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Posts na categoria "A orla para todos"

ZH Zona Sul nas bancas

28 de setembro de 2012 0

No ZH Zona Sul que circula nesta sexta-feira você confere:

Dois arroios, um mar de problemas: chuva forte provoca alagamentos e volta a trazer transtornos para moradores da Zona Sul

Conheça os vizinhos candidatos: o ZH Zona Sul enviou questionamentos aos sete candidatos à prefeitura de Porto Alegre sobre mobilidade urbana, saúde, violência e uso da orla do Guaíba.  Veja as respostas deles.

Leitor-repórter trata do barulho gerado pela passagem de veículos sobre paralelepípedos da Rua Doutor Mário Totta

Chef Felipe Melo, morador da Aberta dos Morros, parte para a Nova Zelândia em busca de novos sabores

Mais um passo para revitalizar a orla do Guaíba

25 de abril de 2012 0

Divulgação/PMPA

Na manhã desta quarta-feira, foi dado mais um passo para a tão sonhada revitalização da orla do Guaíba. O projeto paisagístico e arquitetônico para um trecho de 1,5 quilômetro, situado entre a Usina do Gasômetro e as quadras adotadas pela Pepsi, foi entregue para a prefeitura. No entanto, não há previsão de término desta primeira etapa, nem estimativa de custo, informações que devem surgir com a licitação.

No total, serão revitalizados 5,9 quilômetros ao longo da orla, com recursos da prefeitura. O projeto inclui terminal turístico para barcos de passeio, calçadão, ciclovia, banheiros, quadras esportivas, instalação de bancos e quiosques.

De acordo com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, a proposta entregue pelo arquiteto Taco Roorda, em nome do Escritório Jaime Lerner, será analisada por diversas secretarias, como Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME) e Secretaria Municipal da Cultura (SMC).


Andamento do projeto

16/12/2011: Foi assinado o contrato com o escritório Jaime Lerner.
06/01/2012: Arquitetos do escritório do Jaime Lerner visitaram diferentes pontos da cidade e se reuniram com representantes das secretarias. O prefeito José Fortunati se encontrou com técnicos.
30/01/2012: Fortunati esteve reunido com o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, em Curitiba, para tratar do projeto de revitalização da orla. Na capital paranaense, o prefeito conheceu a proposta preliminar de revitalização de 1,5 mil metros iniciais.
16/02/2012: Fortunati e o arquiteto Jaime Lerner participaram de reunião da Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), para apresentação do projeto.
20/03/2012: O Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para a primeira etapa foi aprovado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental.
25/04/2012: Entrega dos projetos executivos de Arquitetura e Paisagismo.

Artista faz apresentação em Ipanema

22 de janeiro de 2012 0

Desde dezembro, a obra Liberdade, de Zoravia Bettiol enfeita as areias de Ipanema. A escultura faz parte do circuito de arte urbana Artemosfera.

Hoje, às 18h, a artista apresentará a performance Filomena e a Ecologia. Na ocasião, o tema ecologia é tratado com muito humor e exagero.

- A filomena diz absurdos. Por meio do riso, trato sobre ecologia – diz Zoravia.

As apresentações duram 15 minutos e serão repetidas ao longo do final da tarde. Será no calçadão de Ipanema, entre a Avenida Jardim e Rua Pirajá. Em caso de chuva será cancelada.

Palmeiras noturnas na orla

17 de janeiro de 2012 0

Em fase de instalação na orla do Guaíba, em frente a Praça Araguaia, a obra dos arquitetos Nico Rocha e Ceres Storchi, deve ser liberada oficialmente no domingo, 22 de janeiro. As instalações em formato de palmeiras fazem parte do circuito de arte urbana Artemosfera.

Responsável pela base de concreto e pela instalação elétrica, que irão respectivamente segurar e iluminar as palmeiras, Paulo Walter da Luz comenta que o trabalho começou na quarta-feira passada, mas a sequência de chuvas atrapalhou um pouco o andamento. O artista e arquiteto Nico Rocha explica que para o projeto sair do papel foram necessárias cinco equipes de trabalho. Agora, na reta final, falta retirar os andaimes e fazer o ajardinamento.

