O Cineclube Lanterninha Aurélio exibe hoje o documentário Nascidos em Bordéis, produzido pela fotógrafa inglesa Zana Briski.
O filme mostra a relação criada entre ela e crianças de uma comunidade pobre de Calcutá, na Índia. Ao mesmo tempo que ensina fotografia, Zana retrata a miséria e a exploração sofrida por essas crianças.
‘NASCIDOS EM BORDÉIS’
Documentário. Cineclube Lanterninha Aurélio, no Auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55), hoje, às 19h. Duração: 85 min. Entrada grátis. Telefone: (55) 3222-8544.
Com o ciclo O Cinema no Debate Internacional, o Cineclube Lanterninha Aurélio exibe o capítulo Racismo: a Cor do Dinheiro do documentário Racismo: uma História, produzido pela rede BBC.
A sessão de cinema será nesta segunda-feira, às 19h, na Cesma (Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria, na Rua Professor Braga, 55). A entrada é gratuita.
Sinopse: O episódio mostra a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história. Traz uma visão de como o Haiti era uma grande colônia, considerada por muitos a mais rica das América, e logo após a revolução, com a independência dos escravos, passou a ser o país mais pobre do hemisfério norte. O vídeo mostra da exploração e escravatura dos chamados "povos inferiores".
Um dos aniversariantes do mês ganha ciclo de filmes em homenagem. O escritor Stephen King completa 65 anos com centenas de lançamentos literários na ficção de suspense e terror. Portanto, o Cineclube Lanterninha Aurélio selecionou quatro filmes inspirados na obra do autor para serem exibidos nas sessões de segunda-feira.
Nesta segunda, dia 3, rola o clássico O Iluminado (1980), dirigido por Stanley Kubrick e estrelado por Jack Nicholson. O cineclube funciona às 19h, no auditório da Cesma (Professor Braga, 55), com entrada gratuita.
Confira as próximas sessões do ciclo Stephen King deste mês:
Dia 10 - Carrie – A Estranha (1976, de Brian de Palma)
Dia 17 - Louca Obsessão (1990, de Rob Reiner)
Dia 24 - Um Sonho de Liberdade (1994, Frank Darabont)
Nesta segunda-feira, 12, o Cineclube Lanterninha Aurélio inicia uma programação em homenagem ao Dia do Cinema Gaúcho (comemorado em 27 de março). As exibições ocorrem nas segundas-feiras, às 19h, no auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55). A entrada é gratuita.
O ciclo deste mês inicia com o longa-metragem Antes que o Mundo Acabe (2009), de Ana Luiza Azevedo:
Sinopse de Antes que o Mundo Acabe, que será exibido nesta segunda-feira:
Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: como lidar com uma namorada que não sabe o que quer, como ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e como sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.
Neste mês, o Lantenrinha Aurélio exibirá também: Curtas do Prêmio Iecine (Cortejo Negro, de Diego Muller; Um Estrangeiro em Porto Alegre, de Fabiano de Souza e Cidade Fantasma, de Lisandro Santos) e o documentário Morro do Céu, de Gustavo Spolidoro.
Já em clima de Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC), o Cineclube Lanterninha Aurélio vai comemorar os 10 anos do festival com o ciclo Recomeçar Sempre.
Nesta segunda-feira, dia 14, e no dia 28, serão exibidos curtas-metragens que foram selecionados nas edições do SMVC. Após os filmes, haverá discusão sobre temas como a produção local, o valor do documentário e os rumos da animação.
Na primeira sessão do ciclo, será exibido hoje, às 19h, os curtas Ernesto no País do Futebol (2009), de André Queiróz e Thaís Bologna, e Engano (2008), de Cavi Borges.
O cineclube funciona no auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55). A entrada é gratuita. Informações no telefone: (55) 3222-8544.
O cineclubismo está forte na região central. Hoje e segunda-feira, ocorrerão sessões gratuitas de filmes na cidade e em Santiago.
O leitor do blog está ligado que o pessoal do Quadrinhos S.A. está promovendo, durante este mês, sessões de filmes dentro da temática Retrô, nas sextas. Nesta sexta-feira, dia 21, às 19h, será exibido o filme Rocketeer (1991), de Joe Johnston, no auditório da Prefeitura Municipal (Rua Venâncio Aires, 2.277). Ao final da exibição, haverá bate papo com integrantes do grupo.
