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Posts com a tag "Zona Sul"

Verões de outros carnavais

15 de fevereiro de 2013 1


Reprodução

A paisagem da Prainha da Conceição


O bairro Tristeza foi o primeiro a atrair veranistas para as temporadas de verão e férias. O local, à margem esquerda do Guaíba, viveu, a partir do final do século 19, um desenvolvimento econômico motivado pela procura de um grande número de famílias, muitas delas de imigrantes alemães e italianos, pertencentes a uma elite porto-alegrense.

Esses grupos buscavam o descanso e o lazer à beira do Guaíba e, para isso, mantinham chácaras e mansões para uso nos períodos de férias e fins de semana. As denominadas vilas balneárias, entre elas, Assunção, Conceição e Pedra Redonda — que integravam o bairro Tristeza —, também foram muito procuradas nesse período. Entre as praias do Guaíba, eram as mais próximas do Centro.

É importante que se diga que o povoamento da região é bem anterior ao veraneio, remonta ao período da sesmaria de Dionísio Rodrigues Mendes, cuja sede da estância, a fazenda São Gonçalo, localizava-se em Belém Velho. As terras desse sesmeiro se estendiam desde o Arroio Cavalhada (Cristal) até o Salso (Ponta Grossa).

Essas terras, com o passar do tempo e o acelerado processo de urbanização, recortaram-se nos atuais bairros da Vila Nova, Serraria, Guarujá. Ipanema, Pedra Redonda, Vila Conceição, Tristeza, entre outros. De 1735 a 1826, toda a região pertenceu a Dionísio e seus descendentes.

Ainda no século 19, quando Porto Alegre foi loteada e urbanizada, as terras praieiras da Zona Sul estavam ocupadas por um dos filhos de Dionísio, André Bernardes Rangel, que morava onde hoje se situa Ipanema. Tempos mais tarde, a filha de André se casou com José da Silva Guimarães, também conhecido por Juca Tristeza.

Após o casamento, Guimarães recebeu, por herança, as terras onde hoje estão os bairros Tristeza, Assunção e Conceição, abrangendo assim uma vasta área à beira do Guaíba. Foi na atual Vila Conceição que Tristeza construiu a sede de sua estância. O local tinha também dois ranchos para habitação, casa de escravos, olarias e uma charqueada.

Palotinos, imigrantes e os donos das terras

Com a morte de José da Silva Guimarães, a fazenda ficou conhecida como A Chácara do Finado Tristeza, e as terras passaram para Manoel José Sanhudo, cunhado de Tristeza. Em 1876, a fazenda foi comprada por Guilherme Ferreira de Abreu Filho. Eram terras que iam desde o Guaíba até a Cavalhada. Em 1895, o local foi transformado na residência dos padres palotinos, que vieram para dar atendimento aos imigrantes italianos — os primeiros colonos agricultores da Tristeza.

Os padres compraram a chácara e fixaram ali residência e capela. Tempos mais tarde, em 1923, os palotinos venderam as terras para Antônio Monteiro Martinez, e foi ele que, em 1930, em homenagem a sua mulher, Zulmira Martins Martinez, devota de Nossa Senhora da Conceição, idealizou e criou o novo loteamento, nomeando-o Vila Conceição.

A Educação Ambiental e as Práticas das Religiões Afro-umbandistas

11 de janeiro de 2013 2

Confira na íntegra o texto do caderno de orientações sobre as práticas religiosas, tema da reportagem de capa do caderno neste 11 de janeiro.

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Mostra Cultural do Colégio João XXIII reúne trabalhos científicos

21 de novembro de 2012 0

A tradicional Mostra Cultural do Colégio João XXIII será neste sábado, 24, das 9h ao meio-dia. Guiada pela temática Colégio João XXIII: Cidade da Convivência, da Cultura e da Ciência, essa edição ocupará 15 espaços da instituição e reunirá todas as etapas escolares, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Cerca de 50 trabalhos serão apresentados. Entre os destaques estão os oito projetos vencedores do 7º Salão UFRGS Jovem, realizado em outubro, no Campus Central da Universidade.

