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Posts de março 2013

Visitas orientadas no Morro do Osso

30 de março de 2013 0

O Parque Natural Morro do Osso disponibiliza visitas orientadas para grupos de estudantes. Os passeios ocorrem nas quartas-feiras e nas sextas-feiras das 9h ao meio-dia e das 14h às 17h. Aos sábados, ocorrem das 9h ao meio-dia.

A área é uma das três Unidades de Conservação de Porto Alegre protegidas por lei. Com 143 metros de altura e 27 hectares de área natural, é composta pela paisagem do  Guaíba, do Delta do Jacuí e dos morros Santa Tereza, Teresópolis, Agudo, da Tapera, das Abertas e o da Ponta Grossa.

O agendamento deve ser feito pelo e-mail morrodoosso@smam.prefpoa.com.br ou pelo telefone 3263-3769.

Colônia Villanova: alimentação saudável em ambiente charmoso

29 de março de 2013 0



Foto: Júlia Tagliaro, Divulgação


O clima de cidade interiorana ao qual a Vila Nova remete é um dos ingredientes que deixam o armazém e café, inaugurado em 2011, convidativo para aquela refeição sem pressa. O Colônia Villanova, localizado no número 600 da Estrada João Salomoni, tem em sua marca hábitos da vida simples e saudável. Saborear frutas orgânicas da estação, pães, cucas, queijos e sucos é um dos programas proporcionados pelo estabelecimento, principalmente aos sábados, quando há bufê de café da manhã e uma pequena feira, que respeita a sazonalidade das frutas e hortaliças vendidas.

— A mola mestra do negócio é a boa alimentação. Aqui, se faz mal para a saúde, não entra — salienta a professora universitária Maria Luisa Tagliaro, 47 anos.

Ao lado do marido, Moysés Lopes, 47 anos, e do filho Heitor Tagliaro Lopes, 26 anos, ela está à frente do Colônia Villanova, que surgiu com a proposta de preservar os traços da colonização italiana na região. O trio começou o trabalho pelo conceito, ao resgatar elementos que dão ares de armazém da Itália, como móveis antigos, balanças e cestos. O uso de madeira e cores quentes na decoração também deixa o ambiente mais aconchegante.

— Costumamos dizer que este é um lugar para estar, não para passar. Aqui, não tem a refeição rapidinha. É um local para encontro, conversa, leitura — diz Moysés, que é músico e faz apresentações no armazém e café.

A opção por proporcionar aos clientes alimentos orgânicos tem muito a ver com os hábitos da família, que mora no bairro. Moysés faz questão de ressaltar: não é servido o tradicional café colonial, aquele com linguiça e galinha frita. Os produtos ofertados são o que a natureza tem de melhor em determinado período do ano e o que é produção local, como o azeite de oliva gaúcho (que não tem de viajar durante muitos dias em locais quentes) e os vinhos nacionais.

— Temos a ideia de valorizar os produtores locais. Além das coisas chegarem mais saborosas, há a questão da viagem curta emitir menos carbono — lembra Maria Luisa.

Para o almoço e o jantar, são servidas massas orgânicas com molhos feitos com ingredientes vendidos no armazém, além de uma variedade de escondidinhos, entre eles os de carne, frango e bacalhau. Quem preferir apenas petiscos pode pedir um kit degustação, composto por dois tipos de pães, biscoito integral, pastas, salame e queijo. Para beber, além de sucos e cafés, há cervejas artesanais, vinhos e espumantes.

O Colônia Villanova — que está incluído na rota dos Caminhos Rurais — é dividido em quatro ambientes: um deck, um espaço onde fica a cozinha e os produtos à venda, um salão com mesas e um ambiente no segundo andar, que, além de mesas, conta com poltronas para leitura. Na programação noturna do estabelecimento estão eventos com música ao vivo e projeção de filmes.