Confira abaixo as imagens do projeto, de como está a obra hoje e do teste com a iluminação feito à noite:

O PROJETO:

A OBRA NA TERÇA-FEIRA, 17 DE JANEIRO:

TESTE DA ILUMINAÇÃO NOTURNA (foto tirada com celular):

O encantador pôr do sol

29 de dezembro de 2011 0

A leitora Ilane Hofmann Gehrs nos presenteou com uma foto, enviada por e-mail, do pôr do sol registrado ontem em Ipanema. “É sempre um prazer sentar para ver o dia ir terminando lentamente em meio à poesia das trocas de cores, dos pássaros se recolhendo, das nuvens brincando até dormir”, escreveu Ilane.

Você também pode participar do ZH Zona Sul enviando sua contribuição para o e-mail zonasul@zerohora.com.br

Revitalização da orla está a caminho

14 de dezembro de 2011 0

Nessa sexta-feira, às 9h30min, o prefeito José Fortunati assina o contrato para revitalização da orla do Guaíba. A intervenção compreende uma extensão de 5,9 km, entre a Usina do Gasômetro e o Arroio Cavalhada, em frente ao BarraShoppingSul. O projeto será desenvolvido pela equipe do arquiteto Jaime Lerner.
O trabalho, que será feito em etapas, iniciará no trecho entre a Usina e a primeira curva da Avenida Beira-Rio, sentido Centro-bairro. Entre as melhorias estão previstas as construções de um terminal para barcos de turismo, calçadão, ciclovia, banheiros, quadras esportivas, instalação de bancos e quiosques, entre outros. A previsão é de que as obras, que serão feitas com recursos próprios do município, iniciem entre abril e maio de 2012.

Atividades do calçadão de Ipanema

19 de novembro de 2011 0

Hoje, das 9h ao meio-dia, a AABB promove mais uma edição do Dia da Qualidade de Vida. O calçadão de Ipanema receberá atividades como: alongamento, clube de corrida, aferição de pressão, orientação nutricional, auriculoterapia e teste de glicose.

O evento é gratuito e indicado para todas as idades. Para realizar esse evento a AABB conta com o apoio da Sporthfarma, Renata Rostirolla, MCM Lonas, Viva Agora, Ritter, Programa Guaíba Vive e Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae).

Imagens do Ipanema em Arte

18 de novembro de 2011 0

Na edição de hoje do ZH Zona Sul os quadros produzidos pelos artistas na Praia de Ipanema ganharam outra forma, a de fotografias. O olhar do fotógrafo Arivaldo Chaves propiciou imagens tão fiéis quanto as pintadas pelos artistas. Mas nem todos desenhos puderam ser reproduzidos, por isso, mostramos abaixo o resultado do trabalho e o depoimento de outros quatro artistas. Eles conseguiram como ninguém traduzir a beleza de Ipanema.

“A aquarela que pintei em Ipanema, nós chamamos à “plein air”, instantâneo, direto, em frente à paisagem, sem grandes estudos. Gosto muito disso, pena que aqui no Brasil quando a gente monta o cavalete na rua chama muita atenção. Não tive muito tempo de estudar aquele cenário, fiz um esboço e comecei a pintar, é muito legal. Gostei muito da iniciativa!”

Fernando Koboldt Machado, morador da Bela Vista

“Procuro, aquarelando, registrar a simplicidade de formas dentro da beleza de Ipanema”.

Marlene da Silva Cafruni, moradora de Ipanema

“Observei o tronco no cenário e enxerguei nele a arte do tempo na natureza, com linhas, cores e formas… Resolvi aquarelar.”

Elisabeth Laky Gatti, moradora da Tristeza

“Cheguei na orla com duas folhas em branco e um lápis grafite integral. A minha ideia era um desenho simples com material simples, mas com boa potencialidade expressiva. Logo vi um barco, simples como a minha proposta, mas carregado de representações, tais como a jornada, a travessia dos mundos, ciclo lunar e o feminino.”

Laura Gatti, moradora da Tristeza

Novo espaço de lazer na orla

14 de novembro de 2011 1

O leitor Luiz Pedro Borgmann nos enviou um e-mail avisando sobre uma nova obra no calçadão de Ipanema. Com ótimas fotos, ele comentava que não tinha a informação oficial, mas que ao perguntar para um dos operários que estavam sexta-feira passada no local descobriu que se tratava de uma nova área de lazer.

