Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros
Bem, da minha janela vejo coisas inacreditáveis da vida e do comportamento das pessoas, e também acontecimentos lindos. Vejo a sinaleira do cruzamento da Rua 24 de Outubro com a Rua Florêncio Ygartua/ Hilário Ribeiro, onde seguidamente tem grandes engarrafamentos, pois as pessoas não respeitam a sua hora de passar. As pessoas esqueceram da educação no trânsito faz muito tempo.
Também observo pessoas apressadas e outras passeando com cachorros. Há motoristas buzinando desesperados, sem paciência para esperar outro estacionar. Assim que ficam livres, aceleram e param na sinaleira fechada. Geralmente, o motorista do carro que estacionou recebe uma saraivada de ' elogios' impublicáveis, por exercer o direito de estacionar em uma via permitida.

Vejo motoristas estacionando e olhando para todos os lados com medo de assaltos. Há engarrafamentos diários, com buzinas impacientes e desaforos constantes. Os lojistas se aventuram entre os carros e trazem o lixo para o contêiner que fica do meu lado da rua. Vejo muita gente atravessando a via em meio aos carros, desafiando a selva motorizada e se expondo sem necessidade, pois a faixa de pedestres se encontra a poucos metros dali.


A 24 de Outubro também é palco para garotos, que passam voando com seus skates por entre as pessoas, desviando, parando e continuando rua abaixo. A via também é usada por senhoras, que formam rodas para conversar. Uma para, outra chega, e a roda aumenta em pouco tempo. Alguns cuidam da via e molham os canteiros para deixar a poluída Rua 24 de Outubro mais aconchegante.
Da minha janela, vejo um pedaço do Parcão. Parece que, diariamente, às 18h30min, inverno ou verão, o tempo muda e começa a ventar bastante até as 19h45min, depois acalma. Nesse momento eu e meu marido sentamos na varanda com um chimarrão e conversamos sobre o dia.

Quando me dirijo para a varanda dos fundos, a situação muda completamente. O silêncio é impar.
Enxergo o verde das árvores das casas da Rua Luciana de Abreu e ouço pássaros gorjeando.
Nem parece que estou a poucos metros do barulho dos ônibus, lotações, carros e motos.
Essa é a vida, de contrastes, que passa pelas minhas janelas no bairro Moinhos de Vento.



















O publicitário Solano Lucena mora no Alto Teresópolis, mas é assíduo frequentador do Parcão.
Úrsula Petrilli Dutra, servidora pública, bacharel em Direito e pós-graduada em Direito Público, é moradora do bairro Independência há 13 anos.
Para manter os leitores do blog em forma, a nutricionista Vera Lisboa dá sugestões e dicas de pratos especiais que encontra pela região.

João Victor Eltz da Silva tem 29 anos e sempre morou no Rio Branco. É publicitário e escreve sobre trânsito, obras viárias e urbanismo.
Professor de inglês, empresário e funcionário do Banrisul, Eduardo André Viamonte, 40 anos, mora na Avenida Cristóvão Colombo.
Morador da Gonçalo de Carvalho, Paulo Renato Rodrigues, 58 anos, é economista e consultor empresarial.
Simone Werlang Guardiola é publicitária e servidora pública federal. Mora no Moinhos desde 1972.
Mariano Marinho Christini 31 anos, mora da Rua Dr. Timóteo, em frente ao Parcão, e é administrador de empresas e gestor imobiliário.


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