— Compartilhar com a comunidade os projetos de pesquisa produzidos no âmbito pedagógico durante o ano letivo é a principal finalidade da Mostra, que atua, também, como um evento social, reunindo famílias, professores, equipe técnica e funcionários — garante a supervisora pedagógica Mirian Zambonato.

Para facilitar a visitação do público, a equipe pedagógica produziu placas de localização que estarão na entrada do Colégio. Confira a seguir, os locais de exposição de cada Etapa Escolar.

* Educação Infantil; 6ª, 8ª séries do EF e 1ª, 2ª e 3ª séries do EM: Parque dos Saberes, Ginásio

* 6ª, 7ª e 8ª séries do EF: Alameda dos Números, em frente as salas 403 e 404

* 1ª e 3ª séries do EM: Via da Filosofia, parede externa da sala dos professores da 8ª ao EM

* 5º ano, 6ª série e Grupo Musical J23: Estação da Música, toldo central

* 6ª e 7ª séries; e 1ª série do EM e Confraria das Ideias: Beco das Ideias e Invenções, Lab. de Ciências

* 5º ano; 6ª, 7ª e 8ª séries do EF e 2ª série do EM: Praça das Viagens, Sala de Estar

* 6ª e 7ª séries: Rota da Expressão, Biblioteca

* 4º ano, 6ª e 7ª séries: Travessa Musical, Laboratório de Informática

* 1º, 2º e 4º anos: Vilarejo do Sentir e Viver, Corredor dos armários

* 1º ano: Rua dos Sentidos, Corredor dos armários

* 4º ano: Avenida da Cidade, Entrada da Etapa de 1º ao 5º ano

* 3º ano: Rua dos Quadrinhos, Sala 305

* 4º ano: Beco Ambiental, Sala de Música

* Projeto Mundo Passado a Limpo: Avenida Socioambiental, paineis verdes localizados na entrada da Escola

* 3º ano: Travessa da Arte, Corredor da Biblioteca

Linha Turismo Zona Sul volta a circular nesta quarta-feira

16 de outubro de 2012 0

O roteiro Zona Sul do city tour Linha Turismo retornará a operar nesta quarta-feira, dia 17, às 15h. Em sistema circular, sem paradas, o passeio terá uma saída diária (de quartas a sextas-feiras), às 15h. Nos finais de semana e feriados, o city tour terá duas saídas, às 10h30min e às 15h.

O ônibus que opera o roteiro passou por reformas na carroceria, visando à padronização da frota do serviço. Nesta padronização, foi incluída uma nova pintura compatível com o design com os dois ônibus do roteiro Centro Histórico, que entraram em operação no início de maio . A repaginação do veículo, que circula na cidade desde janeiro de 2003, teve início em agosto e foi realizada pela empresa Marcopolo, sem custos para a Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR).

Nas terças-feiras, nos horários das 10h30min e 15h, o veículo atenderá as agendas dos programas da Escola Social de Turismo, bem como de quartas a sextas-feiras, no horário das 10h30min.

Aqui na Zona Sul

18 de setembro de 2012 2

Confira o texto enviado pelo Blogueiro ZH Zona Sul Jefferson Azevedo Terra:


Foi aqui na zona sul de Porto Alegre que a minha pequena filha Caroline, de 15 meses, falou sua primeira palavra. Ela já tentava falar babá, dadá e auau. Mas, naquele dia, falou algo concreto. Algo profundo mesmo. Algo com início, meio e fim.

Estávamos passando pelo calçadão de Ipanema e reparei que os dois pequenos olhos da Carol brilhavam ao observar a paisagem pela janela do carro. Paramos em um supermercado, ela entrou no carrinho e falamos mais ou menos assim:

— Caroline, tu vais ficar aqui. Ficar aqui.

Ela ouviu, pensou, processou a informação e disse sua primeira palavrinha concreta.

Falou a palavra “aqui”.

E não foi um aqui qualquer. O aqui dela foi suave, açucarado, envergonhado, infantil e angelical.

