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O encanto do Natal

20 de dezembro de 2013 2

Ursula

Por Úrsula Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

O Natal está aí e com ele todo o seu clima. Podemos ver nas lojas, casas, praças e ruas muitos enfeites e luzes para sinalizá-lo. A nossa região, especialmente, já está pronta. Apresentações, concertos, festas nas casas, parques e ruas marcam o clima natalino. Poderia trazer belas fotos desses tantos eventos, mas a que trago é uma tirada no Shopping Moinhos. Não para comemorar o consumismo que, infelizmente, nessa época, acaba fazendo com que muitas pessoas ultrapassem seus limites financeiros. Trago a foto que registrou o primeiro olhar de meu filho, Bernardo, de um ano e três meses, para o Papai Noel “de verdade”. Mais do que o Papai Noel em si, devemos valorizar tudo o que ele representa e traz. No caso, para ele, trouxe aquele olhar vidrado. Um olhar de surpresa, de admiração, de descoberta. Um olhar que faz a pessoa entrar num mundo de fantasia e de alegria. E esse olhar faz parte desse clima natalino, não só para as crianças.
Quando assistimos às apresentações de final de ano, sejam encenações e concertos musicais, sejam os artesanatos e as decorações natalinas ou até aqueles pratos especiais de fim de ano, também pode surgir o nosso olhar vidrado. Um olhar que muitas vezes pode nos colocar em transe. Um olhar que traz sentimentos de leveza, de paz e amor. Um olhar que nos remete à infância ou a outros tantos Natais que marcaram nossa vida. E é esse olhar que quero desejar a todos os leitores, moradores, frequentadores da região do ZH Moinhos. Um olhar vidrado nesse Natal e também para os mais diversos acontecimentos que nos aguardam em 2014.

Artesanhas resgata o gostinho caseiro em lasanhas

01 de dezembro de 2013 0

Laura Schenkel - laura.schenkel@zerohora.com.br

Insatisfeitos com os congelados que encontravam nas prateleiras de supermercados, dois amigos resolveram investir seus esforços para criar um produto feito à mão, com sabor de feito em casa.

Com o auxílio de outros amigos, criaram a Artesanhas Lasanhas Artesanais, produzida em dois endereços residenciais: no Rio Branco e na Cidade Baixa.

Amigos desde os tempos em que tocavam juntos em uma banda de rock em Alegrete, Marcello Trindade Alves, 30 anos, e Alessandro Pereira Becker, 26 anos, encabeçam o projeto. Foi conversando com outro amigo, Marcos Westphalen, cozinheiro e mestre-cervejeiro, que Marcello percebeu a chance de fazer um trabalho diferente.

A partir daí, decidiu criar dois sabores de lasanhas, uma vegetariana e outra com carne, que remetesse a algo caseiro.

– Me lembrei de um prato que minha vó fazia, em Alegrete: moranga, com guisadinho de abóbora, como ela chamava _ conta o cozinheiro Marcello.
Marcos acabou se afastando para apostar em outra área (e desenvolveu a cerveja artesanal Garza) e outros amigos abraçaram o sonho dos meninos do Alegrete, como Mariana Almeida, que ajuda na cozinha e organiza as compras. A matéria-prima, aliás, é algo levado muito a sério pelo grupo. As lasanhas não levam nenhum molho pronto.

– Tentamos usar apenas produtos orgânicos. O leite vem da fazenda do tio do Marcello. É mais saboroso – explica Alessandro, estudante de arquitetura, responsável pela parte visual e que participa da produção e de entregas.

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– Nosso trabalho é um resgate do processo artesanal. Tentamos fugir da lógica industrial, primando pela qualidade. Como muitas pessoas não têm tempo de cozinhar, pelo menos, elas podem ter um congelado com o toque caseiro e ingredientes selecionados – resume Marcello (de boné, na foto acima, ao lado de Alessandro).

O grupo, que oferece atualmente cinco sabores de lasanhas (carne de panela com moranga caramelada, frango harmonizado na cerveja, tomate com manjericão, funghi e creme de moranga com espinafre) busca agora tornar o produto 100% orgânico. Ao fazer a encomenda, o cliente é informado sobre quando sai a próxima fornada _ a produção ocorre, geralmente, segunda e terça-feira – e, com o produto pronto, é combinada a entrega das lasanhas, todas de 500g.

Para mais adiante, fica o plano de montar um projeto que juntaria espaço cultural, música e gastronomia, afirma Marcello:

– Queremos criar um local para unir esses três elementos, valorizando a experiência pessoal.

