Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Marcel: Com o Magnano, o Brasil não perde mais para si mesmo

13 de setembro de 2011 0

Conversei com Marcel de Souza, ex-ala da Seleção Brasileira que conquistou junto com Oscar os Jogos Pan-Americanos de 1987 nos Estados Unidos. Polêmico, ele criticou o fato de os holofotes estarem todos em cima da seleção brasileira masculina.

— O time feminino teve mais sucesso que o masculino nos últimos anos, mas a divulgação é fraca — dispara.

Por outro lado, Marcel comemorou a classificação aos Jogos Olímpicos de 2012 por achar que ela atrairá mais investimento no basquete brasileiro. Ele, que pretende voltar a trabalhar como treinador, não engrossa o coro de elogios a Rubén Magnano. Mas admite:

— É claro que tem muito do dedo do Magnano porque o Brasil não perde para si mesmo. É o que acontecia antigamente.

Curte aí os principais trechos da conversa:

Zona Morta: Qual a importância da vaga olímpica?
Marcel de Souza:
Para nós, que estamos fora do eixo, isso é de fundamental importância para emprego. Hoje em dia não há emprego para técnicos. Quando há, o dinheiro é pouco. Não dá para aceitar, mas é o que temos. Agora se o Brasil vai para a Olimpíada, tem mais investimento. Aí aumenta o salário e a divulgação.

No Brasil a gente vive só dos resultados da seleção brasileira masculina adulta no Pré-Olímpico e nas Olimpíadas. É esse time que representa o basquete brasileiro. O time feminino teve mais sucesso que o masculino nos últimos anos, mas a divulgação é fraca.

ZM: Gostaria de voltar a trabalhar no basquete?
Marcel: Se convidado, sim, hoje em dia é difícil. Os postos estão ocupados.

ZM: Os times estão contratando treinadores argentinos...
Marcel: Claro, é a Argentina quem ganha.

ZM: E o trabalho de Magnano na seleção?
Marcel: É um excelente técnico, mas quem ganha o jogo é o jogador. O Schumacher é um excelente piloto. Em lugar ele está? Se ele tivesse o carro do Vettel, seria líder. É claro que tem muito do dedo do Magnano porque o Brasil não perde para si mesmo. É o que acontecia antigamente. Se for pegar o retrospecto dos 16 anos, o time que mais perto chegou do sucesso foi o Brasil. No Mundial, no ano passado, os Estados Unidos passaram por cima de todo mundo, menos do Brasil. Se o Magnano tem algum mérito, é fazer o Brasil não perder para si mesmo.

ZM: E as novidades da seleção, como o Vitor Benite, o Hettsheimeir...
Marcel: Estão dizendo que o Rafael Hettsheimeir é novo. Ele é tudo, menos novo. Disputava Copa América com 19 anos. É novo para nós. Temos uma tonelada de jogadores, fora os que nem conhecemos, disputando categorias de base em outros países. Eles vão embora, jogam bem e fazem carreira. Não querem vir porque não têm chance. Dizem que aqui é treino de juvenil, e não de cara profissional.

Share

Basquete do Brasil a um jogo de Londres-2012

07 de setembro de 2011 0



Alex vai para a cesta / Foto: Martin Mejia, AP



Uma parte da história do basquete brasileiro foi escrita nesta noite em Mar del Plata. A Seleção Brasileira foi valente ao enfrentar um ginásio lotado de torcedores adversários e não se intimidou diante dos favoritos do Pré-Olímpico: aplicou 73 a 71 na Argentina, com direito a toco de Rafael hettsheimeir em Luis Scola. O garoto, aliás, foi o cestinha brasileiro, com 19 pontos. O Brasil não precisou de Nenê, Leandrinho nem Varejão para cometer o crime. Talvez não necessite, pelo menos, do pivô do Denver Nuggets para fazer uma boa campanha em Londres no ano que vem.

Mas antes de pensar na Olimpíada, vale lembrar que a vaga não está garantida. O que o Brasil conseguiu foi um lugar na semifinal. Na teoria, estamos a um jogo de irmos à Inglaterra. Na prática, ainda é necessário fugir do quarto lugar. A vantagem é que não é preciso secar ninguém.

