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Pedalinhos no verão em Ipanema

22 de fevereiro de 2010 4

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Nesse calorão, feliz de quem tem “uma praia pra chamar de sua”! Pode ser de mar, de rio ou até mesmo de lago, desde que esteja ali – bem pertinho – nos esperando para refrescar e descontrair!

Nos verões da década de 70, era assim que eu e minha irmã, Ana Lúcia, iniciávamos nosso passeio em Ipanema, nos domingos pela manhã: vestidos, devidamente calçados e protegidos do sol pelos bonés (à esquerda).

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.A grande diversão e pretexto para nosso pai, Juarez, nos levar a Ipanema eram os passeios de pedalinho, que ficavam junto ao bar/restaurante/boate Taba. Pela numeração deles, se percebe a quantidade de pedalinhos que havia disponível para aluguel (à direita).

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Não demorava muito para que o passeio de pedalinho se transformasse numa aventura e, de repente: “Homem ao mar!” Tchibum! Eu pulava na água e logo atrás vinha minha irmã. Objetivo alcançado: andar de pedalinhos, sim, mas tomar banho na praia era tudo de bom! O pai devolvia o pedalinho e nós já ficávamos por ali, brincando nas águas tranquilas de Ipanema..

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A folia depois se estendia para a areia com jogo de bola, castelinhos e tudo o que tínhamos direito. Hora de ir para casa, que o almoço da mãe já estava na mesa. Para comemorar aquela manhã de praia, tinha o refrigerante Pepsi tomado no gargalo da garrafa – coisa de adulto – em mesinhas que se estendiam por quase toda praia, sob as arvores (à direita).

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Às vezes, o Guaíba nos brindava com alguma tartaruga, que era levada pra casa para nos fazer companhia na semana e depois trazida de volta para ser lançada novamente nas águas de Ipanema. Claro, acreditávamos que ela tivesse sido engordada, fora possivelmente “torturada”, porém, com certeza, “batizada” com um nome carinhoso e muito amada por nós que voltaríamos, ao longo do verão, procurando pela cabecinha dela ”por fora d’água”, nadando por entre os pedalinhos, para nos dar também o seu alô.

Nessa última foto (à esquerda), já aparece minha irmã mais nova – Flávia Letícia, o que comprova que esses passeios se repetiram por alguns verões em nossas vidas.

Durante nossa infância, há quase 40 anos, Ipanema era “a nossa praia”. E hoje, quais lembranças estarão sendo guardadas na memória de seus atuais frequentadores?

*Por Luiz Antonio Henriques da Silva, Conselho de Blogueiros

Comentários (4)

  • jader martins diz: 22 de fevereiro de 2010

    Luiz Antonio…beleza, lembro disto…q belos tempos aqueles mas o rio ja estava começando a poluir…- jader martins.-

  • Angela Maieski diz: 22 de fevereiro de 2010

    Adoro ler sobre as lembranças dos tempos de infância… Como o mundo nos parecia mais tranquilo, seguro e aconchegante. Tenho boas lembranças do parque da Redenção, que para mim era quase uma viagem, apesar dos apenas 40 km que separam NH de PA.

  • Fernanda Machado diz: 22 de fevereiro de 2010

    Ai! Que desejo de ter vivido tudo isso!!!
    Nascida nos anos 80, não pude ver nada desse espetáculo…

  • luiz antonio henriques da silva diz: 24 de fevereiro de 2010

    É verdade, Jader…mas ainda era possível algum banho. Dia desses, eu indo pro Professor Gaucho, cruzei por ali; uns 40 graus…a praia deserta, o sol escaldando a areia vazia e o rio cheirando mal…era sinônimo da falta de vida, o calor ardia e o rio “ácido”. Era como uma miragem no deserto, que ilude aos olhos até a hora que chegamos perto e somos surpreendidos pela usência total de vida que um oasis pode representar no meio do nada.

    Angela, se o blog abrangesse a Redenção! Quanta historia eu teria pra contar de lá, também!

    Fernanda, faz parte. Eu sou da decada de 60 e adoraria ter vivido nos anos trinta!

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