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Posts com a tag "bairro Independência"

Três ações para revitalizar o bairro Independência

03 de abril de 2014 0

Casarão Frasca

Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi) tem três motivos para comemorar. Desejos antigos da entidade começaram a tomar forma nesta semana, como a revitalização de casarão na Independência, a reforma da Praça Dom Sebastião e melhorias no ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

As fachadas das casas no “L” formado pela Avenida Independência com a Barros Cassal, até a Avenida Cristóvão Colombo, são consideradas símbolo do bairro. A reforma no Casarão Frasca, localizado na esquina das vias, em especial, é um desejo antigo da associação. Por isso, a aprovação do projeto pelo Conselho do Patrimônio Histórico e agora pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) é celebrada.

O Casarão Frasca foi denominado em 2010, a partir do nome da família de imigrantes da Calábria, na Itália, que migraram para Porto Alegre em meados do século passado. Os irmãos Caetano e Antonio administravam um negócio de tecidos e moravam no casario. Segundo o arquiteto responsável pelo projeto de reforma, Lucas Volpatto, ele nunca foi reformado e está bem preservado:

– Especialistas o consideram um dos maiores exemplares do ecletismo na Capital. São duas casas geminadas com muitos elementos decorativos. A ideia é requalificar o andar térreo como ponto comercial e o segundo andar como moradia, mas não há nada definido por enquanto. O foco agora é mexer na fachada e no telhado.

Conforme a Smurb, desde 6 de março o processo está em “comparecimento”. Isso significa que o responsável técnico pela obra foi notificado a comparecer à secretaria para verificar algum detalhe do projeto. Entretanto, até o início desta semana, ninguém havia se manifestado.

Um dos empecilhos para a restauração está na rede elétrica. Como a calçada é estreita e os postes estão muito próximos da casa, a Amabi irá negociar com a CEEE o afastamento da fiação ou até mesmo a colocação de parte da rede no subterrâneo. A entidade também aguarda a tramitação, na prefeitura, de outros pontos históricos, como a Casa Godoy, um dos principais exemplares da art nouveau na cidade, tombada há quase 20 anos. Além da importância arquitetônica, por ter sido criada pelo alemão Hermann Otto Menschen, o local era a casa do médico Jacintho Godoy e sede de encontros memoráveis da sociedade porto-alegrense entre as décadas de 1930 e 1950.

– A grande virtude é que temos, à frente de todas as entidades, pessoas que estão dispostas a fazer com que as coisas aconteçam. Não tínhamos esta solidez de identificação dos moradores e dos representantes. Agora, todos estão interessados, a sua maneira, a colaborar – afirma o presidente da Amabi, Diônio Kotz.

Obras para revitalizar Praça Dom Sebastião devem durar meio ano

03 de abril de 2014 0

DomSebastiao

Depois de três anos e meio de reuniões e tramitações na prefeitura, a reforma da Praça Dom Sebastião, em frente ao Colégio Marista Rosário, foi autorizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A obra está prevista para durar 180 dias e, neste período, a área permanecerá cercada por tapumes. A revitalização custará R$ 912.400,27 e ficará a cargo da Cisal Construções Ltda, empresa que venceu a licitação.

Leia sobre a restauração de casario na Independência e sobre o ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

Entre as melhorias, estão previstas a instalação de meio-fio de concreto, pavimentações de basalto, saibro rosa, pedra portuguesa e piso de concreto com rampas de acessibilidade, degraus de concreto, restauro e instalação de bancos de concreto com encosto, lixeiras, guarda-corpo e corrimãos. Na área infantil, haverá implantação de grade, balanço, barra de balanço, gaiola e dois trepa-trepas. De acordo com a Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi), o foco no público infantil serve para atender aos alunos do colégio e pacientes do Hospital Santo Antônio:

_ Todo ano é realizado um evento de Natal voltado a eles. Nada mais justo que possam descer e aproveitar o espaço. A praça será arborizada e ficará preparada para pequenos eventos que possamos fazer _ projeta o presidente da associação, Diônio Kotz.

Ajardinamento da Gonçalo de Carvalho

03 de abril de 2014 0

Gonçalo

 

Os moradores da Gonçalo de Carvalho, apelidada a rua “mais bonita do mundo” _ que divide os bairros Independência e Floresta _ querem deixá-la ainda mais bela. A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi) pretende reformar os canteiros e melhorar a vegetação no entorno do Shopping Total. A associação se encarregará da troca da placa com o decreto do tombamento da via e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) recolocará a identificação das árvores. O objetivo é marcar um ato para caracterizar a ação.