A Seleção é uma das líderes do grupo único da segunda fase, com cinco vitórias em seis jogos, ao lado da Argentina e de Porto Rico, que mais tarde aplicou 79 a 62 na República Dominicana. Vencendo Porto Rico amanhã às 20h30min, o time de Rubén Magnano se garante entre os dois primeiros e, de quebra, foge de uma Argentina sedenta por vingança, já que os hermanitos têm vantagem sobre Porto Rico no confronto direto e, se perderem para a República Dominicana, nos deixam na liderança isolada.

Ou seja, estamos, sim, a um jogo de ir a uma Olimpíada 16 anos depois da última participação. Este jogo será no sábado à noite, às 19h ou às 21h15min. E se vencermos amanhã, será mais fácil. É a faca e o queijo na mão.

A festa deve ser grande na casa dos hettsheimeir. O garotão Rafael desbancou o astro do San Antonio Spurs Tiago Splitter do papel de protagonista no garrafão e brigou pau a pau com Scola, que terá pesadelos com o jogador do Zaragoza. O “Rafael Grandão”, como vem sendo chamado pelos companheiros, foi, além de cestinha nacional, o maior reboteiro da equipe, com oito capturas, três a menos que Scola. Arremessou 11 bolas, todas para dois pontos, e converteu nove. Aproveitamento de 82%. E ele já tinha jogado bem contra o Uruguai.

O maior “garçom” desta vez não foi Marcelo Huertas, mas sim seu ex-companheiro Tiago Splitter, com três assistências. Uma delas foi aquele belíssimo passe de costas para Marquinhos converter embaixo da cesta. Mas o armador do Barcelona voltou a ser importante, sendo o segundo maior pontuador do time e terceiro do jogo, com 17. Podia ter sido o cestinha do jogo se não tivesse decepcionado nas bolas para três: só acertou uma em seis tiros.

Depois de um começo preocupante, o time brasileiro cresceu na hora certa. Se não tiver salto alto, vai fácil para a Olimpíada. Mas a importância desta partida vai além da possível — e até provável — vaga. Pode ser o divisor de águas no basquete nacional, que já iniciou sua reestruturação há três anos com o NBB. Quem sabe o dia 7 de Setembro de 2011 se torna o dia da Independência do basquete brasileiro?

Share

Nova geração garante a melhor atuação do Brasil em Mar del Plata

05 de setembro de 2011 0


Benite substituiu Alex e marcou 21 pontos / Maxi Failla, AFP

A Seleção Brasileira conseguiu sua atuação mais contundente neste Pré-Olímpico ao aplicar nesta segunda 93 a 66 no Uruguai, no jogo que fechou a primeira rodada da segunda etapa do torneio em Mar del Plata. O adversário estava fragilizado, sem o ala Maurício Aguiar e o armador Martin Osimani, e o domínio brasileiro era previsível. O que surpreendeu positivamente foi o desempenho da nova geração.