SERVIÇO

* O que: Colônia Villanova

* Onde: Estrada João Salomoni, 600, loja 101

* Contato: 3261-8470 e www.coloniavillanova.com.br

* Horários: de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados, das 9h às 20h



Foto: Colônia Villanova, Divulgação


CUCA ORGÂNICA DE BANANA COLÔNIA VILLANOVA

Ingredientes

* 1 1/3 copo com água com 2 ovos inteiros orgânicos

* 2 colheres (sopa) de manteiga orgânica

* 1 1/2 colheres de sal

* 1/3 colher (chá) de noz-moscada

* 1/2 colher (chá) de canela

* 1/2 copo de mel orgânico não cristalizado

* 5 xícaras de farinha de trigo branca orgânica

*1/2 copo de aveia orgânica em flocos ou lâminas

* 2 1/2 colheres (chá) de fermento biológico

* 5 bananas orgânicas médias em rodelas

Preparo na panificadora

* Adicionar todos os ingredientes líquidos com os ovos

* Adicionar sal, canela, noz-moscada, manteiga e o mel

* Acrescentar a farinha de trigo misturada com o fermento e os flocos de aveia

* Ligar a panificadora no modo amassar (1h30min)

* A massa ficará com consistência mole

* Ao terminar o período de amassamento, dividir em 3 formas retangulares pequenas

* Deitar as rodelas de banana em cima das cucas e pincelar com mel

* Deixar crescer cerca de 30 min

* Colocar no forno pré-aquecido de 160ºC a 180ºC por cerca de 30min

* Se quiser, pincele o mel novamente

Dica de preparo

A cuca pode ser feita a mão, batendo a massa até ficar homogênea. Depois disso, deixá-la descansar por cerca de 1h para o primeiro crescimento, seguindo as etapas seguintes.

Exposição no Barra faz homenagem a Porto Alegre

27 de março de 2013 0

Em homenagem aos 241 anos de Porto Alegre, o BarraShoppingSul inaugurou a exposição As Porto Alegres que Amamos, do fotógrafo gaúcho Alexandre Godinho. Com uma técnica mista, Godinho lançou seu olhar para alguns pontos mais iconográficos da Capital, como o Mercado Público, o Centro Antigo, entre outros.

O resultado são fotos que parecem pinturas e registram toda a beleza das ruas e prédios da cidade. A exposição é gratuita e fica em cartaz até o 21 de abril, na Praça Rosa dos Ventos. Visitação de segunda-feira a sábado das 11h às 23h, e domingos, das 11h às 21h. O Barra fica na Avenida Diário de Notícias, 300.

Café ZH Zona Sul chega ao fim

22 de março de 2013 0

O tempo voou no Café Zona Sul. É o que acontece quando a conversa é boa, não é o que dizem?

Dezenas de leitores participaram do evento trazendo sugestões que se tornarão matérias na próxima edição. Ao mesmo tempo, o supervisor de praças da Smam, Léo Bulling, pôde tirar dúvidas pessoalmente com o público sobre a manutenção dos espaços verdes.

Infelizmente, esta edição encerra por aqui. Porém, siga acompanhando a página do facebook para atualizações com mais fotos do evento.

Café Zona Sul já começa movimentado

22 de março de 2013 0

Mal o relógio marcou 14h, os convidados do Café Zona Sul – você, leitor, que mora na região – já chegaram. Em pouco tempo duas mesas já foram ocupadas para debater assuntos relacionados aos bairros do sul da Capital.

Em seguida, o supervisor de praças, parques e arborização da Secretaria Municipal do meio Ambiente (Smam), Léo Bulling, estará presente para discutir assuntos ambientais com os leitores.

Você pode participar enviando perguntas pela fan page do ZH Zona Sul. Entre em facebook.com/zhzonasul e tire suas dúvidas.


Sexta-feira é dia de Café ZH

22 de março de 2013 0

Os encontros da Redação com os moradores dos bairros de Porto Alegre estreiam nesta sexta-feira, e a primeira parada é a Zona Sul. A partir das 14h, jornalistas e fotógrafos que produzem o ZH Zona Sul estarão na Confeitaria e Cafeteria Itália para o primeiro Café ZH de 2013. Mas não se prepare para protocolos e formalidades.

