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Posts com a tag "Parque Moinhos de Vento"

Copa do Mundo no Moinhos

26 de junho de 2014 0

Por Úrsula Petrilli Dutra Christini, do Conselho de Blogueiros

Prestes a completar seis anos, agora em julho, o Blog do ZH Moinhos merece o registro de um evento muito especial que está ocorrendo em seus bairros de abrangência: a Copa do Mundo. Sim, a Copa do Mundo do ano de 2014 é no Brasil e parte dos jogos é em Porto Alegre. Estamos recebendo milhares de turistas. Estamos sendo considerados “acolhedores” como sempre. E, manifestações à parte, agora, é o momento de acolher, de integrar, de compartilhar.

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Confesso que, na abertura da Copa, senti medo. Trabalhando a poucos metros da fan fest, com o horário de expediente reduzido e saída prevista para às 15h, deixei meu carro no estacionamento e voltei a pé para a região do Moinhos. Escapei por minutos das manifestações que passaram pelo centro da cidade e Avenida Borges de Medeiros.

Hoje fico feliz em saber que o chamado “caminho do gol” é um sucesso. As pessoas estão entrando no clima da Copa, do futebol. Porto Alegre está tendo a oportunidade de ser conhecida pelo Mundo. Esta é a segunda Copa do Blog. Em 2010, tivemos alguns registros da torcida da “Copa do Mundo no Moinhos”. Mas essa é a primeira Copa do Blog em que Porto Alegre é anfitriã. Por isso, convido a todos os leitores a enviarem seus registros do Mundial. Seja foto com turistas, alguma movimentação nos parques, alguma bandeira, vale o que quiser.

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Aliás, se você, morador da região, presenciou algum jogo no Beira-Rio ou foi até a fan fest, queremos ver a sua foto. É você, com a sua torcida, que faz a Copa do Mundo ser um evento que une nações e aflora a emoção de sermos brasileiros. Compartilho algumas fotos da região e, em especial a pintura feita numa escolinha do bairro, onde meu filho, de um ano e 10 meses, já expressa a arte, a torcida e o orgulho de ser um mini brasileiro.

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Frequentadores pedem melhor iluminação para o Parcão

16 de abril de 2014 0

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Bruna Vargas – bruna.vargas@zerohora.com.br

Nem para correr, nem para sentar. Maior área de lazer da região, o Parcão tem perdido o sentido depois que o sol se põe, sendo, em muitas vezes, evitado pelos usuários. Com apagões recorrentes e iluminação insuficiente em vários pontos, é raro encontrar quem se aventure a praticar esportes ou ocupar os bancos à noite.

– Perto dos banheiros, a partir das 20h, há prostituição. Os garotos de programa usam o parque porque está encoberto pelas árvores, com pouca iluminação. Já para quem corre se torna perigoso, porque há muitas raízes, pedras e desníveis –  observa Luciano Alves, 44 anos.

Morador da Travessa Angustura, o publicitário utiliza o local diarimanete para correr ou andar de bicicleta. Depois de oito anos vividos em São Paulo, lamentou a constatação de que o “seu quintal”, como se refere ao Parque Moinhos de Vento, não era utilizado pelos porto-alegrenses após o horário comercial. A inquietação de Luciano motivou a organização do primeiro Piquenique Noturno realizado no local, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o problema da iluminação e motivar a ocupação do espaço também à noite. Outros eventos –  como o Piquenique Noturno com os Chefs –  foram e continuam a ser realizados no parque, mas ainda não são suficientes para encorajar os usuários à utilização noturna do Parcão.

–  Não é seguro, principalmente onde tem muitas árvores. A iluminação não é suficiente, mas também tem a questão da segurança. As pessoas ainda não têm o hábito de utilizar os parques da cidade à noite – opina a estudante Laura Krebs, que frequenta o Parcão semanalmente.

A blogueira Úrsula P. Dutra Christini lembra que, durante o horário de verão, as pessoas utilizam o parque até mais tarde.

–  Agora, no inverno, caminhar às 18h já mostra limitações. Não são todas as pessoas que se aventuram nessa empreitada. Certamente, uma boa iluminação no Parcão geraria, no mínimo, um sentimento de mais segurança para todos nós.

Usuários relatam apagões à noite

Morador do Higienópolis,Wilson Rocha Júnior, que costumava correr no local, compartilha da opinião da estudante. Ele destaca os “apagões”, noites em que a iluminação do Parcão simplesmente não é ligada, como um fato recorrente.

–  Passo por lá de bicicleta, à noite, e nada mudou. Até me lesionar, eu corria lá, mas só porque sabia que o máximo que poderiam levar era o meu tênis.

O blogueiro do ZH Moinhos Eduardo Viamonte também testemunhou a falta de luz:

–   Corro no parque depois de escurecer, desde os anos 1990. Os apagões sempre existiram, mas se intensificaram, de forma intermitente, nos últimos anos, aumentando os riscos de assaltos e de tombos. Com a temida questão da violência crescente, alguns amigos foram deixando de frequentar o Parcão à noite. As ruas, e até mesmo o entorno da Redenção, têm sido minha opção.