Fomos confirmar com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e realmente: Ipanema terá mais espaço para lazer! Em frente ao número 1.452 da Avenida Guaíba, estão sendo construídos um playground, uma academia da terceira idade, colocados 18 bancos com encosto, equipamentos de ginástica e área de convivência, tudo por conta da Goldsztein, que adotou a área de aproximadamente 3.600 m². Segundo a Smam a obra está prevista para ser entregue no final de novembro.

Um dia para aproveitar Ipanema

02 de novembro de 2011 0

Mesmo com o feriado do Dia de Finados caindo em plena quarta-feira, os moradores que ficaram na Capital conseguiram curtir o belo dia de folga. Seja caminhando, andando de bicicleta ou brincando na areia, quem vai para o calçadão de Ipanema consegue aproveitar esse local privilegiado da Zona Sul.

Nosso fotógrafo Arivaldo Chaves passou lá de manhã e registrou o movimento na Avenida Guaíba. Se você não conseguiu ir no começo do dia, mas ainda pode passear neste final de tarde, esta é uma boa opção.

Evento de arte repercute entre moradores

29 de outubro de 2011 2

No finalzinho da tarde de sexta-feira, a leitora Vera Prestes nos enviou um e-mail comentando o evento Ipanema em Arte 2011, realizado no sábado passado no calçadão. Além das palavras positivas, Vera mandou uma foto em que registra uma união de gerações. Confira abaixo o texto e a imagem enviados pela leitora:

“Adorei o evento! Gostaria de parabenizar o ZH Zona Sul pela publicação, pois eventos educativos e sobre artes, são raros em nossos jornais. Assisti ao evento e o que mais me chamou a atenção é ver crianças interagindo com pessoas idosas e de todas as idades. A arte não tem idade e pode nos proporcionar momentos maravilhosos, é um lazer para a alma.”

Pés descalços em Ipanema

27 de março de 2010 3

Cada vez que percorro o calçadão de Ipanema, mantenho os olhos atentos para a paisagem. Procuro sorver os raios de luz, a variação de cores e, enquanto meus passos percorrem o percurso que já conhecem quase de cor, procuro esvaziar a mente. Assim, como em uma meditação, relaxo em relação às preocupações e tarefas do dia-a-dia… e observo.

Sim, descobri há algum tempo que observar as pessoas e as coisas a minha volta é uma atividade profundamente prazerosa e relaxante. Constantemente, me pego rindo sozinha ao fantasiar determinada situação, ou então me perguntando como será a vida e os afazeres de determinada pessoa que cruza meu caminho. Pois, tendo o calçadão de Ipanema como cenário, acabei formando um hábito, o de escrever minhas impressões e divagações tendo como fontes de inspiração aquilo que lá encontro.

* * *

Essa crônica trata de um tipo bastante comum e constante nas tardes ou nas manhãs ensolaradas do calçadão: os bebês. Ali no calçadão pode-se observar uma miríade desses seres minúsculos, impávidos em seus carrinhos ou agitados nas cadeirinhas das bicicletas, eles são representantes legítimos do futuro que se faz ali presente.

Democraticamente, dividem ali seu espaço com outros seres que também circulam por lá. Existem bebês de todos os tipos: os gorduchos e carecas, os cabeludinhos, meninas enfeitadas com laços e fitas, meninos com bonés. Alguns bebês carregam consigo as chupetas ou mamadeiras e outros ficam sorrindo extasiados diante da figura de algum cachorrinho que passa ao largo.

Observo também o comportamento dos adultos e crianças maiores que passam pelos bebês. Vejo também as mamães, papais, vovôs e vovós que os acompanham orgulhosamente. Percebo que muitas pessoas sorriem enternecidas ao passar por eles, algumas comentam com seus pares e apontam os rechonchudos, outras olham e saem apressadas como se o “vírus” da maternidade fosse algo contagioso.

Alguns pais moderninhos carregam seus bebês em carrinhos de três rodas, caminhando apressados ou correndo naquela tentativa de recuperar a antiga forma. Outros passeiam simplesmente, deixando os raios de sol banharem seus rebentos enquanto se beneficiam da paz que o movimento lento e constante exerce sobre os pequenos.