A ideia do encontro é um bate-papo descontraído para trocar ideias sobre a publicação e ouvir sugestões dos moradores sobre temas que poderão figurar nas páginas do caderno. A última edição do evento na região ocorreu em março do ano passado no mesmo local, a charmosa cafeteria da Tristeza, ponto de encontro já tradicional do bairro nos finais de tarde ao lado da Praça Comendador Souza Gomes.

O encontro contará com um convidado especial. Léo Bulling, supervisor de praças, parque e arborização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) estará à disposição dos moradores das 17h às 18h para tirar dúvidas sobre os serviços da secretaria na região.

A movimentação durante o Café ZH poderá ser acompanhada pelo blog do caderno (zerohora.com/zonasul) e também pelo Facebook (facebook.com/zhzonasul), onde serão postadas fotos dos melhores momentos e informações sobre o que está rolando na Confeitaria e Cafeteria Itália. Programe-se e deixe  sua contribuição para a Zona Sul.

Café ZH Zona Sul

Quando – sexta-feira, das 14h às 19h l

Onde – Confeitaria e Cafeteria Itália, em frente à Praça Comendador Souza Gomes

Acompanhe na Internet

No blog - zerohora.com/zonasul

No Facebook - facebook.com/zhzonasul


Algumas dicas sobre como você pode participar do Café ZH

> Se você conhece um morador da região cuja história ou trabalho é interessante, indique-o para figurar nas seções O Nome, Conheça Seu Vizinho ou Vizinho Nota 10

> Festas comunitárias, eventos escolares e iniciativas sociais também podem virar notícia no ZH Zona Sul Se você fez fotos de algo curioso, de uma paisagem interessante ou de algum problema do seu bairro, leve ao Café ZH. Elas podem ser publicadas nas próximas edições do caderno

> Seu bairro sofre com problemas de trânsito, infraestrutura ou falta de serviços? Você pode relatar essas questões no encontro Leve fotos do seu mascote para que ele apareça na seção dedicada aos bichinhos de estimação, Meu Mascote

> Muitos moradores gostam de registrar no papel uma história curiosa ou lembranças da Zona Sul. Se você faz parte desse time, leve seus textos e divida essas histórias. Elas poderão ser publicadas na seção Eu e Meu Bairro

AABB Abre inscrições para debutantes

21 de março de 2013 1

A partir deste sábado, a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) abre as inscrições para seu tradicional Baile de Debutantes. Antes do grande baile, uma intensa programação foi planejada para preparar as garotas para a tão esperada noite.

No chamado pré-debut, entre agosto e outubro, elas participarão de várias atividades como aulas de valsa e etiqueta, sessão de fotos, ações socioambientais e palestra com estilista. As debutantes também receberão dicas de maquiagem.

Depois desses meses de preparação, tudo pronto para o aguardado cerimonial, que será no Salão Ipanema e Piano Bar, e a Festa Jovem de Gala, no Salão Chapéu do Sol. Mais informações com o Departamento Sociocultural pelo fone 3243-1068.

Tartaruguinhas invadem casas na orla

20 de março de 2013 0

Mascote da família observa a tartaruguinha na piscina

Por Luiz Pedro Borgmann

Blogueiro

Moro na Zona Sul, bem próximo ao Guaíba. Em frente a minha residência, há uma grande área desabitada, que vai até a margem do Guaíba. Em outros tempos, o rio invadia esse local, o que já não ocorre mais. Já faz alguns anos que filhotes de tartarugas aparecem no meio da rua adjacente, e várias delas, desnorteadas, atravessam a rua e entram em minha casa. Já encontrei alguns exemplares adultos também, de grande porte, no meio da rua.

