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Posts com a tag "miréia borges"

O que eu vejo das minhas janelas

29 de março de 2013 0

Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Bem, da minha janela vejo coisas inacreditáveis da vida e do comportamento das pessoas, e também acontecimentos lindos. Vejo a sinaleira do cruzamento da Rua 24 de Outubro com a Rua Florêncio Ygartua/ Hilário Ribeiro, onde seguidamente tem grandes engarrafamentos, pois as pessoas não respeitam a sua hora de passar. As pessoas esqueceram da educação no trânsito faz muito tempo.

Também observo pessoas apressadas e outras passeando com cachorros. Há motoristas buzinando desesperados, sem paciência para esperar outro estacionar. Assim que ficam livres, aceleram e param na sinaleira fechada. Geralmente, o motorista do carro que estacionou recebe uma saraivada de ‘ elogios’ impublicáveis, por exercer o direito de estacionar em uma via permitida.

Vejo motoristas estacionando e olhando para todos os lados com medo de assaltos. Há engarrafamentos diários, com buzinas impacientes e desaforos constantes. Os lojistas se aventuram entre os carros e trazem o lixo para o contêiner que fica do meu lado da rua. Vejo muita gente atravessando a via em meio aos carros, desafiando a selva motorizada e se expondo sem necessidade, pois a faixa de pedestres se encontra a poucos metros dali.


A 24 de Outubro também é palco para garotos, que passam voando com seus skates por entre as pessoas, desviando, parando e continuando rua abaixo. A via também é usada por senhoras, que formam rodas para conversar. Uma para, outra chega, e a roda aumenta em pouco tempo. Alguns cuidam da via e molham os canteiros para deixar a poluída Rua 24 de Outubro mais aconchegante.

Da minha janela, vejo um pedaço do Parcão. Parece que, diariamente, às 18h30min, inverno ou verão, o tempo muda e começa a ventar bastante até as 19h45min, depois acalma. Nesse momento eu e meu marido sentamos na varanda com um chimarrão e conversamos sobre o dia.

Quando me dirijo para a varanda dos fundos, a situação muda completamente. O silêncio é impar.

Enxergo o verde das árvores das casas da Rua Luciana de Abreu e ouço pássaros gorjeando.

Nem parece que estou a poucos metros do barulho dos ônibus, lotações, carros e motos.

Essa é a vida, de contrastes, que passa pelas minhas janelas no bairro Moinhos de Vento.

A luta entre o existente e o desconhecido

26 de dezembro de 2012 4

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Fui convidada a participar da mobilização silenciosa, mas coerente, de algumas pessoas que ainda se importam com Porto Alegre. Pessoas de bairros diferentes foram ao protesto contra a demolição do prédio da Comendador Caminha com a Mostardeiro. Era um prédio sólido, de arquitetura bonita, com apenas seis apartamentos, um jardim lindo e as garagens simpáticas que davam para a rua Comendador Caminha, porém, um belo dia, anoiteceu e não amanheceu.

Alguns notaram a construção de um tapume, redes altas, mas acharam que seria restaurada a fachada. Qual a surpresa quando passaram pelo local e ouviram barulho de máquinas. O prédio foi derrubado em três dias e ficou somente o chão, sem nenhum entulho. Localizado entre prédios comerciais, o Parcão em frente e de esquina, foi fácil derrubá-lo sem muito alarde.

Está certo que é uma esquina “maldita”, com um acidente nas costas de um carro que voou da lomba e parou no meio do poste na esquina, de assaltos para quem chega de carro à noite em frente ao Parcão, a lomba íngreme que os moradores tinham de subir para poder se abastecer com suas necessidades, fora a idade de alguns que nada favorecia, a não ser o Parque que ficava em frente.

Mas nada justifica esse desconhecido que está por vir e deixar o bairro descaracterizado na sua arquitetura ter feito algo assim na surdina como se estivesse fazendo algo ilegal. Jorge Piqué, dono de uma agência de inovação social, falou para as demais pessoas sobre o cuidado que os cidadãos devem ter para que seu bairro não se descaracterize.

