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The Exploited mostra que o punk não morreu

20 de novembro de 2009 0

O que é capaz de juntar skinheads, punks e metaleiros em um mesmo ambiente e de forma pacífica? O santo que opera tal milagre atende pelo nome de The Exploited. Foi isso que se viu na noite da última quarta-feira no Manara, em Porto Alegre, na primeira passagem dos escoceses pelo Rio Grande do Sul. Cabeças raspadas, moicanos e vastas cabeleiras unidas para presenciar uma das bandas punks mais emblemáticas do gênero. Quem abriu a noite foram os porto-alegrenses da Real Sociedade e da Unidos Pelo Ódio.

Não é para menos que o Exploited consegue a façanha de juntar tribos, por vezes, antagônicas. Surgido na segundo onda do movimento punk britânico, sempre se declararam representantes do estilo. Porém, conquistaram os skins por alguns elementos de sua música e de sua ideologia. Já os adoradores do metal começaram a ter olhos para o conjunto quando eles iniciarem a fase crossover (mistura de thrash com punk).

O massacre na Capital gaúcha foi anunciado quando o veterano vocalista Wattie Buchan apareceu no palco com seu moicano vermelho e bateu com o microfone na cabeça, em uma espécie de checagem de som. De cara, declarou a guerra (no bom sentido) com a clássica Let´s Start a War (Said Maggie One Day). A sequência do bombardeio veio com Fightback, do álbum Beat the Bastards (1996). Em seguida, mais sons das antigas: Massacre e Dead Cities. Depois, hinos do passado foram intercaladas com composições mais recentes. Rival Leaders, Troops of Tomorrow, Army Life, I Believe in Anarchy, Fuck The USA, Beat The Bastards, Chaos In My Life, Never Sell Out, Hollydays in the Sun e Fuck the System estavam no repertório.

No bis, teve Sex And Violence (com direito a fã convidado pela própria banda a cantar) e ainda Punk`s Not Dead e Was it Me, do último trabalho de estúdio Fuck The System (2003).

A satisfação de Wattie era visível no sorriso amarelo que ele dava entre cuspidas e batidas de microfone na cabeça. Mesmo com 30 anos de estrada, o tiozão de 53 anos mostrou empolgação juvenil. Seu irmão, o baterista Wullie Buchan, não ficou para trás na disposição, com batidas rápidas e pedais duplos bem executados. Ao lado dos veteranos, estavam o guitarrista Gav e o baixista Irish Rob, que também agitaram e interagiram com a plateia.

A apresentação do quarteto no Estado foi o atestado de que o título do primeiro disco Punk`s Not Dead (punk não está morto) não foi apenas o nome de um álbum. Mas, sim, uma visão do futuro quase com quase três décadas de antecedência.

O repertório:
Let´s Start a War (Said Maggie One Day)
Fightback
Dogs of War
Massacre
Chaos in My Life
Dead Cities
Alternative
U.K?82
Rival Leaders
Troops of Tomorrow
Noise Anoys
Never Sell Out
I Believe in Anarchy
Hollydays in the Sun
Beat the Bastards
Fuck the System
Army Life
Porno Slut
Fuck the USA

Bis
S+V
Punk´s Not Dead
Was it Me

Quer ter uma ideia do que foi o show? Assiste aos vídeos abaixo:

 

 

 


Postado por Homero Pivotto Jr.

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