Saiba mais:
Artesanhas Lasanhas Artesanais
– Os produtos são entregues onde o cliente quiser
– Encomendas pelos telefones 3228-0247 ou 9564-4901
– Informações: www.facebook.com/artesanhas.poa

LASANHA DE CARNE DE PANELA COM MORANGA CARAMELADA

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INGREDIENTES
Para o molho de carne
– 500g de carne osso buco (músculo)
– 1/2 pimentão amarelo pequeno
– 1/2 pimentão vermelho pequeno
– 1 talo fino de alho poró
– Molho vermelho feito apenas com polpa de tomate
– 100 ml de caldo natural de legumes
– Pimenta-preta
– 2 pimentas dedo-de-moça
– Sal

Para a massa
– 300 gramas de farinha de trigo grano duro
– 3 ovos crioulos

Para o molho branco (bechamel)
– 1/2 cebola
– 2 cravos
– 1 folha de louro
– 1 litro de leite integral cru pasteurizado (veja a dica do chef)
– 50g de manteiga
– 50g de farinha de trigo
– 1 pitada de sal
– noz-moscada
– 1 pitada de pimenta-do-reino

Para o molho de tomate
– 500g de tomate italiano
– Louro
– Algumas folhas de manjericão
– 2 colheres de chá de açúcar mascavo
– 1/4 de cebola roxa

Para o recheio
– Queijo parmesão a gosto
– Queijo ralado a gosto
– Creme de moranga caramelizada

Para o creme de moranga caramelizada
– 1/2 abóbora moranga pequena
– Açúcar
– Sal
– Pimenta-preta
– Noz-moscada

MODO DE PREPARO
– Sele a carne em uma panela bem quente com óleo e reserve
– Na mesma panela, refogue os pimentões e o alho poró
– Após, adicione o molho de tomate pronto e refogue mais um pouco. Coloque as carnes e deixe cozinhar por poucos minutos
– Adicione o caldo de legumes e transfira para uma panela de pressão. Deixe cozinhar por 40 minutos
– Enquanto isso, prepare o creme de moranga, cozinhando a abóbora até ficar no ponto de purê. Tempere e caramelize em outra panela, com o açúcar. Reserve
– Para a massa, misture a farinha e os ovos, fazendo movimentos repetitivos de amassar e esticar a massa com o rolo. Reserve
– Para o molho branco, ferva o leite antes de usar ou use leite de caixinha
– Após, coloque em uma panela para aquecer novamente, com meia cebola com o louro cravada nela com os cravos
– Em outra panela, derreta a manteiga e adicione a farinha de trigo. Faça uma pasta arenosa (roux) e cozinhe em fogo baixo
– Depois, acrescente somente o leite e envolva e bata com um batedor para não embolotar, adicionando o leite e deixando cremoso, não muito líquido. Acrescente noz-moscada, pimenta e sal
– Em um refratário grande, adicione primeiro um pouco de molho, para que a massa não grude no fundo ao assar. Coloque a massa, e, sobre ela, o molho de carne e queijo parmesão a gosto
– Adicione mais uma camada de massa, e, sobre ela, um pouco do creme da moranga caramelizada e queijo
– Coloque mais massa e, depois, o molho da carne e queijo
– Por último (ufa, estamos quase lá!), vai uma camada de massa, molho branco por cima e queijo ralado para gratinar
– Pré-aqueça o forno por alguns minutos e depois coloque a forma. Quando o queijo estiver gratinado, está pronto para servir

Dicas do chef
– Os pimentões, a cebola roxa e o alho poró devem ser, de preferência, orgânicos. Os ovos orgânicos têm de ser de “galinhas felizes do campo” e o litro de leite integral cru pasteurizado deve ser de “vaquinhas felizes do campo, de preferência”, como define Marcello Alves
– Para o molho branco, pasteurize o leite cru antes de usar, a uma temperatura entre 71ºC e 75ºC, inferior ao ponto de ebulição e resfrie-o imediatamente. Ou utilize leite de caixinha
– O cozinheiro e criador da receita recomenda harmonizar a lasanha com uma cerveja artesanal estilo Strong Ale ou Red Ale

Conhecendo a Associação Cristã Feminina, na Rua Santo Antônio

28 de novembro de 2013 0

Por Lu Kolesny, do Conselho de Blogueiros

ACM

 

Estive conhecendo a Associação Cristã Feminina (ACF) de Porto Alegre, a convite da senhora Ruth Vieira Ferracini. Fiquei encantada com que vi. Quando passamos pela Rua Santo Antonio, geralmente de carro, ônibus ou lotação, não percebemos o valor que tem aquela casa azulzinha, na subida, entre a Cristóvão e a Independência. Em função disso, vou contar um pouquinho da ACF Porto Alegre.