Todos os anos, a cena se repete. Creio que o local é um dos últimos redutos em zona urbana onde as tartarugas vêm depositar seus ovos. Insistentemente, elas ainda aparecem por aqui, todos os anos. Envio algumas fotos das tartarugas encontradas, uma delas na piscina, sendo observada pela Gipsy, minha scottish terrier, e as outras que estavam na garagem de casa. Minha mulher e eu temos o cuidado de colocar as tartaruguinhas na margem do Guaíba, à própria sorte, porém, não sabemos se este é o procedimento correto.

O que diz a Equipe de Conservação da Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam)

Este tipo de ocorrência é bastante comum em toda orla do Guaíba. As tartarugas desovam e, após nascerem os filhotes, há deslocamento em direção às águas. Devido à ocupação da região por moradias e comércios, pode ocorrer a desorientação desses animais. É o ciclo natural reprodutivo deles.

Não é recomendado intervir. O manejo da fauna silvestre é considerado, inclusive, crime ambiental. No entanto, há casos em que a ação humana pode salvar a vida dos animais, e cada caso precisa ser avaliado. Em caso de dúvidas, é possível contatar a Equipe de Conservação da Fauna Silvestre da Smam pelo telefone 3289-7517.

Redação vai ao encontro dos moradores

20 de março de 2013 0

Os encontros da Redação com os moradores dos bairros de Porto Alegre estreiam hoje e a primeira parada é a Zona Sul. A partir das 14h, jornalistas e fotógrafos que produzem o ZH Zona Sul estarão na Confeitaria e Cafeteria Itália para o primeiro Café ZH de 2013. Nada de protocolos e formalidades.

A ideia do encontro é um bate-papo descontraído para trocar ideias sobre a publicação e ouvir sugestões dos próprios moradores acerca de temas que poderão figurar nas páginas do caderno.
A última edição do evento na região ocorreu em março do ano passado no mesmo local, a charmosa cafeteria da Tristeza, ponto de encontro já tradicional do bairro nos finais de tarde ao lado da Praça Comendador Souza Gomes.

A movimentação durante o Café ZH poderá ser acompanhada aqui pelo blog e também pelo Facebook (facebook.com/zhzonasul), onde serão postadas fotos dos melhores momentos e informações sobre o que está rolando na Confeitaria e Cafeteria Itália. Programe-se e participe.



Jangadeiros abre novos cursos de esportes náuticos

19 de março de 2013 0

O Clube dos Jangadeiros está com novidades para quem gosta de se aventurar nos esportes náuticos. A escola de Vela Barra Limpa abriu inscrições para os cursos de kitesurf e windsurf, modalidades bastante adequadas às características da orla do Guaíba.

As aulas serão ministradas por professores do clube em parceria com a Marítima, empresa que atua no setor náutico, e são voltadas para sócios e não sócios do Jangadeiros. Os cursos em ambas as modalidades têm duração de 10 horas e não há pré-requisitos.

Inscrições e  informações: 3268-0080 ou pelo e-mail escoladevela@jangadeiros.com.br .

Zona Sul discute nesta segunda-feira limites de bairros

18 de março de 2013 0

Os moradores da Zona Sul se reúnem nesta segunda-feira com representantes do Grupo de Trabalho Limites de Bairros, da Secretaria Municipal de Urbanismo, para discutir sugestões para os territórios das comunidades da região. O encontro está marcado para as 19h30min, no salão paroquila da Igreja Nossa Senhora das Graças, na Tristeza.

Na Zona Sul, os pontos mais discutidos envolvem as delimitações de Ipanema e Jardim Isabel e a criação do bairro Sétimo Céu, hoje oficialmente parte da Tristeza. Durante reuniões com a comunidade da chamada Região de Planejamento 6 (RP-6), que engloba 17 bairros, várias propostas foram apresentadas, mas muitas apresentavam conflito entre si.

As lideranças comunitárias e quem tiver interesse em colaborar com sugestões apontarão alternativas para resolver esses problemas e tirarão dúvidas sobre o encaminhamento do projeto à Câmara de Vereadores.

ZH Zona Sul nos 90 anos de Helga Bins Luce

15 de março de 2013 0

Personagem de uma belíssima entrevista conduzida pela blogueira Janete da Rocha Machado e publicada na edição do dia 8, Helga Bins Luce festejou seus 90 anos da melhor forma: a família reunida.