* * *

Mas de todos os bebês que observei nessa tarde, algo me chamou a atenção e quero compartilhar aqui: todos, sem exceção, estavam descalços! Que sensação deliciosa de liberdade é ver um pezinho de bebê descalço. Pés de bebês não são feitos para calçados. Parecem mais bisnaguinhas macias que, quanto muito, precisam de meias suaves, mas não de sapatos!

Observando os bebês ali no calçadão, pude me deliciar com cenas de bebês colocando os pezinhos na boca, como é bastante comum naquela fase dos cinco ou seis meses. Pude vê-los brincar com seus pezinhos fofos, balançá-los, erguê-los, desfrutar daquela condição privilegiada. Que delícia de cena, que vida boa essa dos bebês que passeiam no calçadão de Ipanema com os pezinhos descalços…

Voltei para casa pensando que essa fase de bebê passa tão rápido e lembrei de conselhos que minha mãe me deu e que repasso a todas as minhas amigas que esperam seus bebês: tenham paciência com os pequenos e os peguem muito no colo. Quando você menos espera eles já estarão correndo, calçados, por aí. Nem lembrarão mais quão gostoso era passear descalço no calçadão de Ipanema.

*Por Claudia Bins, Conselho de Blogueiros

Pedalinhos no verão em Ipanema

22 de fevereiro de 2010 4

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Nesse calorão, feliz de quem tem “uma praia pra chamar de sua”! Pode ser de mar, de rio ou até mesmo de lago, desde que esteja ali – bem pertinho – nos esperando para refrescar e descontrair!

Nos verões da década de 70, era assim que eu e minha irmã, Ana Lúcia, iniciávamos nosso passeio em Ipanema, nos domingos pela manhã: vestidos, devidamente calçados e protegidos do sol pelos bonés (à esquerda).

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.A grande diversão e pretexto para nosso pai, Juarez, nos levar a Ipanema eram os passeios de pedalinho, que ficavam junto ao bar/restaurante/boate Taba. Pela numeração deles, se percebe a quantidade de pedalinhos que havia disponível para aluguel (à direita).

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Não demorava muito para que o passeio de pedalinho se transformasse numa aventura e, de repente: “Homem ao mar!” Tchibum! Eu pulava na água e logo atrás vinha minha irmã. Objetivo alcançado: andar de pedalinhos, sim, mas tomar banho na praia era tudo de bom! O pai devolvia o pedalinho e nós já ficávamos por ali, brincando nas águas tranquilas de Ipanema..

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A folia depois se estendia para a areia com jogo de bola, castelinhos e tudo o que tínhamos direito. Hora de ir para casa, que o almoço da mãe já estava na mesa. Para comemorar aquela manhã de praia, tinha o refrigerante Pepsi tomado no gargalo da garrafa – coisa de adulto – em mesinhas que se estendiam por quase toda praia, sob as arvores (à direita).

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Às vezes, o Guaíba nos brindava com alguma tartaruga, que era levada pra casa para nos fazer companhia na semana e depois trazida de volta para ser lançada novamente nas águas de Ipanema. Claro, acreditávamos que ela tivesse sido engordada, fora possivelmente “torturada”, porém, com certeza, “batizada” com um nome carinhoso e muito amada por nós que voltaríamos, ao longo do verão, procurando pela cabecinha dela ”por fora d’água”, nadando por entre os pedalinhos, para nos dar também o seu alô.

Nessa última foto (à esquerda), já aparece minha irmã mais nova – Flávia Letícia, o que comprova que esses passeios se repetiram por alguns verões em nossas vidas.

Durante nossa infância, há quase 40 anos, Ipanema era “a nossa praia”. E hoje, quais lembranças estarão sendo guardadas na memória de seus atuais frequentadores?

*Por Luiz Antonio Henriques da Silva, Conselho de Blogueiros

O veraneio na Pedra Redonda (2)

11 de fevereiro de 2010 4

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A alegria era contagiante durante os veraneios na Pedra Redonda (confira post anterior), como relembra Maria de Lourdes Mastroberti, cujos passeios à orla eram uma constante nos domingos de verão, entre os anos 40 e 50 do século passado. Nas fotos deste post, que fazem parte de seu acervo pessoal, repare nos modelos do maiô – a cada veraneio, uma nova peça.

