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Posts de junho 2012

Um septuagenário em plena forma

28 de junho de 2012 2

O português Antonio Maria Marques Pinheiro, que chegou ao Brasil há mais de cinco décadas, é especialista em quebrar estereótipos. Para quem acha que um homem de 75 anos tem de estar em casa, descansando após uma vida inteira de labuta, ele mostra que pode trabalhar com prazer na empresa que construiu. Aos que duvidam da existência de um septuagenário em plena atividade física, ele exibe a boa forma correndo maratonas no Brasil e no Exterior.
Munido com uma carta-convite de um tio que vivia em Porto Alegre, Pinheiro deixou a terra natal em 1959,a bordo de um navio. O caminho, percorrido em pouco menos de 10 dias, o levou a São Paulo e, em seguida, ao Rio Grande do Sul. Na bagagem do jovem de 22 anos, veio a experiência de ter trabalhado como agricultor e padeiro.
— A gente, quando vem para cá, quer melhorar de vida e voltar. Mas eu acabei me adaptando e me considero brasileiro também. Inclusive, tenho dupla nacionalidade.
Aqui, Pinheiro começou a ganhar a vida como copeiro em uma lancheria na Rua Sarmento Leite. Chegou a ter o próprio bar, na Rua Riachuelo, até abrir um restaurante — o Pampulha, que funcionou na Avenida João Pessoa até o dono da sala pedi-la de volta. E foi aí que a vida profissional do português deu uma guinada. Quando decidiu construir um prédio para
instalar o restaurante, Pinheiro encontrou a ferragem onde compraria o material para a obra fechada. Foi nessa situação que enxergou a oportunidade de uma vida mais tranquila.
— No restaurante, eu trabalhava até de madrugada.
Em 1981, era inaugurada a ferragem da Avenida Icaraí onde trabalha até hoje. Por muito tempo, atuou atrás do balcão, mas um problema de audição o afastou do atendimento ao público.
— Agora, eu fico no andar de cima. Cuido da compra dos materiais e pago as contas todas pela internet.
Das várias idas a Portugal desde que chegou a Porto Alegre, Pinheiro destaca uma. Em meados de 1967, durante uma viagem à “terrinha”, casou-se com a também portuguesa Maria Cândida, hoje com 72 anos. Mas com uma peculiaridade:
— Como fui para passar quatro meses, não deu tempo de fazer a cerimônia religiosa. Meu pai teve de me substituir na igreja.

Do empresário ao maratonista

Sua história com o atletismo começou na mesma época em que abriu a ferragem na Avenida Icaraí. No início da década de 80, habituado aos exercícios na academia, foi estimulado por um representante de vendas a começar a correr. Inscreveu-se em uma competição de 10 quilômetros e conseguiu completar a prova. Hoje, faz ginástica de segunda a sexta e, três vezes
por semana, faz treinos de corrida no início da noite, às margens do Guaíba.
— Não sei exatamente quantas provas eu fiz, mas foram no mínimo 30.
A última maratona da qual participou foi aos 71 anos, na Capital. Pretendia repetir a dose em 2012, mas um problema no joelho o impediu. No currículo, conta com competições internacionais — a de Paris foi a que ele mais gostou.
— Em Chicago, não suei nem um minuto, de tão frio. Estava – 5 °C.
Pai de três filhos (um morto em acidente), Pinheiro mora há 34 anos na Rua Chiriguano, na Vila Assunção. Como aprendizado, carrega uma frase:
— Se quer trabalhar, vai vencer.

Uma praça esquecida na Vila Assunção

25 de junho de 2012 0

Texto e foto enviados por Gino Antônio Gerace

“Sou vizinho da Praça Tupiniquim, na Vila Assunção, local esquecido e abandonado pela nossa prefeitura. Há muito tempo, não existe mais poda de árvores, corte de grama, iluminação, entre outros. Por se tratar de uma região considerada nobre da cidade, pagamos altos impostos (como o IPTU), e o que temos em troca? Um local que serve de abrigo para usuários de drogas e carroceiros, como banheiro para os vigilantes de rua, além do abandono de lixo.
Como se não bastasse tudo isso, nas últimas semanas fomos pegos de surpresa: recebemos a visita de ratos e aranhas em nossa casa. Moro
nesse local há 30 anos, mas infelizmente só o que me restou foram as lembranças de um lugar onde passei minha infância brincando e jogando futebol, que, naquela época, era sinônimo de praça pública.”