Um dos principais nomes do basquete nacional nos últimos anos, o ala Alex Garcia sofreu uma lesão no ombro quando o jogo mal havia começado. O ala Vitor Benite não se intimidou: substituiu o veterano com maestria, sendo o cestinha da partida com 21 pontos. Se não tinha a facilidade do camisa 10 em fazer a transição, o jogador do Limeira soube ter inteligência para receber a bola desmarcado. Principalmente aparecendo livre na linha de três — de onde acertou cinco de sete chutes.
— A defesa estava mais forte, o time rodou mais. Quando a defesa está bem acertada, conseguimos jogar com mais naturalidade — explicou o cestinha após a partida, em entrevista ao SporTV.
De fato, a defesa funcionou. O Brasil alternava marcação individual com zona 3-2. Foi homem a homem que a Seleção impediu o Uruguai de pontuar nos três primeiros minutos do terceiro quarto, obrigando o técnico Gerardo Jauri a se irritar e pedir tempo duas vezes seguidas.
Desfalcado, o Uruguai apostou nos arremessos do armador Javier Martinez e na dupla de pivôs Sebastian Vásquez e, principalmente, Esteban Batista. Se a bola de Martinez pouco caía, Batista levava vantagem nas disputas com Tiago Splitter. Aí entrou a nova geração: os pivôs Caio Torres, Augusto Lima e Rafael Hettsheimer ganharam a confiança de Rubén Magnano para impedirem o domínio charrua no garrafão. Deu mais do que certo, e os três coroaram os bons desempenhos com bonitas enterradas.
O armador Rafael Luz se soltou mais que nas oportunidades anteriores. Apareceu bem municiando Benite e realizando jogadas individuais, como a bandeja que definiu a vantagem de nove pontos ao final do primeiro quarto.
Em relação aos titulares, Marcelo Huertas foi mais uma vez o principal nome do Brasil. Na ausência da velocidade de Alex, soube cadenciar o jogo e deixar Benite à vontade, sendo um dos responsáveis pela grata surpresa da noite. Quando Alex voltou à quadra, o Brasil passou a explorar as jogadas de transição, ganhando mais uma opção ofensiva e dificultando ainda mais a vida dos uruguaios.
Marquinhos não foi protagonista como nas outras vezes, mas se entendeu bem com Benite na movimentação e também apareceu desmarcado. Foi o segundo maior pontuador do time ao lado de Guilherme Giovannoni, cada um com 12. O pivô do Brasília, apesar dos pontos, cometeu muitas faltas e se afobou ao realizar alguns passes.  Apesar das dificuldades no duelo com Batista, Tiago Splitter se saiu bem, sendo o maior reboteiro do jogo com oito capturas, três a mais que o uruguaio.
Outros nomes conhecidos entraram em quadra: Marcelinho, que incrivelmente não pontuou, e Nezinho. Os dois tiveram atuações apagadas. Até porque a noite era da nova geração.
Share

Brasil erra muito e perde a primeira em Mar del Plata

02 de setembro de 2011 0

Marquinhos tenta bloquear Martinez: caribenho levou vantagem no garrafão brasileiro / Foto: Martin Mejia, AP

No teste mais complicado do Pré-Olímpico de Mar Del Plata, a Seleção Brasileira voltou a pecar pela irregularidade e sofreu na noite desta sexta a primeira derrota: 79 a 74 para a República Dominicana. Com 22 pontos, o pivô Al Horford, do Atlanta Hawks, foi o cestinha da partida pelo lado caribenho, e seu parceiro de garrafão Jack Martinez, que atua em seu país, se destacou com 10 rebotes, mesmo número de Tiago Splitter. Pelo lado nacional, Marquinhos foi o maior pontuador com 18.

— É um triunfo muito importante para nosso país. O Brasil tem uma grande equipe — disse Horford ao canal SporTV no final da partida.
O armador Marcelo Huertas voltou a ter boa atuação, mas errou mais do que deveria, em parte graças à dura marcação de Luis Flores. Em alguns momentos, forçava passes longos sem necessidade e errava. Nas infiltrações, nem sempre levava vantagem diante de uma defesa muito superior às de Canadá e Venezuela. Splitter teve muitas dificuldades no duelo com o Martinez, principal destaque adversário. Também errou muito os lances livres — foram quatro acertos em nove tentativas.
A situação do blumenauense era ainda mais complicada devido à falta de parceria no garrafão — Guilherme Giovannoni teve uma atuação fraquíssima. Apesar dos sete rebotes, o camisa 12 comprometeu perdendo chutes — errou as cinco bolas de três pontos que tentou — e fazendo faltas. Alex Garcia dava velocidade ao time brasileiro, mas tinha dificuldades para superar Francisco García, do Sacramento Kings, no duelo particular. Marquinhos se destacou muito nos primeiros minutos, mas caiu de produção no momento mais decisivo na partida.
Marcelinho, que iniciou o jogo na reserva, apareceu bem quando entrou, marcando oito pontos nos 15min em que atuou. Talvez sua experiência pudesse ter ajudado mais a equipe se Magnano tivesse o mantido na quadra por mais tempo.
Pelo lado dominicano, Jack Martinez usava a força para levar vantagem dentro do garrafão brasileiro. Além dos rebotes, fornecia boas assistências aos companheiros. Muito marcado na primeira etapa, Francisco Garcia contou com a desatenção brasileira no segundo tempo, quando apareceu converteu quatro de cinco tentativas para três pontos. Flores se destacou mais pela atuação defensiva, forçando Huertas, o principal jogador do Brasil, a errar muito — foram 10 passes errados do armador do Barcelona.
O destaque negativo foi Charlie Villanueva, pivô do Detroit Pistons. Um dos principais jogadores de seu país, ele entrou em quadra muito nervoso, abusando das faltas.
Como haviam perdido para o Canadá na quinta, os dominicanos não garantem a liderança do grupo com o resultado — se eles tivessem vencido por mais de seis pontos, a coisa teria ficado feia.  Agora, para ficar em primeiro na chave, o Brasil depende de uma vitória do Canadá em cima da Venezuela, além, é claro, de um bom resultado diante de Cuba no sábado. A vaga em primeiro lugar é essencial para fugir da Argentina nas quartas de final. Senão encrespa.


