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Posts com a tag "Dmae"

ZH Moinhos nas bancas

22 de maio de 2013 0


Cachorródromo da controvérsia – Proposta da prefeitura de criar espaço para os mascotes na área do antigo minizoo desagrada frequentadores
Leitor-repórter sobre fumaça exalada pela chaminé de hospital que causa incômodo a moradores na Travessa Saúde
Na página 5, reportagem sobre a “praça do Dmae”. Após reclamações de moradores sobre barulho dos cães e reação dos donos de animais, uso de área nos fundos do Dmae é analisada
Na página 7, saiba o que deve ser construído nos fundos de casario inventariado da Rua Ramiro Barcelos


Exposição "Xilocidade" na Galeria de Arte do Dmae

19 de junho de 2012 0

A exposição “Xilocidade — memória urbana gravada”, do artista André Miranda, abre ao público nesta terça-feira, às 19h, na Galeria de Arte do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae).

Miranda fala de sua arte como uma forma de denúncia sobre os problemas urbanos:

— Imprimo elementos da arquitetura antiga antes presente nesses mesmos terrenos, e que agora prevalece o novo em sacrifício do antigo — explica o artista.

A exposição vai de 20 de junho a 18 de julho e o horário para visitação é das 8h às 17h30min, de segunda a sexta-feira. A Galeria de Arte do Dmae fica na Rua 24 de Outubro, 200, no bairro Moinhos de Vento.

A entrada é franca.

Sobre o artista:

André Miranda, desenhista, pintor, gravador e artista educador, nasceu no Rio de Janeiro em 1957 onde mora e trabalha até hoje. Já realizou mais de 250 exposições entre individuais e coletivas sendo que a primeira individual de xilogravuras foi no Rio de Janeiro em 1981. Suas obras encontram-se em importantes acervos de museus e galerias da Suécia, França, Portugal, Espanha, Romênia, Polônia, Japão, Argentina e Brasil. Já ministrou mais de 100 oficinas e palestras de gravura de norte ao sul do país. Recebeu inúmeros prêmios, entre eles, em 2003, o prêmio aquisitivo no 8º Salão Internacional de Gravura el Caliu — Olot — Girona, Espanha.

Próximas Exposições na Galeria de Arte do Dmae:

02/08/2012 a 31/08/2012 — Individual “Paradoxos da Arte Fotográfica” — Jandora Jakobson

13/09/2012 a 11/10/2012 — Individual Fotográfica — Heloísa Marques

25/10/2012 a 23/11/2012 — Mostra Coletiva dos Funcionários do Dmae

04/12/2012 a 04/01/2013 — Coletiva Fotográfica H2Olhos — 2ª edição

O Outono e os jardins do Dmae

06 de junho de 2012 1

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Em um domingo ensolarado, resolvi sair um pouquinho do Parcão e ficar mais recolhida para pensar, tomar meu chimarrão e ler tranquilamente.


Caminhei pelas ruas e fui visitar o Jardim Cristófel, onde várias colegas moravam na nossa época de crianças e adolescentes, me bateu a nostalgia nesse dia.

Tirei algumas fotos das luminárias antigas que sempre deram um ar de estilo. Nessa rua, elas funcionam e são preservadas.

Vi um banco entre as árvores, mas segui, pois com o hotel que agora se encontra ali, a movimentação de entrada e saída de turistas estava agitada demais.

Segui e entrei no Dmae ao ver as folhas de plátano secas ao chão.

Bancos de cimento pintados em harmonia com os jardins muito bem cuidados.

Segui por um caminho em que havia arcos para sustentar as trepadeiras floridas, lindas e com um pouco de imaginação inerente a minha pessoa, me senti nos bosques de filmes de época e dos livros que contam histórias das mocinhas românticas que passeiam com suas sombrinhas pelos jardins, debilitadas por um amor impossível.

De onde sentei para degustar tranquilamente meu chimarrão, pude ver a Rua 24 de Outubro acelerada, e eu estava apenas alguns metros dali.



Não é o máximo esse contraste?

A calma e a alegria de recantos sonhadores com a agitação da vida moderna e sem cores, pois na correria nem às percebemos do lado de fora dessa paz visual.

Tudo modifica visto do alto

29 de fevereiro de 2012 0

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Não pude resistir a uma visita que fiz ao último andar de um prédio na Rua Fernando Gomes. Ao chegar à janela, fiquei estupefata com a vista.

Do alto tudo muda, vemos o que não enxergamos de perto e lógico, mais harmônico o conjunto.
A Rua Fernando Gomes também tem um tapete verde, formado pelas copas das árvores, e com isso chego a conclusão que o bairro Moinhos de Vento tem a maioria de suas ruas fechadas com tapetes verdes ou túneis verdes como dizem, mas como estou olhando de cima, ouso dizer tapete verde.

E o que são os ângulos que captei do DMAE? Jardim impecável, seus tanques quietinhos formando um grande espelho d’água. E a antiga caixa d’água está lá para vermos a evolução da captação de águas.





Ergo o olhar e vislumbro o Guaíba ao longe. De fato é uma visão de tirar o fôlego, vocês não acham queridos leitores?

Vamos fazer uma caminhada pelo Moinhos de Vento?

06 de fevereiro de 2012 2

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros


1. Saindo do Parque Moinhos de Vento, vamos entrar pela Rua Luciana de Abreu e seguir reto.



2. A Luciana de Abreu é uma rua muito calma, com um arvoredo lindo. Nos fins de semana, os skatistas aproveitam a área para suas manobras. Em uma das calçadas, vemos casas do século passado que estão interditadas.



