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Posts do dia 8 maio 2009

Mais planejamento para o trânsito

08 de maio de 2009 8

Para engenheiro, obras como a que ocorreu na Diário de Notícias poderiam ter causado menos transtornos para os moradores da Zona Sul/Tadeu Vilani, Banco de Dados, 11/11/2008

Texto enviado pelo leitor Sérgio Lahude Silva, engenheiro civil na área de transportes e morador da Zona Sul

“Há décadas que a Zona Sul, que percentualmente mais paga impostos na Capital, é constantemente penalizada pela falta de interesse e investimentos de maior porte pelas administrações municipais. Todas as obras efetuadas nos acessos à região foram fruto de investimentos da iniciativa privada. Para não dizer que não foram efetuados investimentos, foram colocados alguns semáforos em número excessivo com o intuito de melhorar o tráfego…

Alguns anos atrás, a construção do Museu Iberê Camargo penalizou os moradores da Zona Sul durante toda a sua etapa de construção, sob a alegação de progresso, com congestionamentos diários e completamente dispensáveis, se houvesse criatividade. Pobre prefeitura e suas equipes pensantes ou não, que desconsideraram os benefícios sociais que os trabalhos em horários especiais trariam. Imaginam estas equipes que o custo adicional por este tipo de trabalho seria por demais oneroso, esquecendo-se que quem pagaria pelo excedente seriam os próprios usuários.

Perdoem-me o termo: falta de visão.

Passando por uma longa temporada de verão, idêntica posição foi tomada por ocasião das obras do BarraShoppingSul. Depois de concluído, iniciaram as obras de seus acessos, que não dependiam de recurso municipal. Este fato bem demonstra a pobreza de planejamento.

Desde quando se iniciaram as tratativas para esta construção, todo o Brasil estava ciente da necessidade de duplicação da capacidade viária necessária a esta obra e, principalmente, à Zona Sul. Agora, o que deveria ser atacado, prolongamento da Avenida Wenceslau Escobar, continuidade da Avenida Coronel Marcos em direção à Ipanema, fica aguardando…

Na última campanha eleitoral, foram apresentadas diferentes alternativas de melhorias viárias nos meios de comunicação. Passados alguns meses das promessas, nada foi feito. Aliás, uma pessoa do setor, disse que iriam efetuar estudos de determinadas intervenções, não sabendo dissociar estudo de projeto. Diferentes intervenções no tratamento viário de Porto Alegre necessitam de execução, e não de estudos.

Estes exemplos citados acima são soluções que caem de maduro a quem utiliza estas vias diariamente, e que jamais devem ter sido percorridas pelos elementos pensantes da prefeitura.

Agora, começaram a pensar em duplicar a avenida que margeia o Guaíba. Antes que seja tarde, é imperioso que os moradores da Zona Sul efetuem a pressão necessária para que tais obras sejam feitas em horários especiais, que não conflitem com a intensa circulação que utiliza esta avenida. Caso isto não seja feito, será mais uma obra a onerar os usuários, sob o ponto de vista desgaste e irritabilidade.

Mais uma vez o custo social dos interessados será posto à margem do progresso. Qualquer alteração de tráfego ou redução no tempo de percurso tem um custo de tempo, difícil de avaliar. Porém, será infinitamente menor que pagamentos adicionais, fruto de horas-extras para execução das obras.

Hoje, em razão do inadequado pavimento da ciclovia da Avenida Diário de Notícias, os ciclistas continuam utilizando a via pavimentada, desprezando a ciclovia. Ah, antes que passe batido, à semelhança da ciclovia da Diário de Notícias, pensem nesta duplicação. Pensem em ciclovia com piso adequado às bicicletas e pensem que, junto à ciclovia, deve ter área para pedestres. Ou sigam não pensando e seja o que Deus quiser.”

 

> Post relacionado:

Mensagem das águas

 

Quais outras observações você tem sobre mudanças viárias na Zona Sul?

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Postado por Melissa Becker, Redação ZH

Oficina de amigos

08 de maio de 2009 15

Pedro Nazar Torussian tem um café na Wenceslau Escobar/Luiz Antonio Henriques

Quem chega na Oficina do Café, uma cafeteria e restaurante na Wenceslau Escobar, ao lado do Banrisul, é saudado pelo nome. É assim que o proprietário, Pedro Nazar Torussian, recebe seus clientes.