Texto enviado por Ricardo Silva Freitas

“No dia 9 de junho, o 8° Distrito Escoteiro do Rio Grande do Sul realizou o 21º Mutirão Nacional Escoteiro de Ação Ecológica na Praça Tupiniquim. Participaram os Grupos Escoteiros Charruas, Lídia Moschetti, Brownsea, Do Mar Passo da Pátria, Monsenhor André Pedro Frank e Tupi-Guarani. O Grupo Escoteiro Monsenhor André P. Frank já havia adotado a praça e realizado algumas atividades por lá. No sábado anterior ao evento, foi organizada uma divulgação da atividade que seria realizada. A comunidade estava mobilizada no dia, e a Associação dos Moradores auxiliou na divulgação, possibilitando, inclusive, a participação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Pela parte da manhã, organizamos a coleta do lixo seletivo. À tarde, organizamos oficinas sobre água, erosão e reconhecimento de espécies vegetais. Jogos escoteiros também estiveram presentes, pois ninguém é de ferro! A integração entre os grupos e com a comunidade foi perfeita.”

CONTRAPONTO

O que diz a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) por meio de sua assessoria de comunicação:

Esclarecemos que temos ciência do problema enfrentado na Praça Tupiniquim. O local vem sofrendo com um sério problema de drenagem, que impede a manutenção da área, como ocorre nas outras 607 praças da Capital. No dia 9, a equipe do gabinete do secretário Luiz Fernando Záchia esteve no local, participando de ação do Grupo de Escoteiros e da comunidade. Foram solicitadas à Divisão de Construção e Manutenção, à Zonal Sul e à Turma de Operações Especiais as providências necessárias o mais breve possível para que a praça seja devolvida à população.

Veleiros do Sul em 360°

22 de junho de 2012 2

O ZH Zona Sul preparou um passeio diferente pelo Veleiros do Sul. Na foto feita em 360°, confira a sensação de ver detalhes do clube, fundado na década de 30. Hoje, o Veleiros do Sul fica em uma área de aproximadamente 18 hectares na baía do Cristal, às margens do Guaíba.

Clique na figura e veja o especial:

Fotografia: Arivaldo Chaves

Edição: Omar Freitas

Confira o ZH Zona Sul desta semana

22 de junho de 2012 0

Na edição desta semana, o ZH Zona Sul mostra a nova escola que chega à região. Tem também a história de um morador que viu de perto o Everest, a degradação da Praça Tupiniquim, a receita do Bacalhau à Moda Vivenda e muito mais.


Festa Junina da Paróquia Nossa Senhora das Graças

19 de junho de 2012 0

A Paróquia Nossa Senhora das Graças, localizada na Avenida Wenceslau Escobar, 2.380, bairro Tristeza, realiza uma Festa Junina no dia 23 de junho, das 11h30min às 18h, no salão paroquial. O evento tem por finalidade angariar fundos para a  creche. Haverá fogueira, brincadeiras, pinhão, pipoca, cachorro-quente e quentão.