3. Entrando à direita na Rua Barão de Santo Ângelo, podemos observar as casas antigas que viraram comércio e as árvores majestosas. Nessa rua, fiquei a pensar em um crime cometido no ano de 1962 que abalou a sociedade gaúcha, o caso Kliemann.


4. Retorno para a subida da Luciana de Abreu, sigo e paro à direita na Rua Santo Inácio, famosa por ser a moradia de muitos fazendeiros no passado e políticos renomados da nossa cidade.


5. Desço a Rua Engenheiro Álvaro Nunes Pereira e chego ao Morro Ricaldone, que hoje gradeado, deixou a vegetação crescer, fazendo com que a população não pudesse mais sentar em seus bancos distribuídos pela rua e ver o mais lindo por do sol de Porto Alegre.


6. Ao seguir por essa rua, temos a sensação de estar em um condomínio fechado como tantos espalhados pela cidade. Casas maravilhosas antigas, que contam histórias de nosso bairro, edifícios de luxo onde abrigam algumas personalidades da nossa sociedade.


7. No fim da rua, temos uma praça muito mal cuidada (Praça Dom Luiz Felipe de Nadal) que se torna outra rua, essa, sem saída. Nesse local há alguns anos muitos carros paravam, e ficavam os namorados num chamego só a observar o por do sol e ver o Rio Guaíba ao longe.



8. Bem, à direita me deparo com um caminho estreito como se fosse um corredor, ultrapasso e percebo que o antigo e famoso restaurante- Chalé Suíço – não existe mais.



9. Ao passar vejo a escadaria que ligava o fim do bairro Moinhos de Vento com o bairro Floresta, hoje fechada.



10. Não se consegue ver nada além da vegetação crescendo sem direção e sem cuidado. Chego ao entroncamento dos dois bairros onde também há uma escadaria ladeada por um edifício. Olho o encontro das três ruas e sigo a direta novamente pela Santo Inácio.



11. Aproveite: pare e olhe os casarões imponentes que ainda existam por ali. Alguns majestosos e conservados, outros abandonados pelos herdeiros de famílias de renome do bairro.



12. Com o sol “a pino”, entro à esquerda na Luciana de Abreu novamente e vejo a pracinha do Dmae, abandonada, com brinquedos sem pintura, vegetação rala e malcuidada, deixando a sensação de tristeza. Para mim, pracinha sem cores e sem crianças não é pracinha.



13. Entro à direita na Barão de Santo Ângelo em direção ao entroncamento das badaladas ruas Fernando Gomes e Padre Chagas. Nessa rua também temos um túnel verde maravilhoso ladeado pelo Dmae com seus plátanos nos dando uma sombra divina depois de uma caminhada longa, mas prazerosa.


14. O que encontro é de tirar o fôlego, pois me deparo com mesinhas nas calçadas tranquilas com um morador passeando com seu parceiro e lógico não poderia deixar de ser, com uma cuia de chimarrão num calor de 40°C.


15. Do outro lado da rua olho embevecida para uma obra de arte fixada nas grades do Dmae.


16. Olho a Padre Chagas do final para o início, momento único, pois naquele momento uma das ruas mais charmosas está vazia.


Fast Food Saúde, e com Drive-Thru Am-Pm no Moinhos

13 de dezembro de 2011 10

Por Eduardo André Viamonte, do Conselho de Blogueiros

Adoro um xis. Burguer, com ovo e bacon. Em meados dos anos 90, empanturrava-me com tal iguaria todos os dias. Ou quase. Mas não dá mais. Agora já nos ensinaram que os quilinhos em excesso não servem apenas para nos abrigar do frio. Eles multiplicam o colesterol malvado, turbinam a pressão, e detonam nossa saúde. Mesmo quando pensamos ser jovens para portar as encrencas que eram exclusivas dos nossos avós.

O que dá mais prazer é sempre o que tem mais gordura. O problema está na evolução. Quando morávamos nas cavernas, a oferta de lipídios era baixa. O cérebro, então, precisava nos recompensar o esforço físico e o perigo da caça aos bichos selvagens. Um dos prêmios era o regozijo da carne gorda. Daí a Terra girou e girou. Industrializaram a ingesta, e paramos de caçar o bife. Só que no mundo do mouse e do clique, nossos neurônios pouco mudaram. Ainda se deleitam com as mesmas coisas. Na contramão dos avanços científicos sobre nutrição, as grandes franquias gastronômicas são o resultado dos nossos hábitos.

E já que não seremos radicais, podemos optar, vez ou outra, por fast foods cem por cento saudáveis. Na volta da balada, ou como sobremesa para aquele lauto jantar. Colorida pela natureza, uma banca de frutas é luxo. A serviço dia e noite, é espécie em extinção na Porto Alegre do progresso. A insegurança das ruas as devora. O Moinhos preserva um exemplar ali na 24 de Outubro, na esquina da monumental Caixa D’água.

São minerais envoltos nas mais belas embalagens inventadas pela natureza. Fibras com aromas. Em peças de arte vitaminadas, flavonoides e licopenos prontíssimos para a degustação. Solicitados até da janela do possante, os frutos doces e os azedinhos chegam em minutos. O verdadeiro drive thru com lanche feliz.