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Posts com a tag "Parcão"

Frequentadores pedem melhor iluminação para o Parcão

16 de abril de 2014 0

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Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Nem para correr, nem para sentar. Maior área de lazer da região, o Parcão tem perdido o sentido depois que o sol se põe, sendo, em muitas vezes, evitado pelos usuários. Com apagões recorrentes e iluminação insuficiente em vários pontos, é raro encontrar quem se aventure a praticar esportes ou ocupar os bancos à noite.

– Perto dos banheiros, a partir das 20h, há prostituição. Os garotos de programa usam o parque porque está encoberto pelas árvores, com pouca iluminação. Já para quem corre se torna perigoso, porque há muitas raízes, pedras e desníveis –  observa Luciano Alves, 44 anos.

Morador da Travessa Angustura, o publicitário utiliza o local diarimanete para correr ou andar de bicicleta. Depois de oito anos vividos em São Paulo, lamentou a constatação de que o “seu quintal”, como se refere ao Parque Moinhos de Vento, não era utilizado pelos porto-alegrenses após o horário comercial. A inquietação de Luciano motivou a organização do primeiro Piquenique Noturno realizado no local, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o problema da iluminação e motivar a ocupação do espaço também à noite. Outros eventos –  como o Piquenique Noturno com os Chefs –  foram e continuam a ser realizados no parque, mas ainda não são suficientes para encorajar os usuários à utilização noturna do Parcão.

–  Não é seguro, principalmente onde tem muitas árvores. A iluminação não é suficiente, mas também tem a questão da segurança. As pessoas ainda não têm o hábito de utilizar os parques da cidade à noite – opina a estudante Laura Krebs, que frequenta o Parcão semanalmente.

A blogueira Úrsula P. Dutra Christini lembra que, durante o horário de verão, as pessoas utilizam o parque até mais tarde.

–  Agora, no inverno, caminhar às 18h já mostra limitações. Não são todas as pessoas que se aventuram nessa empreitada. Certamente, uma boa iluminação no Parcão geraria, no mínimo, um sentimento de mais segurança para todos nós.

Usuários relatam apagões à noite

Morador do Higienópolis,Wilson Rocha Júnior, que costumava correr no local, compartilha da opinião da estudante. Ele destaca os “apagões”, noites em que a iluminação do Parcão simplesmente não é ligada, como um fato recorrente.

–  Passo por lá de bicicleta, à noite, e nada mudou. Até me lesionar, eu corria lá, mas só porque sabia que o máximo que poderiam levar era o meu tênis.

O blogueiro do ZH Moinhos Eduardo Viamonte também testemunhou a falta de luz:

–   Corro no parque depois de escurecer, desde os anos 1990. Os apagões sempre existiram, mas se intensificaram, de forma intermitente, nos últimos anos, aumentando os riscos de assaltos e de tombos. Com a temida questão da violência crescente, alguns amigos foram deixando de frequentar o Parcão à noite. As ruas, e até mesmo o entorno da Redenção, têm sido minha opção.

Abordada pelo ZH Moinhos em dezembro, a questão da iluminação do parque já está na pauta da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que, na ocasião, comentou o assunto contemplando a possibilidade de abrir a licitação para o projeto em janeiro deste ano.

Contatada novamente pela reportagem, no entanto, a secretaria disse que o documento não deve ser liberado antes de maio. A razão, segundo a Smov, é que, por se tratar de um projeto mais complexo do que o das demais praças que receberam reforço na iluminação nos últimos meses, ele ainda está sendo elaborado pelos engenheiros e técnicos da pasta.

Questionado sobre os apagões, o diretor de iluminação pública da Smov, Luiz Fernando Colombo, enviou uma equipe da Divisão de Iluminação Pública (DIP) para realizar uma vistoria no Parcão na terça-feira, e informou que foram encontradas lâmpadas queimadas. A manutenção seria realizada nesta quarta-feira.

