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Um relato do Tears for Fears

05 de outubro de 2011 0

Na terça-feira à noite, o Tears for Fears se apresentou em Porto Alegre, lembrando, para muitos e de forma sentimental, como foram os anos 80/90. O jornalista santa-mariense Fritz Nunes foi ao show e, a convite do blog, compartilha suas impressões aí abaixo.

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Sem dúvida alguma, o show do Tears for Fears, na terça-feira à noite, em Porto Alegre, foi para matar a saudade de tudo de bom que se ouvia em termos de pop/rock nos anos 80. O set list já era conhecido por meio de shows que vinham acontecendo nas últimas semanas, em países da América do Sul.

A apresentação no Estado contou, na abertura, com um dos hits que lançou a banda inglesa para o estrelato, em 1985: Everybody Wants to Rule the World. Não faltaram algumas canções do disco mais recente do grupo, chamado Everybody Loves a Happy Ending (2004). Contudo, a galera, formada por público de idades variadas, delirou mesmo com velhos sucessos da banda, entre eles Mad World e Head Over Heels, da década de 80, e Advice for The Young at Hearts e Bad Man’s Song, já na transição para os 90.

Arriscando uma versão mais calma de Billie Jean, Roland Orzabal, que forma a dupla com Curt Smith, aventurou-se também no portunhol para se comunicar com o público. Para quem não sabe, Orzabal tem ascendência argentina, por parte de pai. Se nas turnês mais recentes os fãs da banda certamente se ressentiram de Oleta Adams, cantora de soul norte-americana, lançada no disco Sowing in the Seeds of Love, que estourou no início dos anos 1990, e que fazia uma backing vocal de respeito, puderam conhecer e admirar uma outra grande performance. Ao invés de Oleta, o anglo-canadense Michael Wainwright, que ganhou muitos aplausos na apresentação de Womain in Chains.

O show se encerrou com uma das mais expressivas músicas da carreira do Tears for Fears: Shout, fechando com chave de ouro uma noite que nos fez ter boas recordações. Lembramo-nos de que houve um tempo em que, mesmo as bandas consideradas pop, tinham ideias e se dispunham a refletir sobre a realidade, tendo o sucesso como consequência de sua qualidade e não como imposição econômica de grupos.



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