Entre brindes e homenagens, a aniversariante teve mais um motivo para se orgulhar de sua trajetória. Durante a festa preparada por filhos, netos e amigos, foram distribuídos exemplares do ZH Zona Sul em que a reportagem foi publicada. Na foto, Silvia, uma das filhas de Helga, atenta à página em que sua mãe compartilhou memórias da região. Um brinde à dona Helga.

Helga Bins Luce comemora 90 anos com muitas lembranças da Zona Sul

08 de março de 2013 3

Por Janete da Rocha Machado

Blogueira

Helga em frente ao chalé



No condomínio familiar da Vila Nina, na Pedra Redonda, existem ainda alguns chalés muito antigos que remetem a um tempo áureo de veraneio à beira-rio. A moradia mais antiga da propriedade, erguida no final do século 19, pertenceu ao casal Augusta e Frederico Linck, os primeiros veranistas do local. Contam seus descendentes que as terras foram adquiridas por Frederico, atendendo a um pedido de sua noiva, a senhorita Augusta.

Desejosa de um lugar à beira-rio, não só para o descanso mas também para estar próxima a suas amigas, Augusta teria recusado, na ocasião, uma joia valiosa, presente de noivado, pois preferiu terras na Pedra Redonda. No passado, chácaras e vivendas como as da família Linck serviram para o lazer e o descanso às margens do Guaíba. Algumas histórias dessas antigas propriedades e de seus moradores ilustres foram contadas por Helga Bins Luce, 90 anos completados nesta sexta-feira, a qual também veraneava na região. Casada com um dos netos de Frederico Linck e sobrinha do intendente de Porto Alegre Alberto Bins, ela relembra, em entrevista, momentos alegres de verões passados na Zona Sul.


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Ao lado do marido, com quem viveu 70 anos




Janete da Rocha Machado _ Dona Helga, a senhora é professora?

Helga Bins Luce - Sim, sou professora de inglês, de matemática e de alemão. Eu preparava os candidatos para o exame de admissão. Naquele tempo, para se entrar no ginásio, era preciso fazer o exame de admissão. Eu também era secretária bilíngue. Em 1942, fui convidada para ser secretária do consulado alemão. Bem, aí fizeram uma reunião lá em casa, toda a família _ meus tios e meu pai _ para decidir se eu poderia trabalhar. E a decisão foi que eu não podia ser secretaria do consulado alemão por causa de Hitler, da guerra e porque o papel da mulher era casar e ter filhos. Naquela época, todos fomos proibidos de falar alemão.

Janete – A senhora nunca se arrependeu de não ter seguido os estudos e ter desenvolvido uma carreira profissional promissora?

Helga - Não, nunca me arrependi. Fiquei 65 anos casada e tive sete filhos. Meu marido faleceu no ano passado. Fui muito feliz.

Janete – Sobre o verão na Pedra Redonda, a senhora lembra quando começou a usar a praia para veraneio?

Helga - Lembro, sim. Eu era adolescente. A primeira vez que viemos foi em 1941 e ficamos na casa dos Ely. Éramos em 40 pessoas. Os homens dormiam na garagem dos barcos. Vieram também a minha vó, a minha prima, o meu tio que era viúvo, o meu pai e a minha mãe com os filhos. Eu conheci meu marido, José Fernando (filho da Nina), aqui. Comecei o namoro aqui na Pedra Redonda.

Janete – Então é verdade que a senhora conheceu o seu marido na praia da Pedra Redonda?

Helga - Não, na realidade eu o conheci nos bailes da União Social São José. Mas o início do namoro foi aqui na Pedra Redonda. Houve um baile (de gala) na propriedade da família Barata, e lá nós dançamos juntos pela primeira vez. A propriedade dos Barata era uma linda casa de veraneio também. E, no dia seguinte, ele me pediu em namoro na pedra aqui na frente.

