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Posts de maio 2012

Projeto dos Túneis Verdes é aprovado

30 de maio de 2012 0

O projeto do vereador Beto Moesch (PP) que transforma dezenas de túneis verdes em áreas de uso especial foi aprovado na tarde desta quarta-feira na Câmara de Porto Alegre. Foram 26 votos favoráveis e apenas um contrário, de João Carlos Nedel (PP).

Projeto dos Túneis Verdes deve ser votado hoje

30 de maio de 2012 0

Está na pauta da reunião da Câmara Municipal de Porto Alegre discussão geral e votação do projeto de lei sobre os túneis verdes, nº 187/08, de autoria do vereador Beto Moesch, que declara os Túneis Verdes como áreas de uso especial, com base no art. 51 da Lei Estadual nº 11.520, de 3 de agosto de 2000 — Código Estadual do Meio Ambiente –, e no art. 86 da Lei Complementar nº 484, de 1º de dezembro de 1999 — Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental. A sessão começa às 14h.

Qual é a sua opinião sobre o projeto? Clique aqui para acessar nosso mural!

Abaixo, confira a entrevista do autor do projeto, vereador Beto Moesch

O ZH Zona Sul conversou com o vereador Beto Moesch para entender como a proposta dos túneis verdes pode impactar na vida dos moradores. Confira trechos da entrevista:

ZH Zona Sul — O que é o projeto dos túneis verdes?
Beto Moesch – É um projeto que institui que as ruas, em virtude de uma arborização muito rica, onde as copas das árvores se unem de uma calçada à outra, sejam consideradas patrimônio paisagístico, turístico, histórico, cultural e ecológico. Com a lei, essas vias passam a receber um cuidado especial, que o morador tem de ter, o construtor, a prefeitura. É uma responsabilidade comum por ser um patrimônio da cidade.

ZH Zona Sul — Como isso afeta a vida dos moradores?
Moesch – Quem mora nessas ruas vai ter um imóvel mais valorizado. Terá também a manutenção da qualidade de vida, porque arborização é fundamental para qualidade de vida dos moradores e de quem mora no entorno, e desfrutará da beleza cênica dessas áreas. Terá também a garantia de que isso vai continuar. Nós perdemos muitos túneis verdes no decorrer da história.

ZH Zona Sul — O que representam hoje os túneis verdes para a Capital?
Moesch – Porto Alegre é uma referência nisso há muitos anos. Nós já mandamos cópias dos decretos e do projeto de lei para pessoas de outros países que queriam saber mais informações. Há um exemplo legal que São Paulo fez recentemente: em todos os parques de São Paulo não pode ter edificação com mais de 25 metros de altura em seu entorno. Agora, nosso projeto, apesar de criativo, não é ousado. Se não conseguimos aprovar esse dos túneis verdes, imagina um como o da Capital paulista? Há segmentos da sociedade reacionários, que argumentam que vamos engessar a cidade.

ZH Zona Sul — Um dos entraves ao projeto ocorreu em 2010, quando um relatório emitido pela Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul citava que o disposto no projeto engessa as áreas definidas como túneis verdes, vedando aos proprietários a simples manutenção das calçadas, já que se tornam intocáveis. Qual é a sua opinião sobre isso?
Moesch – O argumento que consta no relatório da comissão é totalmente contrário à Eco92, à Rio+20, à sustentabilidade. Só se preocupa com a obra e não com os recursos naturais. A gente tem de se preocupar com os dois, como foi feito o conduto Álvares-Chaves, a maior intervenção urbana da história de Porto Alegre. Inicialmente, foi prevista a retirada de mil árvores, e esse número, no fim, não chegou a 70. Isso que era um local de muitos túneis verdes, que não foram descaracterizados. O sucesso foi decorrente de um cuidado permanente, com um biólogo sempre presente e um planejamento das intervenções. Uma cidade precisa de ruas, avenidas, prédios, um trânsito que flua, mas precisa também de árvores. Queremos compatibilizar tudo isso.