Esta Associação foi criada em 30 de novembro de 1957, com sede inicial no centro, na Rua Riachuelo. Hoje, a associação funciona na Rua Santo Antonio, 259. Sua atual presidente é a Cristina Palaveo, e a associação está vinculada a organização internacional YWCA, localizada em Genebra, seguindo suas normas e estatutos.

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Atualmente a casa oferece cursos de artesanato, dança de salão, canto, técnica vocal, alemão, espanhol, informática, além de serviços de massagem, reiki, yoga e tai chi chuan. Tem uma boa biblioteca, chamada Ana Terra, inaugurada este ano, sob a coordenação de Ruth (na foto acima). A biblioteca aceita doações de livros, pra compor seu acervo.

A casa oferece também espaços para locações, onde podem ser realizados cursos e palestras. Qualquer pessoa, inclusive do sexo masculino, pode frequentar a associação e não precisa ser necessariamente sócia. As pessoas que compõem a associação em si, como presidente e tesoureira, essas sim, têm de ser do sexo feminino.

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A casa conta com um pequeno es

 

tacionamento no local, e funciona de segunda a sexta, das 14h às 18h. O telefone de lá é 3028-3111 e e-mail acf.palegre@gmail.com

Todos que trabalham na associação o fazem de forma voluntária. Atualmente, a mesma está carente de colaboradores. Quem tiver interesse, pode entrar em contato com o telefone acima. Deem uma passadinha lá! Garanto que vão gostar da dica!

Projeto Vizinhança convida moradores a ocupar casas abandonadas neste fim de semana em Porto Alegre

22 de novembro de 2013 0

Bruna Vargas ➧ bruna.vargas@zerohora.com.br

Casa legal era a da Vó Clara. Depois de cansar de tanto correr no pátio, a chegada na oficina do Vô Serafim garantia mais algumas horas de diversão. Chaves de fenda, porcas e parafusos viravam peças de uma quebra-cabeças que sempre remontava uma brincadeira.

Pelo menos essa é a lembrança de Aline Bueno, uma das organizadoras do Projeto Vizinhança, sobre o que considera ser a sua referência de casa. A residência dos avós, em Santa Maria, não faz mais parte da sua vida. Mas marcou sua história.

vizinhança

 

Acima, alguns dos artistas envolvidos nesta edição.

Evocar as melhores lembranças – ou expectativas – das pessoas sobre esses espaços é a proposta da 5ª edição do projeto, que chega à Rua Luzitana neste fim de semana. Sob o tema Casas da Memória, o evento convida a vizinhança a se aprochegar aos imóveis de número 1.208, 1.218 e 1.228 para uma experiência que reunirá diferentes atrações com um único objetivo: levar um pouco de arte e cultura a espaços ociosos da cidade, promovendo a convivência entre vizinhos.

– Todo mundo tem uma casa, seja da infância ou que sonha em comprar. É um símbolo muito forte de vizinhança – explica Aline.

A quinta edição do Projeto Vizinhança contará com oficinas, apresentações teatrais, shows musicais e intervenções de artistas plásticos, além de almoços coletivos e a participação do chef Rodrigo Paz, do projeto Comida de Rua.
O próprio lugar escolhido para as atividades irá vigorar apenas na memória da cidade em breve. As três casas, emprestadas pelo dono para o evento, serão demolidas para dar lugar a um empreendimento. Antes disso, porém, ganharão mais uns tijolinhos na construção da memória afetiva dos vizinhos.

– A Márcia (Braga, idealizadora do projeto) morou na Espanha, onde esse tipo de atividade é bem mais comum. O foco é usar espaços ociosos, por um espaço de tempo delimitado. É para ser efêmero mesmo.

Na Luzitana, as atividades – gratuitas, à exceção dos comes e bebes – ocorrerão entre sábado e domingo, das 10h às 19h.
O Projeto Vizinhança é capitaneado por Aline Bueno e Márcia Braga, e é colocado em prática com a ajuda de colaboradores. As quatro primeiras edições, entre 2012 e junho de 2013, mobilizaram mais de mil pessoas.

Agende-se

– O que: Casas da Memória, 5ª edição do Projeto Vizinhança
– Quando: sábado e domingo, das 10h às 19h
– Onde: Rua Luzitana, 1.208, 1.218 e 1.228
– Quanto: gratuito
– Mais informações no Facebook do Projeto Vizinhança
– Observação: o evento ocorre mesmo em caso de chuva

