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Nossa Senhora Aparecida em Ipanema

12 de outubro de 2011 3

 

Por Janete da Rocha Machado, blogueira

Preocupada com o futuro religioso do novo bairro que surgia, Déa Cezar Coufal, responsável por inúmeros trabalhos sociais em Ipanema e devota de Nossa Senhora Aparecida, empreendeu a construção da capela nos anos 30 do século passado. Atualmente conhecido por Santuário Nossa Senhora Aparecida, o local oferece à comunidade, todos os anos, uma das festas mais bonitas em homenagem à Padroeira do Brasil.

A história da capelinha começa em 1931, quando Déa pediu à Sociedade de Terrenos Balneário Ipanema Ltda. a doação de lotes para a construção da igreja. Conforme nos conta o padre Antônio Lorenzatto: “ela pediu à loteadora a doação dos terrenos um e 58 da quadra 13, com frente para a praça central, Avenida Tramandaí e Rua Leme. Isto lhe foi concedido”.

O religioso conta ainda que, assegurado a espaço para a construção do templo, Déa viajou para Aparecida (SP), onde comprou uma estátua de Nossa Senhora Aparecida com as mesmas dimensões da original.

- Ela pediu para que um sacerdote a benzesse dentro do Santuário Nacional. Depois, procurou o professor de arquitetura, o espanhol Fernando Corona e combinou projetar e construir uma capela em estilo barroco - conta Lorenzatto.

Com doações de fiéis e moradores do bairro, a capela foi erguida. Devido ao grande número de veranistas, a festa de inauguração da nova igreja se deu no verão de 1937. Depois disso, a festa da padroeira seria sempre realizada nos meses de janeiro ou fevereiro. A primeira missa foi celebrada pelo monsenhor Emílio Lottermann em janeiro, e a primeira comunhão, em novembro de 1937, com um grupo de crianças do Colégio Escolas Reunidas do Passo do Capivara. Infelizmente, a simpática capelinha, em estilo barroco espanhol, não teria vida longa, pois, junto à construção, foram erguidos eucaliptos, cujas raízes danificaram os alicerces.

- No local havia um pântano, era um banhado. Por isso, tinha na região o cultivo de arroz pelos antigos fazendeiros. Para drenar, o loteador mandou plantar nas imediações da igreja alguns eucaliptos. Não resolveu muito, pois mais tarde, toda a estrutura da capela ficou comprometida. Com o aumento das fendas, foi pedido um exame à Secretaria de Obras e, em 30 de julho de 1960, após vistoria, as autoridades condenaram o prédio - relembra o padre.

A demolição da capelinha foi sentida por todos, pois era um mimo da arquitetura colonial espanhola e durante anos acompanhou o desenvolvimento do bairro, tornando-se referência em Ipanema.

Comentários (3)

  • Ivanéria diz: 15 de outubro de 2011

    Que linda Janete, não sabia da existencia da capela, Ipanema seria um charme se ela tivesse sido mantida, uma pena…comentei aquele dia contigo, que fui assistir aos fogos de artifícios no dia 12/10 às 21h em homenagem à Nossa Senhora Aparecida, estava muito bonito.

    Parabéns pelo trabalho que tens feito resgatando a história de nosso bairro.
    Grande abraço.

  • Catarina diz: 18 de outubro de 2011

    Parabéns à historiadora Janete por mais essa bonita contribuição, agora sobre a religiosidade do bairro. Parabéns também ao Jornal Zero Hora por disponibilizar esse nobre espaço. Abraços. Catarina

  • Luiz Antônio diz: 4 de novembro de 2011

    Janete, muito interesante o teu trabalho de resgate da história do bairro Ipanema.

    Luiz

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