Achei o máximo!

Senti que aquele “aqui” fazia referência ao lugar. Era como se ela tivesse dito “gostei daqui”, “quero ficar aqui”.

Agora vejo que aqui é uma das palavras mais completas da nossa língua.

Se você estiver na Avenida Guaíba, e alguém lhe perguntar onde fica a Avenida Guaíba? Nesse caso você infla o peito e responde:

- Aqui.

E se você estiver na Avenida Beira Rio e alguém lhe perguntar onde fica a Avenida Edvaldo Pereira Paiva? Você responde prontamente:

-Aqui.

Aqui é muito útil.

Aqui serve para quase tudo.

Alguns bobões chatos dizem que aqui não é uma das palavras mais difíceis da nossa língua. Mas qual o problema? Eu ficaria igualmente impressionado se ela tivesse dito algo como: “a Zona Sul é tudo de bom” ou “três pratos de trigo para três tigres”. Mas nem precisava tanto. O aqui dela já resumiu tudo. Por isso, nossa pequena é econômica nas palavras. Fala somente “aqui” e pronto.

Então, agora é assim: se um dia você passar pela nossa pequena Carol em Ipanema, na Avenida Beira Rio ou em qualquer lugar da Zona Sul, ela pode lhe olhar nos olhos, respirar fundo e falar “aqui”.

Instagram da Zero Hora lança #MissãoZH 2: o melhor da Zona Sul

13 de agosto de 2012 1

O Instagram da Zero Hora (@zerohorarbs) lança hoje uma nova missão para os usuários da rede social: fotografar o melhor da zona sul da Capital. No projeto, exclusivo via redes sociais, os instagramers são desafiados a fotografar um tema durante sete dias. No fim dela, as melhores fotos são escolhidas e publicadas no caderno de bairro Zona Sul da Zero Hora e no Focoblog, blog de fotografia da Zero Hora.

Para participar, basta postar no seu perfil do Instagram utilizando a hashtag #zonasulzh entre 13 e 20 de agosto. As imagens serão analisadas pelos instagramers oficiais da ZH e pela equipe do caderno de bairros, e as mais criativas serão publicadas na edição de 24 de agosto.

É a segunda #MissãoZH. Na primeira, que ocorreu na semana anterior ao dia dos pais, mais de 150 pessoas enviaram fotos sobre o tema e quatro foram selecionadas. Poste no seu Instagram com a hashtag desta missão e participe!

Novo projeto para a área do Estaleiro Só

07 de agosto de 2012 4

Área às margens do Guaíba recebe nova proposta | Foto: Lauro Alves

Três anos depois de uma consulta popular rejeitar um projeto para a construção de um empreendimento residencial no Pontal do Estaleiro Só, Porto Alegre voltará a encarar um plano para o futuro de uma das porções de terra mais nobres da cidade.

Assunto no município durante meses entre 2008 e 2009, o projeto para a área do antigo estaleiro foi remodelado: extirpado o setor residencial, agora prevê um estabelecimento comercial e uma torre de serviços que pode chegar a 26 andares. O estabelecimento comercial teria uma base com cinco pavimentos, estacionamento, praça de alimentação, supermercado e cinemas, além da torre. Haveria ainda uma alameda e um parque, que deverá ser construído em frente ao Guaíba. Os prédios não poderão ficar a menos de 60 metros da orla.

A presidente da Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge) e assessora especial do prefeito José Fortunati, Rosane Zottis, informou que o projeto está sob análise e, certamente, sofrerá adequações. Sobre a torre de 26 andares, Rosane afirma que as duas leis complementares — 470/2002 e 614/2009 — que versam sobre a região não estipulam altura máxima.

— A altura será definida conforme o Estudo de Viabilidade Urbana. A gente tem tido cuidado com isso porque é uma área nobre. Mas imaginamos que a questão já tenha ficado clara para a comunidade, pois ela se pronunciou que não queria uso residencial ali. Vedado o uso residencial, as demais atividades previstas na lei são permitidas — afirma Rosane.