O treino de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan no Clube dos Jangadeiros

27 de maio de 2012 0

Depois de ficar entre as 10 melhores do Campeonato Mundial da Classe 470, em Barcelona, na Espanha, a dupla Fernanda Oliveira e Ana Barbachan retomou a rotina de treinos no Clube dos Jangadeiros. As velejadoras retornaram a Porto Alegre no último dia 20 e aproveitaram o intervalo entre uma competição e outra para velejar nas águas do Guaíba. Mas a pausa foi curta. Nesta segunda-feira, dia 28, Fernanda, Ana e o técnico Paulo Ribeiro embarcam para a Inglaterra, onde disputarão a Skandia Sail For Gold, em Weymouth. A competição será realizada na mesma raia em que serão disputadas as regatas dos Jogos Olímpicos de Londres e começa em 3 de junho. Da última vez que competiu no local, em agosto de 2011, a dupla terminou em quinto lugar no evento-teste da Olimpíada.

Dupla treinou na Zona Sul entre um campeonato e outro | Foto: Francisco Lino, divulgação

O porto seguro do goleirão

26 de maio de 2012 0

Victor em momento de descontração com os cães no condomínio onde mora | Foto: Trato.TXT, divulgação

Está no jeito sossegado do paulista Victor Leandro Bagy a razão por ter escolhido a Zona Sul para viver. O goleiro de 29 anos, contratado pelo Grêmio no final de 2007,conta que até recebeu indicações de amigos a respeito de outros regiões de Porto Alegre, mas se apaixonou mesmo foi pelo sul da Capital. Após morar no Cristal e na Vila Assunção, há um ano ele reside em um condomínio no Belém Novo.
– A opção pela Zona Sul tem muito a ver com a minha personalidade. Sou bastante tranquilo, não gosto de muita aglomeração, trânsito, bagunça. Prefiro um lugar mais calmo — diz.
A história do atleta com o futebol se iniciou ainda na infância. Depois, aos 14 anos, fez o primeiro teste no Paulista, de Jundiaí (SP), profissionalizou-se e permaneceu uma década no clube. Victor conta que, no início, toda a família deu força, mas destaca o apoio da mãe:
– Ela sempre se desdobrou para me dar condições, me dar chuteiras, luva, para poder praticar o futebol.
Após 10 anos em Jundiaí, município de 370 mil habitantes distante 57 quilômetros de São Paulo, surgiu a oportunidade
de jogar em Porto Alegre. Chegou com a incumbência de ocupar uma vaga que, durante muito tempo, foi de um dos maiores ídolos da história do Grêmio, Danrlei. No clube gaúcho, o jogador chegou à Seleção.
Victor gosta de ficar em casa com a mulher, Gisele, e os cachorros. Diz que, para fazê-lo colocar o nariz para fora, “tem de ser muito importante”. Dos hábitos porto-alegrenses, o goleiro mostra ter adquirido vários, principalmente em relação à linguagem. Só não se acostumou com o chimarrão:
– O próprio churrasco eu já gostava, mas nunca tinha me arriscado a fazer. Hoje, faço um meia-boca.
Os ares de cidade do interior agradam ao goleiro, nascido no pequeno município de Santo Anastácio, em São Paulo. Principalmente quando morava na Vila Assunção, Victor era surpreendido com alguém do mesmo condomínio tocando a campainha, oferecendo um bolo ou uma sobremesa.
– Tenho um vizinho, um menino que tem pai colorado, que quer cortar o cabelo igual ao meu. Isso é legal, servir de referência além da rivalidade.
Formado em Educação Física, o craque elogia muitas áreas da Zona Sul, como a orla do Guaíba nas proximidades do Clube dos Jangadeiros, onde gosta de apreciar o pôr do sol. Mas também diz que nem tudo está 100%.
– Percebo a pavimentação das ruas, precária. Acho que tem de falar não só do que tem de bom.
Outro ponto negativo de Porto Alegre? A distância da família e dos amigos. Mas essa Victor tira de letra: com telefone, internet e uma hora de voo.

