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A primeira novela do Estado

16 de dezembro de 2009 13

Pedra Redonda, 39 foi o nome da primeira novela gravada no Rio Grande do Sul, e o cenário foi a Mansão da Vila Clotilde, no Morro do Sabiá, no bairro Ipanema. O ano, 1965 e Tarcisio Meira foi o galã com sua parceira Glória Menezes. A trama contava a história de uma família tradicional e incluía um crime misterioso. Além das gravações de estúdio no canal 12, foram feitas muitas tomadas de cenas na propriedade da bailarina Lya Bastian Meyer. A casa ficava no número 39 da Estrada da Pedra Redonda, hoje a Coronel Marcos, daí o título da novela. Pedra Redonda, 39 estreou no horário nobre das 21h em maio de 1965, na TV Excelsior de São Paulo.
A Pedra Redonda de outrora, tinha fama, eram as mansões com praia particular. E o exemplo desta elite residente era a chácara da Vila Clotilde, que viveu o seu auge nos anos 30 do século passado. A fina moradia pertencia ao senhor Oscar Bastian e à sua esposa, dona Clotilde. O casal teve apenas uma filha, Lya Bastian Meyer. Professora e bailarina, Lia foi a introdutora do balé no Estado e primeira diretora oficial de dança do Theatro São Pedro. A mansão da Senhora Clotilde abrangia todo o Morro do Sabiá, desde a antiga Estrada da Pedra Redonda até a beira da praia. O local ficou muito famoso em 1931, quando alí foi oferecido um chá à primeira dama do país, Dona Darcy Vargas. Os tempos eram mágicos, e o bairro Ipanema despontava no cenário porto-alegrense.

*A Vila Clotilde ainda existe, porém, parte da chácara foi vendida para a Associação dos funcionários da Varig (Fundação Rubem Berta), outra parte foi vendida para a Associação dos alunos Maristas de Porto Alegre e finalmente, o alto do morro foi vendido para o Colégio Anchieta. Fonte: PELLIN, Roberto.

*Por Janete da Rocha Machado, Conselho de Blogueiros

Comentários (13)

  • Regis diz: 16 de dezembro de 2009

    Obrigado por resgatarem esse interessante capítulo da história! Sempre passo pela frente da propriedade e tinha curiosidade sobre seus proprietários.

  • claudia bins diz: 16 de dezembro de 2009

    Que interessante… eu sempre passo por ali e fico fantasiando sobre a propriedade que é lindíssima! Adorei conhecer a história!

  • Thomas diz: 16 de dezembro de 2009

    Interessante, sempre quis saber alguma coisa sobre a “vila clotilde”. Espero que no futuro não se venda a propriedade para um desses empreendimentos imobiliários.

  • Thiago Faccioni diz: 16 de dezembro de 2009

    Costumava, quando jovem, sair da cidade baixa e ir de bicicleta até o morro do Sabia, ali ficava nas pedras na beira do rio, momentos magicos….
    A alguns meses, ja morando na zona sul (extremo Sul) resolvi mostrar apra minha esposa onde eu cosstumava passar as tardes de verão e, para minha surpresa ou falta de informação, dei de cara em um portão com porteiro eletronivo barrando o acesso ao morro. uma pena….
    Lembro de ter falado: “”É, é uma pena. Barraram nossa entrada para minhas lembranças”.

  • Sergio diz: 16 de dezembro de 2009

    Excelente texto!
    Este blog está resgatando a história de Ipanema com textos ricos em detalhes como este.
    Passo diariamente em frente desta casa na Cel. Marcos e nunca iria suspeitar que alí já foram gravadas cenas de uma novela.
    Parabéns.

  • marcos fallavena diz: 17 de dezembro de 2009

    Se houvessem mais pessoas com este mesmo interesse pela nossa cidade, Porto Alegre seria muitas vezes mais cheia de histórias e cultura. Parabéns pela iniciativa.

  • Jefferson Terra diz: 17 de dezembro de 2009

    Muito interessante e muito bem escrita. Parabéns Janete. Legal mesmo.
    Por falar em novela e zona sul aproveito para deixar uma sugestão:
    Acho indefinição sobre o futuro do Pontal do Estaleiro daria uma ótima novela com vários e vários capítulos.

  • Catarina Tolotti diz: 20 de dezembro de 2009

    A Vila Clotilde, desde o início dos anos setenta, povoou a minha imaginaçao. Eu era, então, uma aluna do científico, no Colégio Padre Reus, no bairro Tristeza. Era uma época difícil, de silêncios e incertezas. No entanto, sempre que o ônibus passava frente à propriedade, a visão daquele imponente casarão em meio à vegetação, principalmente quando soprava o Minuano, transportava-me para o mundo de Scarlett O’Hara, de “E o Vento Levou…”. Eu sempre associei o casarão ao mundo de Scarlett e à Guerra de Secessão. Hoje, lendo a pesquisa da Janete, entendo o porquê da minha associação: a beleza do estilo arquitetônico lembra as propriedades americanas do século XIX, ou seriam inglesas? Parabéns ao trabalho de pesquisa que resgata a história da nossa cidade e dos nossos bairros.

  • Sonia Martini diz: 27 de abril de 2010

    Obrigada !!!
    Sempre tive curiosidade em saber a história da Vila Clotilde.
    Apesar de não conhecer sua história, sempre imaginei cenas de algum filme e porque não uma novela,a arquitetura e os jardins são maravilhosos.

  • newton diz: 6 de outubro de 2010

    Infelizmente aquela área será, um dia, transformada em condominio. A própria sede campestre da fundação já esta sendo vendida.

  • Sabrina diz: 9 de março de 2011

    vejo que a curiosidade sobre a vila não era só minha!! Sempre tive vontade de ver a mansão por dentro, é linda, principalmente pela vegetação ao redor. Quem é o proprietário atual? Descendente da bailarina? Tomara que não destruam a área. Nunca imaginei que havia sido cenário de novela!

  • Janete diz: 17 de março de 2011

    Sim, são descendentes da bailarina Lya Bastian Meyer, recentemente retratada em um artigo meu para o Caderno Cultura da ZH (12/03/2011).

  • Fabio diz: 11 de dezembro de 2012

    Seria interessante a ZH publicar uma reportagem sobre as mansões antigas de Porto Alegre, suas histórias, fotos exteriores e interiores. Talvez no caderno Casa ZH.

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