Janete – E sobre o chalé, conta para gente.

Helga – O chalé foi construído em 1927 pelo marido da Nina e dado de presente para ela veranear com os 10 filhos. Já a casa grande foi feita pelos Linck (Augusta e Frederico, pais da Nina) no final do século 19. Tanto que a rua se chama Augusta Linck em homenagem a ela. Muitas famílias de Porto Alegre vinham fazer o seu veraneio aqui, na Tristeza, na Pedra Redonda e em Ipanema. Elas faziam isto: a mulher e os filhos ficavam toda a semana, e o marido trabalhava na cidade e vinha em um trenzinho que tinha aqui. Tu conheces a história do trenzinho?

Janete – Conheço sim. Ele fazia a viagem do Centro até a Zona Sul. Era um trenzinho municipal.

Helga - Isso, ele saía do Mercado e vinha até aqui em cima. Muitas famílias faziam a viagem de trem. Por exemplo, os Bier, que moravam na Avenida Independência e veraneavam aqui. Os Ely, que moravam na André Puente, também veraneavam aqui. As pessoas não iam muito para as praias de mar. Era muito longe e não havia estradas. Aqui se podia tomar banho de rio. Todo mundo usava o rio para banhos. Eu morei algum tempo aqui, e meu marido chegava do trabalho e tomava banho à noite. A água que vinha para dentro de casa era do rio. Era água boa, potável. Então, a gente levava sabonete e toalha e se banhava na praia. Para uso da cozinha, havia um poço no pátio. Tu sabias que tinha um trapiche? Os vapores iam até ele. E aqui ao lado, nossos vizinhos eram os Pabst. A família dos Pabst ficava ali onde hoje é a Sociedade de Engenharia. Havia um lindo chalé de veraneio na propriedade dos Pabst.

Janete _ A sua família é de origem alemã?

Helga - Sim. A minha avó era casada com o Luis Englert e se chamava Malvina. Ela tinha uma irmã que se chamava Zulmira, que se casou com um Bier. Eles fizeram uma casa aqui na Pedra Redonda para veraneio também. O Hugo Gerdau casou com uma irmã do meu pai, a Otília. Eles tiveram duas filhas, uma delas era a Helda Gerdau, que se casou com um Johannpeter. Eles tiveram quatro filhos, um deles é o Jorge Gerdau Johannpeter. São todos meus parentes, porque a Helda era prima minha.

Janete – E sobre os banhos de rio, a senhora usava maiô ou não gostava muito de banhos na praia?

Helga - Claro que gostava, e muito. Eu usava os maios da ação católica com saiote e tudo. A minha avó que veraneou conosco, a Malvina Englert, ficava na praia com a bengala e chamava a gente quando nós íamos muito longe. Minha avó não entrava na água. Toda a família veraneava aqui no condomínio. Vinham em dezembro, antes do Natal, e voltavam somente em março ou abril. À noite, os adultos se reuniam para conversar. As crianças dormiam cedo. A gente tinha horário para tomar banho no rio. A água que se tinha em casa não era encanada. Era do rio direto. Tinha um poço e um chacareiro que bombeava água para todas as residências. E a gente tomava banho na praia com sabonete. O médico indicava pegar sol _ era bom para saúde. Eram muitas crianças dentro da água e nunca aconteceu afogamento. Tinha um caninho dentro da água (como uma boia), e dali as crianças não podiam passar. Ninguém ia para o fundo, ninguém se afogava. O meu marido foi campeão de natação e ensinou as crianças da chácara a nadar. Ele gostava de se atirar do trapiche e de sentar lá. Ele tocava instrumentos e fazia serenata. Havia sessões de cinema nos jardins da chácara, colocava-se o projetor e passava os filmes. Era o programa dos adultos. Para as crianças, havia as histórias contadas pela vovó Nina. As crianças sentavam todas em volta da vovó para ouvir as histórias. E é isso que eu sei te dizer. Fomos muitos felizes aqui.


Em um passeio pela praia da Pedra Redonda