Segundo a Smam, o pedido ainda está sob análise técnica, uma vez que há fatores que devam ser levados em conta, como o fato de que a colocação de flores e folhagens encobre as raízes, aumentado a umidade no local, e que é preciso compatibilizar os pedidos da comunidade com as características de solo daquela região. As placas que identificam as árvores já foram confeccionadas, e a previsão é de que sejam instaladas até o final do mês.

Leia mais sobre outras duas novidades comemoradas pela Amabi, a restauração de um casario na Independência e a reforma da Praça Dom Sebastião.

Passeio Independência, o plano para revitalizar a Avenida Independência

31 de outubro de 2013 0

Mateus Bruxel

Por Matheus Beck – matheus.beck@zerohora.com.br

Uma simples caminhada pela Avenida Independência e você tem a sensação de que aterrissou em Porto Alegre a bordo de uma máquina do tempo desregulada. Calçadas com larguras diferentes, casarios com fachadas que destoam de outras construções, poluições visual e sonora. A impressão é de que o bairro não pertence à própria época.

– Hoje ele é uma mistura de tempos – define a arquiteta e urbanista Taís Lagranha Machado.

A explicação da sócia-proprietária da Urbana Arquitetura soa como crítica, mas a intenção é inversa. Autora do projeto Passeio Independência, que busca revitalizar o eixo da avenida entre as praças Dom Sebastião e Júlio de Castilhos, Taís tenta engajar moradores, comerciantes, instituições, associações e prefeitura na luta pela preservação de uma das áreas consideradas patrimônio histórico do município.

O grande fluxo de veículos e a subutilização dos espaços públicos são os principais empecilhos.

– A gente está propondo entender o que o Independência é hoje e trabalhar o usar. Valorizar os espaços com nova sinalização, criação de um roteiro, levar feiras e cinema ao ar livre para as praças – sugere.

A mobilização não é tão recente. Em 2008, vizinhos se reuniram para reivindicar melhorias. Com auxílio da prefeitura, levaram a ideia ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) e, em 2011, conseguiram a aprovação do início dos estudos preliminares. Na última terça-feira, ele foi apresentado na Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb). Moradora da Rua Garibaldi, a professora aposentada Marilia Cardoso aprova o projeto e destaca que ele servirá como diretriz para que seja preservado sem perder a identidade:

– Ele não deixa fantasiar a Independência. Mostra o patrimônio como é. É uma joia de brilhantes, e não podemos substituí-la por vidros.

>> Confira um post de Marilia Cardoso sobre a importância do projeto e um histórico do movimento pela revitalização da Independência

SAIBA MAIS

O projeto Passeio Independência surgiu com a ideia de criar um corredor cultural, mas à evolução dos estudos foi percebido que a avenida se destaca pelo valor arquitetônico e urbanístico. Com as adaptações, ele foi alicerçado em quatro pilares. Veja quais são

– Recuperação de identidades – definir a identidade e personalidade do bairro com a padronização dos equipamentos urbanos (canteiros, bancos, telefones), sinalização de pontos importantes, contextualização com o resto da cidade e divulgação de eventos na região

– Multiuso dos espaços – promover usos coletivos diversos (feiras, caminhadas, cinema) e zonear os espaços para a realização de shows e eventos gastronômicos, por exemplo

– Valorização do passeio – eliminar os obstáculos das calçadas, baixar a altura da iluminação para se adequar aos pedestres e construir rampas e sinalização tátil para pessoas com deficiência

– Práticas sustentáveis e bem estar – configurar zonas de estar para promover o encontro das pessoas, como bancos em áreas largas e estações de bicicletas de aluguel

Especial Centenários: Vivência e observação no Independência

15 de novembro de 2012 0

Até o dia 22 de novembro, o ZH Moinhos apresenta uma série de reportagens sobre os centenários que moram na região. Através de suas histórias, saiba como vivem e o que viram pessoas que atravessaram um século de história. Na terceira edição, que circula nesta quinta-feira, conheça Maria Marques Velho, 102 anos, moradora do bairro Independência.

