaria a colocação de dois semáforos. Do jeito que ficou, prejudica o ciclista, o pedestre e até o motorista, pois ganhou um semáforo a mais, sem necessidade. O antigo “caminho dos parques” foi retirado porque era considerado inseguro, e a EPTC repetiu o erro copiando o trajeto –  afirma Weiss, referindo-se ao passeio que conectava os parques Moinhos de Vento e Redenção.

Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, a transposição da Vasco da Gama foi pensada para evitar um terceiro tempo semafórico que prejudicaria tanto ciclistas quanto motoristas. Conforme ele, a solução segue estudos técnicos que consideram também a futura conexão entre a ciclovia e o trecho da Avenida Goethe:

–  Afastamos (o cruzamento) dali (da Rua Miguel Tostes) e fizemos uma sinalização específica sem que tenha prejuízo para ninguém. O pessoal vai para um detalhe e não percebe que nós pensamos em um plano cicloviário inteiro.


> Desgastes na pista e uma feira no caminho

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A obstrução da ciclovia só é permitida em casos excepcionais. A Feira Modelo, que ocupa trechos da João Telles e da Irmão José Otão duas vezes por semana, é um exemplo. A sugestão da EPTC é que seja utilizada outra via para a circulação de bicicletas no período do evento ou que se desça da bike e caminhe, conduzindo-a pelo passeio público.

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Entre as contestações feitas pelos ciclistas estão a falta de padrão na largura da via –  que estreita em vários pontos –  e a utilização de tinta vermelha inadequada para delimitar a faixa. Segundo Pablo Weiss, presidente da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre, na maioria das ciclovias da capital foi apenas pintado o trecho, sem serem feitas as correções do piso, e que a tintura deixa a pista escorregadia em dias de chuva. Além disso, ele destaca a colocação de uma placa de Pare na alça de acesso à Ramiro Barcelos voltada ao ciclista, o que, segundo ele, reforça a lógica de preferência ao automóvel:

– Cada metro de ciclovia na cidade tem de ser comemorado, mas não assim.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirma que a condição de preferência aos carros se deve a uma avaliação pontual que considerou um fluxo muito maior de veículos motores em relação ao de bicicletas:

– Em cada análise de preferenciabilidade, levamos em consideração uma série de itens. Neste caso, foi o de volume muito maior de carros que acessam o viaduto.

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A reportagem de ZH Moinhos também identificou, na última sexta-feira, pontos de desgaste nas marcações, alguns equipamentos danificados e lixo ao longo da ciclovia. A EPTC pede a colaboração dos usuários para auxiliar na manutenção da limpeza, realizando o descarte correto dos detritos. Em relação à pintura, a empresa informa que as equipes responsáveis foram acionadas “para reforçar a demarcação ao longo do trecho”.


> Moradora diz que implantação de ciclovia dificultou sua rotina

Com a ciclovia do Bom Fim e do novo trecho da Avenida Ipiranga, Porto Alegre chega a 20,2 quilômetros de espaço exclusivo para ciclistas. A meta da prefeitura é atingir até 50 quilômetros de faixas para bikes até o fim de 2014. Porém, a cada parcela do Plano Cicloviário que é lançada, uma onda de reclamações a acompanha. No caso da ciclovia da Vasco da Gama não foi diferente. E elas começaram antes da inauguração oficial.

O estacionamento ou qualquer parada sobre a faixa da ciclovia é proibido por lei. Por isso, táxis e outros veículos são obrigados a parar do outro lado da via ou em outra rua. Para uma moradora da Rua General João Telles, que prefere não se identificar, a implantação da ciclovia desde a semana passada dificultou muito sua rotina. Todos os dias ela precisa levar o filho à fisioterapia. Como mora na quadra onde a via é de mão dupla e do lado onde fica a ciclovia, nenhum carro pode parar para que embarquem ou desembarquem em frente à casa. A saída encontrada foi andar por alguns metros até o trecho onde não passam bicicletas.