Ela destaca que o projeto será interessante se permitir uma reaproximação do orla com a população. Daqui a 15 dias, a comissão deverá emitir o parecer. A etapa seguinte é o estudo de impacto. O processo ainda deverá levar meses para ter uma previsão de que saia do papel. As mesmas empresas que propuseram as habitações no pontal são responsáveis pelo novo projeto, a BM Par Empreendimentos, dona da área, e o escritório de arquitetura Debiagi.

Diretrizes são aguardadas

Por causa do desgaste sofrido em 2009, a BM Par Empreendimentos e o escritório Debiagi preferem não dar detalhes, agora, sobre o novo projeto. Aguardam, para isso, as diretrizes que a Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge) formulará.

Ao lembrar da mobilização contra a construção de imóveis residenciais na orla em 2009, o vereador Beto Moesch (PP) comentou sobre a oportunidade perdida, no início dos anos 2000, de se impedir outras construções no local. Na época, foi aprovada lei que criava regras próprias para a região do pontal. Devido à preocupação com os trabalhadores herdeiros da massa falida do Estaleiro Só, o texto tramitou em regime de urgência, não teve audiência pública nem passou por comissões, observou o vereador:

— Árvore que começa crescendo torta, fica torta. Agora, pode construir. A sociedade vai ter de encarar isso, querendo ou não. Claro, há pré-requisitos que eu espero que a Cauge tome, vai ter praça, preservação ambiental. Só se impediria com um projeto de lei alterando a norma de 2001. Ou com desapropriação da área pela prefeitura.

Teste das praças da Zona Sul chega à Tristeza

27 de julho de 2012 3

A série de reportagens sobre as praças da Zona Sul mostra nesta semana, sete praças do bairro Tristeza, observando aspectos como a conservação dos brinquedos e bancos, a presença de lixeiras, o cuidado com grama e canteiros, a existência de identificação e o estado das calçadas.

Como em Ipanema, Jardim Isabel e Cristal, há bons e maus exemplos. Enquanto áreas como a Tito Tajes apresentam grama cortada, canteiros limpos e bancos em bom estado, a Affonso Silveiro mostra o cenário oposto: falta de lixeiras e muita sujeira espalhada pelo chão.

Responsável pela administração das praças da cidade, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) afirma que a manutenção é guiada tanto por uma equipe de fiscalização _ que segue uma agenda _, quanto por pedidos dos moradores, atendidos por meio do telefone 156, do Fala Porto Alegre.

Confira o mapa:


Visualizar Radiografia das praças da Zona Sul em um mapa maior

FOTO: Na Praça Affonso Silveiro, reportagem encontoru lixo espalhado no chão

Teste ZH nas praças de Ipanema, Jardim Isabel e Cavalhada

13 de julho de 2012 3

Na segunda semana em que o ZH Zona Sul publica testes nas praças da região, a reportagem encontrou um cenário desolador nas 14 praças visitadas na Cavalhada. Diferentemente dos bairros Jardim Isabel e Ipanema, onde foram encontrados exemplos muito bons e muito ruins, na Cavalhada as praças são semelhantes umas com as outras. Em sua maioria, o mobiliário urbano está em boas condições, mas se vê descuido com a grama e muito lixo espalhado pelo chão. Veja o que encontramos nos dias 9 (Ipanema e Jardim Isabel) e 16 (Cavalhada).

Clique no mapa e veja as praças já visitadas pelo ZH Zona Sul:

O empreendedorismo de Juca Batista

04 de julho de 2012 7

A historiadora e blogueira ZH Zona Sul Janete Rocha Machado fez uma entrevista com Theresa Terra Magalhães, descendente de Juca Batista, e escreveu este texto:

Juca Batista | Foto: Arquivo Pessoal

Na segunda metade do século 19, as terras onde hoje fica o bairro Ipanema faziam parte de uma imensa zona rural de Porto Alegre. Originária da primeira sesmaria doada ainda no século 18, a região sul da Capital vai se constituir em grandes extensões de terras, em cujas fazendas se cultivavam arroz, milho, aipim e frutas, além da criação do gado leiteiro. E isso só era possível devido à irrigação pelo Arroio Capivara, que proporcionava fertilidade à região. Era o arrabalde de uma Porto Alegre bucólica e solitária, margeada pelas águas do Guaíba.
Durante muitos anos, o Arroio Capivara foi a fronteira entre as escassas fazendas e o rio. Entre elas encontrava-se a gleba de João Batista de Magalhães, mais conhecido por Juca Batista, um próspero comerciante e estancieiro de origem portuguesa que empreendeu nas terras deixadas por seu pai, cerca de 80 hectares, um império fundamentado no trabalho e na ajuda ao próximo. Era a vida organizando-se em torno das

estâncias, símbolo do gaúcho e do Estado.
Nascido em 29 de setembro de 1870, Juca Batista soube aproveitar a prodigiosa natureza da região, desenvolvendo a plantação de árvores frutíferas e a criação de gado leiteiro. A extensão de suas terras abrangia desde o Belém Velho até o atual Ipanema. Sua residência ficava nas imediações da avenida que hoje leva seu nome, estrada que, no passado, apesar do chão batido, era a única possibilidade de deslocamento entre o Centro e a Zona Sul. O asfalto viria bem mais tarde, na década de 1930, uma iniciativa do então vereador Flores da Cunha, na época, padrinho de Juca. Também eram limites de suas terras a Lomba do Capitão Alexandre, atualmente conhecida por estrada da Cavalhada, e as terras de Bernardo Dreyer, onde hoje está a Pedra Redonda, o Jardim Isabel e o Morro do Osso.
Durante muitos anos, Juca Batista empreendeu ações em prol da comunidade carente, tanto do seu bairro como dos vizinhos. Deslocando-se de barco pelo rio, fornecia produtos oriundos de sua fazenda a outras regiões da cidade. Em 1896, forneceu as primeiras mudas de árvores frutíferas e verduras aos pioneiros colonos da Vila Nova. Também mantinha, por meio de um trabalho social, algumas instituições de caridade, entre elas a Santa Casa de Misericórdia, o Pão dos Pobres e o Asilo Padre Cacique, desenvolvendo, assim, seu lado filantrópico.
Fundador da primeira casa comercial no bairro, local em que se podia comprar desde o alfinete até alimentos como açúcar e café, Batista doou uma parte de suas terras para a construção do cemitério da Vila Nova e para a Escola Estadual Odila Gay da Fonseca em Ipanema. Atualmente, o nome Juca Batista é lembrado em avenida e linha de ônibus que liga Ipanema ao Centro, uma forma de lembrar pelas realizações e homenagear aquele que foi um dos primeiros empreendedores da região.