Abordada pelo ZH Moinhos em dezembro, a questão da iluminação do parque já está na pauta da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que, na ocasião, comentou o assunto contemplando a possibilidade de abrir a licitação para o projeto em janeiro deste ano.

Contatada novamente pela reportagem, no entanto, a secretaria disse que o documento não deve ser liberado antes de maio. A razão, segundo a Smov, é que, por se tratar de um projeto mais complexo do que o das demais praças que receberam reforço na iluminação nos últimos meses, ele ainda está sendo elaborado pelos engenheiros e técnicos da pasta.

Questionado sobre os apagões, o diretor de iluminação pública da Smov, Luiz Fernando Colombo, enviou uma equipe da Divisão de Iluminação Pública (DIP) para realizar uma vistoria no Parcão na terça-feira, e informou que foram encontradas lâmpadas queimadas. A manutenção seria realizada nesta quarta-feira.

Arte e vandalismo convivem no Parcão

08 de maio de 2013 0

Por Úrsula P. Dutra Christini

A arte é uma forma de expressão muito apreciada. Há vários tipos e ramos das artes. Já a pichação é uma forma de expressão marginalizada. Muito invasiva, ela acaba saindo do campo das artes. Já fiz post sobre os “arteiros”, que conseguem pichar paredes de altos andares em prédio da Independência.

Já fiz post de uma artista que morava no Auxiliadora que revela sua expressão através da arte urbana. Já trouxe fotos de uma árvore, também no bairro Auxiliadora, que recebeu o trabalho de uma artista ao colorir todo seu tronco. Mas hoje trago a foto de um orelhão bem “expressivo”.

Localizado no Parcão, no bairro Moinhos de Vento, além de ter sido pichado, por alguma razão, recebeu uma “roupa” toda trabalhada por algum artista que também resolveu se expressar. Arte e vandalismo juntos. Um contrabalanceando o outro. Infelizmente, ainda encontramos esses contrastes em nossa sociedade.

Fica aqui o desejo de que o artista inspire o arteiro, o grafiteiro inspire o pichador, e de algum modo esses contrastes se amenizem. Enquanto isso, o orelhão está ali no Parque Moinhos de Vento não nos deixando esquecer da arte e da arte marginalizada.

Saiba mais
– Os orelhões da Oi sofrem, diariamente, danos por vandalismo.
– De acordo com a empresa, nos quatro primeiros meses de 2013, foram danificados por atos de vandalismo, em média, 10% dos cerca de 60 mil orelhões instalados no Rio Grande do Sul, ou seja, aproximadamente 6 mil orelhões.
– Do total de orelhões que apresentam defeitos, 90% são em virtude de atos de vandalismo, principalmente por danos em leitora de cartões, monofone, teclado, pichações e colagem indevida de propaganda de empresas nas máquinas e protetores de fibra (orelhas).
– Solicitações de reparo podem ser feitas pelo telefone 10314.

Parcão debaixo d'água

18 de setembro de 2012 2

Por Sidney Charles Day, leitor-repórter

“Nesta terça-feira chuvosa, presenciei o alagamento do Parque Moinhos de Vento, o Parcão. Também flagrei o uso indevido de um contêiner na Avenida Goethe, e uma boca de lobo com a tampa quebrada na Rua Miguel Tostes. Confira as fotos:”




O piquenique noturno no Parcão está crescendo

03 de setembro de 2012 10

Por Eduardo Viamonte, do Conselho de Blogueiros

Com a despedida dos últimos raios de luz do sábado que passou, o Parque Moinhos de Vento sediou seu segundo piquenique noturno. Uma celebração ao direito de desfrutar de um jardim público, emoldurada por velas, toalhas com comida, e pequenas tochas. Frequentadores diurnos que trouxeram suas crianças e cachorros puderam contemplar o tom surreal da noite, com os pequenos correndo soltos.

Conforme o advogado Tiago Aquines, um dos organizadores do evento, gestado em rede social, a inovação foi a presença de uma dezena de chefs qualificados, colocando à venda delícias da alta gastronomia. Aquino constatou que o número de visitantes dobrou.

O designer Clayton de Araújo, criador do grupo Amigos do Moinhos de Vento, que compareceu em peso ao evento, exalta:

— Precisamos devolver às gerações jovens a liberdade que tínhamos de curtir o Parcão, à noite, com segurança, décadas atrás.

Além de crescer, o convescote está amadurecendo. O som eletrônico da experiência anterior foi corrigido com a belíssima apresentação acústica dos cantores Daya Moraes e Dalton Júnior, com o intuito de não causar qualquer desconforto aos residentes do entorno.

O próximo piquenique, ainda sem data, promete mais novidades.