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–  Meu filho estava com a perna quebrada. Ficamos meio ilhados. Pensam em carro e em bicicleta. Eu estou pensando nas pessoas –  diz a moradora.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), “parar ou estacionar sobre a ciclovia é uma infração grave, de cinco pontos na carteira, multa de R$ 127,69 e remoção do veículo”. A orientação dada pelos técnicos da empresa é que “os embarques e desembarques devem, primeiramente, respeitar a sinalização do local, e podem ocorrer ao lado da ciclovia ou no outro lado da via”.

“Vamos acompanhar a abertura da Pinheiro Machado para avaliar a eficácia”, afirma Vanderlei Cappellari

07 de novembro de 2013 2

Por Paulo Renato Rodrigues, do Conselho de Blogueiros

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No final da semana passada, entrevistei o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, em busca de detalhes a respeito da abertura da Rua Pinheiro Machado, um tema que é polêmico entre moradores dos bairros Independência e Floresta. Questionei, por exemplo, sobre a possibilidade de serem instalados semáforos nas esquina da André Puente e Gonçalo de Carvalho, e se há perspectiva de reversão de alguma mudança prevista ou já realizada. As respostas você confere a seguir, na entrevista feita por e-mail.

> Leia mais sobre a abertura da Rua Pinheiro Machado, marcada para a manhã desta sexta-feira.

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ZH Moinhos – O que representa essa mudança no contexto do trânsito da região? 

Vanderlei Cappellari – Representa maior facilidade para a circulação dos moradores e serviços instalados na região. Atualmente, quem vem do Centro e quer chegar às ruas Gonçalo de Carvalho ou André Puente precisa contornar a Praça Júlio de Castilhos, passando por três semáforos. Com esta nova possibilidade, simplificamos o acesso ao bairro, e aliviamos o cruzamento da Ramiro Barcelos, com a Independência e com a 24 de Outubro.

ZH Moinhos – Como ficará o estacionamento de carros na Independência e na Pinheiro Machado? Há perspectiva de instalação de parquímetros nessa rua e no seu entorno?
Cappellari – Na Avenida Independência, foram removidas, aproximadamente, 20 vagas da Área Azul Eletrônica, e na Rua Pinheiro Machado foi proibido o estacionamento apenas de um lado da rua. A ideia é equilibrar uma melhoria na circulação para o bairro, permitindo o estacionamento onde é possível, pelas próprias características do bairro. Estamos licitando a gestão da Área Azul. Também estamos realizando estudos e, após a abertura da Pinheiro Machado, concluiremos a avaliação de todo o entorno.

ZH Moinhos – Com o aumento do fluxo, o que inevitavelmente ocorrerá na Pinheiro Machado, há planos de colocação de sinaleiras nas esquinas com a André Puente e Gonçalo de Carvalho?
Cappellari – Não foi prevista a instalação de semáforo, porque o volume não é representativo para este equipamento. Mas está sendo implantada sinalização ostensiva nestes cruzamentos, com placas de “pare”, com legendas pintadas no pavimento e linhas de canalização, um reforço de sinalização para melhor entendimento pelos condutores e pedestres. A equipe de engenharia e os agentes estarão monitorando todas as intervenções implantadas, e farão ajustes, se necessário.

ZH Moinhos – Há perspectiva de alguma reversão no conjunto de intervenções que já foram e estão sendo realizadas?
Cappellari – Conforme enfatizamos nas reuniões com a comunidade, vamos acompanhar e monitorar para avaliar a eficácia desta pequena intervenção, e ajustar ou alterar o que for necessário.

ZH Moinhos – Como foi suportar a pressão para que isso não acontecesse?
Cappellari – Em qualquer intervenção viária, sempre temos posições favoráveis e contrárias, e elas variam de acordo com os interesses individuais. Nossa função, enquanto órgão gestor, é propor medidas que melhorem e equilibrem a mobilidade, sempre priorizando a segurança viária e qualificação coletiva da cidade. Tivemos espaço na região para apresentar todos os nossos dados de contagens, de volumes de tráfego, das conexões estratégicas que existem nesta região da cidade, de problemas que estávamos enfrentando (o nó da 24 de Outubro) e um ótimo ambiente para debater, ouvir opiniões e sugestões dos moradores e das empresas instaladas no bairro. Esta troca permitiu a construção de solução mais racional e com informações simultâneas.