Família de Juca Batista | Foto: Arquivo Pessoal

Família de Juca Batista | Foto: Arquivo Pessoal

Complexo gastronômico toma forma na Zona Sul

03 de julho de 2012 0

Bacchus é um dos carros-chefes da casa | Foto: Eduardo Rosa

Consumidor exigente no que diz respeito a culinária e atendimento ao cliente,o publicitário Rafael Ângelo transformou aspectos que considera carências nos restaurantes de Porto Alegre em uma proposta ousada — a criação de um complexo
gastronômico em Ipanema. Morador da Zona Norte, Rafael sentia falta de um local diferenciado na Zona Sul sempre que ia visitar o pai na Serraria. Com a ideia em mente, pesquisou as necessidades da região e, em 6 de junho, inaugurou a Confraria de São Jorge — nome escolhido pela sua devoção ao santo.
Atualmente, o espaço de 550 metros quadrados, dividido em três salões, oferece bufê executivo ao meio-dia e à la carte e rodízio de pizzas à noite. O proprietário conta que no projeto de ampliação, previsto para setembro, consta a construção de boteco, temakeria e champanharia, todos integrados ao restaurante:
— Quem vai para um happy hour, por exemplo,pode ficar para o jantar.
Rafael não demostra ser apenas um consumidor exigente, mas um empresário que atende seus clientes com o máximo de atenção. Por isso, desenvolveu um sistema de rodízio de pizzas bem particular, no qual os sabores são escolhidos no cardápio, e um braseiro sobre a mesa vai sendo reabastecido, em oposição ao tradicional modelo:
— Toda vez que eu saía com a minha esposa, queria uma coisa mais íntima. Por isso, tive essa ideia.
Para agilizar o atendimento, os pedidos são registrados em um tablet e, a fim de o cliente saber o que consome, as saladas são preparadas na mesa, assim como o clericot. O cardápio à la carte, que inclui massas, carnes, peixes e risotos, tem grande parte inspirada na culinária uruguaia. Uma parcela se deve à preferência do proprietário, outra é fruto da origem do chefe de cozinha e de alguns integrantes da equipe, nascidos no país vizinho.
— Sempre gostei do Uruguai, um povo de luta. E o Darwin (Darwin Mariño, 42 anos, chef do restaurante) é um dos melhores chefs de cozinha no Rio Grande do Sul, com experiência na França, na Espanha, na Argentina e no Paraguai — conta o dono do complexo gastronômico.
Na Confraria de São Jorge,um ambiente com poltronas confortáveis e churrasqueira no estilo uruguaio, os pães degustados no couvert e no chivito e a massa das pizzas são produzidos na própria cozinha do local. Para beber, há opções de vinhos, espumantes e chopes, entre outros. O bufê da Confraria de São Jorge (Rua Leblon, 397, Ipanema) funciona de terça a sexta, das 11h às 15h e, aos fins de semana, das 11h às 16h. À noite, o restaurante abre às 19h, de terça a domingo.

Uma praça esquecida na Vila Assunção

25 de junho de 2012 0

Texto e foto enviados por Gino Antônio Gerace

“Sou vizinho da Praça Tupiniquim, na Vila Assunção, local esquecido e abandonado pela nossa prefeitura. Há muito tempo, não existe mais poda de árvores, corte de grama, iluminação, entre outros. Por se tratar de uma região considerada nobre da cidade, pagamos altos impostos (como o IPTU), e o que temos em troca? Um local que serve de abrigo para usuários de drogas e carroceiros, como banheiro para os vigilantes de rua, além do abandono de lixo.
Como se não bastasse tudo isso, nas últimas semanas fomos pegos de surpresa: recebemos a visita de ratos e aranhas em nossa casa. Moro
nesse local há 30 anos, mas infelizmente só o que me restou foram as lembranças de um lugar onde passei minha infância brincando e jogando futebol, que, naquela época, era sinônimo de praça pública.”

Texto enviado por Ricardo Silva Freitas

“No dia 9 de junho, o 8° Distrito Escoteiro do Rio Grande do Sul realizou o 21º Mutirão Nacional Escoteiro de Ação Ecológica na Praça Tupiniquim. Participaram os Grupos Escoteiros Charruas, Lídia Moschetti, Brownsea, Do Mar Passo da Pátria, Monsenhor André Pedro Frank e Tupi-Guarani. O Grupo Escoteiro Monsenhor André P. Frank já havia adotado a praça e realizado algumas atividades por lá. No sábado anterior ao evento, foi organizada uma divulgação da atividade que seria realizada. A comunidade estava mobilizada no dia, e a Associação dos Moradores auxiliou na divulgação, possibilitando, inclusive, a participação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Pela parte da manhã, organizamos a coleta do lixo seletivo. À tarde, organizamos oficinas sobre água, erosão e reconhecimento de espécies vegetais. Jogos escoteiros também estiveram presentes, pois ninguém é de ferro! A integração entre os grupos e com a comunidade foi perfeita.”

CONTRAPONTO

O que diz a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) por meio de sua assessoria de comunicação:

Esclarecemos que temos ciência do problema enfrentado na Praça Tupiniquim. O local vem sofrendo com um sério problema de drenagem, que impede a manutenção da área, como ocorre nas outras 607 praças da Capital. No dia 9, a equipe do gabinete do secretário Luiz Fernando Záchia esteve no local, participando de ação do Grupo de Escoteiros e da comunidade. Foram solicitadas à Divisão de Construção e Manutenção, à Zonal Sul e à Turma de Operações Especiais as providências necessárias o mais breve possível para que a praça seja devolvida à população.