Alunos recebem texto publicado no ZH Zona Sul

25 de maio de 2012 0

Hoje pela manhã os 1,5 mil alunos do Colégio Adventista de Porto Alegre foram surpreendidos pela entrega de uma folha de xerox de uma página do ZH Zona Sul que circula nesta sexta-feira.

A instituição planejou desde ontem a ação para que todos pudessem conferir o texto sobre doação de sangue, uma ação que acabou envolvendo professores e funcionários do colégio, que estenderam o convite aos pais e amigos.

Para conseguir viabilizar a tarefa, os funcionários chegaram mais cedo à escola para fazer as cópias. E valeu a pena o esforço: conseguiram fazer as cópias e entregar aos alunos.

Confira abaixo a página que foi distribuída:



Vila Conceição, o pulmão da Zona Sul

25 de maio de 2012 2

Um projeto em tramitação na Câmara de Vereadores indica que a Vila Conceição pode ser considerada um pulmão da cidade. Das 24 áreas na Zona Sul que podem virar túnel verde, 19 (quase 80%) estão no bairro. No total, a proposta — que até o dia 22 não havia sido votada — prevê a criação de cerca de 70 túneis formados pelas copas de árvores em ruas, avenidas e praças da Capital.
Por sua importância histórica, ambiental, cultural, turística e paisagística, essas vias podem ser declaradas áreas de uso especial. Assim, não poderão sofrer modificações que comprometam as características da paisagem. Poderão, explica o vereador Beto Moesch, autor do projeto, ser duplicadas em algum trecho ou ter algumas árvores cortadas, mas não seria permitida abertura de um clarão no túnel verde.
O projeto visa transformar, por lei, as ruas e avenidas como área de uso especial por ser uma proteção mais forte e mais difícil de ser revogada. Primeira presidente da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, entre 1992 e 1994, Maria do Carmo Sanchotene ressalta a importância dos túneis verdes e diz que a diferença na temperatura é significativa:
— Imagina o efeito do túnel verde no verão. O conforto térmico que eles proporcionam para a cidade é muito importante
— afirma Maria do Carmo, que foi bióloga da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) por cerca de 25 anos.

Nas imagens feitas pelo fotógrafo Arivaldo Chaves, veja 21 áreas da Zona Sul incluídas na proposta (clique para ampliar a foto)


Rua Apolinário Porto Alegre (Vila Conceição)

Rua Apolinário Porto Alegre (Vila Conceição)

Rua Augusto Totta Rodrigues (Vila Conceição/Pedra Redonda)

Rua Augusto Totta Rodrigues (Vila Conceição/Pedra Redonda)

Rua Barreto Leite (Vila Conceição)

Rua Barreto Leite (Vila Conceição)

Rua Bazílio Pellin Filho (Vila Conceição/Tristeza/Camaquã)

Rua Bazílio Pellin Filho (Vila Conceição/Tristeza/Camaquã)

Rua Carajá (Vila Assunção)

Rua Carajá (Vila Assunção)

Rua Dr. Castro de Menezes (Vila Assunção/Cristal/Tristeza)

Rua Dr. Castro de Menezes (Vila Assunção/Cristal/Tristeza)

Rua Prof. Emílio Meyer (Vila Conceição / Pedra Redonda)

Rua Prof. Emílio Meyer (Vila Conceição / Pedra Redonda)

Praça Hercílio Ignácio Domingues (Vila Conceição)

Praça Hercílio Ignácio Domingues (Vila Conceição)

Rua Goitacaz (Vila Assunção)

Rua Goitacaz (Vila Assunção)

Avenida Guaíba

Avenida Guaíba

Rua Prof. Ildefonso Gomes (Vila Conceição)

Rua Prof. Ildefonso Gomes (Vila Conceição)

Rua João Mendes Ouriques (Ipanema)

Rua João Mendes Ouriques (Ipanema)

Rua Nossa Senhora Aparecida (Vila Conceição)

Rua Nossa Senhora Aparecida (Vila Conceição)

Rua Padre João Batista Reus (Vila Conceição / Tristeza / Camaquã / Cavalhada)