casas

Programação

SÁBADO
10h30min – Oficina de origami com Barbara Benz. Artistas Renata Ibis, Pedro Lunaris e Bianca Barrios estarão trabalhando no local
11h – Cenas da peça de teatro Pra Hoje só Marmotta, com Lia Motta, baseada na obra de Manuel de Barros, Memórias Inventadas
l 11h30min – Abertura da exposição exposição fotográfica acessível Sentindo o Mar e bate-papo com a curadora, Antonia Wallig
12h – Almoço coletivo: carreteiro oferecido pela Cabral Arquitetos
14h – Artistas Diego Ferrer e Panaiotis Constatinou estarão trabalhando no local
14h30min – Oficina de cerâmica para crianças com a artista visual Loren Gay
15h – Contação de histórias com Patricia Vieira. Artista Cles Lachmann estará trabalhando no local
16h – Intervenção de Raisa Torterola
17h – Caminhos Trilhados, sarau poético e exposição com Conça Dornelles
18h – Bate-papo com os artistas Antonio Augusto Bueno, Augusto Lima e Felipe Caldas. Eles falarão sobre o próximo projeto do grupo Risco Coletivo, que ocorrerá em uma das casas

DOMINGO
10h – Artista Ney Caminha estará trabalhando no local. Projeto Circuito Grude, com lambe-lambes de várias cidades do Brasil
11h – Oficina de reciclagem, com Vanessa Kaminski
11h30min – Oficina de cianotipia, com a artista Amanda Teixeira
12h – Almoço coletivo (churrasco)
14h30min – Ação poética Linha da Vida, com Ricardo Ayres
15h – Pocket show, com Fabrício Fortes
15h30min – Contação de Histórias, com Jeane Bordignon
16h – Pocket show, com Alexandre Leeh
17h – Chef Rodrigo Paz e oficina de artesanato sustentável, com Renata Fontoura
17h30min – Performance de Raisa Torterola

Uma das casas contará, ainda, com duas exposições: Sentindo o Mar, de Antonia Wallig, e Nós no Projeto, com trabalhos produzidos nas oficinas do Projeto Vizinhança durante o ano

 

Que rua é esta?

09 de novembro de 2013 0

Neste final de semana, decidimos colocar a nossa charada semanal também no blog.

Vamos lá então para a dica do Que Rua é Esta?, publicada na edição que circulou na quinta-feira:

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Via do bairro Auxiliadora (com um pequeno trecho no Floresta), pertence a um dos primeiros loteamentos implantados naquela área da cidade por iniciativa do Coronel Manoel Py, figurando na planta municipal de 1986. Mais uma dica: está a uma quadra do bairro São João. Sabe de que via estamos falando?

Mande seu palpite para moinhos@zerohora.com.br até o meio-dia de segunda-feira, com seu nome completo. Ou responda via comentário no blog, não se esquecendo de escrever o seu nome completo.

MAS ATENÇÃO! Para não estragar a brincadeira, não respondam via Facebook, está combinado?

Boa pesquisa!

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“Vamos acompanhar a abertura da Pinheiro Machado para avaliar a eficácia”, afirma Vanderlei Cappellari

07 de novembro de 2013 2

Por Paulo Renato Rodrigues, do Conselho de Blogueiros

PINHEIRO 009

No final da semana passada, entrevistei o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, em busca de detalhes a respeito da abertura da Rua Pinheiro Machado, um tema que é polêmico entre moradores dos bairros Independência e Floresta. Questionei, por exemplo, sobre a possibilidade de serem instalados semáforos nas esquina da André Puente e Gonçalo de Carvalho, e se há perspectiva de reversão de alguma mudança prevista ou já realizada. As respostas você confere a seguir, na entrevista feita por e-mail.

> Leia mais sobre a abertura da Rua Pinheiro Machado, marcada para a manhã desta sexta-feira.

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ZH Moinhos – O que representa essa mudança no contexto do trânsito da região? 

Vanderlei Cappellari – Representa maior facilidade para a circulação dos moradores e serviços instalados na região. Atualmente, quem vem do Centro e quer chegar às ruas Gonçalo de Carvalho ou André Puente precisa contornar a Praça Júlio de Castilhos, passando por três semáforos. Com esta nova possibilidade, simplificamos o acesso ao bairro, e aliviamos o cruzamento da Ramiro Barcelos, com a Independência e com a 24 de Outubro.

ZH Moinhos – Como ficará o estacionamento de carros na Independência e na Pinheiro Machado? Há perspectiva de instalação de parquímetros nessa rua e no seu entorno?
Cappellari – Na Avenida Independência, foram removidas, aproximadamente, 20 vagas da Área Azul Eletrônica, e na Rua Pinheiro Machado foi proibido o estacionamento apenas de um lado da rua. A ideia é equilibrar uma melhoria na circulação para o bairro, permitindo o estacionamento onde é possível, pelas próprias características do bairro. Estamos licitando a gestão da Área Azul. Também estamos realizando estudos e, após a abertura da Pinheiro Machado, concluiremos a avaliação de todo o entorno.