Da Zona Sul ao Everest

18 de junho de 2012 0

Texto e fotos enviados por Carmencita Hessel, blogueira do ZH Zona Sul

Em 19 de maio de 2012, o administrador de empresas Danilo Amorim Schultz, 29 anos, e sua prima Paula Kaap Amorim embarcaram rumo ao Nepal para realizar um de seus grandes sonhos: conhecer de perto o monte Everest, na fronteira do Nepal com a China. Depois de 22 horas de voo, a dupla chegou à cidade de Katmandu para organizar os últimos detalhes e se preparar para essa grande aventura de 17 dias pela cordilheira do Himalaia.
Segundo o morador do Guarujá, a capital do Nepal é uma cidade muito bagunçada e suja, porém dominada por um povo extremamente religioso e muito acolhedor.
— Ficamos encantados com simpatia e a boa energia dos nepaleses, mesmo vivendo num local com tanta miséria — conta Danilo, que conheceu em 2009 o monte Kilimanjaro, a 5.985 metros de altitude, na Tanzânia.
Após visitar templos e conhecer um pouco mais sobre a fé da população local, ele e a prima embarcaram em um pequeno avião com destino a Lukla, um vilarejo localizado a 2,8 mil metros de altitude que tem um dos aeroportos mais perigosos do mundo. Danilo relata que foram 17 dias caminhando por vales maravilhosos e lugares espetaculares, com paisagens surreais. 
— Alta adrenalina subindo e descendo montanhas, respirando o mais puro ar já senti — destaca.
Conforme o montanhista, a decisão que já havia sido muito bem estudada no Brasil era percorrer uma trilha de aproximadamente 200 quilômetros, partindo de Lukla até Gokio (4,7 mil de altitude), passando por Namche Bazar (3,3 mil metros), subir o monte Gokio Ri (5.483 metros), cruzar o glaciar Ngozumba, desafiando o frio intenso e a erosão constante do local para poder realizar a passagem do Cho La Pás (5.370 metros).
A trilha seguiu em direção ao acampamento base do Everest (5.364 metros), subindo o Monte Kalapathar (5.545m) para enfim descer até Dingboche (4.530 metros), descansar e começar a escalar o Monte Island Peak (6.180 metros). Danilo e Paula conseguiram realizar 80% da viagem. O próprio Danilo relata o desfecho da incrível aventura asiática:
— Infelizmente o Island Peak ficou para uma próxima. Foram diversos os fatores que nos levaram a tomar a triste decisão: mal-estar, tempo ruim e cansaço psicológico! Sim, nunca acreditei que meu psicológico me derrubaria num local como esse, mas após 12 dias comendo comida de sherpa (a pessoa encarregada de levar comida e equipamentos, para o acampamento mais alto), passando frio, sentindo falta de um bom banho quente, dormindo mal, sem ter comunicação com familiares e amigos e sentindo algum desconforto causado pela altitude, o seu corpo começa a reclamar aos poucos.
Costumo dizer que os momentos em que passei no Nepal, foram com certeza os melhores da minha vida em termos de aventura, coloquei meu corpo, espírito e mente à prova e realizei um baita sonho de ver o Everest a poucos metros. Obrigado a todos pela motivação, apoio e carinho.
Danilo está organizando um livro detalhando a experiência que deverá ser lançado até junho de 2013.

Que área é essa?

12 de junho de 2012 0

Texto e imagens enviados pelo blogueiro ZH Zona Sul Luiz Antonio Henriques da Silva:

Dias atrás, um post sobre a especulação imobiliária na Zona Sul afirmava que o verde, a vista do Guaíba, os pássaros e os morros estavam desaparecendo. Quer pelas construções novas, quer pela obstrução da vista, do vento e de alterações do clima local, causadas por edifícios cada vez mais altos, que se erguem cada vez mais próximos uns dos outros.
Agora leio aqui no blog sobre a lei sancionada que inclui a Vila Conceição na rota dos túneis verdes. Aproveito para mandar foto de uma área verde, que ficou no miolo do quarteirão formado pelas vias Dr. Barcelos, Dr. Dias de Carvalho, Marechal Hermes e Otto Niemeyer.