A lua não deixou por menos

03 de julho de 2012 2

Por Simone Guardiola, do Conselho de Blogueiros

É 1h20min do dia 01/07/2012 e acabei de chegar em casa. Cheguei do piquenique noturno que Pedro Loss (ou seria Loos? Não me leve a mal Pedro, mas já estávamos muito alegres) organizou. Este piquenique foi feito no Parque Moinhos de Vento, numa noite onde a lua não deixou por menos e apareceu para se juntar às velas que estavam espalhadas em todas as partes. Velas que foram colocadas, velas que foram trazidas, velas que colaboraram com o tempo que foi, neste inverno, quente.

Parecia-me ter mais de 100 pessoas. Poderia parecer pouco para o tamanho do parque, mas éramos muitos. Próximo ao lago, o local mais lúdico do parque, conseguimos com camisetas brancas, almas leves em busca de paz e segurança, crianças correndo na noite e famílias reunidas mostrar que é possível ter esperança de usufruir de nosso quintal com tranquilidade. Gostaria de poder fazer isso sem nenhum evento, acreditar que a iluminação do parque, depois que as árvores cresceram e ultrapassaram sua altura, poderiam baixar e nos beneficiar, com segurança sem atacar o sono e a noite merecida das árvores.

Uma pessoa camarada trouxe seu som, bem montado, com luzes… Um pouco alto, confesso, e em nada, confesso também, posso falar no gosto musical, apenas podendo dizer que se fosse um lounge ou uma MPB, combinaria mais com as pessoas e as crianças. Porém, a chegada da polícia imediatamente desarticulou e então o lúdico voltou a renascer.

Às 19h30min acanhadamente foram chegando pessoas. Algumas com suas mantas, outras apenas para olhar. Ciclistas, corredores, todos estavam lá, fosse para ver, fosse para conversar com amigos. Eu cheguei sozinha. Mesmo tendo combinado com vários amigos pelo Facebook, apenas uma delas era a confirmadíssima. Mas, olhando para os lados veio um, e mais um, e mais um e muitos outros, que para minha surpresa, sem combinar, lá estavam. No final, um nome é escutado e assim, amigos do Grupo Amigos do Moinhos de Vento do Facebook se encontram e a foto oficial daqueles que se conheciam virtualmente vira realidade. Coisas que somente pessoas que aproveitam e validam as manifestações de seu bairro podem contemplar.

Eu gostaria de fazer piquenique romântico no parque, eu gostaria de ter segurança de atravessar o parque à noite, eu gostaria de andar no parque com meu cachorro às 9h da manhã sem ser assaltada, eu gostaria… de ser livre e ter segurança. Eu gostaria. Todos nós gostaríamos…

Quem sabe, numa nova convocação, mais pessoas se juntem. Quem sabe numa nova oportunidade o evento cresça, quem sabe ele crescendo entre no calendário do bairro. Quem sabe! Vamos torcer e prestigiar, pois somente assim podemos fazer nosso bairro crescer e aparecer aos olhos da cidade.

Quem sabe…







Piquenique noturno no Parcão

03 de julho de 2012 6

Por Eduardo Viamonte, do Conselho de Blogueiros

Noite diferente a do último sábado de junho. Os convidados foram chegando, por volta das 19h30min, e abrindo suas cestas de quitutes para o primeiro piquenique noturno no Parque Moinhos de Vento. Na grama em frente ao seu símbolo maior, o moinho, já havia velas espalhadas, ditando o clima de aconchego e magia do evento.

Algum tempo depois, o idealizador do movimento, o publicitário Luciano Alves, contabilizava algo próximo a 300 participantes.

Alves teve a ideia inspirado nos recentes e bem-sucedidos encontros noturnos na Redenção. E explica que, diferente daqueles, este não teve a participação de qualquer organização, ou do poder público. Foi através de redes sociais que o projeto se alastrou.

O que unia os entusiastas, no convescote, era o desejo de poder desfrutar do local, após o pôr do sol. Hoje, o parque tem deixado os habitués inseguros, com pouca iluminação, consumo de drogas, e prostituição.

Com a mão de São Pedro, na atípica e amena noite de inverno, a galera trocou ideias com familiares e amigos, conheceu gente nova, e cantou embalada por violões. Houve até baladeiros dançando música eletrônica, que se encerrou com o início do silêncio público legal das 22h.A colocação de câmeras de monitoramento, a abertura dos banheiros locais, e o aumento de parcerias com o setor privado, como a instalação de água quente para chimarrão, estão entre as sugestões deixadas.

O profissional de marketing Álvaro Franco, que compareceu com sua simpática turma, propõe:

— Deveriam ocorrer, com certa frequência, ocupações do Parcão com o amparo da prefeitura e sua Guarda. Seria uma alternativa aos espaços privados da noite porto-alegrense.

Já era início da madrugada quando os últimos se despediram para voltar na próxima reunião, com o chegar da primavera.