Da Zona Sul ao Everest

18 de junho de 2012 0

Texto e fotos enviados por Carmencita Hessel, blogueira do ZH Zona Sul

Em 19 de maio de 2012, o administrador de empresas Danilo Amorim Schultz, 29 anos, e sua prima Paula Kaap Amorim embarcaram rumo ao Nepal para realizar um de seus grandes sonhos: conhecer de perto o monte Everest, na fronteira do Nepal com a China. Depois de 22 horas de voo, a dupla chegou à cidade de Katmandu para organizar os últimos detalhes e se preparar para essa grande aventura de 17 dias pela cordilheira do Himalaia.
Segundo o morador do Guarujá, a capital do Nepal é uma cidade muito bagunçada e suja, porém dominada por um povo extremamente religioso e muito acolhedor.
— Ficamos encantados com simpatia e a boa energia dos nepaleses, mesmo vivendo num local com tanta miséria — conta Danilo, que conheceu em 2009 o monte Kilimanjaro, a 5.985 metros de altitude, na Tanzânia.
Após visitar templos e conhecer um pouco mais sobre a fé da população local, ele e a prima embarcaram em um pequeno avião com destino a Lukla, um vilarejo localizado a 2,8 mil metros de altitude que tem um dos aeroportos mais perigosos do mundo. Danilo relata que foram 17 dias caminhando por vales maravilhosos e lugares espetaculares, com paisagens surreais. 
— Alta adrenalina subindo e descendo montanhas, respirando o mais puro ar já senti — destaca.
Conforme o montanhista, a decisão que já havia sido muito bem estudada no Brasil era percorrer uma trilha de aproximadamente 200 quilômetros, partindo de Lukla até Gokio (4,7 mil de altitude), passando por Namche Bazar (3,3 mil metros), subir o monte Gokio Ri (5.483 metros), cruzar o glaciar Ngozumba, desafiando o frio intenso e a erosão constante do local para poder realizar a passagem do Cho La Pás (5.370 metros).
A trilha seguiu em direção ao acampamento base do Everest (5.364 metros), subindo o Monte Kalapathar (5.545m) para enfim descer até Dingboche (4.530 metros), descansar e começar a escalar o Monte Island Peak (6.180 metros). Danilo e Paula conseguiram realizar 80% da viagem. O próprio Danilo relata o desfecho da incrível aventura asiática:
— Infelizmente o Island Peak ficou para uma próxima. Foram diversos os fatores que nos levaram a tomar a triste decisão: mal-estar, tempo ruim e cansaço psicológico! Sim, nunca acreditei que meu psicológico me derrubaria num local como esse, mas após 12 dias comendo comida de sherpa (a pessoa encarregada de levar comida e equipamentos, para o acampamento mais alto), passando frio, sentindo falta de um bom banho quente, dormindo mal, sem ter comunicação com familiares e amigos e sentindo algum desconforto causado pela altitude, o seu corpo começa a reclamar aos poucos.
Costumo dizer que os momentos em que passei no Nepal, foram com certeza os melhores da minha vida em termos de aventura, coloquei meu corpo, espírito e mente à prova e realizei um baita sonho de ver o Everest a poucos metros. Obrigado a todos pela motivação, apoio e carinho.
Danilo está organizando um livro detalhando a experiência que deverá ser lançado até junho de 2013.

Confira o ZH Zona Sul desta semana

15 de junho de 2012 1

No ZH Zona Sul desta semana, veja a história da Biblioteca Comunitária do Cristal, que foi inaugurada em 2005 e já conta com três prêmios de destaque. Também leia como organizar sua casa para o inverno e a preparar o molho funghi,  uma boa pedida para acompanhar massas.

Rock é tema do Paseo Musical do dia 19

13 de junho de 2012 0

Na próxima terça-feira, dia 19, os maiores clássicos do rock serão relembrados pelo projeto Paseo Musical. O músico Richiardi sobe ao palco em duas horas de show acústico para fazer releituras do estilo musical que é um legado para muitos artistas da atualidade.
O músico promete empolgar o público com clássicos de Beatles, Creedence, Elvis, Steve Ray Vaughan, Joe Cocker, Rolling Stones, entre outros grandes nomes do gênero.

SERVIÇO:
O que: Paseo Musical – Clássicos do Rock
Onde: Paseo Zona Sul (Avenida Wenceslau Escobar, 1.823)
Quando: terça, dia 19
Horário: 19h30min
Quanto: entrada franca
Informações: (51) 3025-7850

Que área é essa?

12 de junho de 2012 0

Texto e imagens enviados pelo blogueiro ZH Zona Sul Luiz Antonio Henriques da Silva:

Dias atrás, um post sobre a especulação imobiliária na Zona Sul afirmava que o verde, a vista do Guaíba, os pássaros e os morros estavam desaparecendo. Quer pelas construções novas, quer pela obstrução da vista, do vento e de alterações do clima local, causadas por edifícios cada vez mais altos, que se erguem cada vez mais próximos uns dos outros.
Agora leio aqui no blog sobre a lei sancionada que inclui a Vila Conceição na rota dos túneis verdes. Aproveito para mandar foto de uma área verde, que ficou no miolo do quarteirão formado pelas vias Dr. Barcelos, Dr. Dias de Carvalho, Marechal Hermes e Otto Niemeyer.