Pelo mapa, parece um quarteirão normal, mas quem chegar até ele para conhecer…

Quanta diferença! Segundo informações, a área verde acabou se formando, pois havia projeto de uma escola que seria erguida na continuação da Rua Dr. Castro de Menezes, até a Avenida Otto Niemeyer. Como o projeto não ocorreu, venderam os lotes de frente para as ruas do quarteirão e o miolo, onde ficaria a tal escola. Acabou por se transformar nessa densa mata cortada por um banhado, onde saracuras, caturritas e outros pássaros vivem resguardados para alegria de quem reside nas proximidades.
Os prédios que foram construídos até alguns anos atrás tinham ocupação do terreno até o inicio desta área, depois nada podia ser construído para fazer a preservação. Com a especulação de hoje e alterações no Plano Diretor, estou temendo que essa área esteja com seus dias contados também, pois uma construção já ocupou uma parte dela e as casas antigas dos terrenos lindeiros começaram a ser vendidas.
Gostaria de saber sobre a situação legal da área perante o Plano Diretor e Secretarias ligadas ao Meio ambiente, para não sermos surpreendidos por situações irreversíveis. Conto com os blogueiros e equipe do ZH Zona Sul para saber a resposta. Estamos de olho! Para que a Zona Sul continue sendo tudo de bom!

Cavalgada da Lua Cheia é opção de passeio noturno para esta sexta

07 de junho de 2012 0

A segunda Cavalgada da Lua Cheia de 2012 ocorrerá nesta sexta-feira, dia 8. O passeio noturno faz parte dos atrativos da rota turística Caminhos Rurais de Porto Alegre e é apoiado pela Secretaria Municipal de Turismo.

A cavalgada percorrerá estradas da Zona Sul e terá saída às 20h da Cabanha La Paloma (Avenida Edgar Pires de Castro, 9089, bairro Lageado). O itinerário seguirá pelas estradas São Caetano, Taquara, e retornará à Avenida Edgar Pires. O percurso é realizado em ritmo de “passo” (lento) e acompanhado por monitores, mas a recomendação para quem não tem experiência em montaria é agendar uma aula experimental, gratuita, com a própria cabanha.

Os cavalos podem ser alugados na propriedade, já encilhados, a R$ 70. A programação inclui ainda um jantar campeiro ao som de música nativista, que poderá ser degustado pelos cavaleiros e amazonas ao final do roteiro e também por quem preferir permanecer na cabanha enquanto se realiza a cavalgada. O valor da refeição é de R$ 17 por pessoa.

Em qualquer uma das opções, é necessário fazer reservas pelo telefone (51) 9972-2112, com Mari Barbosa, proprietária da La Paloma e organizadora das cavalgadas. O programa só é cancelado em caso de chuva.

Quem preferir um pacote que inclua transporte até a cabana, guia de turismo e jantar (exceto o aluguel de cavalos), tem a opção oferecida pela agência receptiva Bonete Tur. Informações pelos telefones (51) 3019-0689 e 9964-7364. A agência Tri Legal também está comercializando pacotes para atividade. Informações pelo telefone (51) 3221-7201 ou pelo e-mail trilegalturismo@hotmail.com e site.

Recomendações:

— É exigido o uso de calça ou bombacha, tênis ou botas sem salto alto;

— É recomendável o uso de chapéu, boné, boina ou capacete, e, ainda, um casaco leve caso à noite esfrie;

— Mantenha distância entre os cavalos, evitando coices entre os animais;

— Esteja atento durante o trajeto;

— Cuidado para não prender os pés nos estribos;

— Cavalos poderão ser ocupados apenas por uma pessoa;

— Crianças menores de 10 anos não poderão conduzir o animal.