Rua Padre João Batista Reus (Vila Conceição / Tristeza / Camaquã / Cavalhada)

Rua Pão de Açúcar (Vila Conceição)

Rua Pão de Açúcar (Vila Conceição)

Praça Paraíso (Vila Conceição)

Praça Paraíso (Vila Conceição)

Rua Picasso (Vila Conceição)

Rua Picasso (Vila Conceição)

Rua Simão Bolívar (Vila Conceição)

Rua Simão Bolívar (Vila Conceição)

Rua Dr.ª Vera Glusman Knijnik (Vila Conceição)

Rua Dr.ª Vera Glusman Knijnik (Vila Conceição)

Rua Visconde de Camamu

Rua Visconde de Camamu

Praça Prof.ª Zilda Wilhelm Coelho (Vila Conceição)

Praça Prof.ª Zilda Wilhelm Coelho (Vila Conceição)

Confira o caderno desta semana

25 de maio de 2012 0

No ZH Zona Sul desta semana, veja as áreas contempladas pela proposta que prevê a criação de aproximadamente 70 túneis verdes em avenidas, ruas e praças de Porto Alegre. Saiba por que o goleiro do Grêmio, Victor, escolheu a região para morar desde que chegou à Capital. E tem muito mais!

Samba no Paseo Musical

23 de maio de 2012 0

O ritmo do samba vai embalar o Paseo Musical nesta terça-feira (29). Apresentado o gênero, a jornalista e cantora Karine Alves sobe ao palco, acompanhada do violonista Fabio Mazo e do cavaco de Rodrigo Palmeiro.
Inspirados nas maiores vozes do samba brasileiro, os artistas irão mostrar em duas horas de apresentação acústica as raízes do gênero. No repertório, artistas como Clara Nunes, Ivone Lara, Paulinho da Viola, Gonzaguinha, Beth Carvalho, João Nogueira e Elza Soares.
As apresentações ocorrem na Praça Gourmet, com entrada franca.

Serviço
O que: Paseo Musical _ Especial Samba
Quando: terça, dia 29
Horário: 19h30min
Quanto: Entrada franca

Do sonho à realidade: Marcel Citro, juiz e escritor

21 de maio de 2012 0

Ao ser perguntado, quando tinha entre cinco e seis anos, o que gostaria ser quando crescesse, Marcel Citro deu uma resposta no mínimo incomum para um guri de sua idade:
_ Quero ser escritor.
No entanto, a vocação, que ele próprio define como de berço, só passou a ser levada a sério na época em que fez a primeira oficina de literatura, no final dos anos 80. De lá para cá, Citro publicou os livros de contos A Noite do Sáurio e Travessia, venceu o Açorianos de Criação Literária e foi premiado em duas ocasiões no concurso Histórias do Trabalho. Em março, lançou o primeiro romance da carreira, Outonos de Fogo, que demandou sete anos de dedicação e conta a história da capital dos gaúchos pelo olhar dos sem voz.
_ A minha proposta foi escrever sobre Porto Alegre, sobre o sul, mas o sul ancestral, muito antigo. Então eu abordo desde os primeiros habitantes da região do Delta do Jacuí, passando pelos primeiros europeus que tiveram aqui, pelos escravistas e, mais adiante, pelos que tinham sesmarias na região.
A cidade da qual Citro narrou parte da história é a mesma onde o autor nasceu, 45 anos atrás. Criado no Moinhos de Vento, “antes de ser uma zona tão chique”, realizou os estudos no Colégio Marista Rosário e ingressou na faculdade de Computação, que abandonou na metade:
_ Não gostei. Eu queria ganhar dinheiro logo e, naquela época, Computação estava bombando. Depois, fiz Administração e, por fim, Direito, o curso que mais gostei e hoje meu ganha pão.
Com as duas formações pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o escritor atua como juiz federal há 11 anos e professor de direito tributário. Já foi funcionário do Banco do Brasil e auditor do Tesouro Nacional. A relação com a Zona Sul, explica ele, foi se intensificando aos poucos:
_ Meu primeiro apartamento foi no Menino Deus. Depois, fui para o Cristal e, agora, moro na Vila Assunção.
É em casa, numa biblioteca de aproximadamente 500 livros, que ele gosta de escrever. Sempre à noite. Ao lado das obras de direito, estão os textos aos quais recorre em busca de inspiração.
_ Gosto muito dos livros de dois moradores da Zona Sul: o Sérgio Faraco e o Luiz Antonio de Assis Brasil (que faz a apresentação de Outonos de Fogo). A Zona Sul é pródiga em escritores. Fora esses dois, tem muita gente escrevendo bem.
Entre as atividades que pratica na região, destaca as caminhadas no calçadão de Ipanema. Com a mulher, a também juíza Adriana, 39 anos, e as filhas Luísa e Marina, 10 e três anos, aprecia frequentar diferentes restaurantes do sul da Capital. Questionado sobre o que podia melhorar, não hesita.
_ Sinto falta de mais daquelas livrarias de bairro. É difícil hoje em dia, porque as pessoas querem conforto, estacionamento, ar condicionado _ afirma, fazendo uma comparação com as facilidades de um shopping.
Citro considera vender literatura em lojas de beira de calçada quase uma utopia. Diferente da vontade daquele guri, a de ser escritor. Essa, realmente, não era fantasia de criança.