Reformas na Escola Uruguai para começar 2014

30 de janeiro de 2014 0

Para abrir as portas em 24 de fevereiro, Escola Uruguai, localizada no Parcão, se adequa às exigências dos bombeiros

Matheus Beck - matheus.beck@zerohora.com.br

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Uruguai, no Parcão, luta para deixar os transtornos de 2013 no passado. Depois de encerrar um ano atribulado com infiltrações, faltas de luz e períodos sem aula, a instituição utiliza o recesso para fazer uma grande reforma. O objetivo é chegar a 24 de fevereiro, quando voltam as aulas, sem nenhum problema estrutural.

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Em novembro, quando um temporal atingiu o Moinhos de Vento, o gerador da escola foi danificado. Por uma semana, os estudantes ficaram sem aula devido à falta de energia elétrica. Quando retornaram, tiveram de conviver com salas iluminadas apenas por luz natural. A merenda teve de ser retirada dos refrigeradores para não estragar. Até as árvores do parque se tornaram hostis por não receberem a poda adequada e danificarem o telhado. Por tudo isso, um grupo de pais passou a se reunir toda semana para ajudar na rotina escolar.

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— Foi uma semana inteira sem ventilador e merenda durante um período de provas. Conseguimos a colocação de um transformador provisório, mas muitos pais ficaram exaltados com medo de que as aulas não recomeçassem em 24 de fevereiro. Queremos que as coisas andem até o início do ano letivo — afirma Rosane Herrmann Ferreira, mãe de aluno da 2º série.

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A desconfiança aumentou com o histórico de problemas na escola. Infiltrações em tetos e paredes, e o desacordo com as normas de segurança exigidas pelos bombeiros ampliaram a apreensão. No entanto, segundo a diretora-adjunta do Departamento Administrativo da Secretaria Estadual da Educação, Sônia Costa, não há risco de as aulas reiniciarem sem as adequações necessárias. Isso porque, conforme a diretora, uma reforma na parte elétrica foi iniciada em 14 de janeiro e deve ser concluída nas primeiras semanas de fevereiro. Toda a fiação foi substituída, e um novo gerador com maior capacidade será instalado.

— Em relação ao Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), foram instalados todos os itens exigidos e estamos aguardando para agendar uma nova visita dos bombeiros. A previsão é que até o início do ano letivo a escola esteja funcionando — diz Sônia.

De acordo com a diretora da Escola Uruguai, Arlete Xavier, as luzes de emergência e a sinalização das saídas foram refeitas. Oito extintores foram substituídos por 22 novos equipamentos. Já as podas das árvores começaram a ser feitas nesta semana.

O que ainda faltará são a reforma no telhado e na estrutura do ginásio, e a pintura da escola. Conforme a secretaria de Educação, já foi iniciada a coleta de propostas para a substituição da cobertura.

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O Lado B do Parcão

13 de junho de 2013 2

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

O lado B de um vinil sempre foi aquele onde os hits não estavam, mas com o tempo descobrimos que ali estavam os clássicos. Isso é papo de quem viveu a era do vinil na sua essência.

O Parque Moinhos de Vento para mim é assim. O Lado A sempre foi o do lago, do moinho, do estacionamento, da corrida e das crianças. Onde todos vão para ver e serem vistos e onde quase todos consideram apenas existir.

Mas, se você atravessar a avenida há outro o lado. Aquele que tem o esporte, os concertos comunitários de final de ano, onde os cachorros brincam livres e onde tem a escola. Esse é o Lado B.

Durante um tempo, ele foi mal cuidado. Seus canteiros não eram margeados, ali não tinha flores, poucas crianças brincavam nos clássicos brinquedos e onde os cachorros brincavam felizes, soltos. O Lado B do Parcão era a essência da liberdade canina.