LUÍSA MEDEIROS

O calendário marcava o ano de 1954 quando Maria Marques Velho, chamada de Nazinha desde os tempos de criança, viveu um episódio até hoje muito nítido em sua memória. Na manhã do dia 24 de agosto, a então jovem senhora saíra com uma de suas filhas para comprar tecidos no centro de Porto Alegre. Foi quando chegou à Capital a notícia do suicídio de Getúlio Vargas.
– Eu estava em uma loja na Rua Doutor Flores quando começou um quebra-quebra, com as pessoas muito revoltadas. As lojas tiveram de fechar as portas, e nós ficamos durante algumas horas presas dentro daquela loja – lembra.
Hoje com 102 anos, dona Nazinha recorda o episódio com a tranquilidade que lhe é peculiar – e até diverte-se ao narrar que “as moças corriam ao telefone para dar notícias às famílias, pois ninguém sabia direito o que estava acontecendo”. Tranquilidade provavelmente herdada dos longos anos que viveu no campo. Ela nasceu e cresceu em uma fazenda no interior de Mostardas, à época, município de São José do Norte.

Moradora do bairro Independência desde a década de 1980, tem suas primeiras recordações da Capital na época das visitas à avó, que morou na Rua Ramiro Barcelos. Nazinha ainda era muito criança, mas lembra que a região, hoje marcada por grandes edifícios, era repleta de fazendas. No lugar de incontáveis ônibus e carros nas grandes avenidas, estavam os veículos com tração animal.
– Quando minha avó queria sair, ela mandava chamar um cocheiro. O transporte era de carro de cavalo, só vários anos depois é que vieram os autos – narra.
Mesmo que tenha crescido com o ritmo lento da vida no campo, era frequentadora assídua dos animados bailes do Interior. Foi em um deles, aos 17 anos, que conheceu o marido, Djalma Raupp Velho. Casaram-se um ano depois, em 1928.
Os filhos começaram a chegar logo em seguida. A tranquilidade da fazenda, onde a família plantava arroz, é a explicação encontrada por dona Nazinha para a longevidade.
– Criei seis filhos sempre trabalhando para fora. Lá, eu fazia todo o serviço de dona de casa, inclusive costurava e cozinhava. Até ensinei as primeiras letras para os filhos – recorda.
E garante que não fez nada de especial pela sua saúde: sempre teve uma vida normal e uma alimentação sem restrições. A cozinha é, inclusive, um lugar especial para Nazinha. Uma das saudades que carrega consigo é a da convivência com o pessoal da fazenda e do tempo em que fazia suas famosas receitas, como o bolo de coalhada e as bolachinhas para serem levadas à praia.
Maria Marques Velho conta que a vinda para a Capital se deu em meados da década de 1970. Na época, as viagens eram frequentes em razão da formatura de uma das filhas e, em 1980, acabou ficando de vez após a morte do marido. Um ano depois, passou a morar no alto do Edifício Alegrete, um dos mais antigos do bairro Independência _ região apreciada por dona Nazinha pela beleza dos espaços verdes.
Com passos firmes e mãos ágeis, dona Nazinha dribla a passagem do tempo com determinação. Incansável, está sempre disposta às tardes de carteado com as amigas e conta, orgulhosa, que até valsa dançou no seu aniversário de 102 anos. A família também está sempre por perto: os filhos se revezam nas visitas para não deixar os 28 netos, 44 bisnetos e um tataraneto longe da matriarca.
No amplo apartamento com vista para a Praça Júlio de Castilhos, onde mora com cuidadoras, Nazinha manuseia com cuidado a linha e a agulha de crochê e comenta sobre um dos poucos incômodos causado pela idade:
– Não ando boa dos olhos, estou com um pouco de catarata e acho até que vou ter de operar. Mas nem sei se vale a pena – diz, aos risos.

FOTO: Adriana Franciosi

luisa.medeiros@zerohora.com.br

Hoje tem reunião da Amabi no Rosário

22 de agosto de 2012 0

Repassamos o convite enviado pelo presidente da Amabi, Diônio Kotz:

“Convidamos todos para a reunião de hoje (22) às 19h30min no Colégio Marista Rosário, sala 402 (rua Praça D. Sebastião, entrada pelo acesso 2). Serão tratados assuntos relativos a segurança, barulho, calçadas e projetos futuros para o nosso bairro. Ajude a construir um bairro melhor! Participe e traga seus amigos! Acesse nosso blog: amabindependencia.blogspot.com  
Mais informações pelos e-mails amabi.poa@gmail.com e amudanca@terra.com.br ou pelo telefone 3311-6365″.