Citro escreve na biblioteca de sua casa, na Vila Assunção | Foto: Arivaldo Chaves

Outonos de Fogo (Libretos, 258 páginas, R$ 40)
Estruturado em 10 capítulos, cada um deles em um ponto distinto no tempo, a obra flagra habitantes de Porto Alegre em várias etapas históricas. De uma tribo nativa acossada pelos invasores tapes em 1421 até uma família mergulhada no turbilhão de sangue da Revolução Federalista, em 1894. Embora a narrativa por vezes desloque os personagens para outras paragens, no interior do Estado, em Santa Catarina e no Paraná, é a Capital que está no centro do relato.


Mirante privilegiado (e pouco aproveitado)

18 de maio de 2012 0

É da Zona Sul que se pode avistar uma das mais belas paisagens da Capital. Do alto do Morro do Osso, 134 metros acima do nível do mar, é possível contemplar diferentes pontos do Guaíba e seu entorno. Dos aproximadamente 200 hectares de área
verde, 127 constituem o Parque Natural Morro do Osso, resultado de uma mobilização, no início dos anos 90, de comunidades da região e entidades ligadas ao ambiente.
O parque,uma das três unidades de conservação da natureza de Porto Alegre, foi criado por lei em 1994. Três anos depois, recebeu funcionários e infraestrutura. Apesar dos 18 anos de existência, a área ainda é pouco aproveitada pelos porto-alegrenses. São contabilizadas pela administração do parque cerca de 2 mil visitas agendadas anualmente.A maior parte é de escolas que mantêm a saída de campo no currículo.
— O objetivo não é quanto mais público melhor, pela questão do impacto. Mas é interessante que as pessoas venham e conheçam a natureza — diz a responsável técnica do parque,a bióloga Maria Carmen Bastos.
E a natureza a que Maria Carmen se refere exerce papel fundamental na conservação da biodiversidade. A vegetação, que contempla mata e campo, tem 32 espécies de plantas ameaçadas de extinção. Também serve de refúgio para a fauna — de todos os gêneros de pássaros conhecidos na cidade, 65% já foram encontrados no Morro do Osso.
Administrador do parque, Silvio Souto relata uma medida tomada para oportunizar mais visitas:
— Estão sendo recolhidas assinaturas para ver a viabilidade de uma linha de ônibus passar em frente ao portão de entrada.

