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Viva o Centro a Pé passeia pelo Moinhos de Vento no sábado

04 de julho de 2012 0

Em função do tempo ruim e da chuva no último sábado, 30, a caminhada orientada Viva o Centro a Pé foi transferida para o dia 7. O roteiro continua o mesmo, e vai percorrer a história e a arquitetura do bairro Moinhos de Vento. Serão visitados a Hidráulica, edifícios com características arquitetônicas da década de 1940, conjuntos de mansões e palacetes preservados, além de praças e túneis verdes, que dão identidade ao bairro.

A saída da caminhada será na Demétrio Ribeiro em frente à Praça Daltro Filho, no encontro das ruas Coronel Genuíno e Marechal Floriano, às 10h, onde um ônibus da Carris levará os participantes até a Praça Júlio de Castilhos, local em que se inicia o roteiro a pé, com duração aproximada de duas horas.

Os interessados devem fazer sua inscrição pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com, e aguardar confirmação. Para participar é necessário doar alimentos não perecíveis, que serão encaminhados a instituições do município. Outra opção é a doação de ração para cães e gatos, que será destinada aos animais, por meio da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda). Existem caixas para o recolhimento no ponto de saída das caminhadas.

Roteiro — O roteiro a pé se inicia na Praça Júlio de Castilhos, considerada a porta de entrada do bairro Moinhos de Vento, apesar de, oficialmente, não fazer parte do bairro, como informa o orientador da caminhada, o arquiteto Silvio Belmonte de Abreu Filho:

— Vamos mostrar os edifícios e equipamentos urbanos que caracterizam o bairro, como os prédios do Hospital Fêmina, da Sociedade Germânia, do Jardim Cristófolli, seguindo pela avenida 24 de Outubro, antiga Estrada dos Moinhos de Vento.

Um dos pontos altos do passeio será a Hidráulica do Moinhos de Vento (Dmae), primeira grande hidráulica da cidade, datada do início do século passado. O roteiro segue pelas ruas Barão de Santo Ângelo e Fernando Gomes, com suas mansões e palacetes remanescentes, com ênfase em dois deles que estão localizados na esquina das ruas Santo Inácio com Luciana de Abreu, das famílias Barth e Farias. Na Dinarte Ribeiro, a ênfase serão os conjuntos de casas e os túneis verdes, que também podem ser visitados na Fernando Gomes e Luciana de Abreu, agora protegidos por lei. O passeio termina na Praça Maurício Cardoso, onde antigamente era o Arraial de São Manoel.

As caminhadas do Viva o Centro a Pé são realizadas duas vezes por mês, sempre aos sábados, orientadas por professores especialistas em história ou arquitetura. Mais informações pelo telefone 3333-1873.


Crédito: Renato Rossi/Divulgação PMPA

Vamos fazer uma caminhada pelo Moinhos de Vento?

06 de fevereiro de 2012 2

Por Miréia Borges, do Conselho de Blogueiros


1. Saindo do Parque Moinhos de Vento, vamos entrar pela Rua Luciana de Abreu e seguir reto.



2. A Luciana de Abreu é uma rua muito calma, com um arvoredo lindo. Nos fins de semana, os skatistas aproveitam a área para suas manobras. Em uma das calçadas, vemos casas do século passado que estão interditadas.



3. Entrando à direita na Rua Barão de Santo Ângelo, podemos observar as casas antigas que viraram comércio e as árvores majestosas. Nessa rua, fiquei a pensar em um crime cometido no ano de 1962 que abalou a sociedade gaúcha, o caso Kliemann.


4. Retorno para a subida da Luciana de Abreu, sigo e paro à direita na Rua Santo Inácio, famosa por ser a moradia de muitos fazendeiros no passado e políticos renomados da nossa cidade.


5. Desço a Rua Engenheiro Álvaro Nunes Pereira e chego ao Morro Ricaldone, que hoje gradeado, deixou a vegetação crescer, fazendo com que a população não pudesse mais sentar em seus bancos distribuídos pela rua e ver o mais lindo por do sol de Porto Alegre.


6. Ao seguir por essa rua, temos a sensação de estar em um condomínio fechado como tantos espalhados pela cidade. Casas maravilhosas antigas, que contam histórias de nosso bairro, edifícios de luxo onde abrigam algumas personalidades da nossa sociedade.


7. No fim da rua, temos uma praça muito mal cuidada (Praça Dom Luiz Felipe de Nadal) que se torna outra rua, essa, sem saída. Nesse local há alguns anos muitos carros paravam, e ficavam os namorados num chamego só a observar o por do sol e ver o Rio Guaíba ao longe.



8. Bem, à direita me deparo com um caminho estreito como se fosse um corredor, ultrapasso e percebo que o antigo e famoso restaurante- Chalé Suíço - não existe mais.



9. Ao passar vejo a escadaria que ligava o fim do bairro Moinhos de Vento com o bairro Floresta, hoje fechada.



10. Não se consegue ver nada além da vegetação crescendo sem direção e sem cuidado. Chego ao entroncamento dos dois bairros onde também há uma escadaria ladeada por um edifício. Olho o encontro das três ruas e sigo a direta novamente pela Santo Inácio.



11. Aproveite: pare e olhe os casarões imponentes que ainda existam por ali. Alguns majestosos e conservados, outros abandonados pelos herdeiros de famílias de renome do bairro.



12. Com o sol "a pino", entro à esquerda na Luciana de Abreu novamente e vejo a pracinha do Dmae, abandonada, com brinquedos sem pintura, vegetação rala e malcuidada, deixando a sensação de tristeza. Para mim, pracinha sem cores e sem crianças não é pracinha.



13. Entro à direita na Barão de Santo Ângelo em direção ao entroncamento das badaladas ruas Fernando Gomes e Padre Chagas. Nessa rua também temos um túnel verde maravilhoso ladeado pelo Dmae com seus plátanos nos dando uma sombra divina depois de uma caminhada longa, mas prazerosa.


14. O que encontro é de tirar o fôlego, pois me deparo com mesinhas nas calçadas tranquilas com um morador passeando com seu parceiro e lógico não poderia deixar de ser, com uma cuia de chimarrão num calor de 40°C.


15. Do outro lado da rua olho embevecida para uma obra de arte fixada nas grades do Dmae.


16. Olho a Padre Chagas do final para o início, momento único, pois naquele momento uma das ruas mais charmosas está vazia.