No dia da foto fui levar minhas cachorras para passear. Estava frio e havia chovido no dia anterior. Percebi que tinha mudado. Os canteiros ganharam trato e mostravam seu resplendor, a grama foi cortada, as quadras estavam todas ocupadas, muitas crianças brincavam nos tradicionais brinquedos, outras muitas patinavam e um som me chamou a atenção. Não vinha de carro, era acústico. Neste dia o Lado B do Parcão ganhou trilha sonora de um músico que trouxe seu ensaio para o quintal. E, ao som de Beatles, a luz do final de um sábado de outono ganhou graça junto a felicidade dos cachorros.

O Lado B do Parcão já é um clássico.

Arte e vandalismo convivem no Parcão

08 de maio de 2013 0

Por Úrsula P. Dutra Christini

A arte é uma forma de expressão muito apreciada. Há vários tipos e ramos das artes. Já a pichação é uma forma de expressão marginalizada. Muito invasiva, ela acaba saindo do campo das artes. Já fiz post sobre os “arteiros”, que conseguem pichar paredes de altos andares em prédio da Independência.

Já fiz post de uma artista que morava no Auxiliadora que revela sua expressão através da arte urbana. Já trouxe fotos de uma árvore, também no bairro Auxiliadora, que recebeu o trabalho de uma artista ao colorir todo seu tronco. Mas hoje trago a foto de um orelhão bem “expressivo”.

Localizado no Parcão, no bairro Moinhos de Vento, além de ter sido pichado, por alguma razão, recebeu uma “roupa” toda trabalhada por algum artista que também resolveu se expressar. Arte e vandalismo juntos. Um contrabalanceando o outro. Infelizmente, ainda encontramos esses contrastes em nossa sociedade.

Fica aqui o desejo de que o artista inspire o arteiro, o grafiteiro inspire o pichador, e de algum modo esses contrastes se amenizem. Enquanto isso, o orelhão está ali no Parque Moinhos de Vento não nos deixando esquecer da arte e da arte marginalizada.

Saiba mais
– Os orelhões da Oi sofrem, diariamente, danos por vandalismo.
– De acordo com a empresa, nos quatro primeiros meses de 2013, foram danificados por atos de vandalismo, em média, 10% dos cerca de 60 mil orelhões instalados no Rio Grande do Sul, ou seja, aproximadamente 6 mil orelhões.
– Do total de orelhões que apresentam defeitos, 90% são em virtude de atos de vandalismo, principalmente por danos em leitora de cartões, monofone, teclado, pichações e colagem indevida de propaganda de empresas nas máquinas e protetores de fibra (orelhas).
– Solicitações de reparo podem ser feitas pelo telefone 10314.

ZH Moinhos nas bancas

27 de março de 2013 1

No ZH Moinhos que circula nesta quinta-feira, confira reportagem sobre a insegurança no entorno do Shopping Total, com uma entrevista com o capitão Márcio Fernandes, comandante da 4ª companhia do 9º BPM.

O caderno traz também dois textos de leitor-repórter e, na seção Minha Turma, depoimentos sobre os 20 anos do Leonardo da Vinci Alfa.

Publicamos ainda o texto do blogueiro Eduardo Viamonte sobre placas da nova área azul instalada no Parcão, com um contraponto da EPTC, um texto da blogueira Miréia Borges sobre o cotidiano na 24 de Outubro e um convite lançado pela blogueira Úrsula P. Dutra Christini, para enviar fotos de outono.

A ideia da blogueira, aliás, inspirou a nova MissãoZH no Instagram: registrar imagens da nova estação.

Boa leitura!

Encontro da cachorrada no Parcão

22 de março de 2013 0

Por Lu Kolesny, do Conselho de Blogueiros

Quando saio para passear com a minha cadela Xakira nos finais de semana, acabamos encontrando outras pessoas do bairro, que saem pra dar uma volta com seus bichos também. Em uma dessas saídas, conhecemos o Marley e sua dona, Miriam Costa. Como saíamos cedinho, geralmente nos encontrávamos pela rua. Trocamos contatos e combinamos de passear juntos, porque era Carnaval, e a cidade estava muito deserta.