SAIBA MAIS
- O funcionamento é de terça a domingo, das 8h às 18h. As pessoas podem ingressar no parque a pé ou de carro (há estacionamento), pela Rua Irmã Jacobina Veronese, 170, Ipanema
– Das três trilhas, uma pode ser feita sem os guardas-parque. As demais precisam ser agendadas pelo telefone 3263-3769, em grupos de cinco a 20 pessoas
– Algumas regras: não deixar resíduos no parque, não danificar a vegetação e não matar animais


Confira o Zona Sul desta sexta

18 de maio de 2012 0

No caderno desta semana, o Parque Natural Morro — de onde se tem uma das mais belas vistas de Porto Alegre — é destaque. Também tem o perfil do juiz e escritor Marcel Citro na seção O Nome, a aprovação da ciclofaixa da Icaraí por parte dos ciclistas, uma loja para quem gosta de gastronomia na Tristeza e muito mais.

Evento foi um sucesso, diz organizadora

17 de maio de 2012 0

No caderno da semana passada, publicamos uma matéria de capa contando o sonho de moradores da Zona Sul de criar um centro cultural na região. A presidente do Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vilas Conceição e Assunção (CCD), Maria Angela Pellin, diz que o piquenique para divulgar a ideia, no sábado, foi um sucesso:
“Quase 200 pessoas compareceram. Recebemos uma série de sugestões de ações por parte de moradores, e o pessoal está se dispondo ao voluntariado. Será feito o levantamento de tudo que foi sugerido, e vamos colocar prioridades. Também abrimos um abaixo-assinado para anexar ao processo que vai seguir para o governo.”

Dmae retoma trabalhos na Avenida Icaraí

15 de maio de 2012 2

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) reiniciou nesta terça-feira o trabalho de execução do interceptor de esgotos da Cavalhada, na Avenida Icaraí. Os trabalhadores realizaram serviços preliminares, como a limpeza da perfuratriz, que vai escavar o solo. A próxima etapa será realizar estudo sobre a melhor maneira de desmanchar as rochas que existem no local.
A obra é parte do Projeto Integrado Socioambiental (Pisa), que totaliza R$ 383 milhões na implantação de uma infraestrutura composta por redes coletoras de esgoto, emissários, interceptores, estações elevatórias e uma estação que tratará até 4,1 mil litros por segundo. Essas obras beneficiarão as três maiores bacias hidrográficas da Capital (bacias dos arroios Dilúvio, Cavalhada e Restinga onde se concentra a metade da população da cidade).

Palestras com bom humor

15 de maio de 2012 0

Em casa, Renato Pereira mantém um pequeno estúdio, onde ensaia com dois amigos | Foto: Eduardo Rosa