Share

Irregular, Brasil consegue segunda vitória suada em Mar del Plata

31 de agosto de 2011 0



Huertas (9) e Vitor Benite (8) marcam o canadense Cory Joseph / Foto: Maxi Failla, AFP



Sabe aquelas noites de insônia? Você dorme um pouco, acorda, dorme mais um pouco, acorda e perde o sono de vez... Assim foi a Seleção Brasileira nesta quarta em Mar del Plata. Largou atrás do Canadá no primeiro quarto, reagiu terminando a segunda parcial cinco pontos na frente, mas permitiu que o rival diminuísse na terceira etapa. No final, acordou de vez e, com um show do armador Marcelo Huertas, garantiu a vitória por 69 a 57 na segunda partida pelo Pré-Olímpico.

— Gosto de ter a bola na mão, seja para arremessar ou dirigir a equipe em quadra — disse o armador após a partida ao canal SporTV.

> Brasil sofre para vencer a Venezuela na estreia

Neste jogo em que predominaram os erros e as fortes defesas, Huertas foi o cestinha com 17 pontos, seguido por Alex (13), Marcelinho e Guilherme Giovannoni, ambos com 12. O armador recentemente contratado pelo Barcelona ainda foi o maior pifador, com seis assistências. Splitter foi o maior reboteiro brasileiro, com 10 capturas. O destaque canadense foi Jermaine Anderson, com nove pontos, e Joel Anthony, com nove rebotes.

— É claro que todos gostariam de vencer por 30 ou 40 pontos, mas o importante é que nossa defesa está melhorando. No momento em que encaixarmos nosso ataque, rodarmos um pouquinho mais, será fácil jogar com essa defesa — disse Splitter.

O Brasil teve dificuldades no primeiro quarto, com Jermaine Anderson liderando a vitória parcial norte-americana por 17 a 12. Magnano deixou o ala Marcelinho em quadra por mais tempo na etapa seguinte. O Brasil reagiu, empatou a partida e o ala do Flamengo colocou o time cinco pontos na frente com duas cestas seguidas, a segunda delas da zona morta.

A Seleção era um time mais rápido que no primeiro jogo. As jogadas ofensivas encaixavam melhor. A velocidade de Alex e a facilidade de Marcelo Huertas em pensar boas jogadas em pouco tempo foram determinantes.

Atuando cravado no garrafão, Splitter sofreu a dura marcação de Joel Anthony, pivô do Miami Heat. Mesmo diante do gigante canadense, o catarinense conseguiu executar jogadas de pick-and-roll com Huertas e Marcelinho. Mas a eficiente defesa canadense induzia o time ao erro, evitando um distanciamento no placar. Ao final da parcial, o placar era de 33 a 28.

O Brasil de altos e baixos voltou para o terceiro quarto errando muito. Principalmente depois que Alex sentiu o pescoço ao trombar com o ala Carl English.

O Canadá chegou a passar novamente à frente com Anthony, mas logo em seguida o ala Denham Brown cometeu uma falta técnica, permitindo que Marcelinho e Alex colocassem novamente o Brasil na frente. Graças a um chute certeiro do pivô Aaron Doornekamp, o Canadá entrou na última parcial perdendo por apenas um ponto: 47 a 16.