Rua Pinheiro Machado será aberta nesta sexta-feira

07 de novembro de 2013 1

 

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Após finalização de obras pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) confirmou para amanhã, a partir das 9h, a abertura da Rua Pinheiro Machado ao trânsito de veículos. A alteração, precedida por asfaltamento e nova sinalização, ocorre com a retirada do passeio junto à Avenida Independência. Na esquina com a Pinheiro Machado, funcionará um semáforo para organizar a conversão à esquerda, para quem segue no sentido Centro/bairro.

mapaPinheiro

A partir desta sexta, a Rua Pinheiro Machado terá sentido único da Independência até a Rua Professor André Puente, e, a partir daí, mão dupla até a Rua Gonçalo de Carvalho. Serão retirados pontos de estacionamento da Área Azul na Independência para a melhor circulação dos veículos.

Todas as alterações serão monitoradas pelos técnicos e

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agentes de fiscalização da EPTC.

— Será realizado acompanhamento para avaliar a eficácia e ajustar ou alterar o que for necessário — afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC, em entrevista ao blogueiro Paulo Renato Rodrigues (leia a íntegra da entrevista)

De acordo com o órgão de trânsito, a medida objetiva qualificar o tráfego na região, criando uma alternativa de rota em direção à Avenida Cristóvão Colombo, e diminuindo o fluxo de veículos na esquina da Avenida Independência com a Rua Ramiro Barcelos.

O anúncio da abertura, porém, provocou reação contrária de moradores da região em junho deste ano, alegando que a rua perderia suas características, transformando-se em um’ corredor de passagem’. No passado, eles fizeram uma intensa mobilização política, colheram mais de mil assinaturas e evitaram a abertura.

Leia mais:

> A polêmica abertura da Pinheiro Machado

> Enquete no Facebook sobre a mudança de trânsito

Obra para evitar deslizamentos do Morro Ricaldone fica para 2014

07 de novembro de 2013 0

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Prolongamento de via junto ao Morro Ricaldone, no Moinhos de Vento, é paralisado e muro de contenção deve ser erguido apenas no próximo ano

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Interrompida há meses, a pedido da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), a obra de prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha, junto ao Morro Ricaldone, pode não ser mais retomada.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que executa os trabalhos, a intervenção no local será outra: um muro de contenção deve ser erguido ao pé do morro. Mas só em 2014.

– A abertura da via está descartada. Estamos readequando o projeto do muro de contenção, que é necessário, pois, ao longo dos anos, o morro pode vir a ter deslizamentos. Queremos iniciar a obra no começo do ano que vem – explica o secretário de Obras e Viação, Mauro Zacher.

Reivindicação antiga da comunidade, o prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha daria acesso direto à Rua General Neto. Atualmente, motoristas têm de fazer uma curva fechada ao final da Engenheiro Saldanha para acessar a via.

Os trabalhos no local tiveram início em maio, mas logo foram interrompidos a pedido da Smam, que constatou risco de deslizamento junto ao Ricaldone, solicitando uma obra de contenção. De acordo com a secretaria, o Termo de Referência já foi finalizado e encaminhado para a Smov.

Estado de abandono preocupa moradores

A obra deverá incluir um sistema de drenagem que direcione as águas pluviais à rede mais próxima e a construção de calçadas onde não existem e a substituição dos passeios danificados.

– O trabalho é relativamente simples, e deve durar em torno de seis meses. Nunca vimos necessidade de abertura da via. Esse trabalho só será retomado se a EPTC solicitar e a Smam e a comunidade aprovarem – disse Zacher.

Para a associação Moinhos Vive, no entanto, o prolongamento da Engenheiro Saldanha é indispensável à melhora do fluxo e da segurança nas proximidades do Morro Ricaldone.

