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Posts do dia 8 fevereiro 2010

Vento forte atrapalha regata

08 de fevereiro de 2010 0

Com uma regata de abertura atribulada, começou ontem o Mundial de Soling de 2010, no Veleiros do Sul. A disputa, prevista para o início da tarde, foi adiada pela falta de vento e saiu por volta das 18h15min – e o vento alterou de novo o andamento da competição.

As tripulações estavam no segundo trecho da regata na raia do Guaíba, em frente à baía de Ipanema, quando os velejadores foram surpreendidos pelo súbito aumento da velocidade do vento sul, que alcançou 34 nós (cerca de 60 km/h) e levou os barcos adernarem perigosamente, conforme mostra as fotos da assessoria de imprensa do clube.

O veleiro Diferencial, da equipe de Nelson Ilha, virou, tendo o cockpit inundado. A tripulação tentou desvirar, mas a embarcação afundou. Às 21h, as equipes finalmente resgataram o barco.

Brigam pelo título 20 tripulações que representam Brasil, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Reino Unido, em um total de 60 velejadores. O mundial segue até sexta-feira, dia 12, às 20h, quando ocorrerá a entrega da premiação. Até lá, estão programadas regatas diariamente, a partir das 14h.

Um reencontro com o passado

08 de fevereiro de 2010 3

Nome e data de nascimento: Antenor Ferrari, nascido em 20 de setembro de 1941 (68 anos), em Bento Gonçalves

Estado civil: casado com Marilia Ângela Saretta Ferrari

Filhos: Gabriela, Tiago e Lucas

Neto: Bruno.

Atividades: Morador de Ipanema desde 1975, o advogado exerceu os primeiros anos de profissão em Caxias do Sul, no escritório do hoje senador Pedro Simon. Em 1974, passou a exercer a assessoria jurídica da bancada do antigo MDB, na Assembleia Legislativa. Deputado estadual por três legislaturas (de 1968 a 1990), fundou a primeira Comissão de Direitos Humanos e Meio Ambiente da Assembleia, durante a ditadura militar. Foi secretário Estadual de Saúde e Meio Ambiente no governo Simon (1986-1990), implantou o Sistema Único de Saúde no Estado e presidiu a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fepam).

- Vizinhos: “Quando morava no interior, imaginava que a cidade grande não oferecia boas condições de convivência. Estava enganado. Ipanema permite a convivência do interior, na relação com a comunidade e os vizinhos (dizem que os vizinhos são os primeiros parentes e é verdade).”

- O que mais gosta na Zona Sul: “A Zona Sul oferece o clima da cidade do interior, onde todos se conhecem e convivem. Oferece também a sensação da cidade praiana, pela presença do Guaíba, as belezas naturais dos morros, vegetação, praças e o silêncio (quando nos mudamos para Ipanema, demoramos alguns dias para conseguir dormir bem. O barulho do silêncio atrapalhava nosso sono!). O que impressiona é a quantidade de pássaros de todas as espécies. Nos momentos de descanso ou ao amanhecer, a sinfonia dos pássaros dá a sensação que se está dentro de uma floresta. Quem acorda de madrugada, em Ipanema, sempre desperta em boa companhia: é só observar. Não dá para esquecer o pôr do sol do Guaíba. Simplesmente maravilhoso, nos seus tons prateados e vermelhos. Responsável por muitas nostalgias, mas também para encerrar o dia em alto astral, especialmente para quem gosta de caminhar no calçadão.”

- O que é a Zona Sul para ti? “É o reencontro com meu passado, de criança e adolescente, mais sofisticado e moderno, é claro.”

- O que gostaria que a Zona Sul não perdesse? “Não gostaria que a Zona Sul perdesse as características de cidade de praia e de interior que, infelizmente, o futuro parece não prometer. Tenho uma preocupação muito grande com o crescimento desordenado dos empreendimentos imobiliários e comerciais da região, por estarem afetando profundamente o meio ambiente. Preocupo-me, muito, com a área agrícola de Porto Alegre, que está sendo absorvida por esses empreendimentos, havendo necessidade de uma política de proteção e estímulo, por parte do poder público, para essas área agricultáveis, já que a nossa Capital é a segunda no país que explora, também, a atividade agrícola.

- O que você gostaria que a Zona Sul tivesse e que ainda não tem? “Bem, gostaria muito que fosse estimulado o transporte hidroviário de passageiros, para ligar o Centro com a Zona Sul. A duplicação inadiável das avenidas Wenceslau Escobar (o final dela), Cel. Marcos e Tramandaí, pois já estamos com sérios problemas de trânsito. Em alguns horários, se torna impossível o pedestre atravessar a rua, em muitos pontos dessas avenidas, por falta de sinalização. Solução urgente, também, para a poluição visual das avenidas Cel. Marcos e Tramandaí, com péssimo asfaltamento, inexistência de calçadas ou com má conservação e de algumas casas de comércio e serviços com péssimo visual e mal localizadas.”

*Por Carmencita Hessel, Conselho de Blogueiros