Nestor Torelli, do bairro Petrópolis, também comentou sobre o que as empresas de construções estão fazendo com Porto Alegre, deixando alguns bairros impessoais com essa modernização desenfreada. Marta Dueñas, moradora do bairro Floresta, estava bastante ativa em prol da conscientização da comunidade para esses novos projetos aprovados sem cuidar da beleza e as características de cada bairro.

Vera Behs, moradora do Santana, juntamente com Tárik Matthes, do bairro Passo D’Areia, colavam cartazes mostrando o luto que a comunidade estava sentindo por essa demolição inesperada. Alguns já tinham informações do grupo que comprou o prédio e o que irão fazer, mas outros estavam preocupados mesmo era com o patrimônio histórico do bairro Moinhos de Vento, como a escritora Carol Bensimon, presente também no local.

Você pode ser um camaleão

14 de dezembro de 2012 0

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Na minha visita à Maison Rose (Rua Hilário Ribeiro), encontrei a Georgiana Fauri (foto acima), uma empresária que nós encontramos caminhando ligeirinho pelas calçadas do Moinhos, pois ela se divide em vários afazeres.

Simpática e excelente empreendedora, me recebeu no seu espaço dentro da Maison Rose me mostrando qual era seu diferencial. Georgiana desenha peças que podem ser usadas de várias maneiras, peças multiuso, e o bom dessas peças que ela serve e se adapta para mulheres que vão de 35 anos até 80 anos, ela me diz, sorrindo.

O mini shopping, como ela chama a Maison Rose, é o lugar ideal para ela mostrar suas peças que são expostas também no Café do Porto, em um atelier em Nova York. Essa publicitária deixou a vida em agências de publicidade e se dedicou a um sonho antigo, criar peças em que a pessoa se sentisse confortável e pudesse como um camaleão se transformar conforme a ocasião.

Ela colocou seu sonho em pratica em 2005 e hoje já acumula pedidos e glórias com esse novo empreendimento camaleônico.

Margarete Seixas (foto abaixo), proprietária da Maison Rose foi quem idealizou o local como um espaço de multimarcas com oito expositoras de diferentes produtos, que são administrados por ela, para que o bairro Moinhos de Vento tenha um atendimento diferenciado, que atenda todas as idades, já que perfil das “senhoras mais cheinhas” não obteve êxito ali. Hoje a loja de tamanhos maiores 46 até 60 funciona na Tristeza, na zona sul da cidade.

Ela fez uma pesquisa e viu que havia um déficit nesses tamanhos para mulheres que queriam parecer mais jovens, mas não emplacou no bairro. Será que elas compram escondidas? É uma pena, pois nosso bairro precisa de lojas que expõem seus produtos maiores para se vestir. A maioria das lojas ou não tem tamanhos grandes ou ficam no estoque para não “denegrir” a vitrine.

Para 2013, a Maison Rose terá uma cafeteria e um espaço de beleza, para que as mulheres do bairro possam ter em um só local tudo que precisam. Entrar, relaxar, comprar e sair prontinha para algum evento ou até mesmo para um happy hour.

Assim, apresento a vocês a “Casa Rosada”. Apareça por lá e veja com seus próprios olhos a transformação que houve do prédio apagado, para algo vivo, transformador e moderno.

Além disso, quero parabenizar a Margarete por ter tentado mostrar as mulheres que existe roupas com numeração maior para vender, mesmo que não obteve sucesso no Moinhos de Vento, mas com sucesso no bairro tristeza que já sei tem muito movimento.

O carnê está de volta no Auxiliadora!

21 de junho de 2012 1

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

“Depois de alguns dias longe do Moinhos de Vento, mas ao mesmo tempo pertinho, pois estava no bairro Auxiliadora, captei várias matérias para o blog.

Muitas mulheres parando em frente a uma loja feminina, e lógico, como todas as mulheres, fui conferir também e entrei. A loja se chama Tendresse e fica na Rua Cândido Silveira esquina com o finalzinho da Rua 24 de Outubro.