– Vamos insistir nisso, dentro do que foi aprovado em março de 2011. É necessária uma intervenção para suavizar a curva ao final da via, que é muito abrupta. Também queremos o cercamento da área junto ao morro, para garantir a segurança lá. É nossa prioridade – diz o presidente do Moinhos Vive, Raul Agostini.

Enquanto os trabalhos no Ricaldone não são retomados, moradores reclamam da sensação de insegurança provocada pelo estado de abandono do local, isolado simbolicamente por um arame preso a estacas de madeira.

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– Ali está sujo, a cerca, arrebentada, e a tal contenção, nem sinal – lamentou Ajácio Brandão.

Na semana passada, quando a reportagem esteve na área junto ao morro, havia dois colchões, que seriam de moradores de rua, e lixo ao longo da encosta. De acordo com Moinhos Vive, o assunto seria levado para discussão com a prefeitura.

Abertura da Pinheiro Machado marcada para o dia 8

30 de outubro de 2013 2

mapaEPTC

Após finalização de obras pela Smov, a EPTC confirmou para 8 de novembro, sexta-feira, a partir das 9h, a abertura da rua Pinheiro Machado ao trânsito de veículos. Junto à Avenida Independência, funcionará um semáforo de conversão à esquerda, sentido Centro/bairro.

De acordo com EPTC, a medida objetiva qualificar o trânsito na região, criando uma alternativa de rota em direção à Cristóvão Colombo, e diminuir o fluxo de veículos na esquina da Independência com a Ramiro Barcelos.

A Pinheiro Machado terá sentido único da Independência até a André Puente, e, a partir daí, mão dupla até a Gonçalo de Carvalho. Serão retirados pontos de estacionamento da Área Azul na Independência para a melhor circulação dos veículos.

Clique aqui para ler um post do blogueiro Paulo Renato Rodrigues sobre a abertura da Pinheiro Machado.

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Eduardo Berlink ou Eudoro Berlink?

29 de outubro de 2013 0

EduardoBerlinkmenor

A moradora do bairro Auxiliadora e jornalista Karina Zorzato estranhou o nome na placa e tirou a foto abaixo. Onde está escrito “Eduardo Berlink” deveria estar “Eudoro Berlink”.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), as placas onde tem propaganda são instaladas pelas empresas responsáveis pelo espaço. A reportagem contatou a RSBC Ativa Comunicação Visual – indicada pela Bona Imóveis como responsável pela propaganda. A empresa informou que o conserto será feito assim que possível, sem passar mais informações.

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Após pontos do PoaBike, Bom Fim ganhará ciclovia

11 de setembro de 2013 0

Por Matheus Beck

Pelo menos três ruas do Bom Fim terão espaço exclusivo para a circulação de ciclistas até o final do ano. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) negocia com moradores e comerciantes a implantação de 1,7 quilômetro de ciclovia na região. As obras estão previstas para começar em outubro.

> Leia o post do blogueiro João Victor Eltz sobre andar de bike na Vasco da Gama.

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Serão construídas pistas nas ruas Vasco da Gama e Irmão José Otão, entre a Miguel Tostes e a Barros Cassal, em um trecho de 1,1 quilômetro. Elas serão conectadas à Osvaldo Aranha pelas vias General João Telles e Barros Cassal, com cerca de 300 metros em cada uma. As faixas ficarão à esquerda das pistas, no lado oposto a paradas de ônibus, pontos de táxi e contêineres. Pontos de estacionamento serão diminuídos ou retirados para facilitar a passagem dos ciclistas.

trajeto-ciclovia
– Isso tem de ser preservado: gente na rua. Temos de dar qualidade para que as pessoas possam frequentar o comércio do bairro – afirma o gerente de projetos de mobilidade da EPTC, Antônio Vigna.

Ele e a chefe da equipe de cicloviários da EPTC, Lúcia Maciel, explicam que o trajeto acaba na Redenção por ser um local seguro para a circulação de bicicletas. O início a uma quadra da Goethe é atribuído a um “nó técnico”, pois a via é mais estreita nesse local. Uma futura ligação com a avenida deve ser feita pela Cabral.