ZH Moinhos – Com o aumento do fluxo, o que inevitavelmente ocorrerá na Pinheiro Machado, há planos de colocação de sinaleiras nas esquinas com a André Puente e Gonçalo de Carvalho?
Cappellari – Não foi prevista a instalação de semáforo, porque o volume não é representativo para este equipamento. Mas está sendo implantada sinalização ostensiva nestes cruzamentos, com placas de “pare”, com legendas pintadas no pavimento e linhas de canalização, um reforço de sinalização para melhor entendimento pelos condutores e pedestres. A equipe de engenharia e os agentes estarão monitorando todas as intervenções implantadas, e farão ajustes, se necessário.

ZH Moinhos – Há perspectiva de alguma reversão no conjunto de intervenções que já foram e estão sendo realizadas?
Cappellari – Conforme enfatizamos nas reuniões com a comunidade, vamos acompanhar e monitorar para avaliar a eficácia desta pequena intervenção, e ajustar ou alterar o que for necessário.

ZH Moinhos – Como foi suportar a pressão para que isso não acontecesse?
Cappellari – Em qualquer intervenção viária, sempre temos posições favoráveis e contrárias, e elas variam de acordo com os interesses individuais. Nossa função, enquanto órgão gestor, é propor medidas que melhorem e equilibrem a mobilidade, sempre priorizando a segurança viária e qualificação coletiva da cidade. Tivemos espaço na região para apresentar todos os nossos dados de contagens, de volumes de tráfego, das conexões estratégicas que existem nesta região da cidade, de problemas que estávamos enfrentando (o nó da 24 de Outubro) e um ótimo ambiente para debater, ouvir opiniões e sugestões dos moradores e das empresas instaladas no bairro. Esta troca permitiu a construção de solução mais racional e com informações simultâneas.

Rua Pinheiro Machado será aberta nesta sexta-feira

07 de novembro de 2013 1

 

PINHEIRO 009

Após finalização de obras pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) confirmou para amanhã, a partir das 9h, a abertura da Rua Pinheiro Machado ao trânsito de veículos. A alteração, precedida por asfaltamento e nova sinalização, ocorre com a retirada do passeio junto à Avenida Independência. Na esquina com a Pinheiro Machado, funcionará um semáforo para organizar a conversão à esquerda, para quem segue no sentido Centro/bairro.

mapaPinheiro

A partir desta sexta, a Rua Pinheiro Machado terá sentido único da Independência até a Rua Professor André Puente, e, a partir daí, mão dupla até a Rua Gonçalo de Carvalho. Serão retirados pontos de estacionamento da Área Azul na Independência para a melhor circulação dos veículos.

Todas as alterações serão monitoradas pelos técnicos e

PINHEIRO 005

agentes de fiscalização da EPTC.

— Será realizado acompanhamento para avaliar a eficácia e ajustar ou alterar o que for necessário — afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC, em entrevista ao blogueiro Paulo Renato Rodrigues (leia a íntegra da entrevista)

De acordo com o órgão de trânsito, a medida objetiva qualificar o tráfego na região, criando uma alternativa de rota em direção à Avenida Cristóvão Colombo, e diminuindo o fluxo de veículos na esquina da Avenida Independência com a Rua Ramiro Barcelos.

O anúncio da abertura, porém, provocou reação contrária de moradores da região em junho deste ano, alegando que a rua perderia suas características, transformando-se em um’ corredor de passagem’. No passado, eles fizeram uma intensa mobilização política, colheram mais de mil assinaturas e evitaram a abertura.

Leia mais:

> A polêmica abertura da Pinheiro Machado

> Enquete no Facebook sobre a mudança de trânsito

Obra para evitar deslizamentos do Morro Ricaldone fica para 2014

07 de novembro de 2013 0

Ricaldone2

Prolongamento de via junto ao Morro Ricaldone, no Moinhos de Vento, é paralisado e muro de contenção deve ser erguido apenas no próximo ano

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Interrompida há meses, a pedido da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), a obra de prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha, junto ao Morro Ricaldone, pode não ser mais retomada.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que executa os trabalhos, a intervenção no local será outra: um muro de contenção deve ser erguido ao pé do morro. Mas só em 2014.

– A abertura da via está descartada. Estamos readequando o projeto do muro de contenção, que é necessário, pois, ao longo dos anos, o morro pode vir a ter deslizamentos. Queremos iniciar a obra no começo do ano que vem – explica o secretário de Obras e Viação, Mauro Zacher.

Reivindicação antiga da comunidade, o prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha daria acesso direto à Rua General Neto. Atualmente, motoristas têm de fazer uma curva fechada ao final da Engenheiro Saldanha para acessar a via.