A bagagem acumulada ao longo de décadas de trabalho voltado à comunicação e ao humor fez com que Renato Pereira formulasse um modelo singular de palestra. Há 25 anos, o porto-alegrense criado na região denominada Itapuã, hoje reserva ecológica, fala para um público que vai do funcionário “chão de fábrica” ao executivo da grande multinacional. Sua atuação busca a melhoria da atividade profissional e da relação interpessoal, com auxílio do bom humor.
– Meu programa é ímpar. Eu não uso multimídia, faço palestras de duas horas, workshops de quatro horas, mas sem usar nada. Tu deves lmbrar: os professores que os alunos gostam mais são os que usam menos artifícios e mais essência.
Na tarde ensolarada do último dia 2, Pereira recebeu o ZH Zona Sul para uma conversa em sua residência, na tranquila Rua General Tadeusz Kosciuszko, Jardim Isabel. Vestindo calça marrom e camisa clara, sentado em um sofá no terceiro pavimento da ampla casa de tijolos à vista, onde mora há 30 anos, lembrou-se da infância até o cotidiano atual, caracterizado pelas viagens a trabalho por diferentes regiões do país e ao Exterior.
Na juventude, após concluir os estudos no Colégio Marista Rosário, Pereira prestou três vestibulares para Medicina. Foi reprovado em todos. Seu foco, já nessa época, era outro: o trabalho na Rádio Gaúcha, redigindo programas humorísticos e
fazendo alguns personagens. Renato Pereira destaca o programa Campeonato em Três Tempos, comandado por Carlos Nobre, de quem é grande admirador. Antes disso, havia tido uma experiência com os microfones:
– Comecei aos 13 anos,”largando” ônibus na rodoviária. Era a glória aquilo — uma referência ao fato de anunciar as chegadas e partidas dos ônibus na Capital.
De um tempo em que a TV ficava fora do ar em determinados horários, e as gravações de programas produzidos pela Rede Globo chegavam a Porto Alegre de avião, Pereira também atuou no vídeo. Foi um dos pioneiros do Jornal do Almoço, na então TV Gaúcha, hoje RBS TV.
– Era muito divertido. A cada informação séria — no esporte, na política, na economia — tinha a minha participação fazendo humor sobre o fato. Era uma coisa descontraída.
De lá, partiu para o recém-lançado Portovisão, na TV Difusora. Com José Antônio Daudt, agregou-se à equipe três meses após a estreia. Pereira define o período como de “muita ebulição no jornalismo de televisão”. O comunicador também foi redator de Chico Anysio, Flavio Cavalcante e Clodovil, além de fazer teatro — salienta o que atualmente é conhecido como stand-up comedy.
Hoje, aos 72 anos, tem como hobby os ensaios da banda que mantém ao lado de dois amigos, a UTI,”penúltima banda, a última é no céu”. Baterista, gosta de tocar jazz e bossa nova no espaço de sua casa que chama de “buraco do lazer”:
– Vez que outra, quando alguém vai casar, e agora está na moda o segundo casamento, nos convidam para tocar. A gente vai com o maior prazer.
Prestes a lançar o livro Vendendo com Bom Humor (Editora Imprensa Livre), o setuagenário que está no segundo casamento e tem três filhos ainda aparenta muita disposição para o trabalho e para continuar inovando. Sobretudo, mostra gostar do que faz.
– Ou o palestrante é bom e permanece no mercado, ou ele é meteórico. A palestra é muito mais gratificante do que qualquer atividade ligada ao humor, porque por meio do conteúdo, ela deixa um residual nas pessoas e te dá retorno.

SERVIÇO

Renato Pereira ministra, no dia 21, o painel O vendedor de sorrisos. O evento ocorrerá no auditório da Trevisa Investimentos (Avenida Padre Cacique, 320, Porto Alegre). Inscrições: bureaupermutas@gmail.com e (51) 3227-5433.

Na imagem ao lado, a capa do livro Vendendo com Bom Humor (Editora Imprensa Livre)


A retomada da Prainha do Iberê

14 de maio de 2012 0

O texto abaixo foi enviado pela historiadora e blogueira ZH Zona Sul Janete da Rocha Machado.

Na tarde do dia 1º, a Prainha do Iberê, situada em frente à Fundação Iberê Camargo, no bairro Cristal, foi o ponto de encontro entre moradores, ambientalistas, cicloativistas, músicos e historiadores, entre outros. O evento intitulado Retomada da Prainha do Iberê, organizado por Jorge Piquê, Pedro Loss e Tiago Aquines, busca recuperar, por meio de um
esforço coletivo, o espaço, atualmente perdido para o lixo e o descaso dos órgãos públicos.
A bióloga Amanda Câmara Dias explicou como funciona o ecossistema de um rio, a poluição ambiental na área e o papel do homem como parte do ambiente. A história do local foi apresentada pela historiadora e blogueira do ZH Zona Sul Janete da Rocha Machado. Na ocasião, Janete empreendeu uma viagem no tempo e contou curiosidades e fatos que remontam ao século 19, como a história do trenzinho da Tristeza e o serviço de asseio público da cidade, bem como do Estaleiro Só e da Vila Padre Cacique, mais conhecida como Vila da Volta do Asseio.
Os debates seguiram na tarde com os temas sobre ciclismo e ativismo digital. Foi uma tarde agradável — um bate-papo gostoso e informal à beira do Guaíba. No encerramento do evento, palestrantes e espectadores foram recompensados pelo maior espetáculo da natureza: o pôr do sol no Guaíba.


Blogueira do ZH Zona Sul, Janete da Rocha Machado falou sobre história do local | Foto: Arquivo Pessoal