A falta de comunicação entre os trechos de ciclovia desagrada a urbanista Renee Nycolaas. Holandesa e moradora do Bom Fim, o que lhe preocupa é a falta de continuidade entre as pistas que, se, por um lado, incentivam o uso das bikes, por outro, inibem as pessoas de sair devido à falta de segurança:

– Quem anda nas ciclovias ou continua em uma rua que não está preparada para ciclistas, no meio dos carros, ou para de andar. Tem de ser feito também esse trecho da Goethe, senão, vai gerar mais perigo do que há hoje.

A ciclovia também dará estrutura para o uso das estações de bicicletas de aluguel (confira os pontos em funcionamento na região no mapa abaixo). O trajeto no Bom Fim faz parte da primeira rede prevista no Plano Diretor Cicloviário, que prevê 24 quilômetros de ciclovias na cidade até o fim do ano.

Para saber mais sobre as estações de aluguel de bicicletas e conferir os pontos em toda a cidade, acesso o site do PoaBike.

matheus.beck@zerohora.com.br

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Pedalando pela Vasco da Gama

11 de setembro de 2013 0

Por João Victor Eltz, do Conselho de Blogueiros

Usuário de bicicleta que sou, passei a utilizar diariamente o trecho da Vasco da Gama entre a Mariante e a Garibaldi para facilitar o deslocamento de forma mais rápida e saudável. Na ida, no mesmo sentido dos carros, o estreitamento e alargamento da rua é o grande inimigo _ difícil não estar sujeito a colisões com os veículos. Na volta, fica impossível. Além de ser ilegal andar na contramão, é inconsequente e perigoso. Sendo assim, é comum vermos nas calçadas pedestres e ciclistas disputando espaço.

Dia desses, no cruzamento da Vasco com a Santo Antônio, um motorista freou em cima de mim sobre a faixa de segurança e me atingiu lateralmente. Por sorte, consegui me equilibrar a tempo de não cair da bicicleta. Já sabia e procurei me informar com a EPTC sobre a implantação da ciclovia prevista para o trecho. Contudo, surgiu uma dúvida: por que não ligar a Vasco da Gama desde a Mariante/Goethe, e sim só a partir da Miguel Tostes? É um pequeno trecho a mais que seria importante e favoreceria o pessoal da região. E a ligação entre a Cabral com a São Manoel, é possível?

Essa importante obra qualifica e incentiva o uso da bicicleta na região. O que a prefeitura está esperando, que morra alguém ou que as pessoas desistam do transporte fácil e ecológico? Precisamos com urgência desta obra. A região é plana e liga bairros de grande movimentação cultural e de lazer. O que falta para começarem os trabalhos? E por que ela não está prevista para iniciar na Mariante?

Cidade para os carros ou para as pessoas?

11 de setembro de 2013 1

Artigo do leitor de Cesar Cardia, sócio-benemérito da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi)

No momento que atingimos o limite de 400ppm (partículas por milhão) de gás carbônico na atmosfera, perdemos mais uma batalha para os carros… Todos sabem que existe uma demanda reprimida, veículos que não circulam por nossas ruas já estão entupidas de veículos. Quanto mais dermos espaços para eles, mais carros entrarão em circulação e isso não desafogará o trânsito caótico. Ao contrário, só piorará o quadro. Por isso, muitas cidades estão reduzindo a quantidade de pistas e evitando veículos em algumas regiões, especialmente nas zonas centrais.

Pinheiro-machado

Smov iniciou abertura da calçada da Pinheiro Machado nesta quarta-feira

Em Porto Alegre, diziam, desde o início das atividades do Shopping Total, que o acesso à Rua Pinheiro Machado pela Avenida Independência seria reaberto. Isso permitiria que mais carros pudessem ter acesso ao shopping, vindos da Independência, um acesso que está bloqueado há mais de 25 anos.

Em 2010, nas primeiras reuniões do Fórum da Região de Planejamento 1 (RP1) participaram dois representantes de moradores da Rua Pinheiro Machado — Leon Hernandes e Maria Alice Kauer — solicitando apoio contra a abertura da via onde residiam. Suas justificativas foram acolhidas pela imensa maioria dos delegados e conselheiros do RP1, queriam preservar a qualidade de vida, própria da região, evitando que a pequena rua se transformasse em corredor de veículos que se dirigiam ao shopping.