A Oficina do Café, além do melhor café expresso do bairro, tem um delicioso buffet de pratos quentes e saladas no almoço. São pratos caprichados, com esmero no preparo e opções diferenciadas, sempre direcionadas para receitas saudáveis ao apetite e á saúde. No dia 29, ir comer o nhoque já é tirar a sorte grande; os tomates recheados, os peixes e a salada de pão também estão entre os muitos preferidos.

Pedro é paulista e está no comando há nove anos. O clima descontraído e simpático gerou a boa convivência entre os clientes, muitos se tornaram amigos ou bons vizinhos de bairro. Outra característica é a quantidade de crianças e bebês, muitas delas frequentavam desde os tempos “de barriga”, quando o assunto entre as mesas eram as ecografias, o sexo e as expectativas acerca do rebento. No momento, estamos numa fase de recém-chegados, vários nasceram na última primavera, a clientela aumentou, e o Pedro vai ter que providenciar mais cadeirinhas! Ao contrário do que possa se pensar, a presença de crianças não perturba o ambiente, são bem-vindas e, por isso, ficam calmas. Outro grupo bastante assíduo é o da terceira idade, que encontra no tempero equilibrado e natural dos pratos um bom aliado da longevidade.

A Oficina conta com a força de uma equipe muito educada e simpática. Quem chega no final do horário do almoço consegue ver a turma da cozinha, que já consegue dar uma pausa para também provar das suas delícias.

No final do ano, tem até amigo secreto. Clima de integração total e de amizade, que cativa pela cortesia e por um trabalho bem feito.

 

* * *

 

Dia desses, estava trabalhando em casa, não fui ao escritório. Trabalho difícil com tempo curto e muita exigência. No meio da tarde, tive que sair, pois a impressora havia falhado na hora H. Estresse! Fui na informática, que fica ao lado da cafeteria, e não tinha o cartucho de tinta.

- Espera só um pouquinho, acho que vi a última caixinha, lá no depósito, mas vai demorar um pouco – disse o vendedor, numa dessas cortesias aqui da Zona Sul.

Respirei fundo e disse:

- Já volto. Vou ao lado tomar um café enquanto espero.

Entrei na Oficina, e o Pedro estranhou o meu horário não habitual e sem a família. Pedi um expresso e contei pra ele da corrida de meu dia e da rasteira que a impressora estava me dando.

Chegou meu café, veio no capricho como sempre. Relax. Fui me envolvendo e percebendo, mais uma vez, que a vida é muito mais do que uma impressora que se recusa a imprimir num dia atribulado.

Logo, entrou pela porta o vendedor da informática dizendo:

- Achei o teu cartucho!

Tirei a carteira do bolso, para pagar o café e o Pedro disse:

- Não, absolutamente! És meu convidado nessa tarde de trabalho!

Ganhei o café e o meu dia.

Esse é o Pedrinho da Oficina do Café. Quem foi lá já sabe disso!

Sua Oficina não é apenas a da arte de se fazer um delicioso café, mas da arte de criar e cultivar grandes amizades. Anote aí: a Oficina do Café fica na Av. Wenceslau Escobar, 2.955, Tristeza, fone 3269-3307.

Postado por Luiz Antonio Henriques, Conselho de Blogueiros

Hoje nas bancas da região

08 de maio de 2009 0

O ZH Zona Sul circula hoje encartado em Zero Hora nos bairros Camaquã, Cavalhada, Cristal, Ipanema, Vila Assunção e Vila Conceição.

Na capa, o questionamento de uma leitora sobre o futuro do trânsito da região e um artigo sobre planejamento. Também há dicas de separação de lixo, já que agora todos os bairros têm coleta seletiva duas vezes na semana, e uma reportagem sobre a história da AABB.

Agora, o caderno circula toda sexta-feira. Tem sugestões para a edição da semana que vem? Escreve pra gente: zonasul@zerohora.com.br

Postado por Clarissa Ciarelli – Redação ZH