Pelo mapa, parece um quarteirão normal, mas quem chegar até ele para conhecer…

Quanta diferença! Segundo informações, a área verde acabou se formando, pois havia projeto de uma escola que seria erguida na continuação da Rua Dr. Castro de Menezes, até a Avenida Otto Niemeyer. Como o projeto não ocorreu, venderam os lotes de frente para as ruas do quarteirão e o miolo, onde ficaria a tal escola. Acabou por se transformar nessa densa mata cortada por um banhado, onde saracuras, caturritas e outros pássaros vivem resguardados para alegria de quem reside nas proximidades.
Os prédios que foram construídos até alguns anos atrás tinham ocupação do terreno até o inicio desta área, depois nada podia ser construído para fazer a preservação. Com a especulação de hoje e alterações no Plano Diretor, estou temendo que essa área esteja com seus dias contados também, pois uma construção já ocupou uma parte dela e as casas antigas dos terrenos lindeiros começaram a ser vendidas.
Gostaria de saber sobre a situação legal da área perante o Plano Diretor e Secretarias ligadas ao Meio ambiente, para não sermos surpreendidos por situações irreversíveis. Conto com os blogueiros e equipe do ZH Zona Sul para saber a resposta. Estamos de olho! Para que a Zona Sul continue sendo tudo de bom!

Amigos que cultuam e cultivam o bigode

10 de junho de 2012 0

“O Comando Mustache nasceu em 2005, da necessidade de algo diferente. Éramos de seis a oito amigos que trabalhavam no mesmo escritório. Resolvemos quebrar alguns paradigmas e marcamos uma data para irmos trabalhar somente de bigode. Lembro que, na véspera, estávamos nervosos e cobrávamos uns dos outros, não podíamos amarelar.
Na data marcada, peguei dois ônibus para ir ao trabalho. As pessoas me olhavam mais que o normal. Fui ao escritório com a lâmina de barbear na mochila, caso fosse só eu de bigode, mas felizmente todos honraram o combinado, e a nossa primeira invasão foi um sucesso. Fomos almoçar numa churrascaria para engraxarmos nossos orgulhosos bigodes. Desde então, uma vez ao ano, sempre em junho, organizamos as invasões do Comando Mustache, recrutando os amigos para participarem dessa confraria masculina, em que o cultivo dos pelos abaixo do nariz traduz nossa personalidade.
A ideia é deixar a barba durante maio, em preparação ao M-Day (Mustache Day). Funciona como um teaser, com cartazes
convidando os recrutas para a invasão. Na data marcada, o participante deve passar o dia inteiro de bigode, indo ao trabalho ou à faculdade com a missão de divulgar nosso movimento. Hoje, o Comando Mustache tomou forma, com aproximadamente 80 adeptos ao bigode, no Brasil e no Exterior. Temos contatos nos EUA e na Europa, onde simpatizantes enviam suas fotos para postarmos no nosso blog e em redes sociais.
O Costelão do Roletche, no Menino Deus, é nosso QG ao meio-dia. Apenas homens com bigode são bem-vindos a desfrutar de um banquete de excelentes carnes com degustação de cervejas artesanais de qualidade. À noite, organizamos a Festa do Comando Mustache, aberta aos simpatizantes, principalmente a moças que apreciam a atitude. No dia 1º, o local escolhido foi o Live Sport Pub, na Tristeza. Curtimos rock’n’roll, jogamos sinuca e demos boas risadas.”

Texto e foto enviados pelo designer Beto Santos, morador de Ipanema




Beto Santos foi um dos fundadores do movimento | Foto: Arquivo pessoal



Um novo capítulo de polêmica na orla

08 de junho de 2012 10


Construção às margens do Guaíba começou a ser erguida em 2008 | Foto: Arivaldo Chaves