Em uma dessas caminhadas, surgiu a ideia de realizar o encontro da “cachorrada” dos bairros próximos. O local, que estamos divulgando boca a boca, será o anexo do Parcão, do outro lado da passarela, ao lado do Colégio Uruguai, no sábado, às 17h. Estão todos muito empolgados com o evento e alguns já me deram algumas sugestões e reclamações com relação aos pets, as vias públicas e algumas mudanças que achamos necessárias, como a existência de mais lixeiras. Vamos lá, pessoal. Vamos nos encontrar e trocar ideias. Esperamos vocês lá. Em caso de chuva, o evento será transferido para o sábado seguinte (30).

A luta entre o existente e o desconhecido

26 de dezembro de 2012 4

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros

Fui convidada a participar da mobilização silenciosa, mas coerente, de algumas pessoas que ainda se importam com Porto Alegre. Pessoas de bairros diferentes foram ao protesto contra a demolição do prédio da Comendador Caminha com a Mostardeiro. Era um prédio sólido, de arquitetura bonita, com apenas seis apartamentos, um jardim lindo e as garagens simpáticas que davam para a rua Comendador Caminha, porém, um belo dia, anoiteceu e não amanheceu.

Alguns notaram a construção de um tapume, redes altas, mas acharam que seria restaurada a fachada. Qual a surpresa quando passaram pelo local e ouviram barulho de máquinas. O prédio foi derrubado em três dias e ficou somente o chão, sem nenhum entulho. Localizado entre prédios comerciais, o Parcão em frente e de esquina, foi fácil derrubá-lo sem muito alarde.

Está certo que é uma esquina “maldita”, com um acidente nas costas de um carro que voou da lomba e parou no meio do poste na esquina, de assaltos para quem chega de carro à noite em frente ao Parcão, a lomba íngreme que os moradores tinham de subir para poder se abastecer com suas necessidades, fora a idade de alguns que nada favorecia, a não ser o Parque que ficava em frente.

Mas nada justifica esse desconhecido que está por vir e deixar o bairro descaracterizado na sua arquitetura ter feito algo assim na surdina como se estivesse fazendo algo ilegal. Jorge Piqué, dono de uma agência de inovação social, falou para as demais pessoas sobre o cuidado que os cidadãos devem ter para que seu bairro não se descaracterize.

Nestor Torelli, do bairro Petrópolis, também comentou sobre o que as empresas de construções estão fazendo com Porto Alegre, deixando alguns bairros impessoais com essa modernização desenfreada. Marta Dueñas, moradora do bairro Floresta, estava bastante ativa em prol da conscientização da comunidade para esses novos projetos aprovados sem cuidar da beleza e as características de cada bairro.

Vera Behs, moradora do Santana, juntamente com Tárik Matthes, do bairro Passo D’Areia, colavam cartazes mostrando o luto que a comunidade estava sentindo por essa demolição inesperada. Alguns já tinham informações do grupo que comprou o prédio e o que irão fazer, mas outros estavam preocupados mesmo era com o patrimônio histórico do bairro Moinhos de Vento, como a escritora Carol Bensimon, presente também no local.

O fim dos patos obesos

21 de novembro de 2012 5

Por Eduardo Viamonte, do Conselho de Blogueiros

O foie gras está proibido na Califórnia. O foie gras é o fígado de um pato ou ganso gorducho, uma especialidade da culinária na França. E é uma delícia com textura amanteigada – que nunca experimentei.

Eu adoro comer. Gostaria de passar os dias inteiros comendo. Mas não queria ser um pato de engorda. Os tratadores socam comida e mais comida, à força, na goela dos bichos engaiolados. É cruel.

O lago do Parque Moinhos de Vento tem patos. Simpatizo com eles. À noite, quando corro, costumo ficar a sós com os patos. Somos, tipo assim, amigos. Já dividi muitos assuntos com os patos. Eles são bons ouvintes. Ficam ali, parados, fitando-me com um olho só, de lado. Mas me encaram. Gosto de quem olha no rosto quando falo. Como os patos do Parcão.