O que me chamou a atenção nesse estabelecimento foi que eles trabalham com o antigo e esquecido carnê. Segundo a dona da loja, Santa Elena Augusto, a Tendresse existe há 29 anos, e nesse mesmo tempo elas trabalham com o carnê, pois segundo ela, as clientes sempre voltam para pagar e se encantam com mais alguma coisa e compram novamente.

Uma loja completa para mulheres, desde os acessórios, lingerie, roupas de festas, roupas para o dia a dia…

No momento em que estava conversando com Elena sobre a política da loja, chega uma cliente chamada Maria Elizabete Wolf, diz que é uma cliente assídua da loja e abriu a bolsa tirando alguns carnês.

Bem, em pleno século XXI, parece que o bom e velho carnê está com tudo nesse estabelecimento recheado de encantamento para uma mulher.

Esse é o bairro Auxiliadora mostrando uma linha tênue entre o presente e o passado. Muito Interessante!”


Ajudando o próximo

20 de junho de 2012 2

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

“No domingo pela manhã, me deparei com um caminhão com uma faixa de captação de donativos, onde dizia IOM MITZVAH. Muitas pessoas da Comunidade Judaica desceram de dentro do caminhão e foi bonito de se ver. Alguns carros e uma pequena escolta da Brigada Militar estavam se posicionando na Rua Barão de Santo Ângelo para darem início à coleta de agasalhos para os necessitados.

A carreata seguiu buzinando e dezenas de voluntários se espalhavam pelas residências recolhendo os donativos.

Interessante essa atitude de um grupo de jovens preocupados com o “outro”, enquanto a maioria da população não está nem aí para os necessitados.

Cumprimentei eles, tirei fotos e segui minha caminhada.”


Coelhinho da Páscoa leva você de bicicleta!

02 de abril de 2012 4

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Ao passar pela Rua Tobias da Silva, você vai ficar surpreso ao se deparar com o Banco cor de Rosa Choque cheio de coelhas a sua espera, assim como uma bicicleta.

Você pode dar uma voltinha levando junto um senhor Coelho na carona como segurança.

Moinhos têm dessas coisas, integrando as festividades na vida de sua comunidade.

Vá até lá e aproveite para ver a Páscoa cheia de coelhos simpáticos enfeitando a rua.




Miréia Borges deu uma volta com a bicicleta









Marilene Silveira Bauer entrou no clima da Páscoa

Palestras gratuitas hoje no Moinhos

18 de outubro de 2010 0

Por Miréia Borges, Conselho de Blogueiros

Passando pela Padre Chagas, conversei com as meninas que ficam no solzinho perto de uma das vacas da Cow Parade, que está em exposição ali. Conversando, soube que teremos no Moinhos algumas palestras gratuitas promovidas por Alexandre Birman. Segue o convite para nossos leitores se inscreverem, pois ainda tem vagas.

Boa sorte e nos contem depois o que acharam desse ciclo de palestras em nosso bairro.

Arrecadação Solidária

22 de dezembro de 2009 4

Depois de algumas semanas, consegui a arrecadação de 174 brinquedos, que serão doados para as crianças do Hospital Santo Antônio, do SUS, da área de transplantes e da oncologia.

A magia do Natal nos faz ficar mais sensíveis com o próximo e, assim, conseguimos liberar o melhor que existe dentro de nós.

O “mundo da ilusão”, onde habita o Papai Noel é muito fértil e lá podemos sonhar, sorrir, amar, perdoar, brincar e criar.

Nesse mundo nossa cabecinha, quando infantil, voa esperando sempre aquele que vem para realizar nossos pedidos, e, quando adulta, essa mesma cabecinha endurece, duvida e perde muitas vezes a capacidade de sonhar e esperar.

Papai Noel existe! Basta deixarmos entrar dentro de nós a magia que está sempre presente no “mundo da ilusão” – o mundo do Papai Noel.

Obrigada a todos que contribuíram para dar alegria a essas crianças que esperam o Papai Noel.

Feliz Natal a todos os leitores que acompanham o blog do ZH Moinhos.

Enviado por Miréia Borges