A polêmica que envolve a utilização de um espaço às margens do Guaíba pela Associação Pró-Esporte, Cultura e Meio Ambiente, a Proa, ganhou mais um capítulo. Na terça-feira, a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) interditou o local, sob a alegação de que a associação havia descumprido a notificação de fechamento.
Presidente da Proa, Alexandre Hartmann rebate a acusação, afirmando que, após ter recebido o aviso, o local não esteve em funcionamento.
As discussões sobre a ocupação da área na Avenida Guaíba é antiga. Após mais de duas décadas de debate com o Executivo e o Judiciário, a ONG fundada por um grupo de velejadores conseguiu autorização para construir sua sede em uma área cedida pelo Estado por tempo indeterminado. No terreno, uma construção foi erguida para abrigar administração, banheiros e bar. E é esse o alvo de moradores da Vila Assunção. Conforme representantes da Smic, a secretaria recebeu denúncias de que o local funcionava como bar noturno. Informação que Hartmann contesta. Segundo ele, existia a locação do espaço, mas para encontros pequenos, que se encerravam antes da madrugada.
Desde 2010, um alvará provisório permitia o funcionamento de bar, mas a licença foi recolhida em fevereiro de 2011. Em julho passado, foi concedido outro alvará provisório, não liberando a venda de bebidas alcoólicas e funcionamento após as 22h. Uma liminar que permitia vender bebida alcoólica foi cassada neste ano.
Atualmente, a Proa não está autorizada a exercer atividades no local. A organização afirma que questiona a decisão judicial e busca diálogo com a prefeitura, a fim de chegar a um consenso.


A PROA

○ A Associação Pró-Esporte, Cultura e Meio Ambiente foi criada em 1993, por um grupo de velejadores, com o objetivo de aproximar a população dos esportes náuticos e da orla.

○ Em 1997, após 10 anos de tramitação do processo, o governo gaúcho concedeu a área, no número 4.471 da Avenida Guaíba, Vila Assunção, para instalação da ONG.

○ Entre idas e vindas, com a cedência do local revogada e novamente concedida, a Justiça autorizou a construção do prédio, onde foi instalado o bar, em 2008.

○ Moradores da Vila Assunção também passaram a questionar o fato de a orla poder ser usada para a venda de produtos e o
estacionamento ser cobrado.

○ A Smic, em fevereiro do ano passado, recolheu o alvará de localização, que permitia que a entidade funcionasse como bar, café e lancheria. Na época, a secretaria considerou o alvará inadequado e não soube explicar como ele foi concedido.

○ A Proa recebeu novo alvará em julho do ano passado, permitindo o funcionamento como cantina sem a venda de bebida alcoólica e com horário limitado até as 22h.

○ Uma liminar autorizou a Proa a vender bebidas alcoólicas. A liminar foi cassada no início deste ano.

○ Na terça, a Smic interditou o local, em cumprimento a uma ordem judicial, por não haver alvará de funcionamento.


OPINIÕES


Paulo Renato Pureza, 55 anos, advogado e morador da Vila Assunção

Eu acho que o grande mérito da Proa é aproximar os moradores do Guaíba. Sou frequentador, e o meu filho de 13 anos pratica esporte ali. Quando fui morar na Zona Sul, vi que naquela área se pode ter um contato maior com a natureza, como se tem em cidades do Interior.


Clea Joelice Passuello Sandri, 65 anos, farmacêutica e moradora da Vila Assunção

A Proa é uma concessão feita em bases que nós não aceitamos. Muitas coisas não foram resolvidas, e não fomos consultados. A prefeitura tirou os bares da orla, de Ipanema ao Timbuka, pois não se pode vender bebida. Achamos que a Proa é o início da privatização da orla.

Cavalgada da Lua Cheia é opção de passeio noturno para esta sexta

07 de junho de 2012 0

A segunda Cavalgada da Lua Cheia de 2012 ocorrerá nesta sexta-feira, dia 8. O passeio noturno faz parte dos atrativos da rota turística Caminhos Rurais de Porto Alegre e é apoiado pela Secretaria Municipal de Turismo.

A cavalgada percorrerá estradas da Zona Sul e terá saída às 20h da Cabanha La Paloma (Avenida Edgar Pires de Castro, 9089, bairro Lageado). O itinerário seguirá pelas estradas São Caetano, Taquara, e retornará à Avenida Edgar Pires. O percurso é realizado em ritmo de “passo” (lento) e acompanhado por monitores, mas a recomendação para quem não tem experiência em montaria é agendar uma aula experimental, gratuita, com a própria cabanha.

Os cavalos podem ser alugados na propriedade, já encilhados, a R$ 70. A programação inclui ainda um jantar campeiro ao som de música nativista, que poderá ser degustado pelos cavaleiros e amazonas ao final do roteiro e também por quem preferir permanecer na cabanha enquanto se realiza a cavalgada. O valor da refeição é de R$ 17 por pessoa.