Os trabalhos no local tiveram início em maio, mas logo foram interrompidos a pedido da Smam, que constatou risco de deslizamento junto ao Ricaldone, solicitando uma obra de contenção. De acordo com a secretaria, o Termo de Referência já foi finalizado e encaminhado para a Smov.

Estado de abandono preocupa moradores

A obra deverá incluir um sistema de drenagem que direcione as águas pluviais à rede mais próxima e a construção de calçadas onde não existem e a substituição dos passeios danificados.

– O trabalho é relativamente simples, e deve durar em torno de seis meses. Nunca vimos necessidade de abertura da via. Esse trabalho só será retomado se a EPTC solicitar e a Smam e a comunidade aprovarem – disse Zacher.

Para a associação Moinhos Vive, no entanto, o prolongamento da Engenheiro Saldanha é indispensável à melhora do fluxo e da segurança nas proximidades do Morro Ricaldone.

– Vamos insistir nisso, dentro do que foi aprovado em março de 2011. É necessária uma intervenção para suavizar a curva ao final da via, que é muito abrupta. Também queremos o cercamento da área junto ao morro, para garantir a segurança lá. É nossa prioridade – diz o presidente do Moinhos Vive, Raul Agostini.

Enquanto os trabalhos no Ricaldone não são retomados, moradores reclamam da sensação de insegurança provocada pelo estado de abandono do local, isolado simbolicamente por um arame preso a estacas de madeira.

Ricaldone3
– Ali está sujo, a cerca, arrebentada, e a tal contenção, nem sinal – lamentou Ajácio Brandão.

Na semana passada, quando a reportagem esteve na área junto ao morro, havia dois colchões, que seriam de moradores de rua, e lixo ao longo da encosta. De acordo com Moinhos Vive, o assunto seria levado para discussão com a prefeitura.

Eudoro assume lugar de Eduardo Berlink em placa de Porto Alegre

03 de novembro de 2013 0

Karina Zorzato

Agora sim. Eudoro Berlink, e não Eduardo é o nome que indica a placa na esquina com a Carlos Trein Filho. Karina Zorzato, moradora do bairro Auxiliadora e jornalista, voltou ao local e nos mandou a foto acima. Ela havia postado no Facebook a foto da placa onde estava escrito “Eduardo Berlink” no lugar de “Eudoro Berlink” (foto abaixo)

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De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), as placas onde tem propaganda são instaladas pelas empresas responsáveis pelo espaço. A reportagem contatou a RSBC Ativa Comunicação Visual – indicada pela Bona Imóveis como responsável pela propaganda. A empresa informou que faria o conserto assim que possível, sem explicar a origem do erro.

EduardoBerlinkmenor

Passeio Independência, o plano para revitalizar a Avenida Independência

31 de outubro de 2013 0

Mateus Bruxel

Por Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Uma simples caminhada pela Avenida Independência e você tem a sensação de que aterrissou em Porto Alegre a bordo de uma máquina do tempo desregulada. Calçadas com larguras diferentes, casarios com fachadas que destoam de outras construções, poluições visual e sonora. A impressão é de que o bairro não pertence à própria época.

– Hoje ele é uma mistura de tempos – define a arquiteta e urbanista Taís Lagranha Machado.

A explicação da sócia-proprietária da Urbana Arquitetura soa como crítica, mas a intenção é inversa. Autora do projeto Passeio Independência, que busca revitalizar o eixo da avenida entre as praças Dom Sebastião e Júlio de Castilhos, Taís tenta engajar moradores, comerciantes, instituições, associações e prefeitura na luta pela preservação de uma das áreas consideradas patrimônio histórico do município.

O grande fluxo de veículos e a subutilização dos espaços públicos são os principais empecilhos.

– A gente está propondo entender o que o Independência é hoje e trabalhar o usar. Valorizar os espaços com nova sinalização, criação de um roteiro, levar feiras e cinema ao ar livre para as praças – sugere.

A mobilização não é tão recente. Em 2008, vizinhos se reuniram para reivindicar melhorias. Com auxílio da prefeitura, levaram a ideia ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) e, em 2011, conseguiram a aprovação do início dos estudos preliminares. Na última terça-feira, ele foi apresentado na Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb). Moradora da Rua Garibaldi, a professora aposentada Marilia Cardoso aprova o projeto e destaca que ele servirá como diretriz para que seja preservado sem perder a identidade:

– Ele não deixa fantasiar a Independência. Mostra o patrimônio como é. É uma joia de brilhantes, e não podemos substituí-la por vidros.

