Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "Moinhos de Vento"

Copa do Mundo no Moinhos

26 de junho de 2014 0

Por Úrsula Petrilli Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Prestes a completar seis anos, agora em julho, o Blog do ZH Moinhos merece o registro de um evento muito especial que está ocorrendo em seus bairros de abrangência: a Copa do Mundo. Sim, a Copa do Mundo do ano de 2014 é no Brasil e parte dos jogos é em Porto Alegre. Estamos recebendo milhares de turistas. Estamos sendo considerados “acolhedores” como sempre. E, manifestações à parte, agora, é o momento de acolher, de integrar, de compartilhar.

Ursula3

Confesso que, na abertura da Copa, senti medo. Trabalhando a poucos metros da fan fest, com o horário de expediente reduzido e saída prevista para às 15h, deixei meu carro no estacionamento e voltei a pé para a região do Moinhos. Escapei por minutos das manifestações que passaram pelo centro da cidade e Avenida Borges de Medeiros.

Hoje fico feliz em saber que o chamado “caminho do gol” é um sucesso. As pessoas estão entrando no clima da Copa, do futebol. Porto Alegre está tendo a oportunidade de ser conhecida pelo Mundo. Esta é a segunda Copa do Blog. Em 2010, tivemos alguns registros da torcida da “Copa do Mundo no Moinhos”. Mas essa é a primeira Copa do Blog em que Porto Alegre é anfitriã. Por isso, convido a todos os leitores a enviarem seus registros do Mundial. Seja foto com turistas, alguma movimentação nos parques, alguma bandeira, vale o que quiser.

Ursula2Ursula1
Aliás, se você, morador da região, presenciou algum jogo no Beira-Rio ou foi até a fan fest, queremos ver a sua foto. É você, com a sua torcida, que faz a Copa do Mundo ser um evento que une nações e aflora a emoção de sermos brasileiros. Compartilho algumas fotos da região e, em especial a pintura feita numa escolinha do bairro, onde meu filho, de um ano e 10 meses, já expressa a arte, a torcida e o orgulho de ser um mini brasileiro.

Ursula4

Frequentadores pedem melhor iluminação para o Parcão

16 de abril de 2014 0

foto-capa

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Nem para correr, nem para sentar. Maior área de lazer da região, o Parcão tem perdido o sentido depois que o sol se põe, sendo, em muitas vezes, evitado pelos usuários. Com apagões recorrentes e iluminação insuficiente em vários pontos, é raro encontrar quem se aventure a praticar esportes ou ocupar os bancos à noite.

– Perto dos banheiros, a partir das 20h, há prostituição. Os garotos de programa usam o parque porque está encoberto pelas árvores, com pouca iluminação. Já para quem corre se torna perigoso, porque há muitas raízes, pedras e desníveis –  observa Luciano Alves, 44 anos.

Morador da Travessa Angustura, o publicitário utiliza o local diarimanete para correr ou andar de bicicleta. Depois de oito anos vividos em São Paulo, lamentou a constatação de que o “seu quintal”, como se refere ao Parque Moinhos de Vento, não era utilizado pelos porto-alegrenses após o horário comercial. A inquietação de Luciano motivou a organização do primeiro Piquenique Noturno realizado no local, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o problema da iluminação e motivar a ocupação do espaço também à noite. Outros eventos –  como o Piquenique Noturno com os Chefs –  foram e continuam a ser realizados no parque, mas ainda não são suficientes para encorajar os usuários à utilização noturna do Parcão.

–  Não é seguro, principalmente onde tem muitas árvores. A iluminação não é suficiente, mas também tem a questão da segurança. As pessoas ainda não têm o hábito de utilizar os parques da cidade à noite – opina a estudante Laura Krebs, que frequenta o Parcão semanalmente.

A blogueira Úrsula P. Dutra Christini lembra que, durante o horário de verão, as pessoas utilizam o parque até mais tarde.

–  Agora, no inverno, caminhar às 18h já mostra limitações. Não são todas as pessoas que se aventuram nessa empreitada. Certamente, uma boa iluminação no Parcão geraria, no mínimo, um sentimento de mais segurança para todos nós.

Usuários relatam apagões à noite

Morador do Higienópolis,Wilson Rocha Júnior, que costumava correr no local, compartilha da opinião da estudante. Ele destaca os “apagões”, noites em que a iluminação do Parcão simplesmente não é ligada, como um fato recorrente.

–  Passo por lá de bicicleta, à noite, e nada mudou. Até me lesionar, eu corria lá, mas só porque sabia que o máximo que poderiam levar era o meu tênis.

O blogueiro do ZH Moinhos Eduardo Viamonte também testemunhou a falta de luz:

–   Corro no parque depois de escurecer, desde os anos 1990. Os apagões sempre existiram, mas se intensificaram, de forma intermitente, nos últimos anos, aumentando os riscos de assaltos e de tombos. Com a temida questão da violência crescente, alguns amigos foram deixando de frequentar o Parcão à noite. As ruas, e até mesmo o entorno da Redenção, têm sido minha opção.

Abordada pelo ZH Moinhos em dezembro, a questão da iluminação do parque já está na pauta da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que, na ocasião, comentou o assunto contemplando a possibilidade de abrir a licitação para o projeto em janeiro deste ano.

Contatada novamente pela reportagem, no entanto, a secretaria disse que o documento não deve ser liberado antes de maio. A razão, segundo a Smov, é que, por se tratar de um projeto mais complexo do que o das demais praças que receberam reforço na iluminação nos últimos meses, ele ainda está sendo elaborado pelos engenheiros e técnicos da pasta.

Questionado sobre os apagões, o diretor de iluminação pública da Smov, Luiz Fernando Colombo, enviou uma equipe da Divisão de Iluminação Pública (DIP) para realizar uma vistoria no Parcão na terça-feira, e informou que foram encontradas lâmpadas queimadas. A manutenção seria realizada nesta quarta-feira.

Ampliação de shopping prevê alargamento da Doutor Timóteo

27 de março de 2014 0

Shopping

Medida sugerida pela EPTC para receber maior fluxo de veículos pode acarretar em corte de árvores

Matheus Beck ➧ matheus.beck@zerohora.com.br

A possibilidade de alargamento da Rua Doutor Timóteo inquieta os moradores do Moinhos de Vento. Isso porque o futuro acesso ao Moinhos Shopping deve causar impacto no trânsito da região, e várias árvores podem ser cortadas para que um trecho da via receba o recuo de ingresso dos veículos.

A medida proposta pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) como compensação à ampliação do empreendimento foi apresentada em uma plenária realizada na última semana no Fórum Regional de Planejamento da Região 1 (RGP1). Na ocasião, a comunidade conheceu as exigências das secretarias e órgãos públicos para que o Estudo de Viabilidade Urbanística seja aprovado.

Como o projeto prevê uma nova entrada e saída de veículos pela Doutor Timóteo, a EPTC exigiu a implementação de uma faixa adicional de aceleração e desaceleração para que a fila de veículos que acessam o prédio não cause congestionamentos. De acordo com a gerente de planejamento da EPTC, Carla Meinecke, a medida segue um cálculo que leva em consideração as 685 novas vagas e o número de cancelas em operação nos horários de maior movimentação:

– Não tem erro. É um cálculo matemático.

Os moradores, entretanto, estão receosos. Muitos acreditam que a alteração não resolverá o problema do trânsito a longo prazo. Isto porque, há poucos meses, foi invertido o sentido da Rua Tobias da Silva sob a alegação de atenuar o tráfego na região, e um novo acesso pela Doutor Timóteo poderia causar engarrafamentos no cruzamento com a 24 de Outubro e demais vias.

O arquiteto e urbanista Alan Furlan, delegado do RPG1, decidiu compilar as dúvidas e encaminhar à prefeitura. A intenção dele é pedir mais informações para saber o que será atenuado e o que será compensado pela construtora.

– Não vemos um aumento das exigências (de contrapartida) na mesma proporção do aumento da interferência no trânsito. Não que a comunidade não queira o empreendimento. É que agora é o momento de contestar. Senão, daqui a pouco vão ter que fazer outra medida para resolver a que não foi bem pensada – diz Furlan.

Plano diretor reserva espaços para possíveis expansões

A gerente da EPTC, porém, assegura que os estudos de impacto de tráfego se baseiam no crescimento da frota de veículos para os próximos cinco a 10 anos. Conforme Carla, a aplicação será fiscalizada de perto pelo órgão. Ela garante que as intervenções viárias estão previstas no plano diretor, que reserva espaços para possíveis expansões ou alargamentos.

– Qualquer tipo de ampliação só é feita onde há previsão de alterações do traçado viário. Não se sai alargando indiscriminadamente. A 24 de Outubro, por exemplo, já tem recuos previstos. Todo o trânsito tem de estar funcionando bem, seja o tempo de semáforo, a segurança dos pedestres ou a fluidez da circulação nos pontos mais críticos – afirma.

Remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização da Smam

Carla ressalta que medidas como o alargamento de vias fazem parte de um plano funcional. Embora o estudo de tráfego tenha sido aprovado pela EPTC, elas não são definitivas. O corte de árvores se enquadra nesta situação. Segundo ela, a remoção ou transplante dos vegetais depende da autorização pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Ainda assim, a jornalista e escritora Tania Jamardo Faillace questiona se, mesmo com adequações, as remoções irão respeitar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA):

– São ruas muito arborizadas, com árvores antigas mas saudáveis, que fazem o orgulho do bairro, e constituem túneis verdes. Qualquer alargamento, mesmo de meio metro, exige corte e remoção de vegetais. Parece uma maneira de poupar investimentos públicos, fazendo-os serem pagos pelos empreendimentos, mesmo à custa de tolerar eventuais inadequações ao PDDUA e ao interesse da população.

Procurado pela reportagem, o Moinhos Shopping informou apenas que o projeto de ampliação “se encontra em fase de tramitação junto ao município, em etapa de aprovação” e que “oportunamente serão divulgadas informações e detalhes”. Estão previstas a ampliação do centro comercial e a construção de sete novos pavimentos – quatro deles no subsolo –, em uma área de 10,5 mil metros quadrados.

Obra para evitar deslizamentos do Morro Ricaldone fica para 2014

07 de novembro de 2013 0

Ricaldone2

Prolongamento de via junto ao Morro Ricaldone, no Moinhos de Vento, é paralisado e muro de contenção deve ser erguido apenas no próximo ano

Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Interrompida há meses, a pedido da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), a obra de prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha, junto ao Morro Ricaldone, pode não ser mais retomada.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que executa os trabalhos, a intervenção no local será outra: um muro de contenção deve ser erguido ao pé do morro. Mas só em 2014.

– A abertura da via está descartada. Estamos readequando o projeto do muro de contenção, que é necessário, pois, ao longo dos anos, o morro pode vir a ter deslizamentos. Queremos iniciar a obra no começo do ano que vem – explica o secretário de Obras e Viação, Mauro Zacher.

Reivindicação antiga da comunidade, o prolongamento da Rua Engenheiro Saldanha daria acesso direto à Rua General Neto. Atualmente, motoristas têm de fazer uma curva fechada ao final da Engenheiro Saldanha para acessar a via.

Os trabalhos no local tiveram início em maio, mas logo foram interrompidos a pedido da Smam, que constatou risco de deslizamento junto ao Ricaldone, solicitando uma obra de contenção. De acordo com a secretaria, o Termo de Referência já foi finalizado e encaminhado para a Smov.

Estado de abandono preocupa moradores

A obra deverá incluir um sistema de drenagem que direcione as águas pluviais à rede mais próxima e a construção de calçadas onde não existem e a substituição dos passeios danificados.

– O trabalho é relativamente simples, e deve durar em torno de seis meses. Nunca vimos necessidade de abertura da via. Esse trabalho só será retomado se a EPTC solicitar e a Smam e a comunidade aprovarem – disse Zacher.

Para a associação Moinhos Vive, no entanto, o prolongamento da Engenheiro Saldanha é indispensável à melhora do fluxo e da segurança nas proximidades do Morro Ricaldone.

– Vamos insistir nisso, dentro do que foi aprovado em março de 2011. É necessária uma intervenção para suavizar a curva ao final da via, que é muito abrupta. Também queremos o cercamento da área junto ao morro, para garantir a segurança lá. É nossa prioridade – diz o presidente do Moinhos Vive, Raul Agostini.

Enquanto os trabalhos no Ricaldone não são retomados, moradores reclamam da sensação de insegurança provocada pelo estado de abandono do local, isolado simbolicamente por um arame preso a estacas de madeira.

Ricaldone3
– Ali está sujo, a cerca, arrebentada, e a tal contenção, nem sinal – lamentou Ajácio Brandão.

Na semana passada, quando a reportagem esteve na área junto ao morro, havia dois colchões, que seriam de moradores de rua, e lixo ao longo da encosta. De acordo com Moinhos Vive, o assunto seria levado para discussão com a prefeitura.

Bazar do Dia das Mães neste domingo

30 de abril de 2013 0

Diversos expositores estarão no próximo domingo, dia 5 de maio, no Graan Bazar de Dia das Mães. O evento ocorre no Instituto NT de Cinema e Cultura. Entre os produtos à venda, estarão bolsas, roupas, acessórios, presentes e doces.

A feira será das 10h às 18h e é aberta ao público. Mais informações pelo Facebook, neste link: http://www.facebook.com/events/495986130468369/

Novas mudanças à vista no trânsito do Moinhos

24 de abril de 2013 1

O trânsito do bairro Moinhos de Vento passará por novas alterações. Além da implantação da mão inglesa para o retorno na Praça Júlio de Castilhos, a Rua Tobias da Silva terá o sentido invertido da Félix da Cunha até a Quintino Bocaiúva. A mudança deve entrar em vigor em até 45 dias.

Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o objetivo da modificação é desafogar a região da 24 de Outubro. Atualmente, os motoristas que se deslocam da Zona Norte e desejam acessar o estacionamento do Moinhos Shopping são obrigados a fazer o retorno na alça da Goethe e seguir pela Dr. Timóteo.

Alteração de trânsito na Praça Júlio de Castilhos

23 de abril de 2013 1


Reivindicadas por moradores dos bairros Moinhos de Vento e Rio Branco, as alterações no trânsito nas imediações da Praça Júlio de Castilhos, no entroncamento da Avenida Independência com a Rua Ramiro Barcelos, entraram na pauta da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A previsão é que até o final de maio o tráfego fique em mão inglesa no local. Ou seja: aqueles motoristas que estão na Rua 24 de Outubro e precisam ingressar na Rua Mostardeiro poderão fazer o retorno pela esquerda sem ter de ir até a Ramiro Barcelos. Faltam apenas os últimos ajustes no projeto para dar início à mudança.

No Facebook do ZH Moinhos, lançamos uma enquete sobre o que os moradores pensam a respeito dessa alteração de trânsito. Se quiser enviar dúvidas ou comentários sobre a mudança ou o trânsito na região, envie um e-mail para moinhos@zerohora.com.br, com seu nome completo.

– O objetivo é desafogar o trânsito na região, e, como qualquer outra modificação que fazemos, vamos avaliar os efeitos e consequências – explica o diretor de trânsito da EPTC, Carlos Pires.

Para ônibus, táxi-lotações e veículos de grande porte, a circulação permanece a mesma: é preciso contornar a praça para entrar na Mostardeiro. A alteração no sentido da via foi anunciada em encontro organizado pelo Centro Administrativo Reginal da Região Centro (CAR-Centro), que contou com a presença de representantes da prefeitura e moradores dos bairros Moinhos de Vento, Auxiliadora e Independência.

Em função das mudanças, a localização do ponto de táxi também será alterada na Praça Júlio de Castilho _ mas não deverá permanecer na mesma via.

ZH Moinhos nas bancas

18 de abril de 2013 0

No ZH Moinhos que circula nesta quinta-feira você confere:

Incerteza na “praça dos cachorreiros” – Área nos fundos do Dmae usada para passear com os cães sem guias ficou com o portão aberto, sem poder fechar, deixando usuários indignados

Conselhos de um capitão – Zé Roberto, do Grêmio, conversa com estudantes do Marista São pedro

Fartura para comer com hashis – Em funcionamento há 11 meses, Daikoku Sushi, na Cristóvão Colombo, tem temaki reforçado

Conheça Seu Vizinho com Manoela Pezzi D´Almeida – Independência no Independência – Fotógrafa e surfista gosta de estar próxima a parques e ao estúdio em que trabalha

O que eu vejo das minhas janelas

29 de março de 2013 0

Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Bem, da minha janela vejo coisas inacreditáveis da vida e do comportamento das pessoas, e também acontecimentos lindos. Vejo a sinaleira do cruzamento da Rua 24 de Outubro com a Rua Florêncio Ygartua/ Hilário Ribeiro, onde seguidamente tem grandes engarrafamentos, pois as pessoas não respeitam a sua hora de passar. As pessoas esqueceram da educação no trânsito faz muito tempo.

Também observo pessoas apressadas e outras passeando com cachorros. Há motoristas buzinando desesperados, sem paciência para esperar outro estacionar. Assim que ficam livres, aceleram e param na sinaleira fechada. Geralmente, o motorista do carro que estacionou recebe uma saraivada de ‘ elogios’ impublicáveis, por exercer o direito de estacionar em uma via permitida.

Vejo motoristas estacionando e olhando para todos os lados com medo de assaltos. Há engarrafamentos diários, com buzinas impacientes e desaforos constantes. Os lojistas se aventuram entre os carros e trazem o lixo para o contêiner que fica do meu lado da rua. Vejo muita gente atravessando a via em meio aos carros, desafiando a selva motorizada e se expondo sem necessidade, pois a faixa de pedestres se encontra a poucos metros dali.


A 24 de Outubro também é palco para garotos, que passam voando com seus skates por entre as pessoas, desviando, parando e continuando rua abaixo. A via também é usada por senhoras, que formam rodas para conversar. Uma para, outra chega, e a roda aumenta em pouco tempo. Alguns cuidam da via e molham os canteiros para deixar a poluída Rua 24 de Outubro mais aconchegante.

Da minha janela, vejo um pedaço do Parcão. Parece que, diariamente, às 18h30min, inverno ou verão, o tempo muda e começa a ventar bastante até as 19h45min, depois acalma. Nesse momento eu e meu marido sentamos na varanda com um chimarrão e conversamos sobre o dia.

Quando me dirijo para a varanda dos fundos, a situação muda completamente. O silêncio é impar.

Enxergo o verde das árvores das casas da Rua Luciana de Abreu e ouço pássaros gorjeando.

Nem parece que estou a poucos metros do barulho dos ônibus, lotações, carros e motos.

Essa é a vida, de contrastes, que passa pelas minhas janelas no bairro Moinhos de Vento.

Os destaque do ZH Moinhos

13 de fevereiro de 2013 0

No ZH Moinhos que circula nesta quinta-feira, você vai encontrar:

– Uma reportagem sobre o Palácio Santo Meneghetti, o Palacinho, incluído no PAC das Cidades Históricas

– Leitor-repórter: moradora reclama de obra abandonada no Auxiliadora

– Moinhos também tem samba no pé: saiba o que é o Bloco Manga Rosa, do Café Bar Galgos Brancos, e veja fotos da festa de lançamento do bloco

– Na seção Gastronomia, saiba um pouco sobre a história do Le Grand Burger e aprenda a fazer um hambúrguer de cogumelo com gorgonzola

Especial Centenários: a vizinha que viu nascer o Moinhos de Vento

21 de novembro de 2012 1

O ZH Moinhos encerra hoje a publicação de uma série de reportagens sobre os centenários que moram na região. Através de suas histórias, saiba como vivem e o que viram pessoas que atravessaram um século de história. Na quarta e última edição, que circula nesta quinta-feira, conheça Carmen Cauduro de Oliveira, 100 anos, moradora do bairro Moinhos de Vento.

Luísa Medeiros

O ano em que Carmen Cauduro de Oliveira, hoje com cem anos, nasceu, uma invenção revolucionou o dia a dia das pessoas. Era 1912, quando a General Motors anunciou, nos Estados Unidos, uma das mais importantes invenções da indústria automobilística: o motor com partida elétrica. Tornou-se possível dar a ignição no motor apenas girando uma chave, eliminando a manivela.


Em uma época em que até o relógio parecia mover-se mais devagar, ganhava-se em agilidade, praticidade e mobilidade. Com a novidade, os veículos movidos a gasolina, mais rápidos e potentes, começaram a se popularizar. Anos mais tarde, a novidade chegou ao Brasil, quando Carmen ainda era criança. Essa foi apenas uma das grandes transformações que a moradora da Rua Doutor Timóteo, no Moinhos de Vento, presenciou. E que, até hoje, a impressionam:

– Não consigo lidar com a ligeireza das coisas de hoje. A gente vai dormir com um fato acontecendo, e de manhã já virou tudo. Não sei se isso é bom.

Da janela do apartamento onde mora há pelo menos 35 anos, em frente ao Parque Moinhos de Vento, ela vê o imenso tapete verde tão característico da região. Quando os netos eram bem pequenos, descia para levá-los no parquinho e tinha de se sentar ao sol, pois ainda não existiam, por ali, as imponentes árvores. Hoje, vê os incontáveis prédios em volta do Parcão e aponta para o centro:

– Só tinha aquele prédio ali. O resto era chão batido.

Porto-alegrense de nascimento e de coração, como gosta de enfatizar, passou quase toda a vida na Capital. Perdeu os pais muito cedo e foi morar com os tios em um hotel no Centro. Por isso, acompanhou de perto o desenvolvimento da Porto Alegre do século 20.

– A cidade preservava uma tranquilidade. Ainda criança, eu brincava na calçada, pulando corda – narra.

Com 16 anos, a estudante começou a trabalhar como alfabetizadora no, então, Porto Alegre College, hoje Instituto Porto Alegre (IPA). Pegava um bonde do Centro até o final da Avenida Independência, e o resto do trajeto era feito a pé.

– Tínhamos de subir todo o morro caminhando. A família Mostardeiro, que tinha uma grande fazenda na região, abria as porteiras onde hoje fica a Rua Dona Laura e nos deixava passar para encurtar o caminho – lembra, com detalhes, de uma época em que o bairro Moinhos de Vento ainda nem existia.

Foram 10 anos de subidas diárias no local conhecido atualmente como morro do IPA.

– Hoje, quando caminho com as pernas firmes, sempre lembro que adquiri isso naquela época – garante, enquanto desliza seu andador com agilidade pelo apartamento repleto de objetos antigos, fotos de netos e bisnetos e recordações de um século de história.

Por volta dos 25 anos, casou-se pela primeira vez e foi morar em Flores da Cunha. Acostumada com a dinâmica da cidade, estranhou muito a vida na Serra. Quando tinha apenas dois anos de casada, no entanto, uma tuberculose vitimou seu primeiro marido. A viuvez precoce trouxe Carmen de volta à Capital, de onde não saiu mais. Casou-se novamente, poucos anos depois, com o procurador Álvaro de Oliveira. Prestou um concurso e tornou-se funcionária pública. Foi nessa época que sua vida mudou muito.

– Meu marido gostava muito de viajar, então conheci muitos lugares como Europa, Argentina e Uruguai.

Talvez por isso a maternidade tenha sido tardia. A primeira filha chegou quando Carmen tinha 40 anos e o segundo, aos 45 anos. Sempre muito ativa, só parou de trabalhar aos 61 anos, quando se aposentou. Dez anos depois, em 1983, ficou viúva mais uma vez. Até completar 90 anos, ainda morava sozinha no apartamento em frente ao Parcão. Há poucos anos, a filha Carmen Regina foi lhe fazer companhia. Se ao longo da história sua vida foi acelerada pelas novidades e inovações, hoje a centenária vive a tranquilidade de uma velhice em casa, sem muitas atividades.

– Levo uma vida parada, sentada em uma cadeira, olhando para frente e trabalhando o cérebro. Quase não saio, não aceito mais convites para chás e almoços pois minhas mãos e dedos não se mexem mais com agilidades, então prefiro ficar em casa – diz, serena.

E atribui os seus cem anos de vida ao tempo em que percorria a pé o trecho hoje tomado por avenidas no Moinhos de Vento, até o Morro do IPA.

– Nunca imaginei que chegaria tão longe.


luisa.medeiros@zerohora.com.br

Presidente da Casa da Moeda de passagem pelo Moinhos de Vento

17 de setembro de 2012 0

Por Norah Dietrich, do Conselho de Blogueiros

De passagem por Porto Alegre para a assinatura do convênio entre Ceitec e Casa da Moeda para a produção do novo chip a ser utilizado no passaporte brasileiro, Francisco Franco, presidente da Casa da Moeda, almoçou em um dos bistrôs do bairro Moinhos de Vento.

Repare como tem alguém no canto da mesa, com jeito de quem está aprontando.


Na foto: o gerente de contas do HSBC, Mauricio Villela Alves; o presidente da Casa da Moeda, Francisco Franco; a escritora Norah Dietrich e o filho João Felipe.

Empreendedorismo no Moinhos

11 de setembro de 2012 0

Por Norah Dietrich, do Conselho de Blogueiros

O empreendedorismo é um assunto — e uma prática — que desperta cada vez mais interesse em todos que têm uma boa ideia na cabeça. Tirar essa ideia do papel ou transformar um hobby em um negócio lucrativo, nunca foi tão acessível e incentivado como hoje. Empreender oxigena a economia, cria renda, fomenta o progresso, gera empregos e afeta positivamente a região em que se encontra.

Entretanto, deve-se ressaltar que, mesmo com toda a informação e apoio disponíveis, o risco e o desafio constante de inovar e se manter competitivo em um cenário cada vez mais dinâmico, também fazem parte dessa estimulante jornada.

Portanto, é com muito orgulho, que apresento os mais novos empreendimentos dos bairros da região de cobertura do ZH Moinhos. Uma nova escola de idiomas, ao lado do Palacinho, dos empresários Rafael Martins e Gerson Taffarel. Também, uma nova clínica de estética, na Dinarte Ribeiro, da empresária Paula Reali. E para quem curte moda, a Mala Mania, das empresárias Milene Silva e Samanta Vitt Martellet. Você escolhe os looks na página do Facebook da empresa e depois recebe uma mala, para provar todas as peças escolhidas, em casa.

Boas iniciativas devem ser compartilhadas. Compartilhe a sua conosco.


A ação de flanelinhas no Moinhos

24 de julho de 2012 9

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

É, estacionamento é um assunto sério! Há quem reclame que não há lugar para carros, outros reclamam que não há lugar para pedestres e há os que aproveitam a situação para faturar. Isso acontece direto aqui no Moinhos de Vento.

Apesar do sistema rotativo de estacionamento, os flanelinhas são os donos da rua. Ouse não pagar, ouse contestar, ouse barganhar e receberás a devida penitência.

Moradores, frequentadores e as pessoas que trabalham aqui não aguentam mais! O direito está cerceado e aqueles que deveriam estar ali para fiscalizar não aparecem para isso. E quando o fazem é para multar a pessoa que ousou não colocar o parquímetro. Mas, todos são unânimes em dizer: “Sou obrigado a pagar R$ 10,00 ao flanelinha para estacionar na rua e ainda tenho que pagar o parquímetro. Do flanelinha eu não escapo e ainda sou penalizado com uma multa da EPTC!?”

Reclamações já foram feitas e não surtiram efeito. O preço é tabelado e não é barato, pois afinal, se você frequenta, vive ou trabalha no Moinhos de Vento significa que tens a obrigação de ser roubado e intimidado, seja de dia, seja à noite.

Pagamos triplicado por um direito já pago nos impostos e nos sonegam os direitos de segurança e livre arbítrio. E lembrem, são nossos impostos que pagam o salário dos azulzinhos…

Até quando a conivência nos manterá reféns?

O que diz a prefeitura

“A Brigada Militar é responsável pela fiscalização. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa que não compete a ela fiscalizar flanelinhas, pois não possui poder de polícia para tal. A EPTC ressalta que o condutor é responsável pelo seu veículo, cabendo a ele as punições quando cometem infrações.”


Moradores de rua com CEP fixo no Moinhos

23 de julho de 2012 4

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

É de conhecimento dos moradores do Moinhos de Vento que há um casal de mendigos com CEP fixo. Ali, entre as ruas Bordini e Dr. Timóteo eles residem conforme o sol e a marquise estejam à disposição.

Há um tempo atrás fiz uma pesquisa e descobri que ele é aposentado, tem família, mas não quer sair da rua. Dela não descobri nada. Porém, com o tempo ele se mostrou violento. Duas vezes ele tentou me atacar. Assim, do nada. Não contou que eu estivesse atenta e pronta para reagir. Depois disso passei a atravessar a rua para não me incomodar.

Mas há algumas semanas ele atacou duas senhoras com arma de ponta e foi controlado pelos seguranças da galeria em frente. Foi levado preso, voltou. Atacou novamente e foi levado.

Na terça-feira da semana passada, ao passar pela calçada, o vi novamente na rua, junto de sua companheira. Está muito magro e anda de forma catatônica, de um lado para o outro. Um senhor do bairro perguntou a ela sobre a situação e a resposta foi, com raiva: “O remédio é muito forte! Ele fica assim… É muito forte…”.

Fiquei com pena. Mesmo sabendo que corremos riscos com suas bebedeiras me deu pena perceber o descaso do poder público. Na situação em que este senhor está, ficar ali é um perigo a ele mesmo. O trânsito não perdoa. E penso, como será este tratamento? Quem ministra o remédio? Quem controla se tomou e se tomou corretamente? Que tipo de acompanhamento existe?

Não entendo, mas acho que o poder público poderia me explicar.

O que diz a prefeitura

“Para a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), a parceria da comunidade no sentido de contribuir para solução do problema que a cidade enfrenta com a situação de rua é preciosa. E, por solicitações da comunidade local, a equipe do Centro de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) já vêm realizando abordagens nesta região da cidade buscando a reinserção social destes porto-alegrenses em situação de vulnerabilidade, contudo sem sucesso. Abaixo o relato da técnica da Fasc. Destacamos ainda que o CREAS está à disposição da comunidade:

O senhor José Cesar Lamas possui atendimento desde 25 de agosto de 2005 pelo Atendimento Social de Rua (ASR). Referencia-se juntamente com sua companheira Maria de Lourdes na Avenida 24 de outubro e nos arredores do bairro. Em todas as tentativas de atendimento, ambos negam-se a acompanhar a equipe aos serviços de abrigagem, albergagem ou casa de convivência (Ilê Mulher ou Centro POP), pois alegam estar de ‘saída’ da rua.

Em 2005, quando abordados, José reclamava da prefeitura e do Estado pela falta de planos habitacionais para pessoas que moram na rua. À insistência da equipe para que busquem um espaço de proteção, José e Maria respondem que ‘não precisam de ajuda’. Percebeu-se que José busca seu sustento como catador de materiais recicláveis e que possui legitimidade na região onde se referencia pois ganha considerável ajuda da comunidade: roupas, comida, dinheiro,…

Nas demais vezes em que a equipe tentou aproximação, José e Maria sempre aludiam estar de partida: ‘estamos indo para praia’, ‘já nos inscrevemos no DEMHAB, vão nos chamar assim que nossa casa estiver pronta’.

Não obstante o ASR em 2007 solicitou que uma equipe de saúde mental, que possui atendimento a moradores de rua pudesse fazer uma avaliação a condição de saúde mental deste casal. Sabe-se que por um bom tempo a equipe do CAIS Mental 8 estabeleceu atendimento periódico na rua a Maria e José. O CAIS Mental 8 relata que o acompanhamento do casal foi interrompido pois não conseguiram evoluir no atendimento e perceberam que José e Maria não responderam positivamente a deixar o local.

Desde 2011, com a implementação da nova política de Assistência Social no Município o casal passou a ser atendido e acompanhado sistematicamente pelo serviço de abordagem social do Centro de Referência Especializado em Assistência Social — Núcleo Centro, Ilhas, Humaitá, Navegantes (CREAS — CENTRO). Retomamos o atendimento em parceria com a equipe de Saúde Mental (CAIS 8).

Por competência o CREAS Centro buscou a família de José César na expectativa de buscar uma forma harmoniosa a fim de que a família assuma os cuidados com José. Seus irmãos, junto com a equipe técnica do CREAS, construíram um plano de intervenção que previa em um primeiro momento uma internação a fim de iniciar medicação psiquiátrica e estabilizar o quadro de saúde mental de José César e posteriormente a família assumiria os cuidados.”

Serviço:

Solicitações de abordagem a adultos, crianças e adolescentes são recebidas pelo telefone (51) 3289-4994. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para demais situações o telefone central da FASC é 3289-4900.

Centro de Referência Especializado de Assistência Social CENTRO, ILHAS, HUMAITÁ E NAVEGANTES

Rua Travessa do Carmo, 50. Cidade Baixa — Fone: (51) 3289-4990.