Em qualquer uma das opções, é necessário fazer reservas pelo telefone (51) 9972-2112, com Mari Barbosa, proprietária da La Paloma e organizadora das cavalgadas. O programa só é cancelado em caso de chuva.

Quem preferir um pacote que inclua transporte até a cabana, guia de turismo e jantar (exceto o aluguel de cavalos), tem a opção oferecida pela agência receptiva Bonete Tur. Informações pelos telefones (51) 3019-0689 e 9964-7364. A agência Tri Legal também está comercializando pacotes para atividade. Informações pelo telefone (51) 3221-7201 ou pelo e-mail trilegalturismo@hotmail.com e site.

Recomendações:

— É exigido o uso de calça ou bombacha, tênis ou botas sem salto alto;

— É recomendável o uso de chapéu, boné, boina ou capacete, e, ainda, um casaco leve caso à noite esfrie;

— Mantenha distância entre os cavalos, evitando coices entre os animais;

— Esteja atento durante o trajeto;

— Cuidado para não prender os pés nos estribos;

— Cavalos poderão ser ocupados apenas por uma pessoa;

— Crianças menores de 10 anos não poderão conduzir o animal.


Vila Conceição é declarada bairro verde da Capital

06 de junho de 2012 0

Rua João Mendes Ouriques é um dos túneis verdes | Foto: Arivaldo Chaves

Agora é lei. As mais de duas dezenas de ruas da Zona Sul incluídas na proposta de criação de túneis verdes em Porto Alegre já são consideradas oficialmente áreas de uso especial. Pela lei aprovada pela Câmara de Vereadores em 30 de maio e sancionada pelo prefeito José Fortunati na última terça-feira — no Dia Mundial do Meio Ambiente –, está proibida qualquer deformação de árvores destes logradouros, seja causada por podas, cortes ou obras nas vias, por exemplo. Caso haja necessidade de retirar uma árvore morta, a norma prevê o plantio de um novo exemplar na mesma rua.
Inicialmente, o projeto previa que 70 áreas se tornassem de uso especial. No entanto, depois de uma análise técnica da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), seis endereços foram retirados e, por emenda, oito acrescentados. Isso significa que os bairros da área de cobertura do ZH Zona Sul têm um terço dos túneis verdes da Capital. A Vila Conceição, que inicialmente tinha 19 vias contempladas no projeto, foi declarada área de uso especial em sua totalidade.
– Todo o bairro virou túnel verde. Ele chama atenção por ser todo verde, o que dá uma conotação diferenciada. O objetivo da lei é esse, mas talvez nunca se consiga, que é fazer de todas as ruas e avenidas túneis verdes — diz o autor do projeto, vereador Beto Moesch (PP).
Nas áreas de uso especial, encontram-se as 15 vias que, anteriormente, já haviam conquistado essa proteção por decreto municipal — uma delas se encontra no Jardim Isabel, a Rua João Mendes Ouriques.
– Porto Alegre pode chamar a atenção dos seus turistas daqui para a frente dizendo que é a cidade das praças, dos parques e dos túneis verdes. É uma expressão que agora está também no mundo jurídico, não somente no imaginário coletivo — ressalta Moesch.
Dos 27 votos dos parlamentares, apenas um foi contrário ao projeto. O vereador João Carlos Nedel (PP) sustenta que a regra dificultará o alargamento de vias, por exemplo. Segundo o parlamentar, quando houver necessidade de fazer alguma intervenção em um túnel verde, será preciso efetuar um Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), cujo prazo de execução pode durar de seis a 10 meses, afirma.

Pesquisa nacional sobre qualidade de vida é aplicada na Zona Sul

05 de junho de 2012 0


Pesquisadores passarão por Camaquã, Cristal, Tristeza e Hípica

O Ministério da Saúde está desenvolvendo uma pesquisa em quatro capitais do país para entender como a população brasileira avalia estados de saúde. Em Porto Alegre, o estudo, que deve abordar cerca de 900 pessoas, começou a ser aplicado em maio e terminará só em agosto. Entre os locais escolhidos, os pesquisadores passarão pelos bairros Camaquã, Cristal, Tristeza e Hípica para aplicar um questionário. Os resultados ajudarão a compreender a qualidade de vida do brasileiro e serão utilizados para o desenvolvimento de outras pesquisas relacionadas à saúde da população. Também poderão servir como ferramenta para auxiliar a tomada de decisão em políticas de saúde, beneficiando tanto os usuários do sistema de saúde público quanto os do sistema de saúde suplementar.