>> Confira um post de Marilia Cardoso sobre a importância do projeto e um histórico do movimento pela revitalização da Independência

SAIBA MAIS

O projeto Passeio Independência surgiu com a ideia de criar um corredor cultural, mas à evolução dos estudos foi percebido que a avenida se destaca pelo valor arquitetônico e urbanístico. Com as adaptações, ele foi alicerçado em quatro pilares. Veja quais são

– Recuperação de identidades – definir a identidade e personalidade do bairro com a padronização dos equipamentos urbanos (canteiros, bancos, telefones), sinalização de pontos importantes, contextualização com o resto da cidade e divulgação de eventos na região

– Multiuso dos espaços – promover usos coletivos diversos (feiras, caminhadas, cinema) e zonear os espaços para a realização de shows e eventos gastronômicos, por exemplo

– Valorização do passeio – eliminar os obstáculos das calçadas, baixar a altura da iluminação para se adequar aos pedestres e construir rampas e sinalização tátil para pessoas com deficiência

– Práticas sustentáveis e bem estar – configurar zonas de estar para promover o encontro das pessoas, como bancos em áreas largas e estações de bicicletas de aluguel

Abertura da Pinheiro Machado marcada para o dia 8

30 de outubro de 2013 2

mapaEPTC

Após finalização de obras pela Smov, a EPTC confirmou para 8 de novembro, sexta-feira, a partir das 9h, a abertura da rua Pinheiro Machado ao trânsito de veículos. Junto à Avenida Independência, funcionará um semáforo de conversão à esquerda, sentido Centro/bairro.

De acordo com EPTC, a medida objetiva qualificar o trânsito na região, criando uma alternativa de rota em direção à Cristóvão Colombo, e diminuir o fluxo de veículos na esquina da Independência com a Ramiro Barcelos.

A Pinheiro Machado terá sentido único da Independência até a André Puente, e, a partir daí, mão dupla até a Gonçalo de Carvalho. Serão retirados pontos de estacionamento da Área Azul na Independência para a melhor circulação dos veículos.

Clique aqui para ler um post do blogueiro Paulo Renato Rodrigues sobre a abertura da Pinheiro Machado.

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Eduardo Berlink ou Eudoro Berlink?

29 de outubro de 2013 0

EduardoBerlinkmenor

A moradora do bairro Auxiliadora e jornalista Karina Zorzato estranhou o nome na placa e tirou a foto abaixo. Onde está escrito “Eduardo Berlink” deveria estar “Eudoro Berlink”.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), as placas onde tem propaganda são instaladas pelas empresas responsáveis pelo espaço. A reportagem contatou a RSBC Ativa Comunicação Visual – indicada pela Bona Imóveis como responsável pela propaganda. A empresa informou que o conserto será feito assim que possível, sem passar mais informações.

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Árvore na esquina da Independência é removida pela Smam

27 de outubro de 2013 4

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Por Úrsula P. Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Flores amarelas. Esse é o nome da pasta que eu tinha no meu computador para fazer um post para o blog do ZH Moinhos. Criei essa pasta em novembro de 2008, época em que foram tiradas as fotos das flores amarelas. Na realidade, tratava-se de uma bela árvore, com flores amarelas, num antigo casarão da Rua Pinheiro Machado.
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Havia pensado em fazer um post em razão da beleza da árvore, principalmente na primavera. Mas como eu não sabia exatamente o nome da árvore, acabei não escrevendo.Pinheiro3

Infelizmente, as belas flores amarelas não existem mais. A árvore foi podada há pouco mais de um mês e não há mais aquela bela paisagem que tínhamos na primavera. O belo tapete amarelo na Pinheiro Machado quase esquina com a Independência se foi.

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Hoje entendo que, apesar de todos os problemas pelos quais passamos, é importante olharmos para as belas paisagens que temos. Valorizarmos a leveza de espírito das pessoas, a poesia da primavera, é uma forma de vivermos melhor. Porque a vida passa muito depressa. E se não conseguirmos enxergar a beleza que temos ao nosso redor, em pouco tempo, ela também não irá mais estar aqui.

O que informou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam)

 – Foi autorizada a remoção  de um guapuruvu, com risco de queda, localizado em área particular. A remoção foi autorizada porque havia risco à vida dos moradores da casa.

Irmã do Colégio Rosário, Genoveva Guidolin recebe prêmio de educação

27 de outubro de 2013 0

gENO

Conhecida de muitos rosarienses, a irmã Genoveva Guidolin recebeu neste mês o reconhecimento por mais de 40 anos de trabalho no Colégio Marista Rosário. O Prêmio Educação RS, promovido pelo Sindicado dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro-RS), elegeu a religiosa como referência em sua área pela trajetória de sua carreira. Mais conhecida como Genô, ela foi a primeira mulher a lecionar no colégio quando o sistema de ensino passou a aceitar meninas nas salas de aula. Por um ano, Genoveva foi a única professora mulher a circular pelos corredores.