Veja o trailer:
Após exibições em São Francisco de Assis e Manoel Viana, a itinerância do ciclo Outubro Rosa do Cineclube CineClio (de Santiago) exibirá o documentário Câncer - Sem Medo da Palavra, de Luiz Alberto Cassol. Nesta sexta à noite, às 19h30min, a sessão ocorrerá no auditório do prédio 9 da URI.
Na segunda-feira, dia 24, o Cineclube Lanterninha Aurélio exibe o longa Diários de Motocicleta, no ciclo Sobre Rodas. O filme de Walter Salles trata da história real dos amigos Ernesto Che Guevara e Alberto Granado, em uma viagem de motocicleta pela América do Sul, na década de 50. O longa é uma adaptação do livro De Moto pela América do Sul: Diário de Viagem, de Che Guevara.
Os cineclubes da região voltam com todo gás após o recesso de julho.
O Cineclube Unifra está apresentando o ciclo Gargalhada Geral. Neste sábado, às 15h, será exibido o longa Banzé no Oeste (1974), de Mel Brooks.
Sinopse: Rock Ridge é uma cidade que está prestes a ser atravessada por uma estrada de ferro. Neste momento, um bandido descerebrado contrata uma gangue para expulsar os moradores do povoado. A tentativa vai por água a baixo, porém a população fica sem um xerife. Não satisfeito, o bandoleiro convence o governador a nomear um negro para o posto vago. Em meio a um período racista, Bart assume a delegacia de Rock Ridge sob preconceito e desconfiança. No entanto, ele faz amizade com Jim, prisioneiro bêbado que se intitula o pistoleiro mais rápido do Oeste.
O Cineclube Unifra funciona todo sábado no conjunto 1 da Unifra (Rua dos Andradas, 1.614). A entrada é grátis.
Já em Santiago, sábado também é dia de cineclube. O Cineclube CineClio, que funciona na antiga Estação Férrea - hoje conhecida como Estação do Conhecimento - apresenta sessões infantis e adultas.
O ciclo infantil Humor, Ação e Fantasia na Terra da Poesia apresentará a animação, às 17h, Calango Lengo - Morte e Vida Sem Ver Água (2008), de Fernando Miller.
Sinopse: Calango Lengo (imagem), nordestino, tem que cumprir seu destino sem ter o que pôr no prato. Além de viver fugindo da morte que assombra o coitado.
Já o ciclo adulto tem como tema Música e Cinema. Neste sábado, será exibido, às 18h, o documentário Carmen Miranda: Bananas is my business (1994), de Helena Solberg.
Sinopse: O filme conta a extraordinária história da estrela brasileira que conquistou a imaginação e o coração do mundo. Carmen Miranda, nascida em Portugal e criada no Brasil, foi uma artista de imenso e que fez sucesso em Hollywood. O filme busca resgatar a identidade da artista.
O Cineclube Lanterninha Aurélio, da Cesma, promove sua primeira sessão em novo dia da semana. Agora, as exibições serão realizadas nas segundas-feiras e não mais nas quartas-feiras.
O horário segue o mesmo, às 19h, com entrada grátis. O cineclube funciona no Auditório da Cesma, na Rua Professor Braga, 55.
Dentro do ciclo Comédias Italianas, nesta segunda-feira será exibido Parente... É Serpente (Parenti Serpenti, 1992), do italiano Mario Monicelli, morto em novembro de 2010.
Carolina Berger, diretora e documentarista de Santa Maria, tem dois trabalhos exibidos nesta semana. Nesta quarta-feira, o documentário Paragem do Tempo (2009, 52min) será apresentado às 19h, na Cesma, pelo Cineclube Lanterninha Aurélio. O trabalho faz um retrato do distrito de Caçapava do Sul cuja história é contada pelos ciclos de extração mineral que ocorreram em diferentes épocas no século 20. Entre os temas que a diretora trabalha, aparece a ideia de como a noção da passagem do tempo pode ser percebida de diferentes maneiras.