A faixa etária dos entrevistados é dos 18 aos 64 anos. Segundo a coordenadora regional do projeto, a médica Luciane Nascimento Cruz, os entrevistadores que visitarão os domicílios porto-alegrenses devem estar uniformizados com coletes que têm o logotipo das instituições integrantes da pesquisa — Ministério da Saúde, Hospital de Clínicas de Porto Alegre,  Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS).

– É aplicado um questionário com perguntas diretas, que o entrevistado mesmo pode marcar. Depois, fazemos outra sistemática, com opções de escolha entre estados de saúde — afirma a médica.

A pesquisa é feita em parceria com o Instituto Nacional de Cardiologia do Rio de Janeiro (INC), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de Pernambuco (UFP). Também são aplicados questionários em Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.

Desenvolvido por pesquisadores europeus, o questionário já foi validado em diversos países e tem sido utilizado para decidir quais intervenções em saúde deverão ser implementadas em sistemas sanitários públicos ou privados. O objetivo do projeto é adaptar esta medida para os padrões e características dos brasileiros para que os resultados da utilização deste instrumento estejam consonantes com o contexto de saúde no Brasil.

Jesús em paz na Zona Sul

02 de junho de 2012 0

O meio-campista colorado Jesús Alberto Dátolo chegou a Porto Alegre com os holofotes e os gritos das torcedoras voltados para ele. Depois de três anos e meio atuando na Europa, o craque argentino, que mantém topete de rock star e gosta de roupas de grife, escolheu a calmaria da Zona Sul para viver. Aos 28 anos, o dono da camisa 23 do Inter mora com a namorada, a também argentina Pamela, em um condomínio fechado no Belém Novo, com ampla área verde, onde gosta de praticar tênis e golfe.
Mas nem sempre foi assim. Antes da carreira profissional, o meia teve de suar a camisa e, para sobreviver, chegou a entregar pizzas e trabalhar de auxiliar de cozinha. Filho de um operário e de uma cozinheira, Dátolo nasceu em uma família de 10 irmãos, em Carlos Spegazzini, na Grande Buenos Aires. Canhoto como os conterrâneos Maradona e Messi, desde cedo mostrou vocação para o futebol, que começou a praticar aos cinco anos.
Apesar de ter iniciado a carreira no Banfield, ganhou grande projeção no Boca Juniors, time do qual é torcedor. Foi lá também que conquistou a Libertadores da América em 2007, em uma final sobre o seu maior rival na atualidade, o Grêmio. Por isso, talvez, tenha de cara conquistado a simpatia da torcida colorada. Ou por ter, já na chegada, marcado gol
em um Gre-Nal.
Depois de defender o Napoli, o Olympiacos e o Espanyol _ e ainda passar pela seleção argentina _ Dátolo assinou com o Inter por três temporadas. Perguntado o porquê de ter escolhido a Zona Sul como local para morar, longe do movimento
e da badalação, Dátolo não hesita em enumerar (em espanhol, claro) três características típicas da região:
_ A tranquilidade, a paz e a privacidade. Acredito ter isso onde eu moro.
Vizinho de Victor (goleiro do Grêmio que foi personagem na mesma seção do ZH Zona Sul na semana passada), o jogador
gosta de ficar em casa e contemplar o Guaíba nas horas de folga. Apesar da saudade da terra natal, Dátolo elogia a receptividade dos moradores da capital gaúcha.
_ Sinto falta da família e dos amigos, mas gosto de Porto Alegre. É uma cidade muito bonita.
Para diminuir a distância da cidade portenha, há sotaque argentino forte no Beira-Rio: lá, também jogam os seus compatriotas D’Alessandro, Guiñazu e Bolatti. Da conversa entre o jogador, que em menos de meio ano já colocou na estante um troféu de campeão gaúcho _ também foi eleito o craque do campeonato _, e o ZH Zona Sul só saiu uma
reclamação:
_ As ruas para trafegar.


Dátolo em sua casa, em um condomínio da Zona Sul | Foto: Ricardo Duarte