Se foi irregular durante o jogo, o Brasil conseguiu fazer como na estreia: matar o jogo no fim. Tudo isso porque Huertas chamou para si a responsabilidade. Não apenas convertendo — fez 10 de seus 17 pontos na parcial —, mas também pifando os companheiros.

Como as jogadas com Splitter, seu ex-companheiro de Caja Laboral, estavam manjadas e o catarinense era bem marcado por Anthony, Huertas buscou mais a cesta. Defensivamente, se postou bem e fez boas jogadas de transição com Alex, que mais uma vez se mostrou uma peça chave na posição antes ocupada pelo Leandrinho.

Ainda assim, o Brasil precisa melhorar muito para evitar uma surpresa desagradável na próxima partida, diante da República Dominicana, na sexta-feira às 18h. Que Rubén Magnano aproveite bem a folga de quinta para dar um jeito no time.

Share

Nenê joga bola para se sentir perto do Brasil

17 de agosto de 2011 0

Nenê joga bola com amigos argentinos, peruanos e brasileiros

Já que pediu dispensa da Seleção "por motivos contratuais e pessoais", o pivô Nenê dá um jeito de se sentir perto do Brasil enquanto não se define o impasse entre atletas e times da NBA. O Denver Post publicou uma foto do pivô jogando futebol com amigos brasileiros, argentinos e peruanos que moram na capital do Colorado.

— Me sinto mais perto do Brasil. Sinto muita falta, meus amigos moram lá. Mas eu posso vir para cá, jogar futebol e aproveitar. É um esporte que eu amo — disse Nenê ao jornal.

Como não pode treinar nas dependências do Nuggets, por causa do lockout, Nenê usa o futebol e as artes marciais para se manter em forma. A greve é patronal, levando os donos das franquias da NBA a não permitirem aos jogadores trabalharem nas dependências dos times.

— Neste momento, não tenho emprego — disse o jogador.

Impossível não lembrar de Leandrinho jogando futebol em 2008, depois de ter pedido dispensa da Seleção. Não quero defender Nenê, mas tenho que reconhecer que a situação é diferente. Ao contrário do ala, que havia alegado problemas físicos para pedir dispensa do último Pré-Olímpico, Nenê deixou claro que não vai a Mar del Plata por questões pessoais.

A principal delas seria o nascimento de seu primeiro filho. Por isso, ele não pensa em ganhar euros durante o lockout.

— Não quero ir à Europa. Quero aproveitar minha folga. É uma época mágica (com o bebê) — diz o pivô. — Olho para ele o tempo todo. É tão legal...

Share

Kobe quer jogar no NBB

16 de agosto de 2011 0

Imagina a fera no NBB... | Harry How, AFP, BD - 12/04/2011

Um dos melhores jogadores do mundo quer disputar o NBB. Segundo a revista Máquina do Esporte, o ala Kobe Bryant planeja atuar no basquete brasileiro durante o lockout da NBA. O valor pedido pelo astro é muito alto, e isso não deve acontecer, mas o fato vale pela curiosidade: Kobe seria amigo pessoal do astro Ronaldinho, amante de futebol e teria o sonho de conhecer e morar por aqui. Ou seja, se ele viesse, jogaria no Flamengo. Imaginem uma dupla de alas formada por Kobe e Marcelinho...

> Mais sobre o lockout

Kobe acha que está oferecendo uma pechincha aos brasileiros. Ele pediu salários de "apenas" US$ 1 milhão, o equivalente a cerca de R$ 1,5 milhão, além dos custos com hospedagem e transporte. Nem clube de futebol paga tudo isso por aqui. Mas é menos que o craque quer para jogar na Turquia e China: US$ 1,5 milhão.

Além disso, o período que ele jogaria no Brasil seria indefinido. Quando terminasse o impasse entre atletas e franquias na NBA, ele voltaria a defender o Los Angeles Lakers. Jura...

Share

Huertas no Barça?