Existem muitos idosos residindo na rua, e ela fora escolhida por essas características que estão sendo ameaçadas. A Amabi também foi contra a abertura, mas a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que desejava implementar a mudança, simplesmente não compareceu. Outros representantes da prefeitura que foram à reunião disseram tratar-se de assunto da EPTC.

Recentemente, foi noticiada a imediata abertura da rua, como algo já definido pela prefeitura. A justificativa é de aliviar o congestionamento de trânsito na Independência e na Ramiro Barcelos. Vale lembrar que, em reunião para tratar da inversão de tráfego nas ruas Santo Antônio e Garibaldi por motivo de obras no Túnel da Conceição não foi dito que, com a proibição de conversão à esquerda na Garibaldi, todos os veículos que pretendiam acessar a Cristóvão Colombo teriam de contornar a Praça Júlio de Castilhos para acessar a Ramiro, que já tinha trânsito pesado. Antes da inversão, os veículos podiam entrar à esquerda na Santo Antônio. Disseram que era uma emergência e que depois de um ano de obras no túnel, tudo voltaria a ser como antes, mas isso não ocorreu. Santo Antônio e Garibaldi continuaram com o fluxo invertido, e o trânsito na praça e na Ramiro só tem piorado.

Se a EPTC quer reduzir a quantidade de veículos na Independência em direção à praça, teria de oferecer uma opção aos que pretendem descer a Ramiro, como era com a Santo Antônio, e isso não ocorrerá com a abertura da Pinheiro Machado, pois a rua tem apenas três quadras e será um grande problema tentar acessar a Ramiro Barcelos pela Tiradentes. Nem esses argumentos nem o abaixo-assinado dos moradores com mais de 1,5 mil nomes contra a abertura da Pinheiro Machado convenceram o Executivo.

Em 27 de agosto, uma reunião promovida por Amabi e prefeitura tratou do assunto com a comunidade. Até a Amabi, atualmente, é a favor da abertura. Eu, como sócio benemérito da Amabi, reafirmei minha posição contrária, pois os argumentos apresentados não foram convincentes. A abertura da rua causará mais problemas à região, hoje um ponto turístico por causa da Gonçalo de Carvalho, e também para a qualidade de vida das pessoas em detrimento de possíveis benefícios ao trânsito. O vice-prefeito Sebastião Melo disse que a Pinheiro Machado seria reaberta para teste por 90 dias, e os resultados seriam avaliados e rediscutidos. O grande problema é que, em Porto Alegre, o provisório quase sempre passa a ser “definitivo”.

ZH Moinhos nas bancas

04 de julho de 2013 1

No ZH Moinhos que circula nesta quinta-feira, você confere:

- Cadê o bicicletário? EPTC diz que equipamento instalado por escola de ioga foi retirado pois excedia o limite de tamanho para permitir a circulação de pedestres.

- Minha Turma: alunos do Leonardo da Vinci Alfa discutem a maioridade penal

- Sala Redenção reabre com ciclo em homenagem a Fellini

- Muito além do pão francês: a recém inaugurada Padarie oferece pães, bolos e cafés para apreciar no local ou levar para casa

- Conheça o vizinho Marcelo Cabrera, um dos responsáveis pelas fotos da exposição Banho da Cachorrada, que será inaugurada neste sábado na Boutique do Bicho (Rua Irmão José Otão, 582)

ZH Moinhos nas bancas

26 de junho de 2013 0

No ZH Moinhos que circula nesta quinta-feira, leia:

Reportagem aborda a situação de cada uma das três mudanças de trânsito que, juntas, devem mudar a cara do trânsito na região.

Leitor-repórter mostra como o Ánandam, um centro de ioga e de atividades culturais, presenteou a vizinhança na Ramiro Bareclos com uma arte em crochê.

Em artigo de leitor, a arquiteta e urbanista Caroline Kuhn sugere um projeto alternativo para a Rua Pinheiro Machado.

