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Rock e loucura típicos dos mariachis

04 de agosto de 2012 0

Por Carolina Carvalho (Zoom de final de semana da Revista MIX)

Então você está em casa, sem muitas perspectivas. O telefone toca e, do outro lado, o camarada dispara: “Vamos dar uma volta? Tem uma banda legal… Los Mariachis Locos. Passo aí em meia hora.”. Você: a) Imagina uma festa regada a muita tequila, com três caras de bigode avantajado e sombreiro colorido, tocando e cantando ensurdecedora e animadamente? b) Imagina que seu camarada enlouqueceu e quer dar uma voltinha logo ali, no México, em pleno sábado à noite? c) Imagina um bar comum, perto da sua casa, com as pessoas sentadas tranquilamente, assistindo quatro rapazes que vestem jeans e camiseta, munidos de violões, contrabaixo e bateria e que apresentam desde Megadeth até Oingo Boingo?

É isso mesmo. Difíceis de visualizar pelo nome, Los Mariachis Locos de Santa Maria são os descritos na última alternativa. Há 10 anos percorrendo os bares da cidade, os meninos, que começaram a banda para diversão e consumo interno, comemoram uma década de shows e histórias para contar.

– Tudo começou meio de brincadeira. A gente se juntava para tocar violão. O baterista fazia umas percussões, e a gente cantava com uma entonação mais intensa. Começamos a zuar dizendo que parecíamos uns mariachis. E aí acabamos dando esse nome para a banda e a tocar nos bares – lembra Vinícius Brum (voz e violão).

O baterista que caprichava na percussão, lá no início da banda, era o Alemão, que hoje comanda as baquetas da Rinoceronte. Há cerca de 5 anos, Alemão deu lugar a Pablo Castro, e Maurício Brum (baixo) se juntou ao trio que contava ainda com Diego Fiorenza (violão e voz).

A loucura toda desses mariachis gaúchos começou em 1999, quando Diego e Vinícius, vindos de outros cantos do Estado, foram parar na mesma sala de aula do Colégio Militar. Ainda nos tempos da escola, eles formaram a primeira banda juntos, mas só saíram da garagem quando o Alemão entrou na dança, e os três vestiram o sombreiro. Com um repertório variado, os meninos abriram espaço para canções nacionais. Cássia Eller, Lobão, Ultramen e o sempre pedido Raul Seixas faziam parte do repertório, mas dividiam espaço com figurões do rock internacional, como Nirvana, Live e Sublime. Hoje, a banda eletroacústica foca só na parte gringa do show e incluiu alguns artistas novos no set list. O que não muda mesmo é o estilo:

– A gente tenta dar uma roupagem nova para o som. Não fazemos muitos solos e damos mais ênfase ao trabalho vocal – explica Vinícius. Nesse 10 anos de banda, Los Mariachis Locos já fizeram shows – sempre mais intimistas, já que é basicamente acústico – pela região. E, em breve, deve pintar novidade por aí. Os rapazes andam querendo entrar para o campo das composições próprias. Na sexta-feira, eles se apresentaram no Boteco do Rosário e, neste sábado, o show é no Zeppelin. E que venham mais 10 anos. Arriba!

Foto: Ronald Mendes

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