E na sexta-feira, o documentário Herança (2007, 25min) será exibido na TV Câmara federal dentro do programa Olhares, que começa às 22h30min. O filme retrata o processo de desertificação do pampa gaúcho a partir de personagens que acompanham essa transformação.
Abaixo, uma resenha sobre Paragem do Tempo, originalmente publicada em 12 de junho de 2009, no Diário 2
Um ensaio sobre a passagem do tempo
Em 'Paragem do Tempo', diretora santa-mariense revisita Minas do Camaquã
Por Francisco Dalcol
Entre a rapidez e a lentidão, a noção da passagem do tempo pode ser percebida de diferentes maneiras. Ao produzir um documentário sobre as Minas do Camaquã, a diretora santa-mariense Carolina Berger resolveu trabalhar essa questão. O resultado é Paragem do Tempo, que será exibido hoje na TVE-RS e na TV Cultura. Financiado pelo DocTV, do governo federal, o trabalho faz um retrato do distrito de Caçapava do Sul cuja história é contada pelos ciclos de extração mineral que ocorreram em diferentes épocas no século 20.
Assim, o cenário é o de um lugar condenando ao isolamento. Carolina não caiu no perigo de simplificar seu trabalho a uma extensa reportagem de mais de 50 minutos, recheada de depoimentos e entrevistas. Formada em Jornalismo pela UFSM, com Mestrado em Documentário Cinematográfico pela Universidad del Cine, em Buenos Aires, ela fez o que se esperava: um documentário com uma linguagem autoral e artística, em que a história, ao invés de ser contada de forma mastigada como se faz no jornalismo, é apresentada de forma sugestiva. Assim, lacunas são deixadas para levar o espectador a um exercício de imaginação.
Com seus três personagens reais e seus cotidianos, Paragem do Tempo deixa claro que estamos em um lugar decadente e abandonado que lida com a memória de um passado próspero e glorioso. Afinal, muitas de suas visões de mundo hoje são alimentadas pela comparação de como as coisas eram e de como elas ficaram. Quando as máquinas funcionavam e os operários trabalhavam na extração de cobre, a cidade vivia na velocidade de uma grande fábrica. Com o fim do ciclo mineral, nos anos 90, restou uma calmaria que imprimiu outra noção de tempo ao lugar.
No documentário, essa sensação é despertada pelos sons _ e também pelos silêncios _ e pelos planos e enquadramentos muitas vezes contemplativos. Como efeito, o filme revela a beleza natural da geografia de Minas do Camaquã.
Muito do que foi construído para a extração mineral e para dar estrutura aos trabalhadores ainda está lá:
as máquinas, o antigo cinema, as casas dos operários, as placas de ruas com nomes de engenheiros e a casa do playboy Baby Pignatari, que foi dono das minas em um dos ciclos de mineração. Como tudo pertence ao passado, salta a sensação de abandono.
Isso fica evidente quando um dos personagens visita uma antiga mina de extração mineral lembrando como o trabalho era pesado, e a vida, orientada pelas jornadas. Mas Paragem do Tempo também trabalha com a esperança e a expectativa. Ao final, um de seus personagens sugere que ainda há muito minério a ser extraído, basta alguém investir no negócio. E, se isso acontecer, poderá melhorar a vida de muita gente, especialmente dos descendentes de operários que ali vivem, perpetuando o sonho que uma geração viu ser soterrado pela estagnação econômica.
Este é o segundo documentário da diretora após o premiado Herança, que retratou o processo de arenização no pampa gaúcho. O trabalho ganhou recursos do prêmio NUFF Global _ Climate Changes, um concurso da Noruega que financia projetos com foco nas mudanças climáticas. Herança foi o melhor documentário na competição nacional do Santa Maria Vídeo e Cinema em 2007. No Gramado Cine Vídeo, levou melhor documentário independente brasileiro. E ainda foi exibido em festivais na Europa.
O Blog do Zoom fala de cultura pop, música, cinema, literatura, teatro, artes, moda, internet, design, gastronomia, história, ideias, vida noturna e tudo mais, apresentando uma extensão da cobertura diária da coluna e da equipe de Variedades do Diário. É um espaço para notícias, curiosidades, opiniões e análises sobre o mundo da cultura local e global.