 

 

 

 

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Leia o depoimento de Maria de Lourdes:

“A gente ia porque era o lugar que tinha praia. No fim de semana, no domingo, a gente saía de manhã bem cedinho e voltava à tarde. Tinha ônibus com tranquilidade. Se aproveitava a praia, com dia bonito. Ia eu, minha irmã e uma amiga dela. E eu gostava muito.

Levávamos lanche. Galinha com farofa não podia faltar, e o bolo, que a minha mãe fazia. A gente comia também ovo cozido e levava pão com salame e queijo, era o sanduíche. Para beber, se levava umas garrafinhas com refresco. E tinha ainda aquelas famosas barraquinhas para se trocar. Eram compridas, tinha uns 2 metros de altura, era como um cone. Em cima, tinha um cordão que a gente amarrava nas árvores. Na barraquinha, cabia só uma pessoa. A gente entrava lá dentro, tirava o vestido e colocava o maiô. Ficava o dia inteiro de maiô. Tomava-se banho no Guaíba.

Ah, se aproveitou muito lá na Pedra Redonda. No fim do dia, a gente colocava tudo dentro de uma sacola e voltava para casa. Esperava o ônibus no final da linha, tudo na maior tranquilidade. Hoje, já não se pode fazer mais isso.”

 

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Assim, era a Pedra Redonda de antigamente, um lugar de lazer, de banho e veraneio, um espaço de identidade urbana e de contato dos moradores com o Guaíba.

*Por Janete da Rocha Machado, Conselho de Blogueiros

O veraneio na Pedra Redonda (1)

11 de fevereiro de 2010 1

> As fotos da década de 1950 que ilustram esse post fazem parte do arquivo pessoal de Maria de Lourdes Mastroberti - leia mais tarde o depoimento dela no Blog do ZH Zona Sul.

A Pedra Redonda – desde a Ponta dos Cachimbos, na Vila Conceição, até o Morro do Sabiá, em Ipanema – foi adquirida em 1903 por Frederico Guilherme Bier, um rico comerciante de Porto Alegre. Fundador do Banco Pfeiffer, foi também um dos grandes acionistas dos Bancos da Província e Nacional do Comércio. Seu Frederico fazia parte de uma burguesia ascendente que residia em Ipanema no início do século passado, e, por isso, ficara com os melhores terrenos da região.

Por ser, na época, a melhor praia do Guaíba, a Pedra Redonda, atraía muitos turistas, o que levou à construção das famosas vivendas para veraneio. O local teve seu auge nos anos 20 e 30 com o advento do trem que chegava trazendo banhistas até a beira da praia, onde hoje está a Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs). Com direito a hotel, restaurante e cassino, a praia se desenvolveu, tornando-se o point mais concorrido da cidade. Um trapiche foi construído em frente ao hotel de propriedade de Lotário Papis, um fabricante de roupas e gravatas e com o trem, uma linha de vapor também fazia a viagem até a Pedra Redonda, nos domingos e feriados.

Conforme o historiados Roberto Pellin, “… a novidade da época era fazer um lindo passeio fluvial pelos vapores Guaporé ou Bubi e atracar no trapiche da Pedra Redonda”.

A região se tornou zona de veraneio muito antes de Ipanema. Tempos mais tarde, continuou sendo o local preferido para descanso e lazer, pois eram as praias da Tristeza, de Ipanema e da Pedra Redonda, as preferidas pela população. Muitos porto-alegrenses para lá se dirigiam a fim de curtir os banhos no Guaíba e fazer piqueniques às sombras de figueiras centenárias.

Os jovens, especialmente, apreciavam namorar, passear e colher pitangas, entre um banho e outro. Com o calor escaldante de janeiro e fevereiro, os veranistas podiam se refrescar nas águas do Guaíba e usufruir a brisa agradável vinda da Lagoa dos Patos.

*Por Janete da Rocha Machado, Conselho de Blogueiros

> Você tem fotos dos veraneios desfrutados na região? Mande para o e-mail zonasul@zerohora.com.br, com nome completo e telefone para o contato.

> Leia também: O veraneio na Pedra Redonda (2)