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Natural de Nova Prata, na serra gaúcha, a professora sempre teve vocação para a educação. Ainda jovem, mudou-se para Pelotas, no sul do Estado, para cursar o Magistério. Lá, ingressou na Faculdade de História e Geografia, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Religiosa da Congregação São José, dedicou-se aos estudos e, em função deles, mudou-se para Porto Alegre para cursar pós-graduação. Genô foi além e, após iniciar seus trabalhos no Marista Rosário e no Colégio Sévigné, fez mais uma graduação, em Pedagogia na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Há 44 anos no Marista Rosário, a irmã Genoveva já foi professora de geografia, história e moral e cívica, orientadora educacional e, atualmente, atua como agente de pastoral escolar. Como orientadora de diversas gerações de ex-alunos, marcou não só os estudantes, como educadores durante sua trajetória. Seu método de conversar com os jovens antes de se impor rendeu o carinho e o respeito dos que convivem com ela.

Ela atende diversos ex-alunos semanalmente, que a buscam para matar a saudade, para rever a escola ou para apresentar seus filhos, que também estudarão no Colégio. Ela também representa a escola em reencontros de ex-alunos. Além disso, Genô já recebeu o título de Benfeitora Marista por préstimos prestados à instituição e à Rede Marista.

Exemplos da falta de acessibilidade em Porto Alegre

27 de outubro de 2013 0

Calçada com escada na Mariante e desnível em porta de autoescola são alvos de reclamações

Mariante

 

Por Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Lembrada, muitas vezes, por ser um dos poucos lugares de Porto Alegre onde as pessoas ainda se arriscam a deixar o carro na garagem e desbravar a pé as ruas da vizinhança, a região do Moinhos de Vento se mostra pouco amigável a quem tem dificuldades de locomoção.

Dois exemplos citados em e-mail enviado à redação e no grupo Ativismo Pedestre Poa, no Facebook, ajudam a ilustrar o problema. Enquanto uma calçada da Rua Mariante apresenta um trecho elevado, tendo de ser acessada por uma escada, uma autoescola confunde pessoas com deficiência. Na Rua Mariante, à altura do número 840, o problema são, precisamente, cinco degraus. O trecho elevado que ocupa toda a largura do passeio, está de acordo com o decreto 17.302/2011, que permite que os passeios onde há desnível, por causa de outra edificação, possam ter degraus ou rampas.

– Quando há uma lomba, até se justifica este tipo de elevada, mas ali o passeio é plano e estreito. A estrutura penaliza quem está caminhando, por ser um obstáculo – destacou o funcionário público Enrico Canali, que postou a foto no Facebook.

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Situações como essa prometem ser evitadas pelo Plano Diretor de Acessibilidade para as calçadas, colocado em prática pela prefeitura. O projeto, porém, ainda está restrito à área do Centro Histórico. Segundo o supervisor de Controle e Prevenção da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), Paulo André Machado, a iniciativa poderá ser estendida a outros bairros. Casos em que o acesso a pessoas com deficiência não é facilitado podem ser denunciadas pelo 156 ou diretamente à Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (Smacis,) pelo telefone 3289-1141.

Indicação confusa

Detran

Uma autoescola à esquina das ruas 24 de Outubro e Auxiliadora chamou a atenção de Gustavo Trevisi do Nascimento. Embora vários adesivos colados nos vidros do local indiquem que a escola ministra aula para cadeirantes, a porta de entrada apresenta um degrau, dificultando o acesso.
– Não sou cadeirante, mas tenho paralisia cerebral. Moro na Freire Alemão há 32 anos e acho curioso que esta escola, que dá aula para pessoas com deficiência, tenha um degrau na entrada. O ideal seria ter rampas, sempre – disse Nascimento.

De acordo com apuração da Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (Smacis), a escola tem uma entrada acessível, localizada na parte lateral. Ainda assim, segundo a secretaria, o estabelecimento deveria informar, junto à sinalização, o local correto do acesso.

Procurados pela reportagem, os donos da autoescola não atenderam às ligações efetuadas entre sexta e terça-feira para comentar o assunto. O secretário da Smacis, Raul Cohen, disse que o caso está na pauta da secretaria.

De acordo com o secretário da Smacis, que planeja transformar a Rua Padre Chagas em referência em acessibilidade em Porto Alegre, é possível prever uma solução para o problema.

– Para nós, não interessa se o problema está em uma grande avenida ou em uma pequena rua. Toda demanda é analisada, e é o que vamos fazer neste caso. Cabe a nós ir ao encontro disso para tentarmos uma solução – sinalizou.

A promoção de acessibilidade a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, em locais com destinação pública, coletiva ou privada, está prevista na lei federal 10.098, no decreto 5296/2004, e na lei municipal complementar 678/2011.