Nas páginas 4 e 5, saiba como funciona a discussão do novo Código de Posturas da cidade.

Na seção Blogueiros, Úrsula P. Dutra Christini chama a atenção dos leitores para que todos verifiquem se o lixo da coleta seletiva está tendo a destinação correta em seu prédio.

Sessentão bom de copo e de garfo – na seção gastronomia, conheça um pouco da história do restaurante Lourival e aprenda a receita do prato comemorativo Filé Lourival 60 Anos.

ZH Moinhos nas bancas

05 de junho de 2013 0

No ZH Moinhos que circula amanhã, você confere: Na capa e na página 2, reportagem sobre a abertura da Rua Pinheiro Machado, com texto do blogueiro Paulo Renato Rodrigues, um mapa de como deve ficar o trânsito e um histórico da questão.  Vote na enquete que criamos em nosso perfil do Facebook ou mande a sua opinião sobre a mudança no trânsito para moinhos@zerohora.com.br, com seu nome completo.

Na página 7, publicamos um artigo de Magda de Almeida sobre o ato de envelhecer.

Na contracapa, conheça a história do morador do Rio Branco Peter Hans Sternberg, que foi cônsul da Holanda no Rio Grande do Sul.

Boa leitura!

A polêmica abertura da Pinheiro Machado

03 de junho de 2013 7

Por Paulo Renato Rodrigues, do Conselho de Blogueiros

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) vem, há tempos, realizando uma série de intervenções no trânsito do bairro Moinhos de Vento e adjacências. Assim foi com a inversão de mão da André Puente e a liberação nos dois sentidos da rua Tiradentes.

Para este mês, está prevista a mão inglesa no entorno da Praça Júlio de Castilhos, permitindo que os motoristas que estão na Rua 24 de Outubro e precisam ingressar na Mostardeiro possam fazer o retorno pela esquerda sem ter de ir até a Ramiro Barcelos. Outra alteração prevista, ainda sem data para ser implementada, é na Tobias da Silva, que terá o sentido invertido da Félix da Cunha até a Quintino Bocaiúva.

Mas a mais polêmica de todas as mudanças voltou à pauta da EPTC, segundo o seu presidente, Vanderlei Cappellari. Trata-se da abertura da Rua Pinheiro Machado na esquina com a Independência.

– É fundamental para completar as alterações para escoar o trânsito no bairro – considera Cappellari.

Cappellari afirma ainda que, com a abertura da Pinheiro Machado, os motoristas poderão entrar à esquerda na via, facilitando o acesso à Gonçalo de Carvalho, Ramiro, Farrapos e demais ruas do bairro, sem a necessidade de ir até a Praça Júlio de Castilhos para fazer o retorno. Isso resolve um crônico problema do trânsito da região, minimizando o problema da proibição de dobrar à esquerda na Garibaldi.

O tema é polêmico, pois os moradores sempre resistiram a qualquer alteração, alegando que a rua perderia suas características, transformando-se em um “corredor de passagem”. No passado, os moradores fizeram intensa mobilização política, colheram mais de mil assinaturas e evitaram a abertura. E agora? O que é melhor para o trânsito na região? A polêmica está de volta.

O ZH Moinhos gostaria de saber a sua opinião sobre o tema. Você é a favor ou contra? Por quê? Envie sua resposta, com nome completo, para moinhos@zerohora.com.br

 

ZH Moinhos nas bancas

29 de maio de 2013 1

No ZH Moinhos que circula amanhã, você vai conferir:

- Três meses de obras: como o novo período de obras relacionado ao Conduto Forçado Álvaro-Chaves já é percebido nas vendas de comerciantes da região.

- Leitor-repórter aponta necessidade de sinaleira na esquina da Coronel Paulino Teixeira com a Avenida Protásio Alves

- Amor à primeira vista: conheça o Love It, uma mistura de café e loja, instalado na Mariland, e aprenda a preparar uma torta de banana

- Cinquenta é demais: após realizar levantamento de dezenas de assaltos no entorno da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Brigada Militar reforça policiamento na região