12 de julho de 2011 0



Reprodução, sport.es




Eleito o melhor armador da última Liga ACB, o paulista Marcelo Huertas pode estar mudando de ares na Espanha. Segundo o site do jornal catalão Sport, o jogador que está treinando com a Seleção Brasileira em São Paulo está decidido a se transferir para o Barcelona. Ele está no último ano de contrato com o Caja Laboral e, segundo a reportagem, recusou uma oferta de renovação com um aumento de salário em 20%, fixando em € 3 milhões a multa rescisória (cerca de R$ 6,64 milhões).
"O Barça Regal o apresentou uma proposta para as três próximas temporadas e com salário muito superior ao que vem recebendo no Caja Laboral, onde era o terceiro jogador pior pago no plantel, uma situação injustificável para um jogador que tem demonstrado ser chave nos esquemas do (técnico do Caja) Dusko Ivanovic", diz o Sport.
Apesar da parcialidade do Sport, que é um jornal que sempre toma partido pelo Barcelona, é realmente injustificável desvalorizar um jogador da qualidade de Huertas desta maneira. Se isso for verdade, ele deve mesmo deixar o clube basco.


Share

Otimismo pela seleção no Pré-Olímpico

07 de julho de 2011 0

Conforme eu escrevi no post anterior, as dificuldades do Brasil no Pré-Olimpico não serão poucas com todos os desfalques. Leandrinho e Nenê pediram dispensa, Varejão está lesionado e o lockout da NBA ainda pode dificultar a presença de Tiago Splitter. Mas uma grande autoridade no assunto, que recentemente visitou o local de treinos do time de Moncho Monsalve, está otimista. Saiba quem e por que clicando aqui.

Share

Pedidos de dispensa e lockout: obstáculos na caminhada rumo a Londres-2012

05 de julho de 2011 0

Passado o Mundial da Turquia, no qual o Brasil foi eliminado pela Argentina depois de ficar a uma cesta de ser o único time a superar os campeões norte-americanos, o grande desafio deste ano para a seleção do técnico Rubén Magnano será o Pré-Olímpico de Mar del Plata. Diante do desafio de dar fim a uma seca de 16 anos sem disputar uma Olimpíada, o time verde-amarelo já se vê diante de alguns obstáculos na caminhada rumo a Londres 2012.

Logo de cara, dois dos principais jogadores do país já pediram dispensa: o ala Leandrinho, do Toronto Raptors, e o pivô Nenê, do Denver Nuggets. O também pivô Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, está lesionado e, se viajar, será só para torcer





Splitter será importante para a Seleção | Jack Dempsey, AP

Splitter será importante para a Seleção | Jack Dempsey, AP




Ainda assim, o Brasil corre o risco de perder o seu último representante da NBA, o pivô Tiago Splitter. É que a NBA está em lockout — uma espécie de greve dos patrões, na qual os donos das franquias não deixam os jogadores trabalharem devido a uma divergência no contrato. Desta forma, os atletas não teriam garantias de que receberiam salários caso se lesionassem, o que obrigaria a CBB a contratar um seguro mais caro para o jogador.
Resumindo: Splitter também pode ficar fora do Mundial. Mas a tendência é que, caso o lockout se confirme, a CBB banque o valor. É um investimento, que deve ser pago pelos patrocinadores caso o time vá mesmo aos Jogos de Londres. Além de ser o único dos três pivôs da NBA que poderia ir à Argentina, a catarinense fez um grande Mundial no ano passado. E estava lesionado.
O Pré-Olímpico será disputado entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro em Mar del Plata. Confira a lista do Brasil, que ainda deve sofrer cortes até ficar com 12 nomes:
1. Huertas, Raulzinho, Larry Taylor, Nezinho
2. Vitor Benite, Marcelinho, Alex Garcia
3. Arthur, Diego Pinheiro, Marquinhos
4. Augusto Lima, Douglas, Guilherme
5. Caio Torres, Paulão, Rafael Hettsheimeir, Tiago Splitter

OBS: Claro que também é importante o fato de o lockout poder afetar a liga, que pode ter menos times ou até não acontecer. Mas isso só vai me preocupar depois do Pré-Olímpico.

Share