Esses tempos, roubaram uns patos dali. Desconfio que foi alguém que não tinha amigos, nem Facebook, e precisando muito de ouvintes, levou os pets para que ficassem de ouvintes de seus conflitos, em tempo integral.

Na Califórnia, sob o amparo de lei recente, nenhum pato será mais engordado à força. Os franceses ironizam, já que os tribunais californianos ainda usam a pena de morte nos humanos. Os franceses não têm pena de pato. Coisa que os patos e eu temos. Estou feliz pelos patos da Califórnia, agora esbeltos como os patos do Parcão.

Parcão debaixo d'água

18 de setembro de 2012 2

Por Sidney Charles Day, leitor-repórter

“Nesta terça-feira chuvosa, presenciei o alagamento do Parque Moinhos de Vento, o Parcão. Também flagrei o uso indevido de um contêiner na Avenida Goethe, e uma boca de lobo com a tampa quebrada na Rua Miguel Tostes. Confira as fotos:”




O piquenique noturno no Parcão está crescendo

03 de setembro de 2012 10

Por Eduardo Viamonte, do Conselho de Blogueiros

Com a despedida dos últimos raios de luz do sábado que passou, o Parque Moinhos de Vento sediou seu segundo piquenique noturno. Uma celebração ao direito de desfrutar de um jardim público, emoldurada por velas, toalhas com comida, e pequenas tochas. Frequentadores diurnos que trouxeram suas crianças e cachorros puderam contemplar o tom surreal da noite, com os pequenos correndo soltos.

Conforme o advogado Tiago Aquines, um dos organizadores do evento, gestado em rede social, a inovação foi a presença de uma dezena de chefs qualificados, colocando à venda delícias da alta gastronomia. Aquino constatou que o número de visitantes dobrou.

O designer Clayton de Araújo, criador do grupo Amigos do Moinhos de Vento, que compareceu em peso ao evento, exalta:

— Precisamos devolver às gerações jovens a liberdade que tínhamos de curtir o Parcão, à noite, com segurança, décadas atrás.

Além de crescer, o convescote está amadurecendo. O som eletrônico da experiência anterior foi corrigido com a belíssima apresentação acústica dos cantores Daya Moraes e Dalton Júnior, com o intuito de não causar qualquer desconforto aos residentes do entorno.

O próximo piquenique, ainda sem data, promete mais novidades.


Árvore tombada no Parcão

31 de agosto de 2012 3

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

Porto Alegre, Parcão, 14h45min do dia 19 de agosto. Esperando a concentração da bicicletada em prol de ciclovias nesta cidade, assisti ao inusitado. Escutei um barulhão. Faleceu uma árvore e desabou ali, sem dó e nem piedade…

Ao menos não tinha ninguém por perto ou abaixo dela. Detalhe: percebia-se que ela havia sido podada recentemente. E, pela foto, pode-se perceber que as raízes estavam rasas. Como não viram isso durante a poda?

CONTRAPONTO: O que diz a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam)

“A árvore que tombou no Parque Moinhos de Vento tratava-se de um salseiro seco, cujo ciclo de vida havia se encerrado. A remoção estava programada, assim como a de outro salseiro, a qual foi divulgada na imprensa e realizada em 23 de agosto. Para execução dos serviços, foi utilizado caminhão com sistema hidráulico para movimentação, içamento e remoção. A remoção será compensada com plantios de novas mudas em outros espaços do parque. Como este tipo de trabalho envolve equipamentos específicos e operários treinados para sua execução, por se diferenciar do trabalho de podas, é preciso agendá-lo. No caso referido, ocorreu a fatalidade do vegetal tombar antes da intervenção da Smam. Ressalte-se, porém, que a árvore não recebeu poda, nem de galhos, tampouco de raízes. Tratava-se de um vegetal já morto. Toda vegetação do Parque Moinhos de Vento está sob constante avaliação da equipe que zela pelo local.”

Não fuja do frio, corra!

24 de agosto de 2012 3

De Eduardo Viamonte, blogueiro do ZH Moinhos


Sou visto, sem camisa, e correndo pelo bairro, nos dias quentes e nos frios.
Já que não sou médico, o que vou dividir aqui é a bagagem de quem aprendeu a correr, até mesmo em dias mais rigorosos do inverno gaúcho, sem gripe ou resfriado, nos últimos vinte anos. Como o inverno ainda não acabou, e pode fazer frio ainda, é melhor estar preparado.
Com touca e luvas, tampe as extremidades. Li que 40% do calor foge por aí.
Use roupas sobrepostas, suficientes para mantê-lo quente. Vá descascando a cebola conforme se sente confortável.
Se suou, e o agasalho estiver gelado, troque, nem que tenha de lavar mais roupas.
Sua saúde vale mais do que ecologia, às vezes. Lembre-se de que cada um é único.
Descubra o que funciona para você.
Como transpiro muito, e suor gelado é perigoso, prefiro o estímulo do ar frio, direto na pele, ao melhor dos dry-fit _ nosso corpo, em movimento, se autorregula termicamente. Ao chegar em casa, banho quente.
Seja gradual e aqueça os músculos com cuidados. Ao terminar, invista mais tempo no alongamento, desfazendo a rigidez que o frio ocasiona.
Hidrate- se: mucosas ressecam, e se tornam pontos de entrada fácil dos germes.
Percebi que se amorno a água, consigo beber mais. Experimente.
Ao baixar os níveis de cortisol, aumentam os de dopamina e endorfina _ consequência natural do exercício físico _, sua imunidade sobe. Então, se ajude e relaxe.
Esqueça o que ouviu desde criança, que estar no frio faz mal. Sentir que está frio é diferente de estar com frio. É como segurar um copo de sorvete na praia. E, por favor, não conte para minha avó Lula que, mesmo no inverno, também corro na chuva. Mas esse é assunto para um outro dia.

A lua não deixou por menos

03 de julho de 2012 2

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

É 1h20min do dia 01/07/2012 e acabei de chegar em casa. Cheguei do piquenique noturno que Pedro Loss (ou seria Loos? Não me leve a mal Pedro, mas já estávamos muito alegres) organizou. Este piquenique foi feito no Parque Moinhos de Vento, numa noite onde a lua não deixou por menos e apareceu para se juntar às velas que estavam espalhadas em todas as partes. Velas que foram colocadas, velas que foram trazidas, velas que colaboraram com o tempo que foi, neste inverno, quente.

Parecia-me ter mais de 100 pessoas. Poderia parecer pouco para o tamanho do parque, mas éramos muitos. Próximo ao lago, o local mais lúdico do parque, conseguimos com camisetas brancas, almas leves em busca de paz e segurança, crianças correndo na noite e famílias reunidas mostrar que é possível ter esperança de usufruir de nosso quintal com tranquilidade. Gostaria de poder fazer isso sem nenhum evento, acreditar que a iluminação do parque, depois que as árvores cresceram e ultrapassaram sua altura, poderiam baixar e nos beneficiar, com segurança sem atacar o sono e a noite merecida das árvores.

Uma pessoa camarada trouxe seu som, bem montado, com luzes… Um pouco alto, confesso, e em nada, confesso também, posso falar no gosto musical, apenas podendo dizer que se fosse um lounge ou uma MPB, combinaria mais com as pessoas e as crianças. Porém, a chegada da polícia imediatamente desarticulou e então o lúdico voltou a renascer.

Às 19h30min acanhadamente foram chegando pessoas. Algumas com suas mantas, outras apenas para olhar. Ciclistas, corredores, todos estavam lá, fosse para ver, fosse para conversar com amigos. Eu cheguei sozinha. Mesmo tendo combinado com vários amigos pelo Facebook, apenas uma delas era a confirmadíssima. Mas, olhando para os lados veio um, e mais um, e mais um e muitos outros, que para minha surpresa, sem combinar, lá estavam. No final, um nome é escutado e assim, amigos do Grupo Amigos do Moinhos de Vento do Facebook se encontram e a foto oficial daqueles que se conheciam virtualmente vira realidade. Coisas que somente pessoas que aproveitam e validam as manifestações de seu bairro podem contemplar.

Eu gostaria de fazer piquenique romântico no parque, eu gostaria de ter segurança de atravessar o parque à noite, eu gostaria de andar no parque com meu cachorro às 9h da manhã sem ser assaltada, eu gostaria… de ser livre e ter segurança. Eu gostaria. Todos nós gostaríamos…

Quem sabe, numa nova convocação, mais pessoas se juntem. Quem sabe numa nova oportunidade o evento cresça, quem sabe ele crescendo entre no calendário do bairro. Quem sabe! Vamos torcer e prestigiar, pois somente assim podemos fazer nosso bairro crescer e aparecer aos olhos da cidade.

Quem sabe…







Piquenique noturno no Parcão

03 de julho de 2012 6

Por Eduardo Viamonte, do Conselho de Blogueiros

Noite diferente a do último sábado de junho. Os convidados foram chegando, por volta das 19h30min, e abrindo suas cestas de quitutes para o primeiro piquenique noturno no Parque Moinhos de Vento. Na grama em frente ao seu símbolo maior, o moinho, já havia velas espalhadas, ditando o clima de aconchego e magia do evento.

Algum tempo depois, o idealizador do movimento, o publicitário Luciano Alves, contabilizava algo próximo a 300 participantes.

Alves teve a ideia inspirado nos recentes e bem-sucedidos encontros noturnos na Redenção. E explica que, diferente daqueles, este não teve a participação de qualquer organização, ou do poder público. Foi através de redes sociais que o projeto se alastrou.

O que unia os entusiastas, no convescote, era o desejo de poder desfrutar do local, após o pôr do sol. Hoje, o parque tem deixado os habitués inseguros, com pouca iluminação, consumo de drogas, e prostituição.

Com a mão de São Pedro, na atípica e amena noite de inverno, a galera trocou ideias com familiares e amigos, conheceu gente nova, e cantou embalada por violões. Houve até baladeiros dançando música eletrônica, que se encerrou com o início do silêncio público legal das 22h.A colocação de câmeras de monitoramento, a abertura dos banheiros locais, e o aumento de parcerias com o setor privado, como a instalação de água quente para chimarrão, estão entre as sugestões deixadas.

O profissional de marketing Álvaro Franco, que compareceu com sua simpática turma, propõe:

— Deveriam ocorrer, com certa frequência, ocupações do Parcão com o amparo da prefeitura e sua Guarda. Seria uma alternativa aos espaços privados da noite porto-alegrense.

Já era início da madrugada quando os últimos se despediram para voltar na próxima reunião, com o chegar da primavera.

FOTO 360º: um passeio pelo Parcão

15 de junho de 2012 14

O ZH Moinhos preparou um passeio diferente pelo Parque Moinhos de Vento.

Em uma foto feita em 360º, confira a sensação de descobrir detalhes do Parcão, que tem uma área superior a 100 mil metros quadrados, com pistas para a prática de caminhadas em meio a uma paisagem deslumbrante. No parque, oficialmente criado em 1972, tem também campo de futebol, quadras de tênis, cancha de bocha, aparelhos de ginástica, entre outros atrativos.

Na réplica do moinho, funciona a Biblioteca Ecológica Infantil Maria Dinorah, em um dos recantos mais bonitos do Parcão, onde também se localiza o lago artificial em que podem ser vistos tartarugas, gansos, marrecos e peixes.

Clique na figura e veja o especial:


Foto: